
A Renault aproveitou o lançamento da picape Niagara para revelar que o Boreal, SUV médio da marca francesa no Brasil, perderá potência em virtude de regras de emissão de poluentes.
Segundo a revista Autoesporte, o Boreal passará a ter 160 cavalos quando abastecido com etanol, ante os 163 cavalos atualmente disponíveis.
O motivo é o Proconve L8, que aperta ainda mais os limites de emissão, e a Renault viu que o Boreal não cumpriria esse novo limite, reduzindo assim em 3 cavalos a potência do modelo.

A mudança já vem a bordo da Niagara e o Boreal, tal como a picape, manterá os atuais 156 cavalos com gasolina, com ambos preservando o torque de 27,5 kgfm nos dois combustíveis.
Não se sabe ainda se o Duster cumprirá a regra sem alterações, já que ele é um SUV menor e mais leve que o Boreal, empregando ainda uma caixa CVT que simula oito marchas.
Como se sabe, a Renault testa a terceira geração do Duster, já em produção na Turquia, sugerindo assim que o próximo modelo já virá com o motor Horse HR13 com potência reduzida.

Feito em Curitiba, na planta de motores da Horse, dentro do Complexo Ayrton Senna da Renault, o propulsor conhecido como 1.3 TCe já chegou a ter 170 cavalos no etanol.
Ele ainda era feito sob a Renault e abasteceu não só o Duster, como também o antigo Captur e a Oroch, do qual foi retirado em janeiro de 2025.
Oriundo de um projeto que deu origem ao M282 da Mercedes-Benz e HR13DDT da Nissan, o então H5Ht utilizava um conceito modular semelhante ao projeto GSE da Stellantis.

Com 1.332 cm³, ele é modular com o HR10 1.0 turbo, atualmente usado nos modelos Nissan Kicks e Renault Kardian, tendo sido bem explorado na marca francesa e na alemã por aqui.
Espera-se que os 170 cavalos retornem ao HR13 com as versões híbridas leves (MHEV de 48V) flex de Boreal e Niagara a partir de 2027.
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