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Renault pode reduzir participação na Nissan para voltar com FCA

Renault pode reduzir participação na Nissan para voltar com FCA

A história de Renault e Fiat Chrysler ainda não terminou. Após o fracasso na tentativa de uma fusão entre a montadora francesa e a ítalo-americana, a empresa com sede em Boulogne-Billancourt vai iniciar uma nova ação em busca desse negócio.


De acordo com o site Automotive News, a Renault teria negociado com a Nissan uma redução de participação acionária para obter apoio da mesma para uma união da francesa com a FCA. Atualmente, a empresa europeia tem 43,4% das ações com direito a voto na companhia japonesa.

Renault pode reduzir participação na Nissan para voltar com FCA

Isso daria mais autonomia decisória para a Nissan, porém, para a Renault conseguir se desfazer de parte dos ativos da parceria de aliança, será necessária a aprovação do governo francês, que é acionista da montadora nacional com 15% das ações.


Sobre o caso, a Renault não se manifestou, nem mesmo a Nissan ou o governo da França. O negociação está sendo tocada em sigilo e não se sabe exatamente quanto a Renault estaria disposta a vender de sua participação na Nissan, mas sabe-se que se até 33,4% das ações for mantida, o fabricante europeu ainda manteria o controle acionário da nipônica.

Renault pode reduzir participação na Nissan para voltar com FCA

Isso se não houver um grupo acionista com maior montante com a venda de parte dessas ações. Em junho, a Fiat Chrysler se retirou da mesa de negociação com a Renault quando o governo francês decidiu pedir mais tempo para tentar convencer os representantes da Nissan no conselho administrativo da montadora.

A proposta de fusão criaria o maior grupo do setor automotivo com vendas anuais de 15,6 milhões de veículos, superando de longe a VW com pouco mais de 10 milhões. O negócio de US$ 35 bilhões teria participação de 50% de cada lado.

Agora, por mais autonomia, a Nissan deve apoiar a retomada das conversas entre Renault e Fiat Chrysler ou mesmo uma nova proposta de fusão entre as duas. A FCA ainda precisa se unir à outro fabricante para salvar suas finanças.

[Fonte: Auto News]

Renault pode reduzir participação na Nissan para voltar com FCA
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Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Hodney Fortuna

    Governo com ações em empresa privada ao meu ver não é coisa boa. Minha opinião!

    • E não é… O Governo Francês adora botar a mão em cima de várias empresas, tendo ações da Renault e da PSA, a exemplo, e sempre ele dificulta o movimento delas no mundo.

      • Hodney Fortuna

        Exato! Serve apenas para dificultar o avanço da empresa.

    • th!nk.t4nk

      Depende. O governo da Saxônia é dono de boa parte da VW há décadas e a empresa é super sólida. Da mesma forma o governo federal alemão é dono de parte de empresas como T-Mobile (Telekom), DHL, Deutsche Bahn, etc. Os governos dos países nórdicos também têm forte participaçao no setor privado. O problema não é o governo ser acionista, e sim se ele respeita ou não a barreira entre interesses políticos e administrativos. No Brasil sabemos que essa separação não funciona bem por conta da corrupção (e aí conseguem até a proeza de quebrar empresas que têm monopólio do setor).

      • Murilo Soares de O. Filho

        Mas esse mesmo governo da Saxônia, exigiu uma cláusula no qual ele pode vetar investidores estrangeiros ou take over sobre o fabricante.

    • invalid_pilot

      Problema é governo ter participaçao em empresa e usar cargos e má administração como troca de favores – nomeando parentes e amigos nesses cargos.

      • 4lex5andro

        No Brasil, não só acontece em estatais (CEF, BB, Petrobras, ECT), como até em empresas que já estavam privatizadas, mas o Estado ainda detém parte de suas ações, que o diga o caso complicado da venda da Embraer pra Boeing recentemente.

        Não é só privatizar, é preciso desestatizar também.

    • Zé Mundico

      Em teoria você está correto, mas não podemos esquecer o componente político da coisa. As montadoras francesas trabalham em parceria com várias montadoras chinesas, que são TODAS ESTATAIS. A Dongfeng tem uma grande participação na Citroen e o governo francês precisa ter algum controle nesse jogo, senão os chineses levam tudo na bacia das almas. Renault e Peugeot também tem controle acionário chinês e várias parcerias na própria China.
      Enfim, a coisa não se resume apenas a ser estatal ou privada. É um jogo político onde corre muita grana.

      • 4lex5andro

        Corre muito dinheiro sim, dos impostos dos contribuintes.

        Governos devem ficar o mais longe possível das empresas, pra que essas façam o que tem de fazer, lucrar e gerar empregos/inovação.

        • Zé Mundico

          Vai dizer isso lá na China….rsrsrs

    • SDS SP

      Concordo. Os eventuais prejuízos ficam na conta dos pagadores de impostos. Não existe essa de “pertence ao governo”…
      Não vejo sentido nisso.

    • Renato Alves

      TODOS Estados fazem isso.

  • TijucaBH

    Questao de sobrevivência para ambos grupos, pois à medida que a tecnologoa avança, os custos de desenvolvimento ficam cada vez maiores e grupos grandes conseguem fazer um rateio desses custos para mais produtos. Vejam que marcas que mundialmente tem pouco volume ou já se uniram a gra des grupos ou vão se unir.
    Renault e Fca vai ganhar muita competitividade, ate porque no segmentos mais fortes no mercado americano a Fca vai muito bem e a francesa mal. Já no mercado europeu, ocorre justamente o contrário.

  • Gambixx

    A Renault vai entrar em uma fria… e enquanto isso a Opel vai virar tipo uma Vauxhall na PSA se esse negocio sair a FIAT vai ser a Dacia do grupo, só que sangrando dinheiro

    • Vinícius Sza

      A Opel já não é a Vauxhall ?

    • André

      O que quis dizer com “a Opel vai virar tipo uma Vauxhall na PSA”?

      • Andre Cupertino

        Ele está confundindo PSA com FCA.

  • Vae Victis

    Em renault eles estão desesperados. Sua condição econômica piora e os produtos são todos pobres e de baixo custo, sem qualquer tecnologia.

    • invalid_pilot

      Como se a FIAT fosse detentora de uma BAITA tecnologia kkkkkkk

      • Vae Victis

        A FCA produz veículos de todos os tipos, não há nada que a FCA não sabe fazer.
        A FCA até produz os robôs para produzir seus próprios carros.
        Além disso, basta olhar para uma fábrica FCA e compará-la com uma fábrica Renault, a diferença é abismal.

        • Cesar

          A FCA está atrasada em elétricos e autônomos. A Renault junto com a Nissan já possuem estas tecnologias.

          • Vae Victis

            A FCA é capaz de fazer um carro elétrico sempre que quiser, sem problemas.
            Quanto à condução autônoma, acredito que será desenvolvido por empresas de software, não por fabricantes de automóveis.

            • Matafuego

              É capaz, mas faz? Está vendendo em escala, como a Renault/Nissan? Não, né? Logo, está atrasada.

              • Vae Victis

                Não há necessidade de fazer uma fusão para vender em escala. A Fiat produziu o Ford Ka e o Citroen Jumper. Ele vendeu o Fiat 16, que era um Suzuki SX4 com um motor da Fiat. O Fiat Punto e o Opel Corsa eram praticamente o mesmo carro.
                Hoje a FCA está vendendo o Fiat 124, que é um Mazda com motor Fiat. Os problemas de escala são facilmente resolvidos.

                Em vez disso, aqueles que têm fábricas antigas e produtos não confiáveis, como a Renault, não podem resolver seus problemas fazendo uma joint venture, devem fazer uma fusão.

                • Matafuego

                  Sua doença pela Fiat é grave. Eu perguntei sobre carros elétricos!

                  • Vae Victis

                    Exatamente, e eu respondi que os problemas de escala dos carros elétricos são resolvidos com joint ventures, como fizeram no passado.

                    • Matafuego

                      O problema é que a Fiat não tem nada a oferecer para a Renault/Nissan que esta não saiba fazer. A Renault/Nissan está muito a frente nos elétricos.

                • Samluzbh

                  Nossa, quanta asneira, tu ta precisando se medicar.

              • Vinícius Sza

                Nos países que a FCA domina os elétricos estão longe

                • SDS SP

                  Sim, mas até quando?

          • Murilo Soares de O. Filho

            Problema é que a Renault tem força junto com a Nissan, sozinha, não é muita coisa. Neste ponto a FCA está melhor posicionada, mesmo atrasado em elétricos e autônomos.

          • Jose Roberto Junior

            Na verdade, a Nissan tem as tecnologias, e a Renault repassa os royalties, essa é a questão, a confusão dos japoneses é que a Renault é dona da Nissan, mas quem detém a tecnologia são os japoneses, e eles são extremamente preconceituosos com estrangeiros no comando. Mesmo que tenha sido a mesma Renault que os tirou da penumbra quando houve a fusão.

        • invalid_pilot

          Até agora não tem 1 modelo elétrico viável e vende motor dos anos 80 nos países pobres (Fire)

          Baita empresa inovadora

          • fabio

            Isso sem falar nos motores da familia 1 da GM presentes no RENEGADE !!!

            • invalid_pilot

              Renegade usa ETorq, que é um projeto descartado pela BMW

              • Murilo Soares de O. Filho

                Etorq, é antigo e beberrão, mas longe de ser ruim, é um motor bem durável.

            • João Senff

              Passou vergonha o motor da Renegade é E-torq nada a ver com o motor GM. Não confunda alhos com bugalhos.

        • André

          Ok, a FCA produz Alfa Romeu e Maserati, 2 marcas premium que não sofrem concorrencia da Renault/Nissan, mas, nenhuma marca sofre concorrencia destas, as vendas são baixissimas, mesmo os modelos novos da Alfa, Giulia e Stelvio, estão muito abaixo das expectativas de vendas, não agrega muito. Renault/Nissan investiram pesado em marcas low cost, como Dacia, Lada e Datsun, mas isso não quer dizer que não possuam tecnologia de ponta, haja visto que o Nissan Leaf é o eletrico mais vendido do mundo, e o Zoe o mais vendido na Europa. Também não podemos esquecer da experiencia que a Nissan e a Mitsubishi tem com SUVs.

    • Felipe

      Muito pelo contrário. A FCA na Europa vem amargando grande perda de mercado. A FIAT está com a linha extremamente defasada em relação aos concorrentes diretos. A FCA vem buscando a bastante tempo um parceria pra se manter viável.

    • Samluzbh

      Quem ta atras de melhorias é a FCA, bobinho.

  • Seven23

    Seria melhor se fosse a Toyota se fundisse com a FCA.

    • THM

      Honda!

      • Seven23

        Por que a Honda ?

      • Bruno

        Deixa a Honda na dela pelo amor de Deus

  • THM

    O que deve pesar é a exigência d Nissan, pois dirá se vale ou não a pena.

    Ao contrário do que apregoam alguns em tom de deboche (a maioria fãs da VW que por algum motivo obscuro torcem contra a reestruturação de outras marcas), os acionistas da Renault também tem muito a ganhar com uma fusão com a FCA. A montadora ítalo-americana tem um vasto portfólio de marcas históricas e com bom potencial para exploração.
    Também possui boas plataformas de nicho (off-road, picapes tração traseira – Giorgio – e agora uma subcompacta exclusiva para modelos elétricos).
    Soma-se a isso o principal para os acionistas da Renault (acesso a lucros do mercado americano através das marcas Jeep RAM)

    O que a FCA precisa com rapidez é uma plataforma modular e que possa suportar veículos de tração dianteira e veículos elétricos para cobrir e acelerar seus lançamentos. A Renault Nissan tem essa plaaforma que poderia ser usada em “carros comuns” de várias marcas FCA, incluindo a JEEP(Compass/Cherokee)

    • Murilo Soares de O. Filho

      Plataforma moderna sim, ser modular é só para reduzir custos…

      • Ernesto

        Só para reduzir custos? Parece até que isso não é importante.

  • Murilo Soares de O. Filho

    Sempre há muita especulação, porém como nada é oficial, vamos ao achismo. Mas o que eu vejo há um bom tempo, a Nissan não quer uma fusão com a Renault, quer uma aliança como já ocorre, só que ela quer menor influencia da Renault. Talvez se a Renault diminuir seu poder na Nissan, ela até apoie a fusão com a FCA. O que ela não quer é ficar na mão de um grande grupo como Renault-Fca, pois aí sim ela não teria como reivindicar nada e e esse novo grupo adquirir o restante das ações, seria questão de tempo. Pelo lado da Renault, acho que ela começa a enxergar que a FCA será a saída, pois forçar uma aliança com sinais claros desgastes talvez não seja vantajoso. As vezes é melhor se afastar, soltar um pouco as rédeas, juntar forças com outro e depois quem sabe, concretizar o que já sonhava a tanto tempo. Uma terceira visão: Acredito eu que a Nissan, seus executivos, acreditam que a Nissan possa seguir independente, mantendo a aliança coma Mitsubishi que controla e a própria Renault, pois já conseguem boas sinergias com elas.

    • Samluzbh

      A Nissan quer mais que a Renault seja sua cliente que dona.

  • Só sobreviveram as montadoras que conseguir fusão, no compartilhamento de tecnologias e desenvolvimento.

  • RKK

    Renault reduzindo participação na Nissan é arriscado, Renault e Nissan utilizam mesma plataforma CMF e câmbio CVT Jatco (que pertence à Nissan).

  • Tião

    Renault FCA vai ser top, líder mundial em carros que ninguém quer.

    • tiago

      Que o Tião não quer, 10 milhões de pessoas querem anualmente.

      • Samluzbh

        A maioria dos mechanicos de periferia se chama Tiao.

  • Diego Honorato

    O desenho já estava sendo traçado desde que puxaram o tapete do Carlos Ghosn

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