Russa Kamaz considera usar presidiários para montar caminhões

Russa Kamaz considera usar presidiários para montar caminhões

Há escassez de trabalhadores na Rússia. Pelo menos é isso o que a fabricante de caminhões Kamaz está percebendo por lá. Por conta disso, a empresa considera a contratação de presidiários para as linhas de montagem.

Segundo o CEO da Kamaz, Sergei Kogogin, os presidiários podem ser a solução para completar a mão de obra. O executivo disse “Estamos avaliando como aplicar o programa (de trabalho) desenvolvido pelo Serviço Penitenciário Federal”.

Localizada há 900 km a leste de Moscou, Naberezhnye Chelny é a fábrica principal da Kamaz, que reúne atualmente 24.000 funcionários, mas a empresa precisa de mais 4.000 pessoas.

Russa Kamaz considera usar presidiários para montar caminhões

Já tendo contratado imigrantes do Uzbequistão, a Kamaz – que tem 47% do controle com o grupo Roztec e 15% da Daimler  – agora pensa em usar a força de trabalho que está ociosa nas prisões russas.

O problema da falta de mão de obra na Rússia se deve às restrições por conta da pandemia de coronavírus, que levou muitos trabalhadores de ex-repúblicas soviéticas a voltar para seus lugares de origem.

Com isso, o governo russo decidiu abrir um programa para usar presidiários como força de trabalho auxiliar no país e a Kamaz tem enorme interesse nesse caso.

O Serviço Penitenciário Federal, contudo, reiterou que o programa não terá características como as dos Gulag´s, que eram os campos de trabalho forçado da União Soviética, geralmente localizados na Sibéria.

Russa Kamaz considera usar presidiários para montar caminhões

Moscou também avaliou o uso de presidiários para construir ferrovias pelo país. No entanto, o programa do Serviço Penitenciário Federal não revelou em quais condições os presos serão usados nesses serviços.

A questão do uso de presidiários é um tanto polêmica, especialmente nos EUA, onde várias empresas se utilizam dessa mão de obra, fornecida pelo governo federal e estados.

No Brasil, existe um programa de trabalho de presidiários que tem a redução da pena como contrapartida para o serviço.

[Fonte: Reuters]

 

 

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 25 anos. Há 14 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações.