Renault Fluence (2011-2017): versões, motores e equipamentos

O Renault Fluence sem dúvida foi um dos sedans mais injustiçados do Brasil.

Ele encerrou recentemente suas vendas no nosso mercado por causa das baixas vendas, mas também pelo alto preço que a Renault pedia por ele nos últimos anos.


Vamos então relembrar um pouco do Renault Fluence, um modelo que alinhava bom espaço interno e boa oferta de equipamentos por um preço justo perante a concorrência, pelo menos nos primeiros anos.

Antes do Renault Fluence ser lançado, ele ganhou vida como um carro conceito.

Renault Fluence Concept

A primeira aparição do Renault Fluence foi na forma de um conceito apresentado em 2004, desenhado pelo então chefe de design da Renault, Patrick le Quément.

Ele criou um cupê do tipo 2+2 que alinhava um perfil esportivo e conforto de sedan.

O conceito do Renault Fluence tinha o mesmo tamanho de um Renault Laguna, que é um sedan médio-grande vendido na Europa.

O Renault Fluence Concept foi apresentado durante o Louis Vuitton Car Elegance Classic na Inglaterra e no Mondial de l’Automobile de 2004.

Renault Fluence (2011-2017): versões, motores e equipamentos

O modelo chamava atenção pelo seu perfil esportivo, com os faróis dianteiros com design semelhante aos do Laguna e por usarem LED direcionáveis – que viram de acordo com a posição do volante.

Nas laterais, o Fluence Concept tinha um conjunto anguloso de janelas e linhas limpas, com apenas o repetidor de seta no para lama dianteiro e um no traseiro.

Renault Fluence (2011-2017): versões, motores e equipamentos

Na traseira o Renault Fluence Concept contava com enormes lanternas traseiras que se estendiam do centro até pontas, e o vidro traseiro era em “V”.

O ponto mais curioso do modelo era como era aberto o “porta malas” que tinha um sistema próprio que abria deslizando a tampa até o teto, dando acesso ao espaçoso compartimento.

Renault Fluence (2011-2017): versões, motores e equipamentos

O interior tinha seu ar futurista, mas muito dele foi reaproveitado do sedan Laguna.

O painel do Renault Fluence Concept ainda contava com um joystick para controlar o veículo e algumas funções dele.

Marcas de renome participaram do projeto, como a Michelin que ajudou a desenvolver os pneus de aro 22 para o modelo e a empresa Recaro que forneceu os estofamentos para o conceito.

Renault Fluence, substituto do Renault Mégane

A relação de sedans e Renault nunca foi muito boa, pelo menos fora da França.

Já na primeira geração do Renault Mégane que tivemos por aqui a versão sedan foi uma das que menos vendeu, mas a coisa mudou quando conhecemos a segunda geração do Mégane sedan em 2006 e a Renault mostrou a que tinha vindo.

Renault Fluence (2011-2017): versões, motores e equipamentos

Na época que o Mégane de segunda geração foi apresentado por aqui, ele tinha concorrentes de peso como Chevrolet Vectra, Toyota Corolla e Honda Civic, apenas para citar os mais famosos.

No começo o sedan veio com motores 1.6 litro e 16 válvulas e 2.0 litros também de 16 válvulas nas versões Expression e Dynamique.

A versão hatchback do modelo foi rejeitada por centros de pesquisas realizados com clientes e potenciais clientes da marca. Em 2008 o modelo recebeu algumas mudanças e a companhia da versão conversível e da perua.

Renault Fluence (2011-2017): versões, motores e equipamentos

O modelo ficou entre nós até meados de 2012 quando o modelo saiu de linha tanto na Europa quanto por aqui, para dar lugar a 3ª geração do Renault Mégane, que por aqui conhecemos por Fluence.

Renault Fluence: sedan de baixo custo

Se por um lado a segunda geração do Mégane tinha um sedan com a mesma identidade visual e mesmo nome, o mesmo não aconteceu com o Fluence, seu sedan derivado na terceira geração que foi apresentada na Europa em 2008.

A linha hatch, perua e conversível seguiam a mesma linguagem visual e o mesmo nome de batismo. Já o sedan ganhou uma dianteira própria e o nome Renault Fluence, o mesmo do conceito apresentado em 2004.

Renault Fluence (2011-2017): versões, motores e equipamentos

Do Renault Mégane de terceira geração o Renault Fluence herdou toda a estrutura da coluna A pra trás.

As exceções ficaram por conta do volume que o caracteriza como sedan e a dianteira diferente.

De certa forma o fato de o Renault Fluence ter uma aparência própria garantiu um novo status para o Mégane sedan, agora Fluence.

No quesito motorização, o Renault Fluence europeu contava com variantes que iam de 1.2 litros a gasolina de 110 cavalos a um 2.0 litros turbo com 275 cavalos.

Os motores poderiam vir acoplados com câmbios manuais de 5 velocidades ou automático do tipo CVT de 6 velocidades.

Renault Fluence (2011-2017): versões, motores e equipamentos

O Renault Fluence do Brasil

No caso do nosso Renault Fluence vendido por aqui, ele vinha na versão Expression com motor 1.6 16 válvulas e 115 cavalos associado a um câmbio manual de 5 velocidades e a versão Dynamique 2.0 litros 16 válvulas e 143 cavalos, sempre associado ao câmbio automático do tipo CVT.

O Renault Fluence divide a plataforma C da aliança Renault/Nissan, que também dá origem ao Nissan Sentra. Por aqui o modelo teve boa aceitação devido ao seu porte avantajado e sua lista de equipamentos bem recheada desde a versão de entrada.

Renault Fluence (2011-2017): versões, motores e equipamentos

Diferentemente da geração do Mégane sedan que tinha versão perua e conversível, o Renault Fluence veio apenas na carroceria sedan para o nosso mercado.

Mas nem por isso ele deixava de ser um sedan atraente e harmonioso.

Se por um lado a versão hatch usava um conjunto dianteiro diferente e padrão da Renault, o Renault Fluence tinha faróis compridos, de dupla parábola com lente de canhão.

Na dianteira o losango da Renault ficava mais inclinado do que de costume e ficava acima da placa e da entrada de ar com bordas arredondadas.

Na base do para choque um sorriso ostentava os faróis de neblina redondos nas extremidades.

Renault Fluence (2011-2017): versões, motores e equipamentos

A lateral do Renault Fluence era elegante e contava com uma linha sinuosa, que era proveniente da estética do Mégane europeu.

Na traseira, grandes lanternas saiam da tampa do porta malas e invadiam as laterais do modelo.

O porta placas ficava na tampa do porta malas e logo acima dela ficava um friso cromado e acima o nome Fluence em letras garrafais e um pouco mais acima o losango da Renault.

O interior do Renault Fluence contava com o mesmo acabamento e esmero que a versão europeia. Com bons materiais ao toque e boa ergonomia interna.

Renault Fluence (2011-2017): versões, motores e equipamentos

Infelizmente esses predicativos não foram o suficiente para tentar mesmo que por um instante a hegemonia do Toyota Corolla e do Honda Civic.

O Renault Fluence sempre tinha vendas bem tímidas, ficando atrás de outros sedans como o Chevrolet Cruze por exemplo.

A solução para tentar amenizar um pouco essas vendas minguadas veio em 2014 como modelo 2015 quando o Renault Fluence recebeu um facelift e alguns equipamentos novos para atrair os compradores dos outros sedans.

Renault Fluence (2011-2017): versões, motores e equipamentos

O facelift trouxe novos faróis para o Renault Fluence, além de uma nova grade bem ao estilo Renault, e o deixava mais perto do Mégane europeu.

A grade dianteira ganhava três novas entradas, sendo a principal em formato de trapézio com os cantos arredondados e nas laterais ficavam os faróis de neblina e numa moldura cromada feixes de LED diurnos.

Na lateral do Renault Fluence a maior diferença eram as novas rodas que poderiam chegar até a 17 polegadas e deixar o visual do Fluence mais esportivo.

Renault Fluence (2011-2017): versões, motores e equipamentos

Por aqui o modelo resistiu até meados de 2017, com algumas unidades a venda ainda em 2018. São unidades 2017/2018, as últimas produzidas.

O Renault Fluence acabou perdendo seu lugar ao sol por conta da onda de SUVs que andou invadindo todas as marcas, e na Renault não foi diferente.

Até pouco tempo atrás, ainda em 2018, era possível encontrar o Renault Fluence a venda pelo site da marca em apenas duas versões, Dynamique Plus com câmbio CVT e preço inicial de R$ 99.350 e a versão Privilège também com câmbio CVT e preço inicial de R$ 108.300.

Renault Fluence (2011-2017): versões, motores e equipamentos

Até o momento da publicação deste texto a única opção de sedan pelo site oficial da marca no país é o Logan, que tem preços que partem de R$ 47.990 na versão Authentique e chegam até R$ 53.990 na versão Avantage.

Já para o Captur que é o SUV que de certa maneira substituiu por hora o Renault Fluence, tem preços que se iniciam em R$ 82.990 na versão Zen 1.6 litro manual e vai até R$ 98.990 na versão Intense 2.0 litros com câmbio automático do tipo CVT.

Renault Fluence (2011-2017): versões, motores e equipamentos

Um novo SUV está sendo estudado para ficar acima do Duster e do Captur e ficar na mesma faixa de preço do Fluence, e deve ser apresentado em novembro durante o Salão do Automóvel de São Paulo – o Arkana – que já teve algumas imagens e detalhes revelados na mídia.

Renault Fluence GT, com motor 2.0 turbo

Por aqui o modelo teve apenas uma versão especial, o Renault Fluence GT, que nada mais era que um Fluence com motor turbo e pacote visual diferenciado.

