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Rota 2030 só em novembro, de acordo com o governo

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De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o programa automotivo Rota 2030 só será oficialmente apresentado ao público em novembro, um atraso de três meses em relação ao cronograma original, previsto para agosto. A nova política industrial para o setor é a esperança de montadoras, autopeças e o mercado, para que o Brasil deixe a crise de lado e volte a crescer no cenário nacional e internacional.



Lançado em 18 de abril de 2017, o Rota 2030 surgiu muito em cima da hora, tanto que alguns empresários do setor já comentavam que o tempo era curto demais pra se aprovar todas as regras da nova política. De acordo com o governo, cinco pontos estão em discussão com as empresas do setor: eficiência energética, segurança veicular, integração com as cadeias globais de valor, ambiente melhor do negócio e aumento da produção brasileira.

Mas, para que o Rota 2030 substitua o Inovar-Auto – que sai de cena em 31 de dezembro – de forma imediata, era necessário que a nova política fosse aprovada e divulgada em setembro, já que é preciso que as novas regras sejam apresentadas ao setor industrial com 90 dias de antecedência antes de entrar em vigor.

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Assim, o MDIC não diz como isso ocorrerá com a apresentação do Rota 2030 em novembro, que significaria apenas um mês de intervalo ou pouco mais entre a publicação e a saída do Inovar-Auto. Para o presidente da Volkswagen, David Powels, a nova regra industrial brasileira não deve ser finalizada até novembro.

O executivo diz que os grupos de trabalho das montadoras estão trabalhando duro nas regras do Rota 2030, mas ele não acredita o projeto termine nos próximos três meses. Ainda assim, Powels acredita que a nova política dará segurança ao setor, garantindo a previsibilidade para investir em longo prazo.

Um os pontos mais importantes do Rota 2030 será a tributação do IPI, que deverá levar em consideração a eficiência energética e não mais o volume do motor, que cria discrepâncias na atual regra. Com isso, espera-se o fim da diferenciação tributária para carros elétricos e híbridos, que atualmente pagam 25% de IPI.

No momento, o programa automotivo, que terá vigência de 13 a 15 anos, encerrará um período de cinco anos do IPI majorado de 30%, que reduziu drasticamente o mercado de importados com cotas de 4.800 carros por ano. Recuperação do setor de autopeças, evolução da segurança veicular, ampliação da eficiência energética, alteração tributária de forma geral, melhora na logística, inspeção veicular, pesquisa e desenvolvimento, relações trabalhistas, renovação da frota e localização de tecnologia poderão ser favorecidos pelo Rota 2030.

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  • Bruno Gomes

    Pouco tempo para que as montadores se enquadrem, e duvido muito que esse governo lance uma medida que seja boa para toda a população. Seria muito bom ver o mercado aquecido, com bons preços e boa tecnologia embarcada, mas não acredito que as “nacionais” permitam avanço das importadas.

    • Luciano RC

      O cartel segura um pouco as ambições.

  • Fernando

    é o único “projeto” que eu espero que o pessoal se enrole o máximo possível. Se sair só em novembro, em janeiro ainda não estará valendo a tal rota 2030. O que quer dizer que não haverá nenhuma regra barrando produtos importados. Então eles poderiam entrar no país a um preço bem mais acessível. Aposto nessa demora para comprar meu carro novo (de preferência importado) em janeiro.

    • Osni Duarte

      Ou haverá um limbo legal e pode haver uma parada nas importações até surgir a nova norma.

      • Edson Fernandes

        Além disso, será que tem caixa para esse tipo de operação?

        Porque o cara teria que gastar tudo isso sem saber se irá ser taxado posteriormente. Olha aí as chances de quebra batendo na porta fazendo isso.

        Eles irão fazer o mais seguro: Vão embolsar sem pagar o imposto adicional até a vigencia desse novo plano.

    • Diovani Lencina

      Um medida provisória resolve este “problema” da alíquota para importados.

      • Edson Fernandes

        MP precisa ser votada. E mesmo assim não é imediatista.

    • Edson Fernandes

      Duvido. Eles irão aproveitar para embolsar o lucro, já que nãi irão baixar nesse periodo o lucro por venda.

  • Neto ®

    Off: alguém tem como ver como está a vendagem no novo Peugeot 3008? Sabemos que é limitada pelas cotas de importação, mas diante dos concorrentes (new tucson, cr-v, sportage) como será que está indo?

    • Fabio Thasmo

      3008 emplacou 1 em janeiro, 12 em maio, 10 em junho, 31 em julho e já emplacou 85 unidades em agosto. Total de 139 comercializado no ano.

      Tucson emplacou 522 mês passado, 244 nas parciais de agosto e totaliza 2648 no ano (a fenabrave não separa o Tucson do New Tucson)
      CRV 18 julho, 04 agosto e 602 ano.
      Sportage 338 julho, 174 agosto e 1995 ano.

      • Mário Dourado

        Fabio, o Old Tucson não é mais comercializado. Ainda tem poucas unidades mas só para PCD

    • Fabio Thasmo

      ix35 1052 em julho 442 nas parciais de agosto e 6081 nas parciais do ano.

  • 868686

    Que tal o Estado parar de intervir no mercado?

    Este é o melhor plano.

    • Elfo Safadão.

      Que tal não?
      Que tal o estado regular o mercado e estatizar a sua estrutura?
      Aposto com você que o governo pensa nisso 24 horas por dias.

  • Elfo Safadão.

    A minha pergunta é:
    Isso é realmente necessário?

    • Handlay P.B.

      Acho que isso é bom para as montadoras para manter o cartel.

      • Elfo Safadão.

        Ou Seja, desnecessário.

  • Tosca16

    Esse pessoal acha que existe livre concorrência, que os importados virão custando metade do preço e que teremos aquele V6 diesel americano em 2018 no mercado brasileiro kkkkk.

  • Handlay P.B.

    Maldito seja o Estado que intervém demasiado na economia, mas maldito ainda o Governo brasileiro que é corrupto e talvez favoreça o cartel das montadoras. O negócio é acabar com a Anfavea e liberar geral, quem não fizer o melhor com os preços + competitivos vai falir…

  • Eng Turbo

    Os pontos principais desse projeto:
    – IPI por eficiência energética e não por tamanho do motor (Só existe aqui, como sempre). Será o fim de motores 1.0 aspirado, que serão substituídos por motores Turbo ou de cilindrada maior com comando de valvulas varialvel, esqueça motores com 2 valvulas por cilindro.
    – Segurança: A ideia é que os carros brasileiros se enquadrem nas exigências europeias, para serem aceitos naquele mercado, pois a ideia futura é exportar.
    – Eletrificação: NÃO irá acontecer aqui, pois nós temos o etanol. Se pensar em emissões, um motor movido SOMENTE a etanol, com uma taxa acima de 13:1 já será enquadrado nas emissões futuras. Pensado em custos, ainda pior para o eletrico. No maximo teremos hibridos (Acho improvável)
    – Importações: Não poderá haver outro super IPI, pois a OMC já notificou o Brasil. Isso se aplica para as cotas de importação, ou seja, o mercado para importados voltará ao que era antes no Inovar-Auto

    • Louis

      Se não pensarem nos elétricos, vão ficar “para trás”. É a tecnologia do futuro próximo, mesmo que ainda cara. A tendência é o barateamento e melhora da eficiência. Não adianta esperar o mundo popularizar os elétricos, e só depois pensar nisso.
      Os entraves são os cartéis da PTbrás e dos usineiros.

    • Diovani Lencina

      Etanol só é vantajoso em alguns poucos estados. No meu (SC) o preço não compensa.

    • Osni Duarte

      Estou no terceiro carro desde 20009 e nenhum foi abastecido com etanol até hoje. Em Santa Catarina é inviável.

      • Guedes

        Qual o preço que tá aí?

        • Jean Lehn

          Gasolia 3.49 Etanol 3.09

          • Guedes

            Aqui no RJ a gasolina mais barata tá R$ 389. Álcool tá 3 e pouco também.

          • Luciano RC

            Não compensa mesmo. Em SP ainda compensa, mas é coisa rara no Brasil.

      • leomix leo

        Aqui na Bahia varia entre R$ 3,00 e 3,50. Não compensa. A gasolina semana passada o cartel resolveu baixar para R$ 3,08. Aí o etanol fica pra depois.

    • Marcio Souza

      Nós temos a falsa impressão que o etanol tem nível baixo de emissões. Ele tem índice menor que a gasolina (contando toda a cadeia desde a plantação da cana) mas longe de ser um veículo “verde”. Se quisermos respirar um ar mais puro, veículo elétrico é a solução. Ou até mesmo o híbrido que seria o meio termo.

      • Eng Turbo

        Márcio, existem alguns estudos que indicam que as emissões causadas pelo Etanol são anuladas, se considerar toda a cadeia desde a plantação. Já foi realizado um teste com um motor a alcool com uma taxa de 15:1, onde o consumo ficou igual e ate mesmo melhor do que com gasolina, porém isso exige materiais mais nobres, melhores aneis, bronzinas, bielas, etc. Uma proposta que futuramente será apresentada será de descontos para carros 100% a etanol, os quais não podem rodar em hipótese alguma com gasolina, com risco de detonação, pre-ignição, etc. A opção hibrida é muito valida, porem ainda é cara (E será no futuro, mesmo comparando com uma carro 100% a etanol)

        • Marcio Souza

          Sim, com os motores de hoje, além de emissões não tão baixas, a eficiência energética fica aquém do que o etanol pode oferecer. Pra um motor ser flex de verdade a solução seria um motor com taxa de compressão variável (pelo o que eu sei só a Volvo tem esse motor) e ai fica inviável. Um motor somente a etanol causaria um certa rejeição por parte do consumidor devido as entressafras da cana e a variação do câmbio pois sabemos que quando o açúcar está bom pra exportar, os usineiros apertam o f…… para o mercado interno e com isso valor do etanol dispara. País de m….

    • REDDINGTON

      Na minha humilde opinião o que temos pra HOJE é o hibrido…etanol vc fica refém dos usineiros.

      • Luciano RC

        Acho que os Híbridos é o caminho para o Brasil. Elétrico não vai pegar bem aqui, por causa do nosso tamanho e a inviabilidade de pontos de recarga.

    • Gran RS 78

      Estou torcendo para tudo o que vc disse se concretize.

  • Dreidecker

    “O executivo diz que os grupos de trabalho das montadoras estão trabalhando duro nas regras do Rota 2030” –> Entregando o controle do galinheiro às raposas.

    • D136O

      Quem vc acha que definiu o inovar auto?

    • Diovani Lencina

      Algo assim como: “alimentem nosso caixa 2 de campanha e façam o que quiserem”

  • zekinha71

    O prazo foi muito curto pra pensar em todas as possibilidades de “poder” os consumidores.
    Afinal não pode deixar nenhuma brechinha que beneficie o povo.

  • octavio cesar godoy

    Vai continuar a mesma porcaria, com essa proteçao ridicula do mercado aqui no Brasil, deixando nossos veiculos verdadeiras carroças, sem tecnologia nenhuma, tem gente que acha que um volkswagen up com motor tres cilindros quando faz 15 km por litro tem que dar uma festa, enquanto uma mercedes benzs 180 faz isso brincando, sem falar nas camionetes imagine comparar nossas camionetes com uma f150, ou uma ram 1500, brincadeira, e infelizmente só no sonho poderemos ter nossos veiculos com tecnologia e acabamento condizente com o preço que pagamos aqui.
    Lamentavel

    • Guedes

      c 180 faz 15 km litro na cidade? no creo

  • Marcio Souza

    Já imaginava que iria ser postergado. No final tudo irá continuar do mesmo jeito e a tributação só vai trocar de lugar. Nunca vi o governo reduzir imposto neste país. E se alguém acredita que os importados virão a preços mais acessíveis, esquece. O governo é muito protecionista e iria na contramão da geração de empregos.

  • Guedes

    Rota Cuba.

  • Pessoal podem ficar tranquilos pq não vao manter protecionismo, pq esta inviavel, pra todos. Não tem como um mercado com apenas 2% de importados, estamos nos patamares da Era Militar que era proibido importar, hoje a taxa de importação passa dos 70%, juntando tudo, e ainda tem cotas. É impossível o Brasil se tornar player mundial assim. O Brasil tem de se espelhar ou no modelo mexicano ou no chinês. Protecionismo bobo apenas pra montadora lucrar aqui e manter alguns empregos e fábricas em detrimento do país inteiro e do mercado em geral é burrice e coisa de iniciante.

  • SK15

    Não boto fé em mudança nenhuma … na minha opinião o principal era aumentar a segurança dos carros alem de baixar os preços em pelo menos em 10k cada carro … mas duvido muito que ocorre qualquer mudança tudo continuara do jeito que é hoje!

  • João Holmes

    Se os impostos forem com base nas emissões, o elétricos vão ter o menor imposto. Estou torcendo por isso, pois tenho geração solar em casa e energia de sobra para carregar um carro elétrico.

  • Vinicius Maciel

    mais um programa entre o ESTADO LADRAO e os carteis do Brasil. como sempre, querem condenar o povo aos carros como gol e etc. enfim, quem faz tecnologia e desenvolvimento é competicao, abertura de mercado, nunca o protecionismo, mesmo que seja para a mentirosa e torpe geracao de empregos locais

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