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Reversão de expectativas: Brasil se transforma em “vilão global” no Salão de Hanôver 2014

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Hanôver/Alemanha – O Brasil já foi bem mais popular no cenário automotivo mundial. Mas, de solução, agora é encarado como problema. Isso ficou evidente na 65ª edição do Internationale Automobil-Ausstellung Nutzfahrzeuge, o IAA. O nome em alemão pode ser traduzido como “Exposição Internacional de Veículos Comerciais”, mas o evento bianual é mais conhecido no mercado brasileiro simplesmente como Salão de Hanôver.

Na edição de 2014 do maior motorshow de caminhões, ônibus e veículos comerciais do mundo, a atual queda nas vendas no mercado brasileiro, que há tempos era visto como um oásis de crescimento em meio à retração planetária no setor, foi responsabilizada por diversos números pouco animadores de vendas globais. Se os mercados centrais – Europa, América do Norte e Japão – até ensaiam tímidas recuperações depois da longa pasmaceira deflagrada pela crise de 2008, as expressivas quedas das comercializações no Mercosul nos últimos dois anos, puxadas pelo Brasil e pela Argentina, derrubaram muitos balanços. Algo que, no Salão de Hanôver 2014, provocou sorrisos amarelos de inquietação nos executivos de muitas empresas do setor.

Nesse mercado global em transformação, onde europeus e norte-americanos parecem finalmente ter retomado – ainda que discretamente – o fôlego e o protagonismo, as empresas do setor aproveitaram a mostra germânica para tentar se reposicionar e ganhar vantagem em relação à concorrência. Para algumas, a estratégia é aproveitar a visibilidade do evento para se afirmar como detentoras de tecnologias superiores.

As alemãs Mercedes-Benz e ZF se sentiram em casa para apresentar protótipos futuristas para o transporte pesado. A fabricante de transmissões e outros componentes automotivos com sede em Friedrichshafen exibiu no campo de provas do evento o seu Innovation Truck, que oferece a possibilidade de ser manobrado remotamente, em baixas velocidades, através de um tablet – como se fosse um carrinho de controle remoto. Já a marca da estrela de três pontas sediada em Stuttgart revelou o protótipo Future Truck 2025, com seus conceitos de como serão os caminhões dentro de uma década – com destaque para os sistemas de condução autônoma, sem a intervenção do motorista.

Também na proposta futurista – com direito ao tema de “Star Wars” como música de fundo durante a apresentação à imprensa mundial –, a italiana Iveco mostrou a versão conceitual Vision da nova geração da Daily. Com menos espalhafato, a Volkswagen apresentou a picape conceitual Tristar, com diversas soluções criativas para o aproveitamento de espaço. Mesmo sem ser futurista, quem também mexeu com a imaginação do público de Hanôver foi o Western Star 5700 Optimus Prime. O parrudo modelo da marca norte-americana exposto está decorado como o caminhão-robô protagonista da série cinematográfica “Transformers”.

Mas nem só de fantasia e propostas conceituais se faz um evento automotivo – ainda mais em tempos tão difíceis quanto os atuais. Com as rodas bem fixas na realidade, alguns destaques de Hanôver já têm desembarque imediato nos mercados centrais. O MAN TGX D38, com seu motor moderno Euro 6 com reduzidos níveis de emissões, é focado no mercado europeu, assim como o Scania G410 Euro 6, recentemente eleito o “Caminhão Verde” do ano na Europa. Um argumento de marketing nada dispensável nos tempos atuais – ainda mais no Velho Continente.

Apesar da fase adversa, há até algumas novidades de Hanôver que podem dar as caras em breve no abatido Mercosul. A van Mercedes Vito já tem produção confirmada para a mesma fábrica na Argentina onde é feita a Sprinter vendida no Brasil. O caminhão médio DAF LF está cotadíssimo para ser o novo modelo da marca holandesa a ser fabricado no Paraná. E o Volvo 7900 Hybrid Articulated pode ser uma opção para a marca sueca, que já produz ônibus híbridos em Curitiba e assiste a um aumento da demanda por modelos articulados no mercado nacional. Ou seja, o Brasil até pode não estar nos seus melhores dias no panorama automotivo mundial – mas está longe de merecer desprezo.

Top Ten – Dez destaques do Salão de Hanôver 2014

ZF Innovation Truck

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As empresas alemãs de componentes ZF, ZF Lenksysteme – joint venture da ZF e da Bosch – e Openmatics se juntaram para projetar um caminhão que demonstrasse como seus novos sistemas automotivos inteligentes funcionam. O protótipo do cavalo-mecânico com carreta mede 25 metros – com semirreboque e reboque – e integra avançados sistemas de transmissão, direção e telemática. O modelo é equipado com a nova transmissão automatizada TraXon Hybrid e conta com o sistema de direção com sobreposição de torque ZF Servotwin para veículos comerciais. Mas o “gadget” mais surpreendente do Innovation Truck é um aplicativo que permite que a carreta seja manobrada remotamente para a posição desejada – num pátio de estacionamento, por exemplo – através de um tablet, como em um “game”. Além do novo “brinquedinho” conceitual, a ZF comemora a compra da norte-americana TRW – aquisição que a posiciona entre as três maiores empresas de componentes automotivos do mundo. E anunciou em Hanôver que irá produzir no Brasil os câmbios automáticos para veículos comerciais AS-Tronic e TraXon.

Mercedes-Benz Future Truck 2025

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A alemã Mercedes-Benz apresentou o protótipo de um cavalo mecânico que pode ser conduzido em regime autônomo – sem a intervenção do motorista – por rodovias e vias expressas. O Mercedes-Benz Future Truck 2025 é derivado do Actros 1845, com 449 cv de potência e 224,3 kgfm de torque máximo, equipado com o câmbio automatizado Mercedes PowerShift 3 de 12 marchas. Para possibilitar a condução autônoma, o Future Truck 2025 é recheado de aparatos tecnológicos, com sensores e câmaras interconectados em rede, capazes de gerar uma imagem completa do entorno do caminhão e com precisão a ponto de reconhecerem o acostamento com a ajuda das linhas delimitadoras. O sistema dispõe dos dados de um mapa digital viário em três dimensões. Ao entrar na estrada, o condutor ocupa a pista da direita e, depois de alcançar a velocidade estabelecida de 80 km/h, o sistema oferece a opção “Highway Pilot”. Nesse modo, o motorista pode girar seu assento para uma posição de trabalho ou de descanso. Tanto que a cabine do modelo conta com um console central similar a uma estação de trabalho de um escritório. Além disso, o condutor tem a sua disposição um tablet removível, com tela sensível ao toque para executar outras atividades.

MAN TGX D38

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Destaque da MAN no IAA 2014, o TGX ganha esse nome em função de seu novo motor, batizado de D38. O recém-desenvolvido seis cilindros e 15.2 litros pode ser calibrado para render 520, 560 ou 640 cv de potência. O motor com turbo-alimentação de dois estágios tem torques máximos de 254,9 kgfm (520 cv), 275,3 kgfm (560 cv) e 305,9 kgfm, disponíveis em todas as marchas. Com controle de cruzeiro interligado ao GPS, o sistema reconhece aclives e declives à frente e calcula a velocidade mais econômica. Isso resulta em uma redução de combustível que pode chegar a 6% para transportes de longa distância. O trem de força recebe a transmissão TipMatic 2 em todas as suas versões. A caixa de câmbio traz três novas funções: a Speed Shifting, que reduz interrupções na tração, a EfficientRoll economiza combustível ao colocar a caixa de câmbio em ponto morto e o modo Idle Speed Driving atua nos engarrafamentos e nas manobras, contando com alto torque na mais baixa velocidade.

DAF LF

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O DAF LF é um caminhão de distribuição de 12 toneladas com para-lamas, spoiler e defletor criados especificamente para melhorar a aerodinâmica e reduzir as emissões de poluentes com a economia de combustível. De acordo com a marca holandesa, o cavalo mecânico consome, em sua nova geração como motor Euro 6, uma média de 4% menos de diesel. Mas esse número chega a 8% em velocidade constante de 85 km/h. São duas opções de chassis, com 6,75 metros ou 7,05 m. O caminhão pode ser equipado com motor Paccar PX-5 de 4.5 litros, 112 cv e quatro cilindros ou o propulsor Paccar PX-7, de 6.7 litros, 253 cv e seis cilindros. Este modelo é bastante cotado para ser produzido em breve na fábrica da marca holandesa no Brasil, localizada na cidade paranaense de Ponta Grossa. Só que com uma motorização Euro 5/Proconve 7, que é padrão no mercado brasileiro, é claro.

Scania G 410 Euro 6

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Para reduzir os níveis de consumo, a Scania adotou em seu Streamline G 410 4×2 um sistema defletor de ar complementar. O resultado foi uma eficiência energética digna de conquistar o título ecológico de “Green Truck of the Year”. O modelo tem a cabine-cama da linha Highline da série G e é equipado com o motor Scania de 13 litros, 6 cilindros em linha e 410 cv. O torque máximo é de 219,2 kgfm. O trem de força é completado por uma transmissão de 12 velocidades totalmente automática, que facilita a vida do motorista e é programada para auxiliar na redução do gasto de combustível. O conjunto todo faz com que o Scania G 410 consiga rodar 100 km consumindo uma média de 23,29 litros de diesel.

Western Star 5700XE Optimus Prime

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De acordo com a Western Star Trucks, o XE do seu 5700XE significa “extrema eficiência”. Com grande variedade de entre-eixos e também de cabines, o modelo já é famoso no mundo inteiro. Ele é um dos robôs com formas automotivas da série de filmes “Transformers”, conhecido como Optimus Prime. A marca aposta em novos recursos aerodinâmicos do capô, teto, chassis e cabine do 5700XE para reduzir o arrasto e aumentar a eficiência. O caminhão pode ter motor com até 600 cv de potência e torque de 283,4 kgfm. Mas há opções de propulsores menores, como o DD13 de 470 cv.

Iveco Vision

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O conceito da marca italiana foi desenvolvido sob a ideia de uma van capaz de poluir menos sem perder suas capacidades comerciais. O Vision é equipado com um sistema de dupla energia que permite a utilização de dois tipos diferentes de tração: um elétrico, indicado para trajetos curtos, e outro híbrido, adequado para viagens longas e que diminui em até 25% as emissões de CO2 e o consumo de combustível. Para evidenciar a vocação profissional, um sistema de gerenciamento de carga utiliza uma série de sensores que identificam a carga e indicam a melhor posição para ela no interior do veículo. A partir dessa identificação, são acionados dispositivos de contenção que impedem a movimentação de cargas.

Mercedes-Benz Vito

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Versão comercial do Classe V, sucessor do Viano, o Vito será produzido em 2015 na fábrica de Virrey del Pino, na Argentina. Trata-se de um comercial leve menor que a Sprinter com capacidade de carga de 1.369 kg e três versões: furgão de carga, furgão misto de carga e passageiros e apenas passageiros. O modelo ainda não tem data marcada para chegar ao Brasil e, além da usual tração traseira, disponibiliza também a opção de tração dianteira, associada ao motor 1.6 CDI movido a diesel com potências de 88 cv ou 114 cv. Já as versões com rodas motrizes traseiras contemplam o motor 2.1 CDI a diesel com três opções de potência: 136 cv, 163 cv ou 190 cv.

Volkswagen Tristar

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Num exercício da futurologia, a Volkswagen mostrou a picape Tristar. O conceito antecipa como será a próxima geração de veículos comerciais da marca alemã, que deve surgir no ano que vem. De acordo com a fabricante, o modelo adota um motor turbodiesel de 2.0 litros de 204 cv e 45,9 kgfm de torque acoplado a uma transmissão automatizada de dupla embreagem e sete marchas. Já o visual do protótipo é inspirado na van Transporter – hoje em sua quinta geração. Assim como o interior, onde o painel é semelhante ao veículo vendido há mais de 60 anos. O habitáculo ainda ostenta bancos giratórios, uma mesa tablet com tela de 20 polegadas, sistema para videoconferência, mesa para refeição e também uma máquina de café embutida atrás do banco do motorista. Alguns itens, definitivamente, não devem ser levados em consideração em uma versão de produção.

Volvo 7900 Hybrid Articulated

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Os ônibus híbridos apareceram em profusão em Hanôver. Um dos mais vistosos é o ônibus articulado da Volvo, que tem capacidade para transportar 154 passageiros com consumo de combustível até 30% menor do que o modelo diesel atual. Vendido para algumas cidades europeias e com produção em série iniciada no começo deste ano, o Volvo 7900 Hybrid é equipado com um propulsor a diesel 5.0 de 240 cv e 92,8 kgfm de torque aprovado pelas normas Euro 6 que trabalha em conjunto com um elétrico de 150 kW. Com 18 metros de comprimento, o ônibus armazena a energia das frenagens na bateria para, posteriormente, utilizá-la pelo motor. De acordo com a Volvo, o modelo reduz em 87% as emissões de nitrogênio e 50% as emissões de partículas poluentes. Como a marca sueca já produz ônibus híbridos em Curitiba e a demanda por modelos articulados no Brasil anda aquecida em virtude dos diversos BRTs em fase de implementação no país, pode ser que o 7900 Hybrid Articulated acabe nas linhas de montagem paranaenses, em versão com motor Euro 5.

Por Auto Press





  • Antonio De Julio

    Por que vilão? Fatura-se Horrores aqui com carros caros e defasados….

    • Robinho

      é também não entendi…

    • Adriano

      Pq as vendas estão em baixa, o povo não esta mais aguentando pagar esses preços abusivos ai agora somos os vilões, sendo que a ganância ainda continua

      • ultimate_rr

        “o povo não esta mais aguentando pagar esses preços abusivos”
        Ah, se fosse isso… que bom seria. Brasileiro está, no máximo, com medo de perder o emprego e não conseguir quitar o carro. Pagar 70 mil num popular é chiquérrimo.

      • Marcos Vinicius Bittencourt

        Engana-se quem acha que o problema do Brasil é o preço do carro. Aqui o problema são os altos juros, parcelamento a longo prazo e talvez a agonia de alguns consumidores de trocarem de carro antes de quitar um financiamento, ou trocar imediatamente que o quitam.
        Os preços altos talvez atrapalham a minoria que compra carro a vista. Os que compram a prazo estão preocupados com o valor da parcela em si, e não se elas durarão 48,60x…

    • edbil

      Pois é, eles precisam por a culpa em alguém. rs

    • Zetros1833

      Os carros sim, são caros e defasados. No caso dos caminhões e ônibus não, são caros mas, são modernos. O que não justifica o alto preço.

      Agora, eles estão chorando de barriga cheia, pq as vendas de caminhões e ônibus estão em queda.

    • FocusMan

      Vocês continuam a bater nessa tecla sem pensar direito…

      • Antonio De Julio

        Que tal apresentar algum argumento?

  • Fanjos

    Western Star 5700XE Optimus Prime

    *_________________*

    • leomix leo

      600 pocotós, aff. 283 kgfm de torque😔

  • Robinho

    SE eu tivesse algum
    poder de decisão no Brasil, umas das coisas que faria era aumentar a malha ferroviária
    e naval e diminuir o transito de caminhão…acho isso um absurdo, mas como não
    tenho esse poder…então vamos lidar com máfia dos caminhões…

    • FabioH

      Exato, um país de dimensões continentais como o Brasil não pode depender quase que exclusivamente de estradas (mal cuidadas aliás) para transporte de cargas.

      • RyanSX

        Sem falar que o peso extremo prejudica o asfalto novo em algumas regioes.

