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Renault Fuego foi um interessante francês dos anos 80

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Renault Fuego

Quando os cupês Renault 15 e 17 foram aposentados em 1979, a marca francesa rapidamente lançou um sucessor. O novo modelo seria feito a partir do recém-chegado Renault 18, mas somente em 1980 é que ganhou as linhas de montagem. O projeto seria o primeiro cupê de quatro lugares desenvolvido em túnel de vento.

Essa opção mais individualista e esportiva do Renault 18 foi batizada de Fuego, exceto na Espanha, onde ficou conhecida como Fire. Tratava-se de um cupê duas portas com linhas bem contemporâneas, que destacavam as grossas colunas C e o vidro traseiro envolvente. A aerodinâmica tinha cx de 0,32, algo equivalente ao de muitos projetos hoje em dia.

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Renault Fuego

A frente era igual à do Renault 18, exceto pela grade. Adotava também para-choque com spoiler incorporado, dada sua proposta mais esportiva. A suspensão dianteira era Double Wishbone e mais tarde foi usada também no sedã 25. A mecânica era herdada do 18, iniciando as vendas em 1980 com um 1.4 de 64 cv e um 1.65 com 96 cv, utilizada na versão GTS.

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Renault Fuego GTX

Este último também tinha direito à caixa manual de cinco marchas ou automática com três, enquanto as versões 1.4 (TL e GTL) vinham com quatro marchas manuais. Mas a concorrência na Europa era grande e logo surgiu o motor 2.0 com 110 cv. O automático passou do 1.6 para o 2.0.

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Renault Fuego GTX – Interior

Com melhoramentos técnicos, que incluíam injeção eletrônica, o Renault Fuego passou a adotar motor diesel 2.1 a partir de 1982. No mesmo ano, o cupê francês desembarca nos EUA, sendo vendido pela AMC (que fazia parte do grupo Renault), mas com motor 1.6 turbo, dotado de injeção eletrônica.

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Renault Fuego Conversível (Heuliez)

O primeiro facelift veio em 1984, quando o visual ficou mais moderno. O motor 1.4 já havia saído da gama um ano antes, ficando o 1.65 com 73 cv na linha de acesso. Além disso, ele se tornou o primeiro carro com travamento das portas por controle remoto. Da mesma forma, foi o primeiro com comandos satélites para o sistema de áudio no volante.

Naquela época, o Fuego não era apenas feito na França, tendo linhas de montagem na Espanha, Argentina, Chile e Venezuela. Em 1985 e 1986, três fábricas na França e Espanha tiraram o Fuego de cena. Mas, o cupê continuou na América do Sul.

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Renault Fuego GTA (Argentina)

América do Sul

No Chile, teve vida breve, enquanto na Venezuela foi feito entre 1983 e 1988. Já na Argentina, ele começou a ser feito em Santa Isabel a partir de 1982. Dez anos depois, a produção do Renault Fuego passou da filial argentina da marca francesa para a holding CIADEA, que controlava as operações no país e no Brasil.

No ano seguinte, a linha de montagem foi transferida para Buenos Aires, onde finalmente sai de linha em 1995 com a versão GTX 2.2, que usava ainda o visual atualizado em 1990, sendo o terceiro desde 1982.

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Renault Fuego Turbo

Com 4,35 m de comprimento, 1,69 de largura, 1,31 de altura e 2,44 de entre eixos, o Renault Fuego chegou a ter uma segunda geração planejada pela empresa, mas por conta da crise que afetava a companhia francesa e a queda nas vendas de cupês, o projeto foi cortado imediatamente. Uma versão conversível foi criada pela empresa Heuliez. Seu sucessor foi o famoso Renault Laguna Coupé.







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