Rússia dribla sanções com importação paralela de carro

As importações de carros estavam suspensas na Rússia após as sanções impostas pelos EUA, União Europeia e aliados, porém, o governo de Moscou dribla as imposições ocidentais com importação paralela.


O negócio vale para carros, peças e componentes que não sejam comprados diretamente dos fabricantes, chegando assim como a tradicional importação independente, tão conhecida aqui no Brasil.

Então, qualquer negociante russo pode no exterior, comprar carros e peças de todas as marcas ocidentais ou asiáticas de aliados dos EUA sem restrições.

O mais interessante é que Moscou divulgou uma lista onde aparecem até marcas mortas, como Daimler (Jaguar) e Rover, por exemplo.

Dessa forma, o Ministério da Indústria e Comércio da Rússia liberou importadores independentes para levar até a Rússia o que eles puderem embarcar, independente da origem ou valor.

A regra isenta assim importadores russos de responsabilidades relacionadas com as sanções impostas ao governo do país.

Contudo, nem todas as marcas conhecidas estão liberadas, como por exemplo, as chinesas, sul-coreanas e indianas, dado que estes países continuam a enviar veículos oficialmente para a Rússia.

Assim, Hyundai, Kia, Geely, Chery ou eventualmente a Tata, não poderão ser importadas independentemente.

Até bens de luxo e necessidade, totalizando mais de 100 itens, estão liberados por Moscou para entrar no país através de negociantes que conseguirem comprá-los no exterior.

Entre eles instrumentos musicais, equipamentos aeroportuários, equipamentos de gravação de som e TV, barcos, locomotivas, motos e itens sem limite de marcas, como vestuário, chapelaria, calçados, tecidos, peles e artigos de couro.

O Kremlin, no entanto, ressalva que todos os bens precisam ser comprados legalmente nos países de origem, ou seja, por revendedores ou multimarcas.

A manobra de Moscou deve reforçar as vendas de carros, motos e outros veículos em especial no continente europeu, porém, a entrada destes bens na Rússia terá de ser feita por navios em trânsito de outras nacionalidades.

[Fonte: Byri/Tass]

Autor: Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 26 anos. Há 15 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações.