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Salão de Paris: algumas presenças que serão ausências no Brasil

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O Salão de Paris 2016 está cheio de novidades e algumas dessas presenças na mostra francesa infelizmente serão ausências no mercado brasileiro, pelo menos nesse momento. O problema apontado por alguns fabricantes é que o fator econômico, já que o país continua em uma recessão e as vendas de veículos estão estagnadas. Para Carlos Ghosn, CEO da Renault-Nissan, o Brasil não dá sinais de recuperação em curto prazo.

Para Carlos Gomes, chefe da PSA para a América Latina, as operações do grupo francês na região não são rentáveis e por isso não se justifica investimentos mais pesados em produtos nas plantas do Brasil e Argentina. O executivo apontou que o chamado “Custo Brasil” atrapalha o fabricante e que mesmo para exportar a partir de Porto Real e El Palomar está bem difícil. Recentemente, a empresa conseguiu enviar um lote do Aircross para o Egito, mas é preciso mais.

Se a economia está ruim, para alguns, a saída é regionalizar. David Powels, presidente da Volkswagen para o Brasil e em breve (outubro) para a América do Sul, aposta em produtos locais para rever a queda nas vendas. Mesmo com carros desenvolvidos para a região, a VW fará uso de plataforma global para reduzir custos e manter o portfólio em consonância com a estratégia mundial do grupo alemão.

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O que não vem? 

O primeiro que o brasileiro deve ver apenas em fotos ou pessoalmente, se for até a Europa, é o Novo Nissan Micra, que aqui é chamado March na “atual geração”. O compacto utiliza a plataforma do Renault Clio feito em Flins, França, sendo mais aerodinâmico, atraente, espaçoso e sofisticado (para não dizer mais) em comparação com o vendido aqui. Tem 3,99 m de comprimento e 2,52 de entre eixos. Ficou mais baixo e agora parece um compacto premium diante do modelo global.

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Exterior e interior refletem a atual filosofia de estilo da Nissan. Assim, a semelhança entre ele e o Kicks é enorme. O painel é praticamente o mesmo do nosso crossover, que a partir de 2017 será enfim nacionalizado. O atual vem do México. É possível fazer o Novo Micra no Brasil, mas a operação esbarra exatamente naquilo que Ghosn apontou. Assim, o compacto ficará um tempo longe do país.

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Se a base do Clio francês é cara, poderia este hatch surgir aqui com a plataforma do Kicks. A empresa já resolveu essa questão em relação ao igualmente derivado do Renault, o Captur, que virou Kaptur na Rússia e agora aplica o “C” no Brasil, mas com a base do Duster. Resolveu-se dois problemas de uma vez: espaço e porta-malas ampliados (Captur “original” mede 4,12 m), bem como o custo de produção, menor no caso da plataforma da Dacia.

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Já a Citroën mostra o Novo C3, colorido e inovador, mantendo a plataforma PF1 e os custos. Não virá, pois Gomes acredita que o atual C3 brasileiro atende bem o nosso mercado. Por isso, o compacto ficará longe do Brasil e novamente o intervalo de chegada entre os dois mercados voltará a ser grande, como há uma década atrás. O Novo Peugeot 5008 não vem, mas em compensação o Novo 3008 – pouco menor e para cinco pessoas – está previsto para 2017. O Novo 308 já desfez as malas e não vai embarcar no Paris-Rio.

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Na PSA, porém, há esperança no horizonte além do 3008. Também esperamos pelo Cactus e por outro produto, que vem pela Peugeot é uma picape de médio porte, mas não será baseada na Toyota Hilux, conforme dito por Carlos Gomes, que não dá detalhes sobre o projeto e não descarta sua comercialização no Brasil. Afinal, apesar da crise regional, o segmento tem perspectiva de crescimento adiante, o que motivou uma tríplice aliança em Santa Isabel. No caso da VW, falaremos adiante.

[Fonte: UOL/Estadão]







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