SP: IPVA 2022 poderá ser parcelado em até cinco vezes

ipva novo

Em São Paulo, o Estado com a maior carga tributária para veículos no país, o IPVA 2022 poderá ser parcelado em até cinco vezes, segundo o governador João Dória Jr. O motivo é o aumento expressivo do imposto para o próximo ano.


Como se sabe, é claro, os preços dos carros usados dispararam em 2021, num ritmo acima dos carros novos (e olha que eles aumentam mensalmente…), acumulando nada menos que  21,44% este ano.

Só entre outubro de 2020 e outubro de 2021, a alta beirou os 25%. Nos últimos 10 meses, o aumento dos carros novos em média ficou na casa dos 15%.

Como o IPVA é calculado sobre a Tabela Fipe e a mesma desembestou em 2021, o imposto também vai subir de forma agressiva em 2022, com estimativa entre 25% e 30% de alta.

Para muita gente que depende do veículo, isso terá um impacto enorme no orçamento já no começo do ano e até então, o Estado de São Paulo parcelava o valor em até três vezes.

Leia também: Tabela IPVA 2022

Com cinco parcelas, o impacto será amortizado para muita gente, ainda que tenham que recolher um valor maior que o de 2021, sem que muitos contribuintes nem tenham considerado vender ou trocar de carro no período.

Ou seja, a conta virá para todos, exceto os que possuem veículos até 2001, que deixam assim de recolher o IPVA no Estado de São Paulo.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, quem pagar em conta única terá 10% de desconto e o IPVA poderá ser parcelado em seis vezes.

Já no Rio de Janeiro, nada muda em relação ao que vinha sendo praticado em São Paulo, com desconto de 3% e parcelamento em até três vezes.

Em Minas Gerais, o governador Zema propõe limitar o IPVA com base na inflação e assim evitar um acréscimo de 28% no imposto, ficando assim em média perto de 10% maior que o de 2021.

No Mato Grosso do Sul, por exemplo, a proposta é reduzir a alíquota do IPVA, hoje em 3,5% para automóveis.

Assim, diante do aumento dos preços dos carros, alguns estados estão fazendo ações no sentido de reduzir o impacto fiscal e também a inadimplência, que deve aumentar se nada for feito para atenuar a alta.

 

Autor: Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 26 anos. Há 15 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações.