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Renault Captur 1.6 SCe CVT X-Tronic: Impressões ao dirigir

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O Renault Captur 1.6 SCe CVT X-Tronic chegou para completar a gama do crossover no mercado nacional, que até então contava apenas com a versão Zen 1.6 manual por R$ 78.900 e a topo de linha Intense 2.0 AT4, que teve seu preço elevado de R$ 89.490 para R$ 91.900, tudo por conta da novidade.



Falando nela, a transmissão CVT X-Tronic, chega como opção por um preço de R$ 84.900 na versão Zen e R$ 88.400 na Intense, ambas com motor 1.6 SCe de até 120 cv (confira aqui todos os detalhes desse lançamento). Agora sem o buraco entre as duas versões iniciais, o Renault Captur passa a atender um público maior e a expectativa é que as vendas acompanhe essa evolução.

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Dentro do lineup da marca, o Renault Captur atraiu apenas 5% dos donos de Duster, um percentual reduzido de canibalização, apesar dos preços muito próximos nas versões mais caras. Segundo a Renault, 50% dos compradores não pensavam em ter um carro da marca francesa e 85% preferem a pintura em dois tons.

A escolha do CVT foi devido ao conforto e a economia geradas pela tecnologia de correias e polias, que criam infinitas relações. No Renault Captur 1.6 SCe CVT X-Tronic, a caixa ainda vem com simulação de seis marchas, bem como sistema para retenção de marcha em retomadas. Não houve alterações no motor. Então, será que ficou melhor que o 2.0 AT4? Vamos ver isso mais adiante.

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Renault Captur 1.6 SCe CVT X-Tronic – Impressões ao dirigir

Você já conferiu a Avaliação NA do Captur 2.0 AT4. Agora é a vez da versão 1.6 CVT, mas por enquanto apenas em impressões rápidas. A diferença entre as duas propostas é perceptível, mas antes de qualquer comparação, vamos nos ater por agora à novidade que chegou.

O Renault Captur 1.6 CVT X-Tronic se mostrou um carro bem mais amigável. O motor 1.6 SCe entrega uma boa disposição para um propulsor que precisa empurrar 1.286 kg. Com 118 cv na gasolina e 120 cv no etanol, o quatro cilindros dá conta do recado para uma condução cotidiana. Tem bom torque em baixa e responde razoavelmente bem ao acelerador.

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A bordo do Captur CVT, ele trabalha mais manso, podendo ser tocado sem problemas em torno dos 1.500 rpm, que é onde o ponteiro fica boa parte do tempo em uma condição urbana. Subidas pouco íngremes já exigem mais giro, elevando o marcador para a casa dos 2.000 rpm ou pouco mais.

Nessas condições, o Renault Captur 1.6 SCe CVT X-Tronic tem uma saída até que esperta para seu porte e potência, precisando de uns 3.000 rpm para manter o embalo em subidas mais inclinadas, embora neste caso com certa lentidão na resposta. Da mesma forma, retomadas precisam disso, também na cidade. Sem marchas mecanicamente trocadas, o SUV compacto da Renault roda suave entre os carros, inclusive quando se usa o modo manual, que pode ser até tocado com os dedos na alavanca.

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Em saídas rápidas no modo Eco, sente-se o CVT deslizando até entregar a força necessária para uma performance melhor. Sem este recurso, o Renault Captur 1.6 SCe CVT X-Tronic se apresenta mais esperto e disposto. As reduções igualmente são feitas de forma suave e bem medida. Já na estrada, o conjunto motriz tem melhor presença.

Com retomadas medianas no modo Eco, o Renault Captur 1.6 SCe CVT X-Tronic acorda sem essa opção, mas rodando a 110 km/h, garante um trabalho suave para o motor a 2.000 rpm. Note, o 2.0 AT4 faz o mesmo em 2.800 rpm. Dessa forma, o utilitário esportivo apresentar uma condução mais prazerosa, silenciosa e econômica durante no ciclo rodoviário.

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Assim como na cidade, a rotação fica em torno de 3.000 rpm em ultrapassagens. Subidas longas exige um pouco menos, mas se for necessário uma retomada na elevação, o ponteiro chega facilmente aos 4.000 rpm ou mais. As reduções também foram adequadas para a proposta, assim como as mudanças das marchas virtuais na estrada. Mas, nem tudo é bom. Ao engatar D, N ou R, um pequeno tranco é sentido.

Ao dirigir o Renault Captur 1.6 SCe CVT X-Tronic, percebe-se uma calibração mais macia da suspensão em relação ao 2.0 AT4, mas sem comprometer a estabilidade e a condução. Mas, da mesma forma, permanece a direção eletro-hidráulica mais pesada em manobra, embora com certa eficiência ao dirigir. O mesmo se mantém em relação ao que já havíamos comentado do conjunto do carro. Suspensão bem ajustada, bom porta-malas e um visual realmente chamativo.

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Mesmo com meses de lançamento, o Renault Captur ainda chama atenção nas ruas, mesmo que a versão CVT não tenha qualquer diferencial em comparação com a 2.0 AT4. O visual com pintura biton realmente atrai muitos olhares. Porém, prevalece o pouco espaço no banco traseiro e a coluna de direção sem ajuste de profundidade.

Como se vê, a Renault resolveu parte dos problemas ao adicionar o CVT, que evidentemente cairia bem no 2.0. No entanto, se isso acontecesse, os 60% do mix para a novidade seriam reduzidos, sem dúvida, pois a diferença entre o Captur Intense 1.6 CVT completo e o Intense 2.0 AT4 é de somente R$ 1.000. Neste primeiro contato, não restaram dúvidas de que o conjunto da nova opção se mostrou melhor que a oferta já existente.

Renault Captur 1.6 SCe CVT X-Tronic – Galeria de fotos

Viagem a convite da Renault. 

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