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Sinuca de bico: O cliente compra um carro com defeito de fabricação. A fábrica não troca. É ético vendê-lo assim a outro?

Seja por sonho ou por necessidade, quem compra um carro desembolsa um bom volume de dinheiro e em cerca de 70 % dos casos fica com prestações para pagar. O mínimo que o comprador espera é poder utilizá-lo sem dor-de-cabeça!

Recall

Quisera tudo funcionasse tão redondinho assim. E olha que hoje temos o Código de Defesa do Consumidor e uma justiça que, embora não tão ágil, está mais próxima do cidadão, induzindo os fabricantes a fazer recalls e divulgá-los nos meios de comunicação.

E para forçar os cerca de 40% dos donos de carros que não comparecem às concessionárias dentro do prazo legal de um ano para fazer o recall, desde 2011 esta informação consta no CRV (Certificado de Registro do Veículo).
Vale lembrar que recall não tem custo e sua realização pode evitar panes, incêndios e acidentes em movimento, como no caso dos carros que aceleravam sozinhos devido ao tapete ou a uma pequena peça do acelerador eletrônico.

E se a concessionária não trocar?

Mas e se o recall não resolver, as revisões (com ou sem garantia) também não surtirem efeito e as visitas aos concessionários se tornarem intermináveis, causando prejuízos ao consumidor que não tem seguro com carro reserva, que não dispõe de bom transporte público e que depende do seu carro?

A própria sabedoria popular tem uma boa resposta, através deste provérbio: “É melhor um razoável acordo do que uma boa demanda (briga).” Afinal, além dos prejuízos que já está tendo, ainda terá que perder horas de trabalho para ir ao Procon e se a demanda for para a justiça, terá que pagar advogado, ficar sem carro até a decisão – favorável a ele ou não – sair. É o que acontece quando o cliente pede a troca do carro à concessionária.

Geralmente, a concessionária tenta resolver por seus próprios meios. Por exemplo: em casos de problemas com a pintura, em que um carro começa a descascar ou manchar, propõe ao cliente uma repintura. Pode resolver, mas aquele será um carro recuperado, pois isto será detectado nas perícias e avaliações quando o veículo for colocado à venda. Se é caso de motor, a concessionária irá propor retífica. Mas, veja bem: retífica aos 10 mil Km em um componente feito para chegar pelo menos aos 150 mil Km? E, com muita boa vontade, irá propor a troca do motor. Alguns clientes se darão por satisfeitos com a solução, outros não.

Se o caso for para a mídia, algumas concessionárias propõem pegar o carro na tabela e vender um outro igual com mais opcionais ou com ano modelo superior, por exemplo um 2013 se o carro atual do cliente for um 2012. De saco cheio e sem disposição para demandas judiciais, o que pressupõe audiências no fórum e mais prejuízos, muitos aceitam. No entanto, para quem pretendia ficar com o bem por 3 ou 5 anos e agora fará novo desembolso, será o fim de uma reforma na casa, da quitação de um imóvel, de uma viagem ou da formatura do filho.

Por que as concessionárias resistem tanto para dar uma solução definitiva? O que elas alegam é que ficam no meio do tiroteio, pois têm que pagar primeiro ao cliente para depois tentar receber da montadora que, além de demorar para mandar seus engenheiros para periciar o “paciente”, nem sempre ficam do lado da revenda, alegando que alguns problemas podem ter sido causados no pátio da transportadora, no porto, no caminhão-cegonha ou por razões como chuva, maresia, pneus defeituosos etc.

Por que as montadoras não trocam?

E por fim: Por que as montadoras não trocam? Deu defeito, o filho vira bastardo? Ao contrário das concessionárias, estas não alegam nada. Porém, o que advogados consultados por jornais e revistas dizem é que a troca não é imediata e nunca será – nem no Brasil nem no mundo – para “Não abrir precedentes”.

O que significa isso? Significa que se a montadora trocou o carro na hora para mim, terá que trocar para todos que reclamarem do mesmo defeito. Assim a notícia se espalha rapidamente, no Brasil e no mundo, e milhares de pessoas usarão a mesma estratégia que eu usei e conseguirão trocar seus carros. Todavia, outras centenas de clientes, com motivos menos justos ou que não justificam uma troca tentarão embarcar nessa onda.

