Renault prepara mudança no Boreal e mantém torque do SUV, porém Proconve L8 reduz potência do 1.3 turbo para 160 cv no etanol

Renault Boreal cinza, com teto preto, exposto em ambiente interno; placa dianteira exibe “BOREAL”.
O Renault Boreal aparece em exposição no Brasil; o SUV terá a potência com etanol reduzida para 160 cv por causa do Proconve L8.

A Renault aproveitou o lançamento da picape Niagara para revelar que o Boreal, SUV médio da marca francesa no Brasil, perderá potência em virtude de regras de emissão de poluentes.

Segundo a revista Autoesporte, o Boreal passará a ter 160 cavalos quando abastecido com etanol, ante os 163 cavalos atualmente disponíveis.

O motivo é o Proconve L8, que aperta ainda mais os limites de emissão, e a Renault viu que o Boreal não cumpriria esse novo limite, reduzindo assim em 3 cavalos a potência do modelo.

Compartimento do motor com componentes pretos e metálicos, tampa amarela e caixa vermelha à direita.
O motor 1.3 turbo usado pela Renault no Boreal passará por ajuste para atender aos limites de emissões do Proconve L8.

A mudança já vem a bordo da Niagara e o Boreal, tal como a picape, manterá os atuais 156 cavalos com gasolina, com ambos preservando o torque de 27,5 kgfm nos dois combustíveis.

Não se sabe ainda se o Duster cumprirá a regra sem alterações, já que ele é um SUV menor e mais leve que o Boreal, empregando ainda uma caixa CVT que simula oito marchas.

Como se sabe, a Renault testa a terceira geração do Duster, já em produção na Turquia, sugerindo assim que o próximo modelo já virá com o motor Horse HR13 com potência reduzida.

Picape Renault verde-clara, com caçamba, trafegando por uma estrada cercada por montanhas e vegetação.
A Renault Niagara, picape relacionada ao Boreal, já incorpora a mudança de potência provocada pelas novas regras de emissões.

Feito em Curitiba, na planta de motores da Horse, dentro do Complexo Ayrton Senna da Renault, o propulsor conhecido como 1.3 TCe já chegou a ter 170 cavalos no etanol.

Ele ainda era feito sob a Renault e abasteceu não só o Duster, como também o antigo Captur e a Oroch, do qual foi retirado em janeiro de 2025.

Oriundo de um projeto que deu origem ao M282 da Mercedes-Benz e HR13DDT da Nissan, o então H5Ht utilizava um conceito modular semelhante ao projeto GSE da Stellantis.

SUV Renault verde-escuro em estrada de terra, diante de uma paisagem montanhosa.
A terceira geração do Renault Duster é testada no exterior e deve receber o motor HR13 com potência ajustada às novas normas.

Com 1.332 cm³, ele é modular com o HR10 1.0 turbo, atualmente usado nos modelos Nissan Kicks e Renault Kardian, tendo sido bem explorado na marca francesa e na alemã por aqui.

Espera-se que os 170 cavalos retornem ao HR13 com as versões híbridas leves (MHEV de 48V) flex de Boreal e Niagara a partir de 2027.

 

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Escrito por

Ricardo de Oliveira

Com experiência de 29 anos na área automotiva, há 18 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz testes e avaliações. Suas redes sociais: Instagram, Facebook

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