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Renault Captur – Impressões ao dirigir

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Disposto a incomodar a concorrência com espaço, conforto, porta-malas e especialmente por seu design, o Renault Captur foi apresentado em São Paulo na La Maison Renault, um espaço da marca francesa com diversos eventos ao longo de fevereiro e março, localizado na rua Oscar Freire, 1.052, em São Paulo.

O Captur chega com a proposta de ser um modelo mais refinado e evoluído em relação ao robusto Duster – a Renault diz que da plataforma do SUV mais velho, apenas discos, pinças, eixo traseiro e cremalheira da direção são os mesmos. Ele chega em duas versões Zen (R$ 78.900) e Intense (R$ 89.490), equipadas com motor 1.6 SCe com câmbio manual de cinco marchas e 2.0 com transmissão automática de quatro marchas. Em maio, a Renault vai lançar a versão Intense com o esperado conjunto 1.6 SCe e câmbio CVT.

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O novo SUV compacto da Renault é quase um médio ou um “compacto grande”, isto porque mede 4,33 m de comprimento, 1,81 de largura, 1,62 de altura e 2,67 de entre eixos, o maior da categoria. O porta-malas fica na média do mercado com 437 litros. Mas, além do tamanho, o Captur apresenta também um estilo bem resolvido e muito distante da proposta do irmão Duster.

Aerodinâmico, o Renault Captur tem uma estética atraente, tendo faróis com projetores, LEDs diurnos em “C”, detalhes em preto brilhante, rodas de liga leve aro 17 de aspecto esportivo, traseira com lanternas compactas em LED, cintura alta e janelas bem delineadas. O utilitário esportivo chama atenção por sua boa combinação de cores de carroceria e teto, que nesse caso custa R$ 1.400 a mais. Mesclas como branco ou prata com teto preto e marrom com teto bege, chamam bastante atenção.

Essa mescla também é vista no interior, cujo painel pode ser totalmente escuro ou biton, que tem detalhes claros, assim como bancos em tecido com malha e detalhes em branco, apresentando um aspecto bem atraente. O ambiente interno tem um bom aspecto, mas não sofisticado. Plásticos duros se misturam com detalhes em preto brilhante e inserções de cromados. A instrumentação tem visual moderno e velocímetro digital, assim como computador.

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A multimídia mediaNav tem aparência simples, porém, é bem intuitiva e atende bem ao que se espera. Bluetooth, GPS com dados de tráfego, câmera de ré, score para economia, recomendações de condução eficiente e dados de performance também estão presentes. Na versão Intense, a qual testamos no evento, o ar-condicionado é automático. O porta-luvas tem iluminação e bom espaço. Os bancos são confortáveis e têm bom aspecto, inclusive no couro, mais sóbrio que o de tecido.

Retrovisores com basculamento elétrico, sensores de chuva e crepuscular, sensores de estacionamento, ajuste de altura dos faróis, botão de partida, chave-cartão, apoio de braço retrátil para condutor, entre outros, dão ao Renault Captur Intense um bom nível de equipamento, mas nem tudo são flores.

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O volante tem bom aspecto com detalhes cromados, mas o controle de cruzeiro/limitador é pouco ergonômico, tendo três botões bem separados, sendo o ativador mal posicionado entre os bancos dianteiros, assim como o modo ECO, logo ao lado. A coluna de direção tem pouco ajuste em altura e nenhuma em profundidade, prejudicando a posição de dirigir, que é elevada. Esse item poderia ser refeito, pois pessoas de estatura alta não ficarão bem a vontade.

Para apoiar bem as pernas no assento, o condutor estica demais os braços com o recuo do banco. Elevar a altura do assento é a única saída, mas para quem é alto, a impressão de dirigir passa de um SUV para uma minivan. Se recuar sem elevar o assento, o espaço atrás fica comprometido. Claro, tais condições se referem a um condutor com mais de 1,80 m. Evidentemente com menor estatura, as coisas ficarão mais fáceis.

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Há também o velho comando de áudio na coluna de direção, o mesmo visto nos demais compactos da Renault. Seria a hora de mudar esse conjunto para algo mais moderno, com todas as funções (incluindo cruzeiro e limitador) bem dispostos no volante. E tem mais, há poucos porta-copos de fato, contamos apenas dois entre os bancos dianteiros (um na frente e outro atrás). Os porta-objetos não são adequados para isso. Não há luzes nos espelhos dos para-sóis e o retrovisor interno é apenas dia e noite.

