
A Shell desenvolveu um carro elétrico compacto que apresenta uma eficiência energética muito superior à dos automóveis elétricos atuais, apresentando uma nova química que promete manter as baterias “frias” durante a operação.
Chamado de Shell Triple 10 Challenge com fluido Shell Recharge, coincidentemente ou não o nome do app de recarga aqui no Brasil, o veículo é um carro elétrico compacto que se assemelha a um hatchback.
O Triple 10 Challenge pode fazer 10 km/kWh, o que é um número ótimo, mas além disso, ele garante uma recarga rápida entre 10% e 80% em somente 10 minutos numa estação DC de 175 kW.

Mas, o destaque desse Triple 10 Challenge é o consumo de carbono ao longo de um ciclo de vida de 10 anos, idade estimada para os carros elétricos atuais.
Nesse período, ele consumirá 10 toneladas de CO², cerca de metade do que os carros elétricos comuns consumirão no mesmo período.
Então, de onde vem tanta eficiência? Como a Shell é uma petrolífera e trabalha com químicos, o segredo da bateria do Triple 10 Challenge é o fluido dentro dela, mais especificamente através das células.
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Chamado de fluido térmico dielétrico da Shell Recharge, é o que circula através das células da bateria e não em torno delas, como os fluidos térmicos comuns, baseados em água-glicol.
Ele permite absorver melhor o calor, fazendo isso de forma uniforme e assim eliminando pontos quentes, melhorando a eficiência energética por meio de um controle térmico mais equilibrado.
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Esse fluido térmico dielétrico permite que as células funcionem com uma temperatura mais adequada, garantindo rapidez na recarga e maior alcance da carga.

Os números apresentados pela Shell sugerem que a bateria do Triple 10 Challenge tenha de 34 kWh a 38 kWh, com autonomia entre 320 e 350 km.
Não se trata, contudo, de algo extraordinário em termos de alcance, mas seu tamanho compacto que suporta uma recarga de 175 kW em apenas 10 minutos já é algo a se considerar.
Apenas baterias grandes conseguem ter tal capacidade e estamos falando de unidades bem grandes, que normalmente precisam também do dobro dessa potência DC para repetir o feito do Triple 10 Challenge.
Com esse novo fluido, a Shell quer colocar no mercado uma alternativa aos fluidos atuais de refrigeração, bem como reduzir os custos das baterias em 25% e até reduzir seu tamanho.
[Fonte: Autoblog]
