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Rota 2030: carro elétrico sem definição em nova política industrial

BMW-i3-2018-10 Rota 2030: carro elétrico sem definição em nova política industrial

Enquanto países com mercados consolidados estão buscando a eliminação de carros movidos a gasolina e diesel, assim como emergentes como China e Índia, o Brasil ainda não sabe o que vai fazer. Com o Rota 2030, nova política industrial para o setor automotivo com vigência para a próxima década, o país sequer planeja mudar a atual situação do carro elétrico no cenário nacional.



De acordo com Luiz Miguel Falcão – que é coordenador da secretaria de desenvolvimento e competitividade industrial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) – em reportagem do site Automotive Business, não deve haver alteração nas regras atuais para este tipo de veículo.

Segundo Falcão, “vamos manter o desconto no Imposto de Importação para estes modelos e queremos estimular o desenvolvimento dos carros elétricos no Brasil, mas por enquanto não há medidas definidas para isso”. Ou seja, para o carro elétrico na nova política industrial, as coisas ainda não se alteraram. É uma definição a esse respeito, por exemplo, que a BMW espera para poder trazer a versão atualizada do elétrico i3, por exemplo, que ilustra essa matéria.

Estranhamente, entre as equipes que trabalham em cooperação entre Anfavea, Sindipeças e governo, para elaboração do Rota 2030,, há um grupo dedicado apenas aos carros elétricos e híbridos, que fazia parte de equipe que define as metas de eficiência energética do programa. Ela era a responsável também pelos veículos de emissão zero, mas o governo pediu para que o grupo fosse exclusivo, criando-se assim a sétima equipe técnica setor-governo para a nova política automotiva.

Então, embora o coordenador dos trabalhos no MDIC diga que não há definição para estímulo do carro elétrico, um grupo de trabalho desenha um formato para que o segmento tenha acesso aos benefícios da nova política. O problema, no entanto, parece ser os incentivos fiscais, pois sem eles o mercado de carros elétricos não terá impulso necessário para crescer no país. O governo já disse que não vai abrir mão de arrecadação, ainda mais quando precisa manter a dívida pública em R$ 159 bilhões.

Não incluir o carro elétrico na política industrial será um erro, visto que as exportações são neste momento a principal garantia de que o Brasil será competitivo no mercado internacional após sofrer punição por parte da OMC no caso do Inovar-Auto, ficando assim mal-visto diante de grandes potências comerciais do globo. Para Falcão, o Rota 2030 é uma extensão do Inovar-Auto, mas com os erros concertados e o acertos ampliados.

A ideia em Brasília é tornar o país um exportador de carros de qualidade para mercados consolidados, mas sem o carro elétrico no mesmo ambiente, o Brasil corre o risco de ficar para trás novamente. Ter apenas a tecnologia do motor flex como alternativa para o futuro não dará ao país as condições de fazer diferença lá fora, ainda mais que essa tecnologia já está fadada ao esquecimento nos principais players mundiais.

Para Luis Afonso Pasquotto, presidente da Cummins, “se 100% da frota nacional usasse etanol, nós superaríamos imediatamente a meta ambiental que a Europa tem apenas para 2030”. Mas, nem o combustível vegetal possui uma base sólida no país em termos políticos. Mesmo com a intenção velada do governo em incentivar o álcool, o Brasil não consegue definir o combustível como matriz alternativa para o futuro e, se assim o fizer um dia, não conseguirá convencer outros mercados a utiliza-la, pois se tornará algo exclusivo do país.

[Fonte: Automotive Business]

  • Vicktorio Lopez

    Brasil…

    • vicegag

      Fazendo brasilidades.

    • Marcos

      Zil zil zil zillll

  • Fedido

    “A ideia em Brasília é tornar o país um exportador de carros de qualidade para mercados consolidados”

    Tá bom.
    Quando isso acontecer, já terei virado uma mulher chamada Raquel e estarei grávida do meu terceiro filho.

    • João Cagnoni

      Órgão excretor não reproduz.

      • Russel Riehle

        Como não?
        Você acha que esses políticos nasceram de onde?

      • Rafael Lima

        Quem disse? Pênis é órgão excretor, ânus nunca foi

  • Louis

    Não sei como ainda consigo me impressionar com a incapacidade e incompetência do estado…
    Enquanto o mundo evolui, aqui fingem que trabalham, discutindo desconto de imposto para professor comprar carro zero, habilitação virtual, proibição de estepe fino, etc….

    • Rodrigo

      não é do Estado, é do governo.

      • Marcos

        Creio que ele está se referindo ao fato de que “Todo governo é um estado”.

      • 82_BD

        Só respondendo.

        Estado = [com inicial maiúscula] conjunto das instituições (governo, forças armadas, funcionalismo público etc.) que controlam e administram uma nação.
        Dicionário Michaelis

  • Dafomg

    Normal, afinal esses políticos gastam todo o seu tempo pensando em formas de desviar recurso público e não sobra tempo pra outra coisa. Agora que estão sendo presos, estão sem saber o que fazer.

  • Enquanto a Petrobras for estatal, esqueçam carros elétricos no Brasil.

    • FrankTesl

      Só de lembrar as aulas de história do Brasil, a escravidão não acabou aqui por vontade própria (embora D. Pedro I e Bonifácio de Andrada fossem abolocionistas já nos anos de 1820, sabiam que o coronéis fariam uma guerra civil se a escravidão fosse abolida ou sequer diminuída no BRazeeellll).
      Precisou a Inglaterra, não importa se por bons ou maus motivos, boicotar e combater fortemente o tráfico marítimo de escravos a partir da década de 1850 para o Brasil COMEÇAR a considerar a diminuição e posterior erradicação da escravatura.

      Só um breve exemplo histórico de que este país só evolui a reboque das determinações dos outros.

  • Fernando Bento Chaves Santana

    Aqui nós vamos ficar mais uns 20 anos comercializando como refugo o que será proibido na europa graças ao lobby das fabricantes que pressionam para dar destino rentável ao que não poderão mais comercializar nos mercados vanguardistas.

  • Freaky Boss

    Tudo deveria começar com as seguintes perguntas: O que o país quer? O que a sociedade quer? Emprego a qualquer custo? ou Eficiência na alocação de recursos (menos subsídios), custe o que custar? Um país barato ou caro? A que sacrifício?? Eu não vejo isso definido em nenhum lugar….O país parece não saber o que quer ser.
    Mas vamos lá.
    Negócio para mim é o seguinte: Grosseiramente falando, na minha humilde visão deveriam fabricar 2 nichos aqui:
    1. Nicho de carro de maior venda/volume (nicho do onix) fabrica aqui. Já tem o parque industrial montado mesmo , então segue o jogo. Escala justifica.
    2. Tem que achar 1 ou 2 nichos de carro que vendam mais ou menos bem aqui e onde o Brasil seja minimanente competitivo para exportar (nicho do VW Polo e nicho do Kicks????). Não adianta querer exportar nicho de carro de entrada onde cada centavo$ conta, pois o custo Brasil, mesmo melhorado, não vai deixar essa exportação ser competitiva. Não adianta também querer exportar carros premium se não vender nada aqui. Vai ter algum outro lugar do mundo mais barato para fazê-lo.
    Fora esses 2 nichos, se quiser acabar com subsídios e deixar a indústria automotiva caminhar com as próprias pernas, pra mim é importar todo o resto.
    MAs isso rende uma boa discussão com quem entende da dinâmica dessa indústria.

    • Cláudio Modesto

      O que importa é a propina, tudo é definido a partir dela. As montadoras pagarão centenas de milhões em propina para manter as velharias no Brasil. É lucro puro.

  • Franco da Silva

    E o etanol aparece nas entrelinhas novamente. Enquanto esses coronéis da cana tiverem influência nos políticos, estaremos %$#@&!

  • Mario

    Fato é, que todas as montadoras estão se mexendo neste sentido. daqui a 10 anos, teremos mais elétricos do que combustão. mas como aqui é ‘outro mundo’, ficaremos nas carroças mesmo.

    • FrankTesl

      Brasil é uma ilha de Lost automotiva.

  • Marcio Mendes

    O futuro para nós é sempre…. futuro! Enquanto a Petrobrás for estatal e aumentando loucamente o preço da gasolina e etanol.

  • Ainnem Agon

    Apesar do que o governo está fazendo com esse Rota 2030 ser algo repugnante (regulações, ou seja, mais favorecimentos às empresas envolvidas vulgo “caso JBS”), eu acho MUITO BOM eles não resolverem nada pros elétricos. Assim:
    1- Os elétricos continuam desregulados, o que é o ideal (ninguém sai favorecido);
    2- O Brasil fica fora desse movimento globalista desgraçado de se acabar com os veículos a combustão. Quem é a favor disso é MUITO BURRO! Ficar rendido apenas à energia elétrica é a maior armadilha dos globalistas!!! Em caso de urgência estocar gasolina é possível, mas estocar energia elétrica?

    • Nicholas Santos

      Energia solar é o futuro, a forma mais sustentável de se produzir energia!

      • th!nk.t4nk

        Na verdade a Europa está investindo nos elétricos nao pelo meio-ambiente, e sim pra ter a dianteira no desenvolvimento tecnológico, pra fomentar P&D, ter know-how. Tendo domínio nessa área, nas próximas décadas a exportaçao em produtos de alto valor agregado está garantida. Bobo é que nao investe em eletromobilidade achando que “nao vale a pena”, “é coisa de globalista” e “nao vai ajudar o meio-ambiente”. Brasileiro é inocente. O resto do mundo vai fazer muito dinheiro e os latinos mais uma vez vão só observar. Enquanto nao mudar essa mentalidade arrogante, desconfiada e preguiçosa, esquece.

    • Fedido

      Adicione aí um terceiro ponto:
      3 – Eles vendem a ideia de carro elétrico como um produto ecológico e sustentável, sendo que carros nunca serão ecológicos e muito menos amigos do meio ambiente como propagam tanto

      • Ganso

        Concordo. De nada adianta ter carros elétricos, se para mante-los andando terá que investir pesado em usinas hidrelétricas que causam danos ambientais ou usinas movida a gás ou carvão. Energia solar, eólica e outras parecidas produzem muito pouco para uma demanda que carros elétricos precisariam para rodar.

        • Freaky Boss

          esse é um ponto que eu também questiono

        • th!nk.t4nk

          Ganso, atualmente 1/3 de toda a energia gerada na Alemanha (por exemplo) é limpa. Até 2020 terá ultrapassado os 50%. Você nao tem ideia da quantidade de painéis solares nas casas, vende como água. Energia eólica entao, nem comento. E outra: carro elétrico tem eficiência energética muito maior. Mesmo que queimasse só carvão pra gerar essa energia toda, ainda teria uma reduçao enorme na quantidade de hidrocarbonetos a serem queimados pra movimentar a frota. Os velhos argumentos que vejo muitos brasileiros usando foram derrubados no exterior há mais década. Tá na hora de atualizar e acordar pro que tá acontecendo no resto do mundo, ou irão ficar pra trás mais uma vez (o que eu diria que vai acontecer mesmo, vendo a mentalidade do povo).

      • FrankTesl

        O pessoal reclama de pagar menos de R$14.000 num kit fotovoltaico que atenderia perfeitamente uma família de 4 ou 5 pessoas e dura mais de 25 anos, mas se mete em prestações infindáveis com juros pornográficos para comprar um carro 0KM que custa mais de 80.000, 90.000, 100.000 reais.

        Carro este que daqui a dois ou três anos será vendido pela metade do preço para dar de entrada em um outro que vai custar mais de 100.000 reais, com parcelas infindáveis e juros que seriam motivo de risada ou cadeia em qualquer outro país minimamente civilizado. E repete o ciclo.

        • leomix leo

          Esse é o pensamento do brasileiro acéfalo, não gosto nem de pensar nisso. Fiz um comentário aqui a alguns meses, e alguém me deu uma luz, eu faria a besteira de pegar um carro de 80k, e ficar liso, parei, analisei, não troquei meu 2012, no 2014, fiz uma boa reforma em minha casa, viajei bastante, e ainda por cima sobrou uma grana boa, para caso apareça alguma emergência. Estou desapegando disso de trocar de carro. Achei melhor investir em lazer com a esposa e a filhota que chegou agora.

          • th!nk.t4nk

            Verdade. E a gente acaba fazendo essas burrices por pressão da sociedade. Tem que ter carrão novo, casa maior do que precisa, roupas de grife. Uma bobagem sem tamanho. Os amigos olham e só vão ficar com mais inveja, ou vai atrair algum puxa-saco. No fim das contas a gente acaba nem tirando tanto proveito do carro novo, e percebe que se tivesse ficado com o antigo já estaria bom demais.

  • SK15

    Rota -2030 só se for … a cada dia pior.

  • Cleidson

    Erros concertados. Nesse caso, seria com S: consertados.

    • Jose Borges

      Neste caso o concerto é com c mesmo. Será um show da politicagem brasileira.

      • Fedido

        e o povo é a platéia

  • Gran RS 78

    Quando parecia que iríamos engrenar novamente para um futuro promissor, lemos uma notícia dessas e ficaremos para sempre na promessa de ” Brasil, um país do futuro”, que nunca chega.

  • Dreidecker

    O esboço do projeto da Rota 2030 foi entregue à ANFAVEA, ou seja, entregaram o galinheiro às raposas.

  • Daniel

    Eu acho interessante como o pessoal do NA tem certeza que conSerto se escreve com C… vários leitores já pegaram no pé, mas pelo visto os administradores não vêem problema em escrever posts com erros de português.

    • FrankTesl

      [sarcasmo]no caso é concerto de concertado, armado, esquematizado, conchavado, propinado etc etc[/sarcasmo]

  • RPM

    Falo sem medo de errar…..esse país é um lixo!!!!

  • Leonel

    Brasil pioneiro em inovação e tecnologia hahahaha!

  • Mr. Car

    Sem uma política para o setor elétrico antes, não precisa nem política para carro elétrico.

  • V12 for life

    Novidade!

  • FrankTesl

    “se 100% da frota nacional usasse etanol, nós superaríamos imediatamente a meta ambiental que a Europa tem apenas para 2030”

    Nem se todas as terras agricultáveis do Brasil fossem cobertas por canaviais seria possível atender 100% da frota brasileira com etanol com preço vantajoso perante outros combustíveis. Atualmente, somente em três ou quatro dos 26 Estados o etanol apresenta preço vantajoso para o consumidor. Se o etanol fosse limitado a apenas fazer mistura como antidetonante numa proporção fixa de uns 20% com a gasolina já estava de bom tamanho. Mas toda hora mexem nessa proporção e fazem de tudo para forçar o consumo do combustível de cana.

    O Brasil por vontade própria está mais uma vez se mantendo à margem de mais uma onda de inovações globais (só que agora não dá mais para culpar a metrópole portuguesa ou as “zelites gringas perializtaz”).

    Tivemos reserva de mercado de automóveis a partir de 1976 que só foi acabar em 1990 (só um porra-loka como o Collor para dar um ippon nisso…). No final dos anos 70 e começo dos anos 80 a injeção eletrônica estava despontando, mas na época o mercado brazuca ainda era tomado por veículos com carburadores. Só no meio dos anos 90 o mercado e a indústria adotaram completamente essa tecnologia que já era amplamente disseminada mundo afora.

    Tivemos também a reserva de mercado de informática que só contribuiu para atrasar a informatização do país em uma ou duas décadas, com clones de Apple II e PC-XT vendidos pela indústria nacional com preços mais caros que motos, enquanto o resto do mundo tinha 386, 486, Macs, Amiga a preços mais acessíveis. O Brasil perdeu tempo na popularização da informática e na segunda metade dos anos 90 em diante tivemos que correr para pegar a rabeira do bonde da indústria de TI.

    Esses dois são meros exemplos.

    A perda de oportunidade na eletrificação de automóveis é mais uma burrada para ser acumulada na nossa prateleira de equívocos históricos.

    Até aqui o máximo que fizeram foi isentar o imposto de importação para carros elétricos ou reduzir para híbridos.
    Mas o famigerado IPI de 25% para elétricos não foi alterado.

    Qual montadora instalada no Brasil vai produzir carro elétrico com incidência de IPI de 25%, enquanto carros com motor a combustão 1.0 são tributados pelo IPI de 7% ?

    Na tabela de alíquotas do IPI o produto carro elétrico ficou na categoria “outros”, que tem alíquota de 25%.
    Bastaria a criação de uma categoria própria para o carro elétrico ter uma alíquota adequada, que fosse 0 até o ano de 2025, e aumentando 1% a cada dois anos, até se igualar aos demais carros à medida que fosse mais disseminado.

    Enquanto isso o resto do mundo DÁ DINHEIRO PARA QUEM COMPRA CARRO ELÉTRICO. Na Europa, EUA, Japão, Canadá além de isentar esses impostos de consumo, os governos dão um REFUND no imposto de renda para a pessoa que comprar um elétrico.

    “Ah, mas não dá para reduzir imposto agora neste cenário de crise…”

    As vendas de carros elétricos são praticamente INEXISTENTES no Brasil; isentar o IPI de carro elétrico por alguns anos não vai provocar praticamente nenhuma perda de receita.
    Pelo contrário, vai sinalizar para a indústria local investir, gerar empregos e ganhos de produtividade para se inserir nesta etapa de desenvolvimento da indústria automotiva GLOBAL enquanto ainda está no começo, e não daqui a dez ou vinte anos, quando for inevitável e iremos a reboque, MAIS UMA VEZ.

    À medida que o carro elétrico for ganhando mercado, as alíquotas seriam gradativamente equiparadas aos dos demais tipos de veículos.

    • Eles acham que não precisa de eletrico/hibrido ja que temos os avançadissimos etanol e carros flex kkk Brasil é outro planeta amigo!

  • Marcio Souza

    Mas uma vez o governo mostrando por que veio. O que eu fico mais indignado é que o objetivo é sempre arrecadação. O governo faz a seguinte conta: prefere vender 1 milhão de veículos com 35% de imposto ao invés de 2 milhões com 20%. Arrecadação deveria ser consequência.

  • Tecnicamente falando, se mudarem a atual legislação que concebe apenas carros 1.0 no desconto do imposto e fizerem por eficiencia energica, os eletricos passarão a usufruir desse desconto, visto que são de longe os mais economicos. Claro que o ideal seria 0 de imposto e algum incentivo, mas se acabarem já com o IPI majorado, as cotas de importação e realmente mudarem essa lei do 1.0 ae pra eficiencia energetica, os eletricos irão sim ser contemplados, mesmo importados. Não se preocupem que a China ta cheio de carrinhos eletricos pra vir vender aqui bem balatinho..

  • Milton Quadros

    O carro elétrico é um a falácia, até para quem compra para ser politico e ambientalmente correto. O carro elétrico é movido na realidade na matriz energética em que a eletricidade é gerada no local de abastecimento. Se for na China, será movido basicamente (90%) a carvão e petróleo, principalmente o BPF, um combustível barato e altamente poluidor. Se na Europa, a carvão e energia nuclear e aqui no Brasil 65% da matriz energética é hidráulica, mas os reversátorios estão em níveis críticos e 30% da energia vêm da cana, inclusive álcool, e petróleo. Por que seria subsidiada?

    • FrankTesl

      Falácia é justamente isso que você disse, parece até disco rachado repetindo mantras de luditas anti-inovação sem qualquer embasamento. Essa aí é velha e rivaliza com o catastrofismo de que Itaipu vai secar e que o sistema elétrico vai entrar em colapso se os carros elétricos começarem a ser vendidos no Brasil . Peço licença ao colega th!nk.t4nk para citar a resposta dele para essa mentira:

      “” E outra: carro elétrico tem eficiência energética muito maior. Mesmo que queimasse só carvão pra gerar essa energia toda, ainda teria uma reduçao enorme na quantidade de hidrocarbonetos a serem queimados pra movimentar a frota. Os velhos argumentos que vejo muitos brasileiros usando foram derrubados no exterior há mais década. Tá na hora de atualizar e acordar pro que tá acontecendo no resto do mundo, ou irão ficar pra trás mais uma vez (o que eu diria que vai acontecer mesmo, vendo a mentalidade do povo). “””

      • Milton Quadros

        Tão eficiente que penso até em comprar um para usar em iluminação, refrigeração e também em calafetação residencial. Funciona assim: . A energia gerada por usinas hidro (65%) e térrmicas (30%, se a bandeira não for vermelha) são produzidas em locais dispersos, transportadas até minha casa e em uma tomada alimentam o carro elétrico e então eu climatizo e ilumino graças ao milagre do carro elétrico. O alto custo de aquisição do carro milagreiro é bancado pelo governo (ou seja, todo o povo brasileiro). Já em um percurso urbano, de 20 km, mais com quase duas horas de duração por causa da baixa mobilidade urbana, as vias serão providas de tomadas para que, estando o ar condicionado do carro ligado nos engarrafamentos, esse não perca a autonomia para cumprir os 20 km do engarrafado percurso. A outra opção é comprar leques e abanos. Muita gente precisa se informar, ou passar a defender uma matriz energética mais limpa e não as ações da Tesla e assemelhados.

        • th!nk.t4nk

          Desculpa a franqueza, mas você está desatualizado Milton. A situação mudou muito nos últimos anos (fora do Brasil). Onde moro, com 5 mil Euros você recobre o telhado da sua casa com 15-20 painéis solares + instalação + componentes elétricos. Isso resulta em uma reduçao de mais de 80% na conta de luz. Se combinar esse sistema com as novas baterias da Tesla e afins (tá enchendo de empresas nesse ramo), você consegue auto-suficiência. E ainda carrega seu carro de graça. Tecnicamente na Europa significa que o sistema todo se paga em menos de 5 anos (e a partir daí só precisa trocar as baterias a cada 10 anos aproximadamente). O Brasil pode muito bem ir pelo mesmo caminho, se houver um esforço político pra tal.

          • Na Europa tinha aquele projeto de instalar uma mega usina com paines solares pra gerar eletricidade no Saara, o que seria comutado com os africanos e levado para a Europa. Não sei em que patamares está esse projeto e se algum dia vai sair do papel, mas é genial.

        • FrankTesl

          http://astrasolar.com.br/energia-solar/carros-eletricos-e-energia-solar/

          Em menos tempo do que se imagina, será possível arbitrar a energia armazenada em um carro elétrico. Imagine que você pode ir até o trabalho com seu carro elétrico e deixá-lo parado em um estacionamento coberto de painéis fotovoltaicos. Durante o dia as baterias do carro serão carregadas com energia limpa e, ao chegar em casa, será possível optar por utilizar a energia armazenada no carro para alimentar a casa ou vendê-la a outros consumidores de energia através da rede elétrica (que será inteligente).

          Considere a volatilidade dos preços dos combustíveis e o seu alto custo ambiental. Por outro lado, tanto os painéis solares como baterias para a armazenagem vêm caindo muito de preço. Isso gera um ciclo virtuoso, onde os ganhos de escala proporcionados pelo incremento nas vendas gera ainda mais demanda por estes produtos. Por isso essa revolução chegará até nós antes do que muitos imaginam.

          Muitas das grandes montadoras de veículos têm se mostrado extremamente favoráveis aos incentivos a carros elétricos. Parte desse comportamento surge de análises futuras de mercado, de mudanças no comportamento dos usuários e de incentivos governamentais. Como um exemplo, a Alemanha, país de origem da Volkswagen, está discutindo políticas que irão restringir a circulação no país de carros movidos a gasolina e diesel até 2030. Essa política tende a ser adotada nos outros países da União Europeia, alterando completamente o mercado de transporte na Europa e influenciando todo o mundo.

          Os sistemas de geração solar fotovoltaica são parte intrínseca dessa mudança. Como dissemos acima, o ciclo se fecha com a produção de sua própria energia a partir do sol, que poderá abastecer não apenas a sua casa, mas também seu carro e contribuir para todo o sistema de energia elétrica.

  • leomix leo

    Não acredito que vamos virar exportador de carros de qualidade. Kkkkkkkk

    Não vamos acompanhar a evolução dos elétricos, quem tiver dinheiro compra os carros híbridos e/ou elétricos, quem for liso como eu, continua com seu pé duro movido a garapa ou mijolina, sustentando o rombo da Petrobrás. Coitado dos funcionários e pensionistas que vão ter descontos de até R$ 1.937,00, para poder cobrir as maracutaias.

  • Gutemberg Ferreira

    O que esperar de um país que define como ‘meta’ a obrigatoriedade dos veículos 0Km contarem com uma simples DRL apenas para o ano de 2023 ! Isso se ANFAVEA não pedir para adiar esse prazo….

  • carnero

    JENIOS

  • Milton Quadros

    Acredito que todos os “defensores” do carro elétrico sem alterar a matriz elétrica tenham boas intenções e nenhum conhecimento técnico ou de mercado de ações. Essa campanha maciça objetiva comprar ações de companhias de petróleo enquanto vende ações de empresas de carros elétricos. O ganho é certo em pouco tempo. http://idgnow.com.br/mobilidade/2017/11/03/tesla-registra-prejuizo-de-us-619-milhoes-e-adia-entrega-do-model-3/

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