    • Rodrigo

      Vote certo :)

    • Gustavo73

      O grande problema não é nem diminuir o tráfego de caminhões. Mas sim um caminhão precisar atravessar um pais continente. Os caminhões ligariam justamente a malha ferroviária e suas estações ao consumidor. Sejam as lojas e atacadistas ou o consumidor final. Isso diminuiria muito parte do custo Brasil.

      • Robinho

        correto.

      • Zetros1833

        Exatamente, o problema é depender exclusivamente dos caminhões e ônibus, ou seja, somente do transporte rodoviário em detrimento do ferroviário, fluvial e marítimo.

    • Luciano

      Teve um presidente há alguns anos que simplesmente detonou o pouco que ainda havia de ferrovias no país….

    • RyanSX

      Era preciso construir um grande ferrovia ligando todo o pais, tanto para transporte de passageiros quanto para cargas. Seria um grande investimento e traria uma grande economia ao pais a longo prazo. Hoje é totalmente viável essa construção, mas falta interesse e como no Brasil tudo é motivo para roubar um “pouquinho” (vide estádios da copa) a obra duraria décadas.

  • Tosoobservando

    Nao cresce mais como antes, mas continua dando lucros altos.

    • FocusMan

      Não… não dá…

      • Tosoobservando

        Se não da tanto pq estao abrindo mais fabricas, e outras estao vindo? Nao era pra afasta-las?

  • Nao esqueçam que esse mercado caiu mais de 30%…

    Isso sim é um sinal de que o Brasil está mal das pernas…

    • Adriano

      Ou acordando pra realidade, tem os dois fatores, país em recessão e povo acordando(assim espero)

      • FabioH

        Infelizmente não acredito que o povo esteja “acordando”… é que, com inflação em alta o poder de compra diminui bastante, e muita gente andou se endividando nos últimos anos para comprar carros e imóveis, além da taxa de juros que se mantêm alta para segurar a inflação.

        • RyanSX

          Ou simplesmente não precisam mesmo. Quem ja comprou a dois o três anos não vai trocar sua frota agora, a partir de cinco anos eles começam a pensar em trocar, pela vida útil do veiculo e sua depreciação

        • Marcio Lima

          A inflação pode ser alta, mas ainda é a menor de todos os tempos. 5,5% pro Brasil é uma dádiva. É claro, pode diminuir e ainda melhorar o crescimento. Porém, isso vai depender dos projetos de infraestrutura serem concluídos e ampliados, posteriormente. A ideia de termos outros modais, principalmente as ferrovias, é antiga, mas atual e inadiável.

          • FabioH

            “Menor de todos os tempos”? Não creio nisso, estamos com 6,51% acumulados nos últimos 12 meses, extrapolando o teto da meta estipulada pelo governo, e isso com preços represados da energia elétrica e dos combustíveis, ou seja, quando estes aumentos vierem, e eles influenciam toda a cadeia produtiva, temos grandes chances de ter uma taxa muito maior.

  • johnnyburanelo

    Se tibessemos faixas de juros decentes, as empresas venderiam muito mais

  • Alexandro Henrico von Mann

    Aqui em Curitiba temos vários ônibus híbridos da Volvo. Há tempos rodando nas linhas municipais.

    • Zetros1833

      Os de Curitiba são do modelo anterior com motor Euro 5. E aqui no Brasil é vendido somente o chassi da Volvo encarroçado pela Marcopolo.

  • Alexandro Henrico von Mann

    Olha os que rodam aqui:

    • Guest

      Em SP, os híbridos estão um pouco mais acanhados. Há mais trólebus. Os ”Ecofrota” (ônibus movido à biodiesel), é que são os queridinhos dos consórcios e do governo por aqui.

      • Guest

        Por que meu comentário está aparecendo como ”Guest”?

        • Zigeunerweisen

          Nossa! Deu algum erro aqui… Desculpe equipe NA… Vocês podem apagar meu comentário? Parece que saiu em duplicata. Não estou conseguindo apagar!

    • André Flandres

      Bacana esses ônibus. Aqui em Porto Alegre os ônibus, além de barulhentos e de atrapalharem o trânsito até mais não poder, são as coisas mais medonhas de feias que já se viu circulando no meio urbano. As cores da pintura nas carrocerias não têm inspiração nenhuma: é um festival de beges e azuis desbotados que eu vou te contar…

    • FocusMan

      Olha o que roda aqui! kkkk

  • EVsutil

    O Iveco, o Vito e o Tristar eu comprava para andar todo dia!

    tbm não entendi o titulo. achei que, finalmente, tinham descoberto que nosso sistema de transporte está 50 anos atrasado.

    • RyanSX

      Por onde eu entro no Iveco.. WTF

  • zekinha71

    Vendo essas máquinas que alegria, daí saio na rua e vejo um monte de 1113 espirrando e perdendo os pedaços pelo caminho, que decepção.

  • Evilázio

    Cagando pra quem acha o Brasil vilão. Quem quiser que abaixe os preços!

  • Daysan Medeiros

    Em época de política… Um título totalmente impróprio…. Vilão pq?

  • Marcelo SR

    Até o Optimus Prime estava lá…

  • Raimundo M.

    O DAF LF como o CF estão cotados para o nosso mercado, mas dúvido que sejam os modelos com design Euro 6. Quando o XF estava para ser lançado aqui, o fabricante já testava as novas gerações na Europa e ficamos com o design antigo que faz referência a mecânica Euro 5 atualmente adotada aqui. Com vendas em baixa, embora com as limitações de caminhões pesados e extra-pesados nos grandes centros, o LF tende a ter grande êxito, novamente, por questões de custos, devem trazer o maquinário da geração 5 e não da 6.
    O MAN TGX D38 seria uma opção interessante para empresas que transportam cargas excedentes. Uma empresa daqui adquiriu uns 10 caminhões Volvo FH750 apresentado na Fenatran para esse tipo de transporte. Já vi na BR 101, sob importação por encomenda a MAN, o TGS 6×6 com carga de dimensões excedentes.

    • Zetros1833

      Claro que não serão o Euro 6. A DAF mal acabou de chegar e mal começou a vender os modelos XF. E outra, o Brasil tem só dois anos que está em vigor a norma Euro 5 e não tem previsão da chegada da Euro 6, que entrou em vigor em janeiro desse ano.

      Para cargas indivisíveis o Brasil dispõe do MAN TGS, do Scania R-620 8X4, do Actros 4160 8X8 e agora do FH-750.

      • Raimundo M.

        Meu caro, a probabilidade de serem modelos Euro 6, refiro-me ao design, é muito pequena. Busquei chamar a atenção que o design de certa forma está atrelado a mecânica compatível com a legislação de emissão de poluentes. Sendo assim, nós deveremos ter os CF e LF da geração Euro 5, o que não é explicado na matéria, mas se a da DAF quiser, pode separar o design da carroceria da mecânica, ou seja, ofertar desenho do Euro 6 com a mecânica do Euro 5. Essa possibilidade existe, mas como falei antes, por questões de mercado e custos, sai mais em conta produzir o desenho do Euro 5 que faz referência a mecânica.
        Quanto aos modelos citados por você, tenho conhecimento e como chamei a atenção ao relatar o TGS 6×6 que vi, são todos importados e sob encomenda, tal qual a Iveco oferta o Trakker 8×4 para setores tipo mineração concorrendo com os Scania 10×4 e 8×4, Volvo da linha FMX e FM 10×4.
        O TGS 6×6 é o de 33.540 também vendido por encomenda o TGX 33.540. Uma empresa do segmento de transporte eólico adquiriu os dois totalizando seis veículos. Esse novo TGX D38 é compatível com os Scania R620, Actros 4160 8×8 e FH-750, embora sei que o TGS consiga tracionar até 250ton, mas com menos folga que os modelos mais potentes ofertados pelos concorrentes e esse D38.

        • Zetros1833

          Não necessariamente o design está atrelado à mecãnica. O que ocorreu é que as fabricantes européias aproveitaram a entrada em vigor da nova norma ambiental, para lançarem seus produtos reestilizados, já que estavam há bastante tempo com o design antigo. Assim ocorreu com a Mercedes, a DAF, a Iveco, a MAN, a Scania e a Volvo.

          Quanto à DAF, ela já está produzindo modelo “antigo” aqui, pq é o que ela produzia até o ano passado lá. Possivelmente, ela atualize suas cabines futuramente, aí depende do desempenho dela no mercado. Mas eu acredito que ainda demore, pq como vc disse, além dos custos, tem o maquinário todo preparado para o modelo antigo.

          Sim, esses MAN 33.540 estavam trasnportando hélices aqui na Bahia, para o parque éolico que o governo estava fazendo aqui.

          O Actros 4160 vendido aqui e o modelo antigo ainda, lá fora já existe o novo Actros 4163 SLT Euro 6.

          Esses modelos que eu citei são todos importados mesmo e todos preparados tecnicamente para 250 ton de CMT.

          • Raimundo M.

            Claro que não há vinculo entre design e mecânica e daí especulei que existe a possibilidade de cabine nova com mecânica para Euro 5, mas compensaria? No segmento de utilitários vemos Doblo e Strada há tempos sem mudanças relevantes aqui, isso porque depende de estimulo do mercado e nosso não tem concorrência, mas beleza não é tudo na hora de ser bom para o serviço pesado. A International, por exemplo, prometeu desenvolver um novo caminhão mais alinhado as necessidades do nosso mercado e até mostrou um versão conceitual, mas pelo visto essa nova cria ainda não se justifica ser feita. Os chineses estão é cuidando de elevar o índice de nacionalização para terem a certas linhas de financiamento além de, digamos, elevar a confiabilidade dos seus produtos usando componentes de fornecedores valorizados no segmento.

            • Zetros1833

              Talvez daqui há algum tempo a DAF renove seu design aqui no Brasil tbm. A Iveco fez o mesmo com o Stralis. A Ford com seu Cargo tbm.
              Vamos aguardar ela se estabelecer e ganhar mais experiência em nosso mercado.

              • Raimundo M.

                O Euro 6 deve demorar uns dois anos pelo menos para ser aplicado e ainda implica num caledário a migração. Os DAF LF e CF numa matéria que li devem ser lançados aqui no próximo ano e assim deverão vir com design Euro 5. O fabricante pode aqui atualizar a mecânica para Euro 6 e manter o design Euro 5, isso porque entre o lançamento e a atualização mecânica, o produto estando a pouco tempo no mercado investir numa atualização visual sai caro.
                O Stralis de fato está alinhado, mas deve em breve perder essa vantagem. Sobre o Cargo, se for extra pesado, não passa de algumas mudanças visuais com relação ao Cargo pesado, e para mim esse produto peca por não ofertar a tração 6×4. O segmentado extra pesado não se limita a caminhões tratores com um semirreboque, mas bitrens, tritrens e rodotrens. O agronegócio absorve bastante essas configurações, então devido a limitação vemos é o novo Cargo com no máximo semirreboque de eixos distanciados, embora alguns se arriscam com alterando o produto para receber os segundo eixo direcional tornando um 8×2 dito mais rentável que bitrem de sete eixos e “vanderleia”.
                Massa seria termos a configuração abaixo que é uma montagem após especulações sobre a GINAF deixar de usar cabine DAF para usar a Ford.

                • Zetros1833

                  A norma Euro 6 deve demorar ainda para entrar em vigor no Brasil sim. No entanto, é mais fácil o contrário, atualizar o design e manter os motores Euro 5, como fez a Iveco aqui no Brasil, que atualizou o design do Stralis e manteve os motores Euro 5.

                  As fabricantes de caminhões e ônibus estão usando a tendência de veículos mundiais, no mesmo molde que é feito pelas fabricas de carros, salvo algumas adaptações. Um exemplo disso são os Atego, Axor e Actros da Mercedes, os TGS e TGX da MAN e a linha VM e FH da Volvo.

                  No caso do Cargo, não foi só mudanças visuais não. Ela lançou dois modelos extrapesados, o 2042 (4X2) e o 2842 (6X2), ambos com motor FPT-Iveco de 420 cv, porém, falta uma versão 6X4.

