Europa Finanças Mercado Montadoras/Fábricas Renault

Renault: plano estratégico até 2022 tem 21 modelos novos incluindo 8 elétricos

renault-kadjar-2018 Renault: plano estratégico até 2022 tem 21 modelos novos incluindo 8 elétricos

São 18 bilhões de euros. Esse é o montante que Carlos Ghosn anunciou para o plano estratégico da Renault para o período entre 2017 e 2022. A montadora francesa fará esse pesado investimento em pesquisa e desenvolvimento, gerando 21 modelos novos nos próximos cinco anos. Destes, a marca promete oito elétricos, 12 híbridos plug-in e 15 carros autônomos, sem contar outras novidades.



Além disso, a montadora investirá mais 4,2 bilhões de euros para suas operações globais, a fim de ampliar a produção e reduzir os custos. Na Europa, o objetivo da marca é emplacar 5 milhões de carros ao ano. A empresa que um lucro operacional de 70 bilhões de euros com margem de lucro superior a 7%, aumento de 50%. Além disso, prevê margem de 5% ao longo do plano.

Batizado de Drive The Future, o plano da Renault consiste ainda em expansão no segmento de comerciais leves e sua eletrificação. Mas o foco mesmo é o carro elétrico e autônomo. A marca anunciou o desenvolvimento de uma plataforma modular elétrica para modelos do porte do Zoe até o Talisman, por exemplo. Ou seja, abrangerá uma gama variada de produtos. A empresa não deu detalhes sobre os próximos elétricos, mas é evidente que o foco está na base, onde as vendas sã mais promissoras.

renault-zoe-fabrica-1 Renault: plano estratégico até 2022 tem 21 modelos novos incluindo 8 elétricos

Um dos objetivos da Renault é ampliar a autonomia para cerca de 600 km. Atualmente, no padrão NEDC, o Zoe já alcança 400 km apenas com baterias de 41 kWh. Ou seja, com unidades de 60 kWh, essa meta já poderia ser alcançada. Na China, a marca quer sete lançamentos e um deles será elétrico, mas de custo baixo.

A Renault promete também 12 carros híbridos, tanto comuns quanto plug-in. Comenta-se na França que o próximo Clio terá versão híbrida. Dos 21 modelos novos, 18 são gerações dos modelos atuais e três serão inéditos, sendo que um destes é um novo SUV compacto, que muitos apostam ser um Grand Captur, feito na Espanha. Na Índia, o sucesso do Kwid levará ao desenvolvimento de mais quatro modelos de baixo custo e provavelmente um deles será de fato um “SUV”.

Na condução autônoma, a Renault promete 15 modelos. Comenta-se que os próximos Clio e Espace serão os primeiros, mas com automação de Nível 2, que permite a condução sem as mãos, mas de forma limitada. Por volta de 2022, o Nível 4 será alcançado e os carros poderão rodar completamente sem a assistência do motorista.

A Renault também anunciou um novo motor de três cilindros com turbo e injeção direta com 1.3 litro e que será empregado em vários produtos. Como sabemos, a marca prepara um novo propulsor turbinado para o Brasil que, de acordo com uma fonte da marca, “não necessariamente com um volume tão grande”, em referência ao 1.6 TCe, indicando um motor menor e com potência acima de 160 cv. Nos demais motores a gasolina, a empresa introduzirá filtros de partículas e reduzirá de três para uma, as famílias de motores diesel.

[Fonte: L´Argus/Renault]

 

  • RPM

    Qual seria o plano da Renaul para o Brasil até 2022? Kwid com câmbio manual????

    • Tochio

      Definir qual foto dos Airbag dele é a certa !!rsrsr

      • G.Alonso

        kkkkkkk boa.

      • zekinha71

        Já ganhou como melhor coments do mês. E dá-lhe kkkkkkkkkkkkkkkkk

    • carroair30

      Enquanto a RENAULT vai envestir 18 BI a VW ta devendo 30 BI em multas e indenizaçoes,defenitivamente o crime nao compensa

  • Mario

    Definitivamente, daqui a 5 anos, os carros serão na sua maioria elétricos. É por isso que a FCA está querendo parcerias ou até vender suas fábricas, pois não possui um projeto de elétricos.
    Da minha parte, vou instalar urgentemente painéis solares na minha casa e começar a produzir eletricidade, porque se a coisa pegar, vai faltar energia. Passou da hora, do governo promover a produção de energia solar, baixando os impostos dos equipamentos. Acorda Brasil!

    • RPM

      É isso que falo…..com os elétricos,com um painel solar em casa,teremos uma possibilidade de se deslocar com esses carros com um custo próximo do zero…..e o carro a combustão??? Sempre ficamos reféns da Petrossauro e do Governo….fora a manutenção do elétrico,praticamente inexistente….

      • Thiago Maia

        Leia a minha resposta.

        E digo mais : A FCA também já tem projeto de carro autônomo, mas irão por outro caminho ( serviços autonomos substitutos de taxi e uber em grandes cidades). A VW está, de fato, à frente, vai vender para os consumidores comuns ( mas qual o percentual destes? Mínimo, se comparado a carros dirigíveis a combustão e híbridos)

        Os objetivos da FCA são:

        – Expandir a marca JEEP ( galinha dos ovos de ouro)

        – Dar nova geração a picape RAM , que disputa o segundo lugar de carro mais vendido EUA com a Silverado.

        – Tornar a Alfa Romeo marca premium global uma rival de BMW, Mercedes, Audi, Jaguar e Volvo, e para isso, conseguiram uma excelente plataforma , a Giorgio.

        – Manter e recuperar as marca Fiat – por que apesar de tudo ainda tem grande volume – especialmente na Italia e Brasil

        – Lançar os novos motores c sistema 48V, substitutos dos Mult Air, bem como arranjar parcerias – assinou com a BMW – para outras tecnologias elétricas em carros maiores.

        A partir daí, sim, devido às novas exigências globais – uns países mais adiantados que outros – iniciar a transição para os híbridos eletrificados- pois os 100% elétricos ainda serão minoria

        A eletrificação começará pelos caros Maserati e depois irá para o serviço de substituição de Taxis, provavelmente usando a marca CHRYSLER, para isso.

        Os carros citadinos líderes no continente europeu, 500 e Panda, ganharão o sistema híbrido 48V, que é uma tecnologia eficaz e mais barata que os usados nos carros 100% elétrricos, que inviabilizaria os modelos pequenos ( ninguém compraria)

        • carroair30

          Um CEO faz toda a diferença ,olha nosso Brazuca CARLOS GHONS dando um show de administraçao e competencia. VE SE APRENDE MARCHIONE E DAVID PAWLS !!

    • Thiago Maia

      Alguns pontos a esclarecer:

      Na realidade, a FCA é uma tentativa de recuperação de duas grandes grupos ( Fiat e Chrysler), além da entrada do grupo Fiat no mercado norte americano.

      Nenhuma montadora tinha tantos modelos a lançar como a FCA. O dinheiro para isso é limitado. Por isso o atraso sistematico no lançamento de modelos. O grupo VW estava estabilizado e poderia investir em elétricos( mas qual é a porcentagem de veículos elétricos, HOJE, no grupo VW?) . A FCA tem projeto sim, mas o mais sensato é que ganhe dinheiro com os carros que vendem e dêem lucros, e esses tem sido os SUVs, as picapes e os “premiuns”. Por isso o investimento na Jeep, RAM e Alfa Romeo/Maserati.

      A Exor(majoritariamente controlada pela família Agnell) é a dona, de fato da FCA e não está em “apuros”. Não confunda marcas e carros “defasados” com o conglomerado.

      O mercado mudou mais que o previsto em A FCA está atrás por não ter plataforma, mas a MAgneti Marelli já tem sistemas 48V prontos para serem usados em veículos FCA. Serão usados nos 500 e Panda europeus em 2 anos por causa das normas de emissão, esperemos que no Brasil também.

      Carros elétricos ainda são caros – em alguns mercados terão enormes incentivos – e é mais viável o sistema híbrido eletrificado de 48V.

      Não seria sensato que a FCA canalizasse todo o esforço para os elétricos, quando teriam percentual de vendas ínfimas. No entando, repito, não estão muito atrasados em relação aos híbridos.

    • Saulo Gomes

      Difícil é para o fieteiros entenderem isto, as outras montadoras não querem a FCA nem de graça, por mais que a situação esteja equilibrada hoje, eles precisam de algumas dezenas de bilhões para fazer os elétricos e autônomos e ainda tem de modernizar as plataformas atuais que são todas GM ou Mercedes já bem antigas, só nesta nova da Alfa foram 5 bi.

    • pedro

      O governo tem planos de taxar quem produz a sua própria energia solar, não acha que vai escapar. :P

    • FrankTesl

      Os kits fotovoltaicos grid-tie (ligados na rede) estão baixando de preços rapidamente. Um kit de 1,5 kWp (até 230 kWh/mês) já pode ser instalado por cerca de R$11.000,00, quase metade do que custava 1 ano e meio atrás.

  • Gu92

    No Brasil deveria existir o motor TCe 0.9 turbo na casa dos 90/100 cv, seria um ótimo motor intermediário para a linha Renault nacional, podendo inclusive ser usada num provável Kwid R.S com a ótima relação peso/potência na casa dos 7.5kg por CV!!

    • Gilberto Silva

      seria uma bela opção pra bater o UP TSI

      Eu só não usaria o nome RS pra não desmerecer o Sandero, talvez um GT Line seria melhor.

    • Rafael Lima

      Esse 0.9 TCe seria ótimo pro Kwid, Sandero, Logan e versões do Duster, e como viria flex ganharia alguns cavalos a mais

      • Gu92

        Na europa ele possui 90 cv e 13,7 de torque na gasolina, se viesse flex para o Brasil teria 90/100 cvs e torque na casa dos 13,7/14,2 seria realmente uma ótima opção!!

  • pedro

    E a Dacia? tem algum plano, além de reestilizar eternamente seus veículos com aquela plataforma utilizada pelo Clio II?

  • Paulo Roberto Steindoff

    O grupo Renault foi comendo pelas beiradas e assumiu a liderança mundial entre os fabricantes automobilísticos.
    Renault, Nissan, Dacia, Infiniti, Alpine, Datsun, Mitsubishi, Samsung.
    Falta uma maior penetração nos mercados americanos e australiano.
    Eu sugeriria a aquisição da montadora Holden, e da marca Pontiac.

    • Thiago Maia

      A Holden exporta os GM para a Austrália. Por que venderiam? Só saíram da Europa.
      Também a Pontiac, não tem nada a oferecer além da marca. Seria uma venda ruim tanto pro comprador (que teria de investir bastante pra relançar a marca) quanto pro vendedor, já que a GM estaria recebendo pouco para ver uma marca já desativada ir para a mão de um grupo forte, correndo o risco de dar um rival aos modelos Chevrolet

      É o mesmo que alguém comprar a Lancia. O que é a Lancia hoje além de uma marca do grupo FCA?

      Mais fácil comprarem a marca Chrysler, vindo com alguma fábrica canadense. A EXOR (dona de FCA, da New Holland e da Ferrari) está vendo a dificuldade de gerir tantas marcas.

      A FCA não está dando prejuízo, mas nessa corrida por híbridos e novos modelos, eles têm muitos modelos e marcas a gerir.
      Eles descartaram a idéia, por enquanto, mas analisaram se poderiam ficar apenas com a Maserati., Alfa Romeo, Jeep e RAM, vendendo Chrysler e Dodge, ou até Fiat.

      A Fiat é mais difícil, pois há a questão sentimental por ter sido fundada por um Agnelli – os controladores da Exor.

    • Thiago Maia

      Outra possibilidade, caso a FCA não queira se desfazer de Chrysler ou Dodge, seria tentar a Subaru

      É muito forte nos EUA

      • Rafael Lima

        Até parece que a Toyota sendo uma das maiores acionistas da Fuji Heavy Industries deixaria a Subaru ser vendida pro Grupo Renault

        • Thiago Maia

          Toyota nao vota em nada.
          Nao manda em nada. Nao é maior.
          Mais facil conjecturar isso do que comprar a Honda. Essa sim, nao tem como ser adquirida.

          Inviavel seria a GM “vender a Pontiac”
          Qual seria o preco disso?
          Caro pro comprador, barato do vendedor. Ponto.

Quem somos

O Notícias Automotivas é um dos maiores sites automotivos do Brasil, trazendo todas as novidades sobre carros por mais de 11 anos. Saiba mais.

Notícias por email

Send this to a friend