História Japão Subaru Tecnologia

Subaru Leone foi o primeiro modelo de sucesso da marca japonesa

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Subaru Leone Coupe

Antes do Legacy e do Impreza, havia um modelo da Subaru que era o principal da gama na marca japonesa. Ele foi por muito tempo o único produto da empresa fora do Japão, onde a montadora focava no segmento de kei car.

Lançado em 1971, o Subaru Leone substituiu o modelo 1000 e foi o antecessor do Impreza. Apresentado em 7 de outubro daquele ano, ele surgiu como um cupê, mas no ano seguinte as configurações sedã e de tração 4WD surgiram.

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Subaru Leone Wagon – primeira geração

Desde o início, o projeto do Leone contemplava o motor boxer EA da Subaru, que até então só havia sido usado no modelo Star (FF-1). Os EA-61/63/64/71 (1.1/1.2/1.4/1.6 litro) foram usados no modelo, mas o primeiro, que entregava somente 62 cv, foi vendido somente no Leone Van. A primeira geração teve versões 1.2 de 68 cv, 1.3 de 65 cv (exportação), 1.4 de 58 a 78 cv (JDM) e 1.6 com até 95 cv.

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Subaru Leone 4WD – esquema

4WD

A transmissão manual tinha quatro ou cinco marchas, bem como uma caixa automática de três velocidades. O boxer OHV EA, associado ao sistema de tração nas quatro rodas, fazia do Leone um modelo muito versátil para enfrentar o dia a dia e viagens com condições adversas de piso e clima. A tração 4WD foi simplificada para uso em automóvel, mas poucos utilizaram o sistema Jensen FF, mais moderno. Este foi extensamente usado no AMC Eagle, por exemplo.

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Subaru Leone 4WD – motor e câmbio

Por causa desse conjunto, o Subaru Leone mudou a imagem da marca japonesa, que passou sempre a ser associada com motor boxer e tração 4×4. Ainda em 1972, o modelo ganhou uma versão perua quatro portas, que se juntou ao cupê e ao sedã, que tinha opção de duas ou quatro entradas.

Ao longo dos anos 70, o Subaru Leone foi sendo atualizado constantemente e no final de 1977, viu surgir um importante derivado, o famoso Subaru BRAT. Tratava-se de uma versátil picape com cabine simples e tração 2WD ou 4WD, que chegou a utilizar o motor EA-81 1.8. Ao contrário do Leone, a BRAT teve apenas duas gerações até 1994.

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Subaru Leone 4WD Sedan

Segunda geração

Apesar de não parecer, o Subaru Leone era pequeno, tendo 3,99 m de comprimento e 2,45 de entre-eixos. Em 1979, a segunda geração foi encurtada em 1 cm, mas o modelo agora tinha versões cupê duas portas, sedã quatro portas, perua, picape (BRAT) e um hatch com duas portas. O visual ficou mais atualizado e com formas mais retilíneas.

O motor EA-71 1.6 (1.595 cm3) era oferecido no segundo Leone, mas havia a nova opção EA-81 1.8 (1.781 cm3) de 73 cv, mais usado no BRAT. Em 1983, surge a versão Turbo do Leone. Este entregava 95 cv e 17 kgfm. Tinha injeção de combustível e só era equipado com uma caixa automática.

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Subaru Leone 4WD Sedan – propaganda

No ano seguinte, surge a terceira geração do Leone, que conviveu com a segunda até 1989. Este modelo já era bem maior, medindo 4,43 m de comprimento, mas com acréscimo de apenas 2 cm no entre-eixos, agora com 2,47 m.

O terceiro Leone ficou muito mais sofisticado, tendo recebido injeção multiponto e a partir de 1988, dois sistemas de tração 4WD. Uma era o antigo e com transmissão manual. O novo era um AWD com ajustes de torque variável e controle eletrônico. Este funcionava com uma nova caixa automática.

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Subaru Leone 4WD Sedan Turbo

Tinha até suspensão pneumática

Apenas hatch duas (duas portas), sedã e perua sobreviveram nessa última geração. Surgiu também o motor EA-82, que tinha comandos SOHC e injeção multiponto, mas podia ter carburador e monoponto também, além de versão turbo. Com 1.8 litro, entregava de 85 a 98 cv, enquanto o turbo podia ter 113 ou 117 cv.

O Subaru Leone ainda nos anos 80 ganhou painel digital e até suspensão traseira pneumática ajustável. Mas em 1989, as atenções da marca japonesa deixaram de ser centradas no modelo com a chegada do moderno Legacy, que era também muito maior.

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Subaru BRAT – raio-X

Ainda assim, o Leone continuou sua carreira até 1994, quando a Subaru lançou o Impreza, modelo que consagraria a marca japonesa. No entanto, a reputação da divisão de automóveis da Fuji Heavy Industries já havia sido construída sobre a plataforma do leão nipônico.

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Subaru motor EA-81

Coincidências com a Volkswagen

Em 1965, a Subaru decide produzir um novo tipo de motor, o EA. Ele era boxer de quatro cilindros e refrigerado à água, mas com comandos OHV (no bloco). Apesar do projeto ser próprio, existem coincidências com a marca Volkswagen, não sendo relacionado exatamente aos motores Typ 1 e Typ 4 (boxer a ar 1.0/1.1/1.2/1.3/1.5/1.6 e 1.7/1.8/2.0, respectivamente).

A primeira é a designação EA, que é similar à que a VW utiliza em seus motores refrigerados à água. Claro, o termo também se aplica a outras coisas dentro da marca alemã, como o polêmico EA189, por exemplo. No caso da Subaru, seus boxers EA 1.6 e 1.8 tem exatamente 1.595 e 1.781 cm3, volumes idênticos aos dos VW EA827/113 1.6 e 1.8, respectivamente.

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Subaru Leone RX Safari

Além disso, a Subaru adotou – embora bem antes – um sistema de tração nas quatro rodas, popularizando a tecnologia, que só viria a ser usada pela Volkswagen em meados dos anos 80. A Audi começou com algo semelhante em 1980 com o Quattro, derivado do jipe militar VW Iltis.

Nas pistas de rali, a Subaru encontrou no alemão um duro rival. A perua Leone 4WD foi uma das mães (junto com a AMC Eagle) das atuais familiares aventureiras, entre elas a Audi Allroad e a Volkswagen Alltrack.





  • Yuri Calmon

    O primeiro parece um Corcel GT !

  • Mr. Car

    Tirