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Saiba como tirar proveito da eletrônica do automóvel

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A eletrônica entrou para não mais sair dos automóveis. Antigamente, os dispositivos eram mecânicos, hidráulicos e elétricos, que podiam ser alterados praticamente em qualquer oficina ou por mecânicos com algum conhecimento. Mesmo quem não era profissional da área, podia aprender a mexer em seu próprio carro.

Então, comprar um usado necessitava não só de conhecimento do veículo, como também de bons olhos e ouvidos, no mínimo. Hoje em dia, a eletrônica comanda tudo, desde luzes do ambiente até o travamento de portas, sem contar alterações no funcionamento do motor e outras partes do veículo.

Se antes as chaves de boca e de fenda podiam fazer muito em um carro, hoje é o scanner que vem à mente em termos de manutenção automotiva. Com a introdução de processadores digitais e módulos eletrônicos, tudo o que acontece em um automóvel fica registrado em seu banco de dados, acessado por uma porta de conexão OBD-II, por exemplo.

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Scanners

Para saber o que aconteceu com o veículo usado desejado, um scanner se faz necessário para acessar as informações registradas ao longo da vida do veículo. No entanto, acessar a quilometragem, rotação máxima atingida ou acionamento dos airbags, é necessária uma varredura eletrônica oficial do fabricante. Ou seja, aquela leitura feita em concessionário.

Isso porque os fabricantes protegem seus softwares de controle do motor e sistemas do veículo, evitando assim que terceirizados tenham acesso a informações que somente a rede de revendedores pode ter. Algumas marcas renovam anualmente seus softwares para evitarem “vazamentos”. Assim, os scanners oficiais só podem ser acessados nas concessionárias, mas o serviço pode ser ou não cobrado, vai depender da negociação com o revendedor.

Scanners comuns, usados por reparadores particulares, têm acesso parcial às informações do módulo eletrônico. Geralmente são os avisos de ocorrências no funcionamento do veículo. Por este serviço, se cobrado, será bem inferior ao praticado na rede oficial. Dá apenas para verificar o estado do veículo de modo parcial. Uma leitura completa é melhor quando se quer saber mais sobre o carro.

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“Tombamento do hodômetro”

Dá para saber, por exemplo, a exata quilometragem, evitando assim o chamado “tombamento do hodômetro”, em que o display com a quilometragem do veículo tenha sido adulterado, jogando assim os números para baixo com o objetivo de maquiar a real estado do veículo. Mesmo o manual de revisões pode ser adulterado. Notas e recibos de nada valem se forem falsos. Nesse caso, basta passar um scanner na concessionária para saber seu estado real e se de fato as revisões foram feitas.

Correções de problemas geralmente são apagadas do histórico. Bom, se foram corrigidos, não há problemas.
Ainda assim, se o proprietário manteve o registro da ocorrência, é importante considerar caso o problema retorne. As revendas possuem bancos de dados integrados, onde apenas o número de chassi e placa, dependendo da rede, é necessário para saber quantas vezes o veículo esteve nas revendas e se há recalls a serem cumpridos.

Com tanta eletrônica a bordo, ajustes podem ser feitos por scanners oficiais. Geralmente pode-se alterar ou mesmo adicionar funções aos veículos. Algumas revendas fazem isso para ativar itens opcionais ou funcionalidades, mas podem cobrar ou não por isso.

Até mesmo a correção de funcionamento do motor ou mesmo um upgrade pode ser realizado, acrescentando até mesmo uma performance melhor. Até mesmo a cartografia eletrônica do motor pode ser alterada, para que o mesmo tenha um funcionamento melhor acima de 4.000 rpm, no caso da Peugeot, por exemplo.

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Alterando por conta própria

Mas alguns parâmetros de funcionamento do veículo podem ser alterados pelo proprietário. Nesse caso, veículos mais recentes apresentam sistemas, tais como I-System da VW ou My Car da Fiat, por exemplo, permite alterar o travamento das portas, iluminação interna e externa do carro, entre outras. Até chaves eletrônicas, tal como a MyKey da Ford, permitem até limitar a velocidade do veículo, entre outras funções.

Para quem vai comprar um carro mais antigo e não quer ser incomodado por alertas de manutenção, por exemplo, pode-se desliga-los sem nenhuma ferramenta, apenas seguindo alguns passos simples para sua desativação. Carros mais antigos, no entanto, não contam com tanta acessibilidade à informação, mas há como resolver isso também.

Dispositivos vendidos na internet ou em lojas de acessórios, permitem – através de conexão Bluetooth e acesso à porta ODB-II – reproduzir no smartphone várias informações de funcionamento do motor e/ou do veículo em tempo real. Então, se não há um computador de bordo, o aparelho móvel pode muito bem substitui-lo, mas não alterar os parâmetros do veículo.

Com uma boa checagem eletrônica do veículo usado, pode-se saber exatamente se o que ocorreu no manual de revisões e histórico apresentado pelo vendedor bate com o que realmente foi registrado pelo automóvel.

[Fonte: Revista Quatro Rodas]







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