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Renault-Nissan pretende integrar Mitsubishi na aliança e reforçar sinergias

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Muito em breve veremos carros da Mitsubishi com plataforma da Nissan ou vice-versa. Isso já ocorrer em certa medida no Japão, onde a marca dos três diamantes fabrica kei cars para a empresa dona do GT-R, por exemplo.

Com a proposta de aquisição de 34%, o controle acionário, a Renault-Nissan pretende integrar a Mitsubishi, que recentemente virou destaque nas manchetes dos jornais por conta da manipulação de resultados de consumo desde 1991.

A confissão de que realmente alterava os dados, fez com que a marca japonesa caísse em desgraça perante o governo do Japão, que rapidamente puniu a companhia, cujas ações despencaram a ponto da Nissan oferecer uma proposta de recuperação da montadora, mas adquirindo seu controle.

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O negócio foi aceito, mas só deve ser formalmente fechado no final do ano. Até lá, Carlos Ghosn se mantém cauteloso sobre o futuro da empresa, mas adianta que haverá uma integração da Mitsubishi com a Renault-Nissan. Ela fará parte da aliança assim como as outras duas empresas.

Com essa mudança na constituição do grupo, Ghosn quer ampliar as sinergias e ampliar os horizontes comerciais como um todo. O custo da aquisição será de US$ 2,2 bilhões. O CEO franco-brasileiro dá a entender que a sinergia será maior entre Nissan e Mitsubishi, uma vez que ambas já trabalham juntas em alguns projetos, mas prevê que Renault e Mitsubishi poderão se entender também.

O foco de Ghosn em termos de mercado são os EUA. O chefão dos franco-nipônicos quer abocanhar uma fatia maior do bolo americano com o reforço da Mitsubishi, que no momento luta para manter-se naquele país. Já a Nissan não tem avançado como o desejado e uma apoiará a outra nessa busca por mais espaço.

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Durante décadas, as duas japonesas disputaram o mercado americano com resultados e parcerias bem distintas. Já no Japão e Índia terão melhor sinergia, enquanto a Europa será um quintal de Renault e Nissan.

Mas essa sinergia não será apenas parcial. Ghosn quer engenharia, tecnologias híbridas e elétricas, plataformas e motores. Então, nos próximos anos, futuros produtos das três marcas terão DNA em comum.

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Mitsubishi hoje

Hoje a Mitsubishi tem um interessante lineup de kei cars no Japão, mas a nível global, somente a gama de utilitários esportivos e picapes parece coesa, com Triton e Pajero como seus principais jogadores. Mas, a marca teve de abandonar alguns segmentos, entre eles os de sedãs grandes, picapes grandes e esportivos (cupês e em breve o famoso Lancer Evolution).

A Mitsubishi não ofereceu um sucessor para o Galant e nem mesmo para o Lancer, que em breve ganhará um facelift na China e Taiwan, mas sem grandes promessas em termos comerciais. A aposta da empresa é no segmento de utilitários esportivos, onde os modelos ASX (RVR/Outlander Sport), Outlander e Pajero tem boas vendas.

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A promessa é até de um novo Evolution, mas baseado em um crossover. O foco em carros híbridos plug-in também é outra aposta da Mitsubishi para o futuro. Já os compactos Mirage e Mirage G4 são vendidos nos EUA, mas seu foco está mais para os mercados do Sudeste Asiático ao invés de uma ação mais globalizada.

O Colt, retirado da Europa, hoje é um carro quase que exclusivamente de Taiwan. No segmento de elétricos, a marca ainda mantém seu iMiEV, que já não se destaca como no passado, especialmente diante de rivais dos futuros sócios.

[Fonte: Automotive News]







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