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Renault Zoe inicia compartilhamento: Confira impressões ao dirigir

Renault Zoe inicia compartilhamento: Confira impressões ao dirigir

A Renault inaugurou em São Paulo um espaço para captar ideias de startups para investir em diversas áreas. Chamado Renault Lab, este local fica dentro do Cubo Itaú, maior hub de fomento ao empreendedorismo tecnológico da América Latina. Trata-se de um espaço unificado onde empresas e desenvolvedores podem se encontrar, conversar e fechar negócios.


No Cubo Itaú, ideias de novas ações tecnológicas encontram investidores dispostos a injetar dinheiro em projetos inovadores. A Renault agora também compra a ideia com este espaço, onde pretende conhecer projetos de startups que possam atender às áreas que a empresa visa atuar no futuro, tais como mobilidade elétrica, condução autônoma, conectividade, compartilhamento, entre outros.

Renault Zoe inicia compartilhamento: Confira impressões ao dirigir

Para iniciar os trabalhos, a Renault fechou uma parceira com o aplicativo Joycar, que compartilha carros da marca francesa com funcionários da empresa. Porém, ampliou a ação com o compartilhamento de um Zoe ZE40 para mais de mil colaboradores de startups do Cubo Itaú e 300 funcionários da marca, cujo escritório fica no mesmo baixo, a Vila Olímpia.


O custo do serviço é de R$ 6,00 por R$ 15 minutos de uso. Por ora, o serviço não será ampliado para os consumidores. Na fábrica da Renault, em Curitiba, o serviço de compartilhamento já conta com 10 carros de diversos modelos da marca, mas já existe a previsão de aumentar a frota para atender os funcionários.

Renault Zoe inicia compartilhamento: Confira impressões ao dirigir

No caso do Renault Zoe, a tendência é que o compacto elétrico amplie sua atuação em compartilhamento por meio de startups parceiras. O modelo já faz parte desse tipo de serviço em várias cidades da Europa, em especial na capital espanhola. Em Madrid, a frota da aplicativo Zity tem nada menos que 650 exemplares do hatch elétrico.

Smart Island, Moov´In Paris, Renault Mobility e Marcel, este com motoristas, são serviços de compartilhamento onde a marca francesa utiliza seus carros elétricos. No Brasil, a Renault já vendeu mais de 200 veículos eletrificados para empresas públicas e privadas, assim como 20 exemplares do Zoe para clientes comuns através de duas concessionárias em São Paulo e Curitiba.

Renault Zoe inicia compartilhamento: Confira impressões ao dirigir

O Renault Zoe também é o primeiro carro 100% elétrico disponível no mercado nacional com entrega imediata, visto que o BMW i3 possui gerador de extensão de alcance. Com preço sugerido de R$ 149.990, o compacto é oferecido na versão ZE40, que tem autonomia de 400 km no ciclo NEDC ou cerca de 300 km na vida real. A marca diz que ainda em abril chega mais um lote para atender os pedidos dos clientes.

Renault Zoe – Impressões ao dirigir

Renault Zoe inicia compartilhamento: Confira impressões ao dirigir

São Paulo-SP – Falando no Renault Zoe, durante a inauguração deste espaço no Cubo Itaú, foi disponibilizado um test drive com uma unidade do hatch elétrico, mas não era a ZE40 e sim a ZE20.

Esta versão mais antiga do hatch elétrico tem autonomia menor, entre 210 e 240 km, no ciclo NEDC, dependendo do motor utilizado (Q210 ou R240, respectivamente), embora ambos entreguem 90 cavalos e 22,5 kgfm. Isso porque utiliza baterias de lítio 22 kWh contra 41 kWh da versão ZE40.

Renault Zoe inicia compartilhamento: Confira impressões ao dirigir

Experimentamos o Renault Zoe ZE20 nas ruas de São Paulo em um teste rápido, que deu uma noção do potencial desse pequeno carro elétrico. Produzido em Flins, França, o hatch é um equivalente em tamanho do Sandero. Ele mede 4,084 m de comprimento, 1,730 m de largura, 1,562 m de altura e 2,588 m de entre eixos.

Visualmente, o Renault Zoe ainda conserva aquele ar futurista, que chama atenção das pessoas nas ruas, em especial nessa região de São Paulo, onde muitos circulam entre os escritórios. A atração não é por acaso, já que o compacto da marca francesa tem uma aparência amigável e a cor azul clara realça ainda mais essa impressão.