É como o seu colega de trabalho que pediu para sair mais cedo e conseguiu. Outros pedirão o mesmo ao chefe. Alguns terão motivo, outros não, mas todos tentarão. E os que alegarem o mesmo motivo do que conseguiu, por exemplo, uma consulta médica, terão que ser liberados também.

Um advogado me contou recentemente que existe uma cláusula contratual chamada Cláusula de Sigilo ou Confidencialidade, que pode ser solicitada pelas montadoras ao se firmar um acordo com o cliente, evitando assim vazamentos dos termos do acordo. Mas convenhamos que, na prática, não é possível obrigar ninguém a ficar de bico fechado ainda mais em se tratando de uma situação em que esta pessoa “se deu bem”, conseguindo o que ninguém conseguiu.

Nada deu certo. E agora?

Recall não funcionou, a concessionária não resolveu, a montadora não trocou…E agora? Aqui entram aqueles casos em que um cliente aborrecido, desesperado, furioso e…corajoso opta por soluções pouco convencionais como estas:

– Levar o carro ao Salão do Automóvel e colocar uma faixa do tipo “Este carro é uma bomba!”;

– Deixar o SUV durante todo o mês de Julho estacionado em frente ao stand de Inverno da montadora em Campos do Jordão-SP;

– Criar um site com domínio do tipo “Meu Carro Falha” como fez uma cliente do Paraná;

– Criar uma associação do tipo AVITIPO (Associação de Vítimas do Fiat Tipo);

– Anúncio Classificado – eu me lembro que em 1993 o indignado dono de um Logus anunciou seu carro no jornal O Estado de São Paulo com um texto do tipo “Vendo esta porcaria por qualquer merreca ou troco por gaiola, passarinho, panela, papagaio. É zero Km mas tem defeitos que nem a fábrica consegue resolver.”

– Criar uma conta no twitter, uma página no Facebook, e uma comunidade no Orkut para expor seu caso;

– Postar vídeos no Youtube para ele rodar o mundo;

– Colocar fogo no carro;

– Arrebentar o seu Lamborghini a marretadas (aconteceu na China);

– E o que mais a raiva, a criatividade e a ousadia permitirem.

No entanto, é melhor ter frieza e consultar advogados, pois apesar de a liberdade de expressão ser permitida, “Informar as pessoas do acontecido não é problema algum. Você pode se expressar livremente, mas não pode ofender, manchar a reputação da empresa e cometer abuso de Direito”, explica o juiz que deu parecer favorável à retirada do ar do site criado pela cliente do Paraná.

É certo passar a bomba adiante?

No caso dos clientes do tópico acima, que perderam as estribeiras e correram riscos físicos e jurídicos, é de se admirar que preferiram arcar com o prejuízo e alertar outros consumidores do que passar uma bomba adiante. Afinal de contas, evitaram para os outros o que não querem para si e para seus familiares: mais aborrecimentos, acidentes e tragédias. Muitos outros lavariam o carro, anunciariam por um preço mais baixo e o passariam para a frente sem remorso algum.

Enfim, é uma luta!

O caminho não é fácil, então não custa estar informado sobre o que diz a lei:

– A empresa tem 30 dias para consertar um defeito. Se este não é providenciado o consumidor pode exigir a troca do bem, a devolução do dinheiro ou abatimento no preço;

– Se o cliente ficar satisfeito com o conserto ou reparo, pode pedir a extensão do prazo de garantia;

– Na compra do carro, o consumidor deve se informar sobre prazos e restrições da garantia para diferentes partes do veículo como motor, câmbio e carroceria e também sobre situações que podem levar à perda da garantia, como mudanças na estrutura do carro para instalar acessórios;

– E tem mais: Há casos em que os defeitos não são decorrentes de mau uso ou desgaste de peças (vícios ocultos). “Nesses casos, mesmo que tenham acabado todas as garantias, o consumidor pode exigir a reparação do veículo à fabricante”, explica Maíra Feltrin, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec);

– Será necessário que o consumidor pague por um laudo de uma empresa de engenharia automotiva ou de um Laboratórios de Universidade atestado pelo INMETRO, o que servirá como prova judicial. A montadora também fará seu laudo paralelo;

– No fim de tudo, além da troca do carro, no caso, o consumidor poderá pedir indenização por dias faltados no trabalho, custos com transporte e danos morais. Mas não espere nada milionário, além de vinte salários mínimos, por exemplo, pois a Constituição é clara no que diz que “indenização não visa enriquecer ou prover lucro com o infortúnio e sim repará-lo”.

E você caro leitor-consumidor, o que acha disso tudo? Já teve problemas assim? Conhece alguém que conseguiu a troca do carro? É certo passá-lo adiante antes de tentar todas as alternativas?

Por Gerson Brusco Gonzalez





  • alfredo_araujo

    Tenho um Polo Sedan q comprei 0km no inicio de 2009. Atualmente ele está com 58 mil kms… Sempre faço as manutenções previstas pelo manual do carro. Religiosamente, troco de óleo de 6 em 6 meses… como manda o manual…

    Apesar de tudo, acabei de gastar 2 mil reais para trocar valvulas, cabeçote, comando de valvulas, etc… Estava tudo comido por dentro… com folgas inacreditáveis…

    Eu tinha a opção de passar a bomba para frente… Achei mais justo comigo, e com o infeliz q compraria o carro, gastar essa grana p/ ficar com a consciência tranqula… ;)

    Aqui se faz, aqui se paga…

    • CyborgPilot

      Parabéns por sua atitude. Eu também já fiz coisa parecida com meu antigo carro. Ele já estava parado e com o anúncio de venda há dias e eu ainda tirei um pequeno vazamento de água e outro vazamento na direção hidráulica pra poder quando vender, entregar um carro funcionando redondinho, sem peso na conciëncia.

      • danillob

        O meu Symbol é um caso desses, embora os problemas não ofereçam risco ao ocupante. Mas, não aguento mais ir na concessionária para arrumarem defeitos que aparecem nele, desde o pára-brisa, até a porta do passageiro que veio travada por dentro.

        Eu estou profundamente insatisfeito com o veículo, por mim, não entra Renault aqui em casa tão cedo.

    • Long_life_tobigcars

      Fica sempre minha duvida. A concessionária realmente coloca o óleo exigido pela montadora? No caso de um óleo sintético 5W30 exigido e a concessionária coloca um 20W50 mineral? Enfim tudo é possível nessa nação corrompida. Não há como analisar a diferença quando o carro sair dessa malfadada concessionária. Por isso mesmo, prefiro comprar o óleo na loja e eu mesmo trocar.

      • O_Corsario

        POis é, e pode ser por má fé, como acho que foi no caso dos i30s, como por ignorância mesmo, mecânico desligado pega o óleo errado.
        Por isso que atualmente sempre acompanho a revisão, e fico de olho em tudo. Já me poupou algumas dores de cabeça… rs

        • pauloferrer

          e pode? tem montadora/concessionaria que não permite… na nissan por ex vc nao pode ficar na area da oficina, vw tb nao! na GM por ex tem uma atitude legal na qual vc conversa diretamente com o mecanico bem legal isso!

      • PONCIO PILATOS

        eu também, fico encafifado, será que trocam oleos, filtros etc? vejam a quatro patas com o versa deles, levaram dois "tomés" nos filtros do ar condicionado…. aí é dose.

      • Marcelo_Machado

        Por isso que óleo e filtros prefiro trocar fora da ccs. Compro o óleo recomendado e entrego na mão de quem vai trocar e fico olhando todo processo.
        Esse é um dos principais motivos que acho um absurdo essas revisões a cada 6 meses de umas montadoras por aí.

      • pauloferrer

        to contigo, tenho medo disso apesar de nunca ter feito muitas revisões em concessionaria , não da pra confiar em ninguem!!! prefiro trocar em oficina de "confiança" onde eu vejo o oleo que estão colando e fico em cima na hora!

      • DCald

        Simples, acompanhe o serviço!
        A UNICA vez que eu não acompanhei, o cara colocou as velas erradas, e o motor foi pro brejo. Então a concessionária teve que colocar um motor novo no carro (e me deixar com um modelo superior durante todo esse processo). No final, ficou muito bom (tbm, nem tinha como não ficar, acompanhei a chegada do motor 0 bala para o meu carro).

      • JonathanAbud

        Quando comprei meu carro, era isso que ia acontecer. Como fiquei acompanhando e sempre acompanho tudo que é feito no meu carro, não deixei o mecânico da Chevrolet fazer isso no meu carro. Disse que botasse 5w30 e assim foi feito. Por isso que acho bom acompanhar todo e qualquer serviço feito no carro, quando possível… Melhor pecar pelo zelo do que pelo descuido…

    • Vitão

      Estou com um Corsa e por volta dos 53.000 Km deu um problema na parte da DH, vazando todo oleo dele, dae teve q reparar na montadora…..

      Nessa brincadeira mais a troca da correia dentada, manutenção preventiva, ficou R$ 1.800,00…..

      Vou ter mais gastos com troca de pneus, os 4 pra variar he he he…..

      Agora o jeito eh ficar mais uns 2 anos com ele kkkkkkkkkk

      • alfredo_araujo

        Isso ae…
        Eu tmb vou diluir esse preju ficando mais tempo com o carro.

        Fazer o q né ? rs

    • 430scuderia

      Pena que nem todo mundo tem essa cabeça.

  • anderson_sp

    A maioria passa a bucha pra frente, seja consumidor, concessionária ou qualquer outro tipo de proprietário, é o famoso "tapa" que dá na hora de vender um carro problemático e quem herdar que se vire com a bucha, é uma espécie de batata quente, alguns poucos ficam e assumem, mas são minoria, não vou ser hipócrita, se tivesse uma bucha na garagem arrumaria e passaria pra frente, não tem o porque ficar com algo que só dá dor de cabeça, venderia por um preço menor e passaria pra frente, não que fosse algo grave que quem comprasse correria risco, mas aqueles defeitos que insistem em permanecer no carro, mesmo gastando rios de dinheiro e o bendito nunca fica bom.

    • rpasini1

      O tal tapa é o que eu fico imaginando quando vejo anúncio de carro com menos de 2 meses de uso, mal retirado da garagem a venda. Alguma coisa de errada tem que ter, ninguém compra um carro para um ou dois meses depois vender o mesmo por 10% a menos que o preço de tabela.

      • anderson_sp

        As vezes nem é isso, tem gente que ganha o carro e vê que não é aquilo e vende, já vi Punto 2011 enplacado com só 500km na concessionária e o vendedor falou que era de uma mulher que ganhou do marido mas não gostou do carro e pegou outro, o carro era 0km praticamente e era completinho com preço do básico de entrada, na época era R$ 38 mil, eu não caio nestes papos de carro de mulher, baixa km, de pessoa de idade, tem muita coisa que entrega o tempo de uso e condições do carro como borracha gastas dos pedais, volante desbotado, banco chapado, tonalidade de cor diferentes, adesivos encobrindo algo e outras maracutaias que passam despercebido ao olhar nu, fora mecânicas que mesmo levando um de confiança na hora não dá pra identificar.

        Com carros recém tirados nas lojas, a pessoa só tem a lamentar mesmo, eles não trocam, só vão tentando remediar até a pessoa perder a paciência e processa-los.

        • mho

          Quando estava procurando meu primeiro carro, um Uno Mille, eu ví que tinha um Marea Turbo levemente modificado e com alguns arranhões.
          O vendedor da CSS teve a cara de pau de dizer que o carro era da gerente (uma senhora) do setor de usados e estava vendendo para pegar outro novo…

          Se for no papo deles, você compra qualquer coisa.

        • sergiopsy

          Aqui em minha cidade a esposa de um medico comprou um Pálio, no dia seguinte devolveu o carro, ficou no prejuízo e pegou um Línea, sabe porque tudo isso? Ela possui excesso de peso e o Palio não ofereceu conforto equivalente a esta pessoa que comprou o carro sem fazer teste drive antes.

    • Leandro1978

      Teve aquele caso de um Peugeot 307 que caiu na Lagoa da Pampulha, deram perda total e, ainda assim, a concessionária o revendeu, sem informar a "capivara" do veículo ao novo dono.
      http://www.noticiasautomotivas.com.br/peugeot-com

  • giodoesitbetter

    Se brasileiro não vendesse as bombas que pega, não haveria mercado de usados.

  • BCA_83

    Agora esse papinho que aqui é como na Europa e EUA… hahaha… Só pode ser uma matéria comprada pela ANFAVEA! Vai fazer uma merda dessa nos USA ou Europa! Nem precisa ser tanto… informa um consumo levemente inferior e pergunta pra Hyundai no que dá! Vai não fazer recall e espera o NHTSA te pegar para ver quanto custa! Pergunta pra Toyota que ela te diz quanto isso custa! Agora aqui pode um batalhão de Hi-lux empenar disco com 3 mil Km, um batalhão de New Civic estourar o cilindro de embreagem, um batalhão de PSA estourar câmbio automático, etc, etc, etc… Só aqui que é praticamente impossível ter seus DIREITOS respeitados por grandes empresas que "sabem bem como lidar na esfera judiciária"! E quanto a passar para frente, aqui é o Brasil, terra dos mais espertos, que de tão espertos tem a sexta economia do mundo sem ter a mínima qualidade de vida e que espertamente compram o carro mais caro do mundo!

    • mho

      Boa, todos os defeitos que o pessoal evita de falar você falou de uma vez.

    • Felix_S

      Acontece isso mesmo… Lembrei da Toyota, que no começo insistiu que no Brasil não havia defeito no acelerador do Corolla! É aquela velha mania de achar que esconder a verdade é melhor que consertar os erros! Mas a Mitsubishi já passou vergonha lá fora também (http://veja.abril.com.br/300800/p_068.html)

    • JokerCrow

      Eu já VI essa "malandragem" no EUA. Carro com baixa quilometragem aparentando estar perfeito, mas o carro tava com o câmbio automático zoado. O câmbio tava encavalando e o vendedor disse que era besteira, era só preciso mudar o óleo do câmbio. Olhei pro meu colega com cara: "are you serious?" kkkkkkk Na boa, quando não é um problema que envolve muitos carros (necessitando de Recall) o problema é mais embaixo (aí concordo com vc! E concordo com a falta de cumprimento dos os direitos.). Mas quando um carro entre 1.000 (só por exemplo mesmo), aquele "sorteado" é preciso cuidado. É incrível como brasileiro acredita mesmo que essa "malandragem" só existe aqui. Quem já assistiu "Capitais Do Delito: Golpes e Furtos Comuns" no NatGeo. Vê como é tudo parecido só mudando os lugares. Apenas digo isso, mau caráter existe em qualquer lugar.

      • Ric53

        Exato! hahaha

        Brasileiro já nasce com a culpa!!

  • otavioaff

    Tem dois meses que comprei uma montana 2005, foi a mais inteira que encontrei, pois precisava de um carro para o trabalho, paguei a vista 19.500 reais pelo carro. Mas com um mês o vidro elétrico do carro estragou, e eu não há oficina que arrume, já troquei todos os chicotes e a central, mas nada, e deixei queto, agora o carro simplesmente apaga do nada, em altas rotações funciona que é uma beleza, mas se freia ou para o carro apaga e eu tenho que fica ligando toda hora. Ao chegar na oficina passamos o escâner e uma outra maquina e o carro simplesmente não apresentou defeitos. Mas foi só eu virar a esquina e o carro apagou denovo. Resultado: final de semana sem carro, para descobrir o defeito. Como comprei a vista vou troca-lo assim que tirar da oficina, por que não sei a procedência do carro, e por mais que eu tenha levado no mecânico de confiança, não se sabe o que pode esconder uma bomba dessa. Por isso que compra carros novos, apesar de caros são mais difíceis de dar esse tipo de problema.

    • executivo79

      Vou de dar uma dica, quando o carro apresenta este tipo de comportamento que 'apaga' quando freia em baixas rotações e já foi vistoriado o sistema de injeção, é sistoma de servo-freio furado ou escapando vácuo, verifique isto tb, pois este problema ñ vai aparecer no diagnostico de injeção, mas influencia diretamente em baixas rotações.

  • _Duko

    No meu caso… vendi para própria concessionária que me fez um puta desconto do carro agora se eles passarem a bomba pra frente vai da ética da empresa e da irresponsabilidade deles porque nem eles mesmos conseguiam consertar o defeito

  • zemarreta

    Sobre o mesmo tema, mas de um ponto de vista diferente, acho que de uma forma ou de outra a montadora que faz produtos ruins e tem pós venda ruim acaba também, de alguma forma, se dando mal.
    O carro dessa montadora, com 4-5 anos vai estar cheio de problemas, e essa percepção acaba se refletindo negativamente no preço de revenda, que por sua vez influencia nas vendas dos veículos novos (todo mundo sabe que os brasileiros se preocupam MUITO com a desvalorização dos carros q vão comprar) e , por sua vez, acaba obrigando essa montadora a abaixar seus preços para continuar vendendo.

  • Daniel Ramos

    O fred deve saber bem o que é isso, a sorte dele, é que ele é famoso e tem dinheiro, cair na midia nao foi algo dificil pra ele, mais uma coisa pode ter certeza, se todos os casos fossem pra midia, as concessionarias aprenderiam a tratar/ter mais respeito com o consumidor. Enfim, meus parabens por esse artigo gerson, muito bom mesmo, excelente!

  • jnasser

    Eu arrumo. Nada a ver com consciência pesada, e sim civilidade.

  • Renato_Dantas

    O certo seria que: esgotado todas as possibilidades para o conserto de um veículo problemático a montadora comprasse esse veículo e desmontasse para saber o poque dos defeitos apresentado e não solucionados, isso seria de grande valia para os futuros carros em linha de produção mas a realidade é outra a culpa é sempre mau uso ou gasosa adulterada.

  • 3dimensional

    O ó é você ser feito de burro por pegar uma bomba dessas zero km, ter A dor de cabeça e ainda não poder falar mal da marca sob pena de ser processado!
    Meia democracia esta merda isso sim!

  • Juniorfillingam

    Aonde os brasileiros estão gostando de reclamar é no youtube, tem reclamações de todas as companhias. rsrsrsr , abra a boca Brasil. Procurem tb o canal do otário, só reclamando daquele jeito para não ser processado.

    • roberto_araujo

      Reclamam no Youtube, xingam no twitter, mas na hora de ir pra rua fazer alguma coisa, dizem que não podem, pois não querem perder o último capítulo da novela ou o jogo de futebol.

  • MM_

    Cada caso é um caso. "Maquiar" um problema para que o problema não seja detectado é uma coisa errada.

    Por outro lado tive um caso de um Tiida que comprei 0km e não conseguia andar 1 mês com o carro que ele quebrava alguma coisa. Fora os problemas que nunca foram resolvidos. Dei na troca de um C4 e me livrei do problema. Teoricamente o carro estava em perfeito estado mas provavelmente quebrou na mão do dono novo e para isso que a garantia é da Nissan e não minha.

  • jotabridon

    Nossas leis são incompletas com relação ao custo e ao benefício que os compradores deveriam possuir. E não é somente com automoveis. O caso das embalagens é quase dantesco. A fiscalização é quase nula, talvez nem exista. Há muitos "fiscais" atrás das escrivaninhas e poucos no campo da labuta. Fazia, com o meu carro, as revisões nas concessionárias, mas devido aos péssimos resultados optei por uma mecânica de confiança onde posso ver os trabalhos e receber a sugestões para melhorar o desempenho do carro, e na eventualidade de trocá-lo passar um bom produto para frente.

  • Cafefilosofico

    O problema e', entre outros, as pifias e ridiculas indenizacoes, o que sao 14 mil reais de indenizacao? Vou esclarecer: uma empresa tem lucro liquido em 1 ano de 100 milhoes de reais, e suponha que pague uma indenizacao de 20 mil reais. Agora suponha que vc ganhe 100 mil reais de salario/ano e tenha que pagar, por ofender alguem, por exemplo, ou chutar a cara de alguem, que seja, nao importa uma indenizacao na mesma proporcao: sao 20 reais de indenizacao. Entenderam pq nao funciona indenizaccoes ridiculas? Por 20 reais, muita gente ia meter a mao na cara de vizinho, xingar em jornais de grande circulacao politicos e desafetos, entre outros. Precisamos urgentemente parar com essa palhacada que sao estas indenizacoes ridiculas. Esta historia de indenizacao de 20 salarios minimos tem de ser base, e nao regra, e entre pessoas fisicas, nunca pessoas juridicas. parem e pense hoje: o que vcs fariam se soubessem que a indenizacao maxima de dano moral fosse 20 reais?

  • roberto_araujo

    Muito cuidado na hora de criar sites criticando empresas, pois você pode acabar ganhando um belo processo por "danos á imagem".

    È bom lembrar que não estamos em um país democrático. A consumidora que criou o site "Meu Carro Falha", por exemplo, recebeu uma decisão judicial obrigando-a a tirar o site do ar.

    • jotabridon

      Pois é, o poder emana do povo (como diz a vã filosofia), mas não é para o povo, pelo povo e muito menos com o povo. Democracia pressupõe a liberdade de escolha sem nenhum desvio midiático. Gostaria de ver esse site no ar novamente, fato que dificilmente acontecerá. Nossa justiça está muito além, mas muito além da realidade social, objetiva e subjetiva; está, plenamente, limitada as sujeições daqueles que possuem o mando financeiro que conspurca a verdade, nua e crua. Que falácia em nosso querido rincão verde e amarelo. Está aí a seleção brasileira a desviar as atenções reais da sociedade.

  • MecanicoDigital

    Eu sempre faço uma boa revisão antes de vender meu carro pra um particular. Não quero que o comprador passe por situações que eu não gostaria de passar.

  • adrisev

    Toda tentativa é válida…meno passar a bomba para outro….Como já dito…aqui se faz aqui se paga….Deus é tão bom que nos da oportunidade de pagarmos aqui mesmo o que fizermos de errado…para não passarmos para o outro plano devedores…..Então está aí….aquele câncer inexplicável que se pega…ou quele roubo de que se é vítima…examinem suas consciências antes de se dizerem azarados ou que foi o destino….A justiça dos homens falha, mas a de Deus não…

  • Adriano_Silva

    Quando a mondadora não faz a troca do veiculo é por que esta agindo de má fé, afinal se ela produziu a bomba agora receba de volta ou troque por outro veiculo, vale a dica se nada for resolvido espere um feirão da tal marca e coloque frases "simpáticas" na bomba móvel, ou ate mesmo estacione na frente da revendedora e aguarde o resultado.

  • danillo_ribeiro

    Isso esta acontecendo agora com minha mãe. Ela comprou um Palio Adventure Dualogic, alem de ter demorado mais de 2 semanas pra ela pegar o carro alem do prazo dado pela concessionaria, quando ela pegou o carro ele veio com avaria no cambio.O carro nao andou 5km e agora levaram ele para outra cidade tentando concertar, ninguém nem sabe que defeito é esse la na fiat. Mais sera que vai ser concertado mesmo? E se der defeito novamente vão dizer oque? So querem saber de vender essas porcarias e que se danem os consumidores!!!

  • Rocha85

    Essa história é complicada, nem sempre o carro é passado pra frente pelo proprietário.
    Eu tive uma experiência assim em 2009. Caí dentro de um riacho com meu Stilo 2005, o carro ficou 3 DIAS submerso e foi retirado de içado pelo teto, nem preciso dizer como o carro ficou né, totalmente deformado.
    Agora vem a parte legal ou triste, rsrsrs… A segurador HDI deu PT, recebi o dinheiro, tudo certo.
    Até que para minha supresa ao pesquisar pelo renavam dele, o carro está rodando no Paraná… fico imaginando o atual proprietário andando com esse carro… me dá até arrepios.



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