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Rota 2030: Congresso aprova nova política e Temer assina no salão

Rota 2030: Congresso aprova nova política e Temer assina no salão

UPDATE: O Senado aprovou a MP do Rota 2030 na manhã desta quinta (8) e o presidente Michel Temer sancionou a nova política em evento no Salão do Automóvel 2018. A partir de agora, o Brasil passa a ter um novo regime automotivo. 


A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta (7), o texto do Rota 2030, nova política para o setor automotivo. Além do texto da Medida Provisória 843/18, o plenário votou também nove destaques relacionados ao setor, mas três foram rejeitados pelos congressistas.

Nesse caso, os deputados vetaram um aumento nos incentivos fiscais para as montadoras do Centro-Oeste, onde estão instalados as marcas Mitsubishi, Suzuki e Hyundai (em breve Chery e talvez JAC). A proposta era que o percentual de IPI usado como crédito seria igual ao das montadoras instaladas no Nordeste, que são bem maiores que o da região central do país.

Outro destaque do texto original do Rota 2030 que foi rejeitado e retirado pela Câmara é a aplicação de condições mais vantajosas para dívidas acima de R$ 15 milhões no Programa Especial de Regularização Tributária (Pert), assim como ocorre com valores até R$ 15 milhões.


Do outro lado, uma emenda para aumento da redução de IPI para redução do consumo de carros com motor flex subiu de 2 pontos percentuais para 3 pontos percentuais. Nesta votação no congresso, a MP do Rota 2030 ainda recebeu emendas de deputados que apoiam as montadoras instaladas no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Assim, estes conseguiram que as marcas Suzuki, Mitsubishi, Hyundai, Chery, Fiat e Ford mantenham os atuais incentivos fiscais até 2025. Nas duas últimas, chegou-se até uma disputa para ampliação do benefício na região Nordeste.

Rota 2030: Congresso aprova nova política e Temer assina no salão

Porém, esses incentivos fiscais que reduzem os impostos nessas regiões para compensar os custos maiores de logística não agradam o restante das montadoras, instaladas no Sul e Sudeste, que apoiam a manutenção do texto original do Rota 2030, que não beneficia tais regiões.

Para a Anfavea, apesar do racha entre as empresas associadas sobre o assunto, a aprovação é muito importante para que o setor automotivo possa voltar a crescer no país. A entidade também já começou as conversas com a equipe do novo governo. Agora, o texto da MP do Rota 2030 segue para votação no Senado para ser sancionado pelo presidente até 16 de novembro, data limite.

Temer queria essa aprovação “para ontem”, a fim de anunciar oficialmente o Rota 2030 na abertura do Salão do Automóvel 2018, que acontece nesta quinta (8), em São Paulo.

[Fonte: Estadão]

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52 Comentários

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  • Como reduzir impostos, se ontem mesmo o senado aprovou aumento dos salários dos ministros do STF para quase R$40 mil? Gerando efeito cascata para os tetos de servidores públicos…Tem é que aumentar os impostos pra fechar a conta.

  • Esse país virou um circo, parece piada, com esse monte de gente lá em cima cada um puxa para um lado não pensam no país só em si mesmo, todos querem uma fatia do queijo.

  • Agora estão desesperados para aprovar porque já viram que o novo governo vai cortar essa mamata de “bolsa empresário” e benefícios fiscais para empresas bilionárias.

  • Senado? Esses só server pra aumentar os próprios salários, quando dizem que deveria fechar tudo lá acham ruim pois se deixar assim vão sempre fazer as coisas do jeito que eles querem … ademais Rota 2030 não vai servir nada pra nos da ralé ou seja carros mais baratos e seguros (o minimo) …

  • Eu sou a favor de incentivos fiscais conforme a região. Afinal, como fomentar uma melhor distribuição geográfica de emprego e renda se não houver o incentivo?

    • Pessoal que é contra incentivos fiscais, não para e pensa. Por que uma fábrica deixaria de se instalar em São Paulo, onde há a melhor infraestrutura do país e com a mão de obra mais qualificada, para ao invés disso escolher Pernambuco, por exemplo? Eles acham que a Ford na Bahia, a Renault no Paraná, a GM no Rio Grande de Sul ou a BMW em Santa Catarina, escolheram esses estados “por amor”, porque “gostavam” dos outros estados.

      • O custo da mão de obra em estados afastados é bem menor, assim como o índice de sindicalização. Isso ajuda a afastar montadoras de SP. O problema é que a qualificação também cai. A Ford escolheu a Bahia em vez do RS e tem os carros mais mal montados do país, todos com peças desalinhadas, mdo sofrível. Mais ou menos na mesma época a GM criou montadora no RS que hoje produz o carro mais vendido do país, o Onix. O segredo é se afastar um pouco de SP, mas não muito, escolhendo um estado com um razoável nível de atividade industrial.

      • Seria o certo mas infelizmente nem sempre funciona assim.
        Veja a JAC motora, por exemplo: o Governo da Bahia doou o terreno, já havia uma infraestrutura de base boa, inclusive com fornecedores (trazidos pela Ford) e ainda assim não passou da pedra fundamental e de um J3 enterrado.

  • Cagaram para híbridos elétricos e energias alternativas…só deixaram as gigantes na zona de conforto com prazos pra lá de extensos, no incremento de tecnologia, modernidade, segurança etc.

    Acorda consumidor. Só compre o que for moderno. Leia se informe.

    Sai do mito Toyota e etc…

    Só assim promoveremos mudanças mais rápidas.

    É preciso um sistema tributário novo, que contemple todas as etapas da produção da materia ao carro acabado, também contemple a parte logística e comercial, além da logística reversa de reciclagem e programas reais para renovação de frotas.

  • E então NA…
    Que tal uma analise profunda e sem bairrismos sobre essa ROTA 2030 em uma futura matéria?
    Vai ser bom? Não vai? Quem ganha? Quem perde? Presente… futuro…
    O que esperar de fato dessa ROTA 2030?
    Vocês estão mais no meio e devem trocar ideias com outros… Que tal uma análise mais profunda?
    Acho que agregaria a todos saber das opiniões dos profissionais do mundo automotivo e dos Jornalistas do meio.
    Valeu, um abraço.

    • Indiretamente faço parte do Rota 2030. Definições técnicas, exigências, etc. (Varias empresas do ramo de autopeças participam) e te adianto. Nem mesmo nós temos IDEIA das consequências disso, pois as emendas estão ai pra alterar qqr coisa.
      Funciona mais ou menos assim:
      Empresas de Turbo, tentam forçar uma redução nos indicies de emissões, pois o interesse em fabricar e vender turbina é dela.
      Empresas de alternador, motor de partida, etc….fazem o mesmo , pois querem oferecer produtos mais eficientes (e caros)
      Empresas de Radiador, Condensador, etc…mesma coisa….(Redução de peso, eficiencia, Crash Test, etc)
      Ar condicionado NEM entra nos testes de emissões, caso entre, sistemas obsoletos (GM, Ford, Toyota, etc) e de baixa qualidade, vão ser substituidos por modelos ultra-modernos, que já existem no mercado, FCA, VW, PSA, etc
      Fabricantes de Pistão, aneis, bielas, bronzinas, etc…..conversam com a empresa de turbo, pois colocando Turbo, esses componentes tem que ser melhorados…..Notou o interesse de todos?
      Protecionismo é algo bom? Na minha visão NÃO! Porém se não ocorrer ou uma abertura de mercado (Collor) ou uma exigencia do minimo de qualidade e tecnologia por parte das montadoras (Rota 2030, Inova-Auto), vamos continuar atrasados comparados com o resto do mundo, como sempre.

      Melhor dos mundos: Abertura GERAL de mercado
      O que temos pra hj: Rota 2030

      Att

      • Mas a vida é um eterno interesse…
        Estamos falando de negócios.
        Agora… abertura geral do mercado… Seria do interesse de quem?
        Abertura geral significa também que teremos armadilhas já que com abertura qualquer um pode entrar?

