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Rota 2030: MDIC propõe reduzir incentivos para Temer aprovar novo regime automotivo

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O Rota 2030 virou uma novela e mais um capítulo dessa história foi revelado. De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviço (MDIC) propôs uma redução na concessão de incentivos fiscais para o setor automotivo com o objetivo de tentar salvar a nova política para a indústria automobilística.


O objetivo é acelerar a aprovação do novo regime automotivo, que já está atrasado há meses e vem sendo postergado pelo governo federal. A ideia é sensibilizar o presidente Michel Temer com um corte consistente nos benefícios fiscais anuais, reduzindo de R$ 1,5 bilhão para R$ 1 bilhão em créditos tributários.

Igor Calvet, secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial, diz: “O MDIC já fez todas as concessões que poderia fazer, não há mais o que ceder. Além desse ponto seria uma proposta de estímulo ao emprego em outros países, e isso não podemos aceitar”. Ele se refere ao fato de que alguns fabricantes anunciaram eventual redução nos investimentos caso não haja um programa automotivo, chegando algumas a dizer que suas operações no país poderão ser encerradas nesse caso.

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A proposta de redução dos incentivos será para o período de 2018 e 2019, mas o governo não teria uma composição orçamentária aprovada para este ano nesse sentido. Assim, a concessão de créditos tributários seriam aplicados a partir de 2019. Na Fazenda, que se opõe ao atual formato do Rota 2030, a ideia é que os investimentos em pesquisa e desenvolvimento sejam enquadrados na Lei do Bem, que prevê abatimento no Imposto de Renda e na CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido).

Do outro lado, as montadoras defendem que os investimentos em P&D gerem créditos para abatimento em outros tributos pagos, já que nos últimos alegam prejuízos e por conta disso, não recolhem o Imposto de Renda. Para o MDIC, o enquadramento na Lei do Bem deve ser aplicado nos primeiros quatro anos de vigência do Rota 2030, como uma forma de transição, segundo Calvet.

Com isso, a cada R$ 3,30 investidos em pesquisa e desenvolvimento, R$ 1,00 seria revertido como crédito tributário para as montadoras. No Inovar-Auto, por exemplo, a cada R$ 3,00 gastos, R$ 1,00 surgia como crédito. Por ora, o que se fala é que o presidente Michel Temer pretende se reunir com os executivos do setor automotivo em abril, a fim de poder anunciar a aprovação definitiva do Rota 2030, que se arrasta desde agosto de 2017. Será que sai no próximo mês?

[Fonte: Estadão]

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  • Schack Bauer

    E será que precisa mesmo desse rota? Será que a gente precisa de ainda mais intervenção estatal e subsídio pra montadoras internacionais?

    • A gente precisa dos empregos, e da economia girando. O que você prefere, carro barato sem dinheiro para comprá-lo ou carro caro, mas gerando divisas para o país?

      • Debraido

        Nenhuma das montadoras de peso deixariam o país com o nosso nível de consumo, que tende a subir nos próximos anos.
        Isso é chantagem. O emprego no setor tende a cair de qualquer forma. As novas plataformas precisam de bem menos pessoas trabalhando na linha de montagem.
        O pensamento é mais ou menos isso: Se o governo tira tanto imposto de mim, por que não posso ter lucros igualmente grandes?
        O Brasil não precisa de Rota 30, precisa de reforma tributária. Pode ter certeza que tem gente levando bastante dinheiro para a aprovação do programa.

        • V12 for life

          É exatamente o que penso, menos impostos geram produtos mais baratos, significando maior poder de compra com o mesmo rendimento, com maior poder de compra o consumo aumenta, sendo necessário o aumento de produção consequentemente aumentando o emprego. Sabendo disso qual a necessidade de um programa de incentivo fiscal.

      • Filipe Augustus

        Eu prefiro emprego e preços baixos pra todo mundo, não tenho que escolher um ou outro! ;)

      • ObservadorCWB

        Você é tendencioso na pergunta. Deveríamos ter carros com preços justos (não necessariamente baratos) e dinheiro no bolso. Um exemplo disso hoje é encontrado no mercado Norte Americano. Daí sim há renovação de frota. Há alta demanda e alta escala de produção. As alternativas que você propõe são alternativas terceiro mundistas. O estado cobre com mão poderosa todo o ciclo de produção / consumo.

        • Como assim, “exemplo do mercado americano”?

          • ObservadorCWB

            Deveríamos ter carros com preços justos (não necessariamente baratos) e dinheiro no bolso…….. sua pergunta foi: “O que você prefere, carro barato sem dinheiro para comprá-lo ou carro caro, mas gerando divisas para o país?”…. Entendeu ??

        • Unknown

          Refletindo no seu comentário, bem que o Brasil poderia criar um acordo para importação de veículos usados dos EUA, pois com tanto automóvel novo sendo vendido lá, acredito que começa a aparecer o problema de não ter o que fazer com os veículos à partir de uns 6 anos de uso… se fossem importados com diminuição na tributação, através de um acordo, teríamos bons automóveis com bons preços, pois estes veículos usados não tem muito valor de mercado lá.

          • ObservadorCWB

            isso seria um sonho…mas…acabaria com a indústria “nacional”. Morei lá entre 2015 e 2016… Pizzas eram entregues com Mustang/Camaro… não me pergunte como isso poderia valer a pena. Os encargos e impostos são muito diferentes daqui. O nível dos carros é anos luz de diferença…. o que aqui é o supra sumo: bancos climatizados, AC com três zonas, e outras firulas….lá vem de série em carros médios. Dirigi numa viagem a Orlando um FORD EXPEDICION (não é Explorer)… alugado. Eu queria uma mini van. Mas o Upgrade foi grátis. O carro tinha várias tomadas. Auxílio para reboque (atuação nos freios caso o veículo rebocado iniciasse aquele vai-e-vem perigoso). Tudo elétrico desde tampa do porta malas até escamoteamento dos bancos. E o V oitão bebendo gasolina com etanol a míseros 10% era mais barato de conduzir que um 2.0 em solo brasileiro com mijolina. O que vc falou, carro com seis anos de uso, para eles é REFUGO. Há pátios que ficam com esses carros por três ou quatro meses anunciados na Internet. o cara de qualquer lugar dos EUA (e do mundo onde seja permitido) pode comprar peças. Depois deste tempo tudo o que sobra é prensado para reciclagem. PASME: todas as peças são no mesmo valor. Explico: Você paga US$ fixo pelo tipo de peça. Então qualquer farol custa, sei lá, 15 dólares. Qualquer parabrisas 20 e assim vai. Não importa se de um VW fusca só com a lâmpada, ou de uma Audi R8 elétrico com xênon e tudo…..parece mentira, mas é assim que funciona. Aqui há faróis a venda no mercado livre por R$ 5.000,00 a peça (xênon + ajuste elétrico).

  • Louis

    Por mim, só deveria ter incentivo temporário para os elétricos e híbridos. De resto, pode deixar do jeito que está, as montadoras que se virem com a competitividade.

    • Luciano RC

      E ainda deveria abrir o mercado para empresas que se comprometerem a abrir fábricas em 2 anos no Brasil. Incentivar a produção e a importação oficial.

  • th!nk.t4nk

    Pronto, já pioraram em 33% a proposta inicial. Joia heim, quando finalmente for aprovado vai acabar sendo outro plano incompleto, defasado, pra dar continuidade ao atraso da indústria automotiva no país. Nem sei por que ainda tenho esperanças quando anunciam essas coisas.

  • TT 230

    Um país perdido querendo lançar uma Rota.

  • KOWALSKI

    Incentivo para indústrias multinacionais ganharem dinheiro e enviarem seu lucro para a matriz. Se quiserem ir as portas estão abertas.

  • SK15

    Isso esta mais pra Cuba-2030 ou Venezuela-2030, governo e montadoras só que por no ‘nosso cofrinho’ e assim vão morrer abracados porque os outros países como a China estão a anos luz, o pior é que vão nos arrastar junto pra derrocada.

  • Ric53

    É engraçado como a minha percepção de governo mudou de alguns anos pra cá: Brasil, um país com mais de 200 mi de habitantes e um dono: governo.
    Explicando melhor, se antes eu acreditava em “burrice” dos nossos governantes, não, não o que existe é chantagem. “Olha se quiser entrar aqui e vender pra esse público consumidor pouco exigente vai ter que aceitar goela abaixo o que nós propomos, isso inclui construir fábricas aqui, empregar mão de obra trazendo progresso na região instalada mas é o seguinte se quiser vender aqui além disso vai ter que aceitar ficar com uma pequena margem de lucro por cada produto produzido, eu (governo) vou ficar com 35% de impostos diretos, fora os indiretos oriundos dos insumos utilizados na fabricação e carga tributária altíssima sobre a folha de trabalho dos seus funcionários mas em troca eu deixo vc vender seus produtos aqui”. E é assim que o governo joga, o Brasil não é pouca porcaria não aqui tem muita gente com poder aquisitivo e sem poder também disposta a adquirir um bem e o governo joga com isso, não tem visão expansionista. O Brasil nunca foi e nunca será plataforma de exportação, 90% de tudo que é fabricado aqui é pro mercado interno mesmo e não há interesse em mudar isso pois a única coisa que interessa pro governo é a arrecadação, é como aquele proprietário que especula com o aluguel (impostos) daquele puta ponto comercial (Brasil) e sabe que o inquilino precisa entrar ali pq ali tem público, ali o negócio gira, tem mercado e pra ele não interessa se vai ser algo sustentável, viável. Isso aqui vale muitoooo à pena mas as regras do jogo são essas por tanto meus amigos não esperem uma redução nos preços dos automóveis ou mudanças significativas após a política, não dá pra vender carro com preço competitivo no Brasil com um “aluguel” caro desses pago ao “proprietário”.

    • Errado. São 200 milhões tentando dar uma de espertos. Quem está no governo veio do povo, é apenas reflexo.

    • ObservadorCWB

      Onde assino ? É bem assim que penso Ric53.

    • leomix leo

      Rpz, essa foi a explicação mais simples e realista de nosso cenário, infelizmente essa é nossa realidade, esse é o nosso carma, temos que levar ferro mesmo é sustentar essa cambada.

      • Ric53

        Valeu Leo, e seguimos sustentando essa cambada! A perspectiva é péssima infelizmente

    • Ander33x

      Tome o meu joinha Ric.
      É triste, e é verdade.
      Eu em cinco anos quero já estar morando em outro país, já estou colocando isso em pratica agora (esse ano) e espero que consiga fazer tudo como quero e dentro da lei para adquirir minha nova cidadania.

      • Ric53

        Boa sorte cara! Quem tiver condições que vá mesmo, eu não julgue eu apoio! Haha

        • Ander33x

          Valeu Ric.
          Abs.

  • Gilson Antônio Silva

    Sabe quando que o Rota 2030 vai sair do papel? Assim que o Temer oficializar a sua “reeleição”, afinal, ele precisará da “ajuda” dos empresários…

    • Wendel Cerutti

      Temer não ganha nem pra sindico de prédio …..

  • Bufallobill

    “A ideia é sensibilizar o presidente Michel Temer com um corte consistente nos benefícios fiscais anuais, reduzindo de R$ 1,5 bilhão para R$ 1 bilhão em créditos tributários.” Traduzindo: toma mais 500 milhões de impostos no ** dos brasileiros!
    Ainda tem gente que apoia esse tipo de política, o colega @ric53:disqus explicou bem no seu texto, abaixo, como funciona o esquema. O Noticias Automotivas devia ser mais crítico com esse tipo de texto, muitos aqui sabem que essa política só tende a piorar as coisas para o consumidor brasileiro, no entanto, muitos leitores incautos não percebem a má fé dos textos, que defendem mais impostos e diminuição da concorrência, com esse jogo de palavras.

    • Ric53

      Obrigado pela menção.
      Não culpo o site até pq a dissertação é pouca, é mais um ctrlv do que está nos principais tabloides.

      • Unknown

        Até porque o volume de notícias que tem neste sítio, teria que ter uns 200 colaboradores para produzir conteúdos mais críticos! rsrs

  • V12 for life

    Será que saí na próxima década?

    • BillyTheKid

      Bom, talvez se chame Rota 2030 por causa do ano em que será lançado

      • Unknown

        Kkkkkkkkkkkkkk

  • Jefferson Ferreira

    fico perguntando o que foi feito aqui com os bilhões que foram cedidos em tributos nos programas anteriores em relação a pesquisa e inovação ? Que tecnologia o huezil exporta depois de todos esses anos de incentivos as pesquisas e inovações ??

    • yurieu

      O dinheiro das pesquisas foi pago com viagens para a alemanha… estados unidos… comprinhas em free shops…

  • zekinha71

    E qualquer coisa que aprovarem nessa tal de rota, na semana seguinte teremos aumento de preços e uma bela lista de demitidos.

  • Alex

    Enquanto não tiverem candidados definidos não tem benesses

  • Alex

    Gera meia dúzia de empregos aqui e levam bilhões de dólares de lucros para lá. É vantajoso para quem?

    • leomix leo

      Em falar dos sindicatos que sugam até a alma do trabalhador.

      • Luciano RC

        Com Governo a favor dos sindicatos, nunca vamos conseguir resolver isso. Chega né.

  • Diga isso para quem fez a Constituição e colocou, nela, que um dos objetivos da nossa República é “garantir o desenvolvimento nacional”.

    O constituinte te deu a melhor resposta: “dane-se você e seu mercado aberto, o emprego do povo é mais importante que carro barato”.

    • Guilherme

      “garantir o desenvolvimento nacional” é uma coisa totalmente aberta a interpretação.

      Mal vejo a hora de emigrar e deixar os estatistas igual você curtindo seu mercado fechado e suas carroças feitas na má vontade.

      • Cara, não fui eu que inventei a Constituição Federal, nem botei na legislação um país impossível de se fabricar. As pessoas ficam geralmente procurando soluções sem saber exatamente onde está o problema.

        Nossa legislação é utópica, e pagamos eternamente o preço por tê-las elaborado.

  • RTEC30

    P&D no Brasil? é piada né?
    Copiam projetos e no máximo fazem adaptações esdruxulas (salvo RARAS exceções).
    Seria um enorme favor vender o que vendem lá fora. ACORDA BRASIL.

    • Rodrigo

      Me aponta 1 (só 1) projeto de pesquisa desenvolvido no Brasil pelo Inovar auto que alcançou outros mercados. Carro Flex não vale… ;)

  • Rodrigo

    Não sejamos polianos. Carro sempre foi caro no Brasil, mesmo na era Collor quando se abriram as importações e enviavam para cá produtos muito melhores (mas negociados em dólares).
    Não vai ser com Rota 2030 (muito menos sem ela) que o preço irá cair… poderá haver mais opções, é verdade, mas nada tão acessível assim.

  • Ricardo

    Se o Brasil não fosse o paraíso para as montadoras não teríamos tantas marcas “fabricando” aqui. Nenhum país do mundo tem tanta marca instalada e a grande maioria produzindo carros extremamente inseguros e pelados. E querem incentivo para P&D. Que desenvolvimento? Desenvolver setinha no espelho retrovisor? Piloto automático? Somos otários mesmo.

  • Alexandre

    kkk Brasil sendo Brasil.
    Tira incetivos, tira de tudo e deixa a concorrência seguir, assim como na gasolina, etanol, gnv e diesel. Que venda o melhor e com preço justo.

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