Renault vendeu sua fatia na dona da Lada por 1 rublo e ganhou direito de voltar até 2028; nova lei russa pode bloquear a recompra

Renault Kaptur Extreme 2017–pr.
Renault Kaptur Extreme 2017–pr.

Parece que o retorno da Renault para a Rússia não se concretizará. Pelo menos não nos termos aos quais ela julgou que seriam válidos quando saiu do maior país da Europa em 2022.

Como se sabe, a Renault e outras montadoras internacionais saíram da Rússia após os eventos que conhecemos bem até hoje, porém, ela e as demais fizeram acordos para se retirarem “por um tempo”.

Agora, contudo, tais acordos deverão ser revistos por Moscou em uma nova lei já aprovada na Duma, o parlamento do país, restando agora apenas a aprovação do Conselho da Federação e do presidente Vladimir Putin.

Lada Niva Legend Air Bag 1
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Por esta nova lei, os atuais proprietários das fábricas anteriormente controladas por capital estrangeiro poderão recusar-se a revender os ativos recebidos das montadoras estrangeiras, em especial aqueles sediados em “países hostis”.

Segundo a lei russa, obviamente, os atuais controladores das fábricas deverão entrar com um processo legal, onde poderão incluir os valores investidos nas plantas durante o período de ausência dos antigos donos.

lada granta 2
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Nesse caso, somente se os atuais administradores decidirem pela opção de recompra acordada anteriormente. No caso da Renault, que detinha 67% da AvtoVAZ, dona da Lada, seus ativos foram vendidos por um valor simbólico de 1 rublo.

A Renault tem, pelo acordo, o direito de recompra desse controle até 2028, mas pela nova lei – cuja aprovação é dada como certa – a montadora poderá ficar sem nada se o Instituto Científico de Automóveis de Moscou (FSUE NAMI) negar a recompra.

lada iskra russia 2
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Se esta decidir por cumprir o acordo, a Renault terá de restituir o investimento feito até agora, o que não é pouco, devido à reestruturação da AvtoVAZ para não ser engolida pelas marcas chinesas.

Marcas como Nissan, Mercedes-Benz, Ford, entre outras, possuem acordos semelhantes. A questão é: será que voltam sem suas fábricas antigas? A Renault tinha uma fábrica própria em Moscou, repassada para a prefeitura da cidade e hoje fazendo carros chineses da Moskvich.

Para a Renault, a coisa se complica um pouco mais, já que recentemente ela decidiu produzir tecnologias de defesa que deverão ser utilizadas pela Ucrânia.

[Fonte: Auto.ba]

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Autor: Ricardo de Oliveira

Com experiência de 29 anos na área automotiva, há 18 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz testes e avaliações. Suas redes sociais: Instagram, Facebook