  • Boris

    Vai Guido Mantega……… Engana a gente que a gente “gosta”

  • Rids

    Que manchete mais fuleira. Que tal um curso de jornalismo, hein?

  • mjprio

    Poxa a Volvo perdeu uma oportunidade de sair na frente de novo no segmento BRT. Imaginava mesmo um híbrido pros articulados de corredores expressos.Só não acredito que um motor apenas 30HP mais potente puxe um articulado, pois achei que os B340M sofrem um pouco, talvez por culpa do deslizamento excessivo das transmissões AT empregadas. Imaginava que eles utilizassem pelo menos um motor de 260 a 270HP ( como o do B270F) associado a um motor de pelo menos 180 a 200HP elétrico pra das mais torque nas saídas

    • Zetros1833

      Nesse caso o motor a diesel de 240 cv trabalha junto com o elétrico de 150 kw(204 cv), pq a tecnologia da Volvo trabalha em paralelo.

      Além disso, esse articulado é um monobloco, que é mais leve que os chassis com carrocerias de terceiros fabricados aqui.

      Os híbridos da Mercedes aqui no Brasil usam o OM-924LA com 185 cv, porém, como a tecnologia empregada é híbrido em série, o motor só é utilzado para recarregar as baterias, ficando a cargo do motor elétrico a movimentação do veículo.

      • mjprio

        Eu não sabia que o powertrain do 7900 era diferente do B 215RH. ( este tem um motor 5 litros de 215 HP somado a um elétrico de 160HP).E nem que a mercedes estava vendendo híbridos aqui, mas eles são adaptações, haja vista que não há nenhum modelo no site da MB ” de fábrica”????

        • Zetros1833

          No caso do 7900, também usa um motor de 4 cilindros. Só que nesse caso é um novo motor(que na verdade é o do B-215RH modernizado) de 5,1 litros e 240 cv que atende ás normas Euro 6. A Mercedes também tem um motor novo de 4 cilindros na Europa, que é o OM-934LA com até 231 cv e 900 Nm de torque.

          No caso do B-215RH, apesar de serem “diferentes”, tem a mesma filosofia de funcionamento do 7900.

          A Mercedes vende híbrido aqui, é o HibridoBR e não é adaptação não, é um projeto feito em parceria com a Metra, a Eletra, WEG, Moura e outros parceiros.

          http://wwwh.mercedes-benz.com.br/institucional/imprensa/releases/onibus/2013/6/1395-mercedes-benz-inicia-a-comercializacao-do-onibus-hibridobr

          • mjprio

            Valeu. Parece que a volvo quer usar esse motor 4 cilindros em uma versão do caminhão fm e em uma versao b240f que ja estaria em testes

            • Zetros1833

              Já li esse boato do motor de 4 cilindros num chassi menos potente. Mas, no caso, seria o atual motor, de 215 cv, Euro 5 e 4,8 litros.

              E no VM, o motor que foi testado, foi o do B-290 R, o D7 de 290 cv.

  • MaCaRyS

    Calma gente, está em baixa devido ao mercado estar em crise, estava nas manchetes esses dias que da metade de 2013 até o mês atual o movimento de caminhões nas estradas diminuiu, e muito! tudo isso devido ao pouco serviço oferecido ou seja, tem menos mercadorias circulando nas estradas, e assim os donos de frotas não compram mais caminhões, muito menos o motorista particular. Detalhe que caiu e continua em queda, por isso somos os vilões da vez.

  • $7698596

    o brasil é que nem gorda no provador, não tem agilidade nenhuma

  • Jamilson Junior

    No ônibus articulado hibrido só faltou o adesivo “#choraBoy”

  • Milton Quadros

    Nada, vieram atrás do lucro fácil, colocaram os preços nas alturas e agora o brasileiro que trocava de carro a cada dois anos já passou para três anos. Eu, para quatro anos. Nem praticando coito pago 50k em fiesta ou hb20.



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