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A favor, volante em couro de boa empunhadura, apesar da regulagem limitada, comandos dos vidros elétricos one touch para subir e descer, boa área envidraçada, luzes de leitura, abertura do tanque no assoalho e uma boa altura interna. O Renault Captur estranhamente não surpreende em espaço para quem vai atrás. Apesar de amplo internamente, o espaço para quem vai atrás é menor que no Duster.

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O motivo é o banco traseiro avançado em relação às portas traseiras, denunciando seu deslocamento para privilegiar o porta-malas. Este, porém, não é profundo, já que o estepe externo fica logo abaixo. Se fosse recuado, o espaço para as pernas seria melhor, mas com o sacrifício de alguns litros no bagageiro. Não há ajuste longitudinal, mas bem que a Renault poderia introduzir isso mais adiante, pois ajudaria quando não há malas demais atrás.

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Renault Captur – Impressões ao dirigir

São Paulo/SP – Testamos a versão Intense do Renault Captur num circuito urbano e rodoviário. O crossover tem motor 2.0 Flex – ainda com tanquinho – que entrega 143/148 cv a 5.750 rpm e 20,2/20,9 kgfm a 4.000 rpm, respectivamente com gasolina e etanol. O proposto apresenta bom torque em baixas rotações e disposição no trânsito urbano. Na estrada, porém, parte de sua força é diluída pela transmissão automática de apenas quatro marchas.

Na cidade, ele trabalha bem, funcionamento entre 1.500 e 2.000 rpm. Em subidas não tão íngremes, necessita-se recorrer às mudanças manuais na alavanca para extrair algo a mais em cada marcha. Afinal, quatro velocidades exigem relações mais longas, ruins no cenário urbano. Caso contrário, a resposta será lenta e desconfortável.

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Na estrada, o Renault Captur Intense – com seus 1.352 kg – se comporta bem em cruzeiro, atingindo 2.700 rpm a 110 km/h. Em elevações, o câmbio eleva o giro para além de 3.000 rpm e nas retomadas, a redução necessária faz o ponteiro alcançar 4.000 rpm. Com isso, o nível de ruído fica acima do esperado, já que até 2.500 rpm, o SUV se mostra um carro bastante silencioso e agradável.

A subida de giro não significa rapidez nas respostas, mas também não chega a ser lentas demais. Dá para fazer ultrapassagens com segurança e confiança, afinal, o propulsor 2.0 não se entrega assim tão facilmente por causa do câmbio longo. Trocas manuais são recomendadas para se obter um pouco mais de performance. Porém, uma caixa CVT bem ajustada traria um comportamento melhor, assim como economia adicional em combustível. Isto esperamos ver mais adiante.

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A direção é eletro-hidráulica e, como tal, não é macia em manobras. Em condução tem boas respostas, mas poderia ser totalmente elétrica e mais eficiente em dirigibilidade e consumo de energia. Falando nisso, o modo Eco atenua parte do conjunto, buscando melhor rendimento. Os freios são bons e a suspensão tem um ajuste bem mesclado entre conforto e estabilidade, esta reforçada por controles de tração e estabilidade.

O comportamento dinâmico do Renault Captur agrada. Nas curvas, o SUV franco-brasileiro – seu desenvolvimento partiu daqui e chegou à Rússia e Índia – se mantém firme e sem inclinação demasiada da carroceria. Em pisos irregulares, a frente salta um pouco, mas nada exagerado. A estrutura, bastante sólida, oferece um bom equilíbrio ao conjunto.

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No geral, o Renault Captur agradou bastante em termos de estilo e personalização, especialmente os bancos em tecido (e também os de couro) e as mesclas de cores. O conteúdo de série na versão Intense é bom, mas poderia ser melhor. O espaço geral é apenas bom, com o bagageiro se destacando mais do que deveria.

Um recuo do banco traseiro e o ajuste de profundidade do volante trariam enormes benefícios ao condutor e passageiros. Já o conjunto motor/câmbio não reflete o potencial que o Renault Captur tem. Ele poderia ter um motor 1.6 TCe derivado do 1.6 SCe, servido com CVT.

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A possibilidade existe, já que a Renault confirmou que trabalha na versão turbo deste novo propulsor. Então, o SUV pode se beneficiar dessa dupla de melhor performance e economia mais adiante. Por enquanto, o próximo a chegar será aspirado, porém, já com as relações continuamente variáveis. Até lá, vamos aguardar a Avaliação NA para mais detalhes desse lançamento.

Renault Captur – Galeria de fotos

Evento a convite da Renault.




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