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Skoda Vision X será um SUV híbrido movido por gás natural

skoda vision x gnv hybrid 1 - Skoda Vision X será um SUV híbrido movido por gás natural

A Skoda revelou um teaser de novo conceito para Genebra. Trata-se do Vision X, um utilitário esportivo de porte compacto, que compartilha a plataforma modular MQB A0, mas que terá uma importante mudança na parte mecânica em relação ao T-Roc ou T-Cross, por exemplo.


Como a Skoda ainda não apresentou seu SUV compacto, irmão do Seat Arona e T-Roc, espera-se que este conceito revele mais sobre o produto, que será a porta de entrada da marca tcheca para o segmento. No caso do propulsor, a proposta do Skoda Vision X é oferece um conjunto híbrido movido por gás natural, combustível que está ganhando cada vez mais espaço na Europa.

Com a pressão sobre o diesel, inclusive agora com cidades decidindo sozinhas se permitem ou não a circulação de carros desse ciclo, o temor de que o espaço para o óleo combustível encolha de forma agressiva nos próximos anos é tanta, que os fabricantes já começam a olhar alternativas e uma delas é o GNV.

No caso do gás, a emissão de CO2 e NOx é muito mais reduzida que diesel e gasolina, sendo totalmente liberado no continente. Assim, a proposta da Skoda traz um motor 1.5 TGI – versão GNV do 1.5 TSI – com 130 cv e 25,5 kgfm. Além dele, o Vision X tem dois motores elétricos, sendo um ligado ao sistema de partida (Start&Stop) e outro montado no eixo traseiro, entregando pouco mais de 27 cv.


skoda vision x gnv hybrid 2 - Skoda Vision X será um SUV híbrido movido por gás natural

Este último propulsor é usado nas saídas ou acelerações longas, mas também pode ser utilizado para prover tração nas quatro rodas. Se necessário, pode mover o carro por até 2 km se o GNV acabar. Com máxima de 201 km/h, o Skoda Vision X vai de 0 a 100 km/h em 9,3 segundos e tem emissão de CO2 de 89 g/km.

Sobre sua estrutura, o Skoda Vision X esconde dois tanques pressurizados de GNV, altamente resistentes e feitos em peça única, sem soldas. Embora o 1.5 TGI funcione com gás, ele também trabalha com gasolina e por isso o conceito dispõe de um diminuto tanque de combustível próximo do tanque central. O motor elétrico traseiro fica dentro do subchassi da suspensão multilink, enquanto duas baterias de lítio de 1,5 kWh são posicionadas sob os bancos dianteiros.

O sistema elétrico é de 48V para que o motor de arranque/propulsor possa operar e um alternador/gerador carregue as baterias nas desacelerações, a fim de alimentar o modo elétrico do veículo. A autonomia completa é de 644 km. De acordo com a Skoda, não há opção AWD no segmento de entrada dos SUVs, o que torna esse sistema uma vantagem adicional nesse caso. Medindo 4,250 m de comprimento, o Skoda Vision X tem 1,800 m de largura, 1,500 m de altura e 2,645 m de entre-eixos, sendo mais longo que o T-Roc, nesse caso.

 

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  • leitor

    Movido a GNV? Que bom, embora haja muita resistência por aqui ainda. Pelo menos talvez tecnologias mais avançadas surjam e venham pra cá. Inclusive para motores mais simples que geram eletricidade para carros elétricos se ou quando vierem aumentando a autonomia. E poluem bem menos.

  • Maycon Farias

    Não se os colegas concordam, mas meu maior receio em um carro a gás é o perigo de fogo/explosão em algum acidente. A maioria dos carros a gás sempre explode. Não teria um carro com isso, sei que a gasolina também provoca isso mas tenho a sensação de medo maior com o GNV

    • Edson Fernandes

      Carro agas que “sempre explode” é por falta de uma boa vedação e tbm boa instalação. Muita gente negligencia isso e acaba nção fazendo as inspeções necessárias. Aí fica com um carro ruim no GNV em todos os sentidos.

      • Maycon Farias

        Entendo. Realmente não só no gás mas o povo adora não andar na linha.

  • Thiago Maia

    E o motor híbrido leve 48v de novo aí.
    A Bosh vai faturar uma nota. Delphi e outras fabricantes estão fazendo as suas.

    Muitos comentaristas de internet criticam os motores a combustão – finalmente modernos – chegando ao Brasil dizendo bobagens como “em 2020( somente daqui a dois anos)” 90% dos carros europeus serão elétricos.

    Marchionne fala muita besteira mas algumas verdades, e é o CEO mais “expontâneo” e mandou a real : ” um citadino como o Panda é inviável ser vendido pelo mesmo preço atual se totalmente elétrico. Carros assim ficam para a Maserati”. E não é papo apenas de “quem ficou pra trás na corrida”. Todas as montadoras usarão o híbrido leve 48v, com menor custo, fácil manutenção e com 70% da eficiência energética de um elétrico puro.

    Note que também ninguém comenta sobre o descarte de baterias. Os governos europeus, e não o mercado, estão empurrando os elétricos e descartando as pesquisas de outros combustíveis alternativos aos fósseis e eléticos.

    • th!nk.t4nk

      As baterias já são 100% recicláveis, Thiago. É um processo caro, mas já é feito em baixa escala. A expectativa é que na próxima década se popularize, com o aumento da demanda. Há outros problemas com a eletrificaçao, mas o fim de vida das baterias já nao é um deles (ah e antes de serem recicladas, elas sao utilizadas em acumuladores industriais por muitos anos, e mais recentemente algumas startups começaram a oferecer essa opçao pra acumuladores residenciais de baixo custo também).

      • Thiago Maia

        Obrigado por informar, eu não sabia disso.

        De todo modo, o carro elétrico parece ser mesmo o futuro, mas ainda vai demorar um bocado Os híbridos acessíveis devem dominar o mercado, antes

  • sigma7777777

    Parece muito compacto, com apenas 4,25 m de comprimento. Deveria ter um tamanho de sedan médio. Este veículo seria uma ótima ideia para o mercado nacional, pois imagino que esteja realmente preparado para reduzir desgaste das peças que geralmente ocorre nos modelos adaptados.

  • Thiago Maia

    Boatos dão conta de que a VW lançara um A SUV global e desse modo não haverá o T CROSS na Europa(entre o Taigun e o T ROC), mas no Brasil, sim. Sendo assim, o nosso T CROSS será uma versão com grelha, faróis e lanternas do Skoda Vision X europeu de produção – que será mais simples que o T ROC europeu, mas de tamanhao semelhante ( 4,20 metros – lembrando que o Ateca tem 4,13 e era apontado como “gêmeo do T cross)

    Inclusive um site brasileiro reproduziu com “certeza” a informaçao

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