
Comprar um carro novo está cada vez mais caro, mas a Stellantis acredita ter encontrado espaço justamente entre consumidores que não querem gastar tanto.
O preço médio dos veículos novos continua próximo de US$ 50.000 (R$ 261.000) nos EUA, enquanto a quantidade de modelos realmente acessíveis segue diminuindo no mercado americano.
A resposta do grupo será ampliar justamente essa faixa inferior, com nove novos veículos que terão preços iniciais abaixo de US$ 40.000 (R$ 208.800).
Antonio Filosa, CEO da Stellantis, afirmou durante o Automotive News Congress, em Detroit, que existe uma “enorme oportunidade” para produtos mais acessíveis, segundo o Detroit News.
Atualmente, o Jeep Compass ocupa a posição de carro mais barato do grupo nos Estados Unidos, desconsiderando o pequeno Fiat Topolino, que não é comparável a um automóvel convencional.

O Compass tecnicamente começa abaixo de US$ 30.000 (R$ 156.600), embora esse valor não considere a taxa de entrega cobrada dos compradores americanos.
A estratégia já havia sido antecipada em maio, quando a Stellantis revelou que nove dos 11 lançamentos planejados para a América do Norte custariam menos de US$ 40.000.
Dentro desse grupo, dois modelos terão preços inferiores a US$ 30.000, preenchendo uma faixa que perdeu diversas opções nos últimos anos.
Um dos principais lançamentos será o Chrysler Airflow, um SUV médio que terá preço inicial abaixo dos US$ 40.000 estabelecidos como limite pelo conglomerado.
A Chrysler também receberá dois compactos inéditos, chamados Arrow e Arrow Cross, com a configuração mais barata projetada para aproximadamente US$ 25.000 (R$ 130.500).

Outra novidade importante ficará por conta da Ram, que pretende lançar a Rampage nos Estados Unidos em 2028 para disputar compradores com a Ford Maverick.
A picape compacta da Ford começa abaixo dos US$ 30.000, e a expectativa é que a Rampage seja posicionada em uma faixa semelhante.
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A Ram também prepara o retorno da Dakota, desta vez com preço projetado abaixo de US$ 40.000 e posicionamento mais próximo de picapes médias.
Filosa afirmou que a Stellantis deseja permanecer “relevante e forte” diante de concorrentes como Ford e Toyota, mencionando especificamente a Toyota Tacoma.
A Dodge poderá contribuir para a nova estratégia com o GLH, um crossover médio que também pode chegar ao mercado custando menos de US$ 40.000.
Matt McAlear, CEO da Dodge, afirmou em agosto que o GLH será voltado ao público de sedãs e hatches esportivos, apesar de sua carroceria crossover.
A redução de preços não significa que a Stellantis abandonará sua estratégia de eletrificação, já que híbridos e sistemas de autonomia estendida continuarão recebendo investimentos.
A Jeep, por exemplo, recuperou o Cherokee no ano passado utilizando uma motorização híbrida baseada em um quatro-cilindros 1.6 turbo associado a dois motores elétricos.
O conjunto trabalha com transmissão continuamente variável controlada eletronicamente e entrega potência combinada de aproximadamente 213 cv, além de 31,8 kgfm de torque.
Outro projeto será uma versão EREV do Grand Wagoneer, utilizando o conhecido motor V6 Pentastar 3.6 como gerador destinado a recarregar a bateria.
Segundo as informações disponíveis, a produção desse Grand Wagoneer de autonomia estendida deverá começar em novembro, ampliando a presença dessa tecnologia dentro da Stellantis.
A Ram também deve começar a produzir a 1500 REV em abril de 2027, mais de três anos depois da apresentação inicial do projeto.
Filosa considera o sistema EREV “perfeito” para um nicho de consumidores, indicando que a solução terá papel específico dentro de uma gama muito mais ampla.
A Stellantis pretende, portanto, combinar eletrificação com preços menores para reconstruir sua presença justamente nas categorias em que comprar um carro novo se tornou cada vez mais difícil.










