
Parece que o retorno da Renault para a Rússia não se concretizará. Pelo menos não nos termos aos quais ela julgou que seriam válidos quando saiu do maior país da Europa em 2022.
Como se sabe, a Renault e outras montadoras internacionais saíram da Rússia após os eventos que conhecemos bem até hoje, porém, ela e as demais fizeram acordos para se retirarem “por um tempo”.
Agora, contudo, tais acordos deverão ser revistos por Moscou em uma nova lei já aprovada na Duma, o parlamento do país, restando agora apenas a aprovação do Conselho da Federação e do presidente Vladimir Putin.

Por esta nova lei, os atuais proprietários das fábricas anteriormente controladas por capital estrangeiro poderão recusar-se a revender os ativos recebidos das montadoras estrangeiras, em especial aqueles sediados em “países hostis”.
Segundo a lei russa, obviamente, os atuais controladores das fábricas deverão entrar com um processo legal, onde poderão incluir os valores investidos nas plantas durante o período de ausência dos antigos donos.

Nesse caso, somente se os atuais administradores decidirem pela opção de recompra acordada anteriormente. No caso da Renault, que detinha 67% da AvtoVAZ, dona da Lada, seus ativos foram vendidos por um valor simbólico de 1 rublo.
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A Renault tem, pelo acordo, o direito de recompra desse controle até 2028, mas pela nova lei – cuja aprovação é dada como certa – a montadora poderá ficar sem nada se o Instituto Científico de Automóveis de Moscou (FSUE NAMI) negar a recompra.

Se esta decidir por cumprir o acordo, a Renault terá de restituir o investimento feito até agora, o que não é pouco, devido à reestruturação da AvtoVAZ para não ser engolida pelas marcas chinesas.
Marcas como Nissan, Mercedes-Benz, Ford, entre outras, possuem acordos semelhantes. A questão é: será que voltam sem suas fábricas antigas? A Renault tinha uma fábrica própria em Moscou, repassada para a prefeitura da cidade e hoje fazendo carros chineses da Moskvich.
Para a Renault, a coisa se complica um pouco mais, já que recentemente ela decidiu produzir tecnologias de defesa que deverão ser utilizadas pela Ucrânia.
[Fonte: Auto.ba]
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