Renault Zoe inicia compartilhamento: Confira impressões ao dirigir

Seus faróis monoparabola com lentes puxadas em conexão com o losango da Renault, dá um aspecto mais sofisticado ao produto, que tem ainda para-choque liso com luzes de neblina em forma de meia-lua, bem como grade inferior com elementos envolventes. Na traseira, as lanternas de LED em forma de losango e dotadas de lentes transparentes, chama atenção.

Equipado com rodas de liga leve aro 16 polegadas, devidamente estilizadas, o Renault Zoe tem uma carroceria com linhas fluidas e colunas C levemente arqueadas, tendo portas traseiras com maçanetas embutidas. Devido suas formas, o hatch elétrico até parece menor do que a realidade.

Renault Zoe inicia compartilhamento: Confira impressões ao dirigir

Por dentro, o ambiente é simples, já que a proposta na Europa é ser um carro acessível. Lá, ele é vendido sem o custo das baterias, revertido em um aluguel com franquia de quilometragem, estratégia que o fez ser o carro elétrico mais vendido da Europa.

O acabamento é feito em plásticos com cores e texturas que evocam a proposta de emissão zero e uso consciente do produto. O cluster é digital e tem uma tela bem larga e afilada, tendo ali informações básicas como nível da bateria e seu carregamento ou reposição de carga em desacelerações e frenagens.

Renault Zoe inicia compartilhamento: Confira impressões ao dirigir

Ao centro, multimídia com sistema bem intuitivo e fácil de usar, mostrando no momento em que o veículo está usando carga da bateria ou recuperando, assim como os principais itens que estão consumindo mais energia, como o ar condicionado. Também com funcionalidades de mídia e navegação.

O ar condicionado é automático e similar em aparência dos comandos ao dos Logan e Sandero, por exemplo. O volante tem ajuste em altura e comandos do piloto automático/limitador, cujo acionamento também é entre os bancos, numa posição pouco ergonômica. Pelo menos não fica sob a alavanca do freio de estacionamento, como na dupla de populares.

Renault Zoe inicia compartilhamento: Confira impressões ao dirigir

Logo ao lado, existe o botão da função, que atenua o uso de alguns itens para reduzir o consumo de energia e ampliar o alcance. A partida é por botão, mas a chave é aquela em estilo cartão, como do Fluence, com o devido slot para encaixe. O compacto tem alguns espaços para smartphones e trio elétrico completo, bem com ajuste de altura dos faróis.

Apesar do tamanho, possui 388 litros no porta-malas. Com baterias no assoalho, o Renault Zoe tem espaço interno limitado para quem vai atrás. Embora com cinco lugares, ele foi feito mesmo para apenas quatro. Para o condutor, a surpresa é o banco alto, traduzindo-se em uma posição de dirigir elevada, como num minivan. O ajuste do volante é suficiente nesse caso.

Renault Zoe inicia compartilhamento: Confira impressões ao dirigir

Mesmo assim, a cabeça fica longe do teto. Atrás, uma pessoa de estatura elevada dificilmente encostará a cabeça no teto, que possui linhas que imitam um circuito elétrico. O mesmo pode ser visto no lado do passageiro, no painel. Os bancos são pequenos, mas apresentam conforto razoável para a cidade. O console central tem três porta-copos.

Ao volante, o Renault Zoe é somente silêncio ao rodar. Ouve-se levemente um zumbido vindo do motor elétrico e nada mais. Mesmo o rodar dos pneus é bem filtrado no carro. Porém, o conjunto é bem rígido, feito para as boas ruas e estradas da Europa, então sofre com a buraqueira nacional e transmite o som desagradável dos impactos.

Renault Zoe inicia compartilhamento: Confira impressões ao dirigir

Com boa arrancada, o Renault Zoe despeja todo seu torque de forma imediata, mas não abruptamente, conseguindo saídas de semáforo bem ágeis e retomadas igualmente espertas. Tudo sem barulho de motor ou trancos. A direção elétrica é bastante leve e progressiva, passando uma sensação agradável ao volante.

Já os freios não são borrachudos como em alguns elétricos e híbridos, atuando como se fosse num carro comum movido por gasolina ou etanol. Eles não possuem a função de frenagem regenerativa quando se tira o pé do acelerador, como nos BMW i3 e Nissan Leaf, por exemplo. Nem há um modo Boost para arrancadas mais vigorosas.

Renault Zoe inicia compartilhamento: Confira impressões ao dirigir

Com alavanca de marchas semelhante à do Captur, inclusive com as mesmas posições de marcha, o Renault Zoe tem dirigibilidade agradável para seu ambiente, que é o urbano.

Se não fosse pelo preço elevado, seria uma boa compra para muita gente que dirige muito na cidade e precisa de um carro prático, compacto e que não depende da rede de postos de combustíveis. Pode ser recarregado em casa com um custo muito menor.

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Por ora, sem uma infraestrutura adequada que permita também recarga em condomínios e em pontos de interesse público, como shoppings, estacionamentos, supermercados, farmácias, lanchonetes, entre outros, ter um carro elétrico agora é viável somente para quem pode contar com assistência em alguns desses pontos.

De qualquer forma, o Zoe está aí na rede Renault para quem quiser compra-lo e assim ter essa experiência, que é muito diferente do tradicional. Confira abaixo da galeria, nosso vídeo de detalhes do modelo no Salão do Automóvel.

Renault Zoe – Galeria de fotos

Evento a convite da Renault. 

 

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Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • William Simon

    Não se referindo exclusivamente ao zoe. Mas dirigir carro elétrico vai mudar nossa forma de guiar aparentemente. Considerando uma parada que tens que rfaze, economizar combustível seria não acelerar e deixar o carro correr até a parada o máximo possível. No elétrico frear regenera bateria. Andar com luzes acesas consome autonomia de bateria?

    • Daytona

      Vale lembrar que mesmo com muita discussão, um teste de consumo da quatro rodas mostrou (acho que era o “Nov Uno” na época) consumiu uns 5% a mais com farol do que sem farol ligado.
      Mas em carros mais pesados esse peso diminui e dizem ser quase desprezível…

      • Rodrigo Pasini

        Praticamente tudo consome combustível, no cruze tem um mostrador de consumidores, se ativar a ventilação lá mostra o quanto consome, se ligar o ar lá também aparece, farol alto também, luz de neblina, lanterna de neblina, tudo faz com que o consumo de combustível seja aumentado.

      • Louis

        5%? É muita coisa! Nem o ar-condicionado do meu carro aumenta o consumo em tudo isso.

        • rgrigio

          O A/C consome isso fácil. Chega a superar 10% em alguns casos. Meu veículo Oroch com motor 1.6SCE faz 7/L no etanol na cidade (6,7 a 7,2) com o A/C. Sem A/C faz 8 (7,5-8,5).
          7/8= 0,875 ou 12,5% a mais.
          Carros com motores maiores ou carros rodando em rodovia sofrem menos com isso, podendo ficar nesses 5% que você citou.

    • Julio Alvarez

      Fazendo uma conta simples, com bateria de 20kWh (bem pequena para um eletrico), da pra deixar as lampadas do faróis em Led ligadadas por 340 horas, ou 14 dias ininterruptamente.
      O que consome muita bateria é o aquecimento eletrico do ar condicionado, mas no Brasil isso não seria muito problema.

    • tiago

      Lampadas halogenas têm um consumo considerável, as de LED consomem muito pouco. Mas, sim, qualquer uma vai consumir energia.

  • Ricardo Blume

    Pelo preço que pedem, ficará difícil este tipo de veículo se tornar popular no Brasil. Seria uma ótima opção para o dia-a-dia. Um carro de nicho e para poucos, infelizmente.

    • Louis

      Toda tecnologia é assim. No início dos anos 90, só riquíssimo tinha celular.

      • Anderson Lemos

        Na verdade o problema é a falta de incentivo do governo federal, pois para ele é mais vantajoso você “morrer” na bomba de combustível. A mesma coisa acontece com os painéis solares, bicicletas elétricas… Brasil, o país da contramão.
        Enquanto isso as maletas de dinheiro correm nos corredores do planalto central

        • rgrigio

          Sim. Todo e qualquer cálculo que fazem por aqui já levam em conta uma possível “renúncia” fiscal. O povo que se f*** em meio a poluição. O importante é arrecadar! Não sei como funciona hoje, mas me dá calafrios pensar no ipva de um veículo de R$ 150.000,00. No Paraná com seus 3,5% são R$ 5.250,00 logo de cara. e o KW nas cidades aqui está beirando R$ 0,90. Junte tudo isso e só uma empresa média que usa muito veículo em cidade que teria uma chance de ter retorno com um veículo desses…

          • 4lex5andro

            O Zoe é feito na França, o Brasil não tem acordo de importação com a UE e usa tarifas de importação que dobram/triplicam o preço do carrinho.

            Importar elétricos de outros países também é proibitivo, fora a vedação de se importar autos usados também.

            Então, ”incentivo” do governo não falta pra as montadoras ”brasileiras” terem o mercado nacional cativo pra si.

    • Guilherme Melo

      cara, levando em conta o preço e o volume que vende o Jeep Compas, se a renault souber investir, popular não vira, mas vai conseguir uma venda legal

  • afonso200

    carro compartilha, o cara pega um BURACO e depois entrega o carro com amortecedor zuado e bandeja torta, kkkkk nunca mais pega alinhamento

    • Gutemberg Ferreira

      ???

  • Raimundo A.

    Na Rússia há Duster e Captur AT4 4WD. O Duster NG já tem o 1.3 T 4×2 2WD/4WD. Estaria na espera do AT e eu considerava que dependeria do Arkana por conta do compartilhamento. Como este vai ter o CVT com e sem AWD, deve em breve o Captur e o Duster receberem essa mecânica ou parte dela.

    O lançamento do Arkana está próximo. Outro site falou que terá motores aspirados além do turbo. Tração 4×2, flagrada nos veículos em testes, e a AWD usando multibraço. A transmissão CVT, nova geração, e a arquitetura é dita como novo devido as modificações para ficar mais leve e resistente, pois quase a metade dela foi aprimorada.

    • Rogério R.

      Eu vi essa notícia no outro site, dando uma olhada no site russo da Renault percebi que há muita semelhança na parte mecânica dos Renault de lá e daqui, a dupla Sandero/Logan de lá usam os motores K7M, K4M(aqui não são mais usados) e o H4M, então qdo o Arkana for lançado oficialmente lá saberemos como ele será aqui na parte mecânica. Agora eu estou curioso com relação a esse motor aspirado que será usado. Será o 1.6 SCe? Acho pouco provável que seja o 2.0 M4R, pois ele tem potência equivalente a do 1.3 TCe.

      • Cesar

        Rogério,
        Tce 1.3 pode substituir tanto o 1.6 quanto o 2.0.
        A faixa de potência dele vai de 117 cv a 160 cv

        • Rogério R.

          Verdade, mas o TCe é turbo e a Renault na coletiva diz que o Arkana tbém terá opção de motores aspirados, ou seja, algum motor SCe.

  • Guilherme Donini

    Pq carro eletrico precisa ser feio? Caraca qq custa fazer algo normal.

    • Entre ele e o Etios, eu escolho o Zoe kkkk fora outros monstrengos que tem por ai e não são elétricos.

  • Eric PB

    Aparentemente o nissan leaf me parece mais bem acabado, maior autonomia e com ar menos futurista, além de maior internamente. Eu disse aparentemente pois nunca entrei em nenhum dos dois, apenas fotos e videos na internet.

  • Yago G. Oliveira

    Se eu tivesse dinheiro sobrando, pegaria sim um elétrico. A coisa mais prática do mundo, principalmente para cidades de até 250 mil habitantes, não são cidades extensas e todas as coisas estão praticamente no máximo 30 minutos. Sem postos, sem a inconveniência de se estar atrasado e ter que abastecer, enfim. Mas sinceramente, isso não foi feito pro mercado nacional, visto que é um segundo carro, foi feito pra isso. Mesmo com corredores elétricos, parar de 300km em 300km; viajar seria um perrengue imenso. A petrobras importa gasolina justamente porque nosso mercado tem essa desproporção, investimentos em energias alternativas como hidrogênio e etanol 2ª geração faria isso muito mais adequado ao nosso país continental onde ter somente 1 carro é o mais comum.

  • Lucas Mattos Azevedo

    Já andei algumas vezes neste carro, vivo em Portugal, e junto do Leaf, o Zoe é o carro mais usados por motoristas de aplicativos aqui.
    Mesmo tendo uma infraestrutura fraca para recargas, os motoristas sempre dizem estar muito satisfeitos, mesmo fazendo apenas cargas em casa enquanto não trabalham. O valor destes carros aqui é similar ao de carros equivalentes, um pouco mais equipados, com motores a combustão. Então por serem mais baratos de manter, acabam sendo uma ótima opção.
    Aliás por aqui o Zoe vende muito, tem muito na rua. Já até reconheço o zumbido que ele faz para alertar os pedestres da sua presença.
    É um carro muito bacana, e é mesmo uma pena que chegue no Brasil custando tão caro.

  • TchauQueridos

    “O custo do serviço é de R$ 6,00 por R$ 15 minutos de uso.”
    Tá mais barato que aluguel de patinete!

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