        • O que ocorreria é que empresas deficitarias, apadrinhadas e protegidas pelo governo com a restrição de mercado iriam desaparecer ou ser incorporadas por outras. quem ganha com isso? O consumidor, com produtos com melhor qualidade e preço competitivo, internacionalmente. A ideia de restringir o mercado para garantir os empregos é uma meia verdade, facilmente desmentida. Com a abertura de mercado, um Corolla deixará de custar 100k e passará a custar, digamos, 60k. Esses 40k da diferença serão gastos em eletrodomesticos, celulares, reforma da casa, viagens, etc.

        • Sim, mas abertura geral do mercado também não significa entrada de novas empresas e mais competitividade?
          Desculpe… não estou provocando… estou querendo entender os pensamentos.

          • Abertura do mercado pode significar entrada de novas empresas e competitividade, MAS também pode forçar a saída de empresas instaladas no país, causando, como efeito, desemprego e recessão.
            O governo tem que ponderar o que ele quer – e até ceder, para empresas que só sabem mamar nas tetas desse e de qualquer governo, de qualquer país, para manter o emprego do brasileiro.

        • Fechamento de empresas? Por que? A abertura do mercado de forma gradativa, e não da maneira que o Collor fez, seria bom para todo mundo. maior concorrencia, preços mais baixos, produtos de melhor qualidade, empresas deficientes sendo adquiridas por grande grupos melhor geridos, etc. Protecionismo só serve para deixar os produtos caros e defasados, “protegendo os aliados do rei”.

    • Patético, nenhum comprometimento com uma transformação de fato.
      A inovação e P&D continuará voltada para a tropicalização/depenação/lançar produto horrível para encarecer o básico.
      Já vai tarde este mandato e o congresso que felizmente está se renovando.

      • Os créditos de IPI estão atrelados ao gasto em pesquisa e desenvolvimento. As montadoras receberão 20% do que gastarem nessa área até um limite de 1 bilhão. Ou seja, pra receber 1 bilhão em corte de impostos, terão que gastar 5 bilhões. Além disso terá meta de redução de consumo, nos mesmos moldes que foi o InovarAuto.

    • É isso mesmo, você está certo. Eu me dei ao trabalho de pesquisar e colocar links aqui para você só para atacar o Bolsonaro. Está certo. Parabéns.

  • Cada politica dessa que envolve montadoras e governo os reflexos finais nos preços sempre são sentidos! Não haverá nenhuma facilidade do tipo: redução nos preços e aumento na qualidade dos produtos aqui produzidos. Os carros ficarão mais caros pois nesses programas não há itens que privilegiam o acesso mais fácil do cidadão para um automóvel. Não se enganem! Quando essa medida entrar em ação a partir de 2019 vocês verão modelos de entrada das marcas já ultrapassar a casa dos 50 mil para o Ka, HB20, Ônix e Gol. Nada no brasil fica mais fácil, apenas eleva a ilusão! Fiquem de prontidão!

  • essas fontes aí já trato como fake news há meses! Preciso de fontes mais fidedignas sem aliança ideológica! O jornalismo brasileiro sofre com sua maior crise de credbilidade em toda a sua história.

    • E qual o jornal ou publicação que não tem uma posição ideológica? Não existe. Na verdade não existe imparcialidade, até quando você noticia um fato você pode interpretar de diversas formas.
      Não existe jornalismo imparcial. Não existe.

  • Este tipo de solução só existe porque o Brasil é um país com mão-de-obra pouco qualificada, pouco produtiva e com impostos altíssimos. Se o país fosse competitivo, poderia abrir para importação e mesmo assim conseguiria produzir carros tão bons quanto os de fora e mais baratos.

    Enquanto o país continua do jeito que é, vão nos fazer conviver com este tipo de solução. O problema é que os principais problemas do país não são atacados para mudar este quadro, então no final quem se ferra é o cidadão comum que é obrigado a pagar o preço absurdo dos carros vendidos aqui. E desta ótica, o correto era abrir a importação e deixar que as montadores rebolem aqui e, provavelmente, saiam do país. A população em geral não é obrigada a fazer “caridade” para montadoras só porque o país não é, e não faz nenhum movimento para ser, competitivo.

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