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Roda de aço ou liga leve?

Alguns dizem que é melhor ter roda de aço no carro por conta da buraqueira e raspadas nas guias. Outros falam que o melhor é a liga leve, por ser mais bonita. Mas a realidade é que a maioria prefere mesmo as rodas de liga leve, especialmente aquelas com visual mais esportivo e tamanho maior que o original do carro.

Nas lojas de acessórios, as rodas perdem apenas para os sistemas de áudio. Desde os carros mais antigos aos mais recentes, a cobiça pela roda de liga leve mais bonita atrai muitos olhares e mexe com o bolso de muita gente.


Roda de aço ou liga leve?

Ainda assim, existe uma grande parcela dos consumidores que não liga para a roda de liga leve ou prefere as tradicionais rodas de aço, contanto que tenham calotas. Mas, em realidade, o que difere nos dois tipos de rodas é peso, estética e custo.

No tocante à resistência, ambas passam pelos mesmos testes para homologação. Estes testam começam no laboratório, onde os modelos são submetidos a provas de choque térmico, salinidade e agentes químicos. No campo de provas, testes de impacto fazem a roda subir e descer guia, ralar e cair em valas, simulando várias situações e parâmetros de velocidade, ângulo e calibragem.


Roda de aço ou liga leve?

Liga leve

As rodas de liga leve apresentam em média 15% menos peso que as de aço estampado. Elas contribuem para redução do peso não suspenso, aquele que não é apoiado na suspensão. Com o tempo, esse tipo de roda prejudica menos a suspensão.

No entanto, por ser mais leve, ela apresenta um ganho muito pequeno em termos de consumo e não vai alterar a performance do carro por conta disso. Apenas rodas maiores, geralmente introduzidas em carros esportivos, utilitários esportivos ou modelos de luxo, apresentam maior redução de peso em comparação com o aço e permitem melhor eficiência e desempenho. Por utilizarem ligas mais nobres, seu peso chega a ser 50% menor.

Roda de aço ou liga leve?

Outra vantagem da roda de liga leve é o visual. O desenho poder ser moldado de várias formas e estilos, graças ao processo de fundição, onde o metal é aquecimento e então preenche as placas do molde com o desenho escolhido. Mesmo com um volume maior, esse tipo de roda fica mais leve que uma equivalente de aço.

Por serem mais bonitas, as rodas de liga leve se tornam um chamariz na hora de vender o carro. Elas não necessariamente alteram o valor do veículo, mas ajudam no processo de venda. Como efeito visual, elas melhoraram a aparência do veículo, sendo originais ou não. Mas toda essa beleza tem seu custo.

Manutenção

No reparo, uma roda de liga leve precisa de atendimento mais especializado, diferentemente da roda de aço. Máquinas de qualidade, ferramentas especiais e profissionais treinados são necessários para que o serviço fique bom. Numa loja especializada, mandar arrumar uma roda desse tipo não requer apenas vontade do dono e dinheiro.

Antes do serviço, ela precisa ser medida completamente para ver se o impacto gerou algum dano estrutural que comprometeu a superfície de contato junto dos parafusos. Um exame de ultrassom vai revelar se existem fissuras internas, que possam comprometer a segurança durante a condução. Por fim, caso seja liberada, então o reparo é realizado. No aço, muitas vezes nem compensa arrumar, pois o custo é quase similar ao preço de uma roda nova.

Infelizmente, a palavra dano está intimamente relacionada com a roda de liga leve. Qualquer raspadinha pode transformar o belo visual em uma visão indesejável para muita gente. Recentemente alguns carros estão sendo equipados com pneus com banda protetora de roda, uma extensão da borracha que evita as raspadas nas guias. Mas, a maioria ainda corre o risco diário das temíveis guias. Retrovisores Tilt Down ajudam, mas nem todos os carros têm.

No caso da roda de aço, se tiver calota, é ela que irá sofrer com essas raspadas ou lascadas. Para o dono, basta troca-las por outras, apesar do preço de algumas serem bem altos nas revendas, muitos modelos paralelos são oferecidos nas lojas de autopeças. Agora, praticamente a maioria é presa pelos parafusos da roda.

Antigamente, elas eram fixadas por pressão, mas com o aquecimento da roda de aço durante a condução, acabavam saindo e ficando pela estrada. Se a opção for por não ter calota, mas ainda ter uma roda de aço bonita, alguns modelos saem de fábrica com aço texturizado, onde o fabricante imprime uma forma mais atraente ao material rodante. Alguns utilitários esportivos e picapes usam esse modelo.

Para preservar ambas as rodas, o balanceamento é o remédio para mantê-las por um bom tempo. No aço, chumbos são presos nas bordas do aro para manter o balanço correto. Já na liga leve, mais por estética, pesos com adesivos são fixados internamente para não aparecerem.

Balanceadoras por laser e mapeamento topográfico 2D ou 3D analisam completamente a rodas em todos os seus parâmetros e marcam com precisão os pontos da roda que não estão em conformidade com as especificações, guardadas em um banco de dados digital.

Com um laser de marcação, o equipamento indica ao operador o local exato e o tamanho do peso que se deve fixar naquele ponto. Atualmente é a tecnologia mais sofisticada para balanceamento de rodas, usadas inclusive em carros de competição.

Além disso, se for lavar as rodas com algum tipo de solvente, retire-as do veículo para não danificar buchas e batente da suspensão. Por fim, para retirar a roda para qualquer serviço, usa a chave específica apenas com as mãos, evitando subir na mesma. Com tudo isso, a roda vai durar muito mais.

[Fonte: Revista Quatro Rodas]

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