O Renault Fluence GT foi apresentado um pouco antes do sedan receber o facelift, como linha 2012/2013  e vinha com um motor 2.0 litros importado da França com 180 cavalos de potência e 30,6 kgfm de torque, associado a um câmbio manual de 6 velocidades.

O Renault Fluence GT conseguiu atrair alguns compradores para a marca por conta do seu motor mais potente aliado ao conforto de um sedan e a praticidade do seu espaçoso porta malas de 530 litros de espaço.

O modelo foi descontinuado apenas um ano depois e deu lugar ao Renault Fluence GT Line, que diferente do modelo anterior, esse tinha apenas o pacote decorativo disponível, eliminando o excelente motor 2.0 litros turbo.

Renault Fluence Z.E

Sim, o Renault Fluence também teve uma versão elétrica, que foi apresentada como conceito em 2009 e foi colocado a venda em 2011.

O Renault Fluence Z.E. vinha equipado com uma bateria de íon de lítio de 22 kWh, que permitia uma autonomia de até 160 km e tinha velocidade máxima de 135 km/h.

Renault Fluence (2011-2017): versões, motores e equipamentos

O modelo deixou de ser fabricado na Turquia no final de 2013, devido aos seus altos custos para montar o veículo e seus componentes elétricos e a baixa demanda pelo modelo em questão.

Por aqui vimos brevemente o modelo de passagem no Salão do Automóvel de São Paulo, apenas como conceito.

Renault Samsung SM3

Sim, você não leu errado. A mesma marca que fabrica televisores e provavelmente o telefone que você está usando para ler esse texto também produz carros como subsidiaria da Renault na Coreia do Sul e outros mercados asiáticos.

Renault Fluence (2011-2017): versões, motores e equipamentos

Conhecido por Samsung SM3, o nosso Renault Fluence utilizava um emblema diferente do modelo daqui.

O Samsung SM3 de 2009 era muito semelhante ao nosso Renault Fluence, a não ser pela grade nova com o emblema da marca sul-coreana novas opções de rodas de liga leve.

Já no modelo 2014 que vive até os dias de hoje tem a mesma aparência do Fluence que saiu de linha por aqui.

Renault Fluence (2011-2017): versões, motores e equipamentos

Com a exceção do losango da Renault, que era substituído pelo emblema da marca.

Além dele outros modelos da Renault são vendidos no mercado asiático e sul coreano, como o Captur que é vendido como Samsung QM3, além de outros modelos como o Koleos que é vendido como QM6 e o sedan SM6 que nada mais é que o Renault Talisman.

Renault Mégane Sedan

A quarta geração do sedan Mégane foi descartada para ser vendida por aqui a princípio devido a custos, como sempre.

Renault Fluence (2011-2017): versões, motores e equipamentos

Caso o modelo volte, ele terá que enfrentar nomes de peso como Volkswagen Jetta que foi renovado recentemente e o Chevrolet Cruze, ambos com motores turbo, além da dupla japonesa mais famosa do Brasil, no caso o Toyota Corolla e Honda Civic.

Ficha Técnica

Renault Fluence GT Line 2.0 – 2014

Motor

Instalação: Dianteiro

Aspiração:  Natural

Disposição:  Transversal

Alimentação:  Injeção multiponto

Cilindros: 4 em linha

Comando de válvulas: Duplo no cabeçote, corrente

Variação do comando: Admissão

Válvulas por cilindro: 4

Cilindrada: 1997 cm³

Potência: 143 cavalos

Combustível: Flex

Torque: 20,3 kgfm

Peso/potência: 9,59

Torque específico: 10,17 kgfm/litro

Peso/torque: 67,59

Potência específica: 71,61 cavalos/litro

Transmissão

Tração: Dianteira

Câmbio: CVT

Embreagem: Monodisco a seco

Suspensão

Dianteira: Independente, McPherson

Traseira: Eixo de torção

 Freios

 Dianteiros: Disco ventilado

Traseiros: Disco sólido

Direção

Assistência: Elétrica

Pneus dianteiros: 205/55 R17

Diâmetro de giro: 11,1 m

Pneus traseiros: 205/55 R17

Dimensões

Comprimento: 4620 mm

Largura: 1810 mm

Entre eixos: 2700 mm

Altura: 1470 mm

Porta-malas: 530 litros

Tanque de combustível: 60 litros

Peso:  1372 kg

Carga útil: 413 kg

Desempenho

Velocidade máxima: 195 km/h

Aceleração 0-100 km/h: 9,9 s

Consumo

Urbano: 6,1 km/l (A)

Rodoviário: 7,4 km/l (A)

Kleber Silva

Kleber, 28 anos, designer e apaixonado por carros desde pequeno. Formado em design gráfico pela UNIP, ouvinte assíduo de música pop e master chef nas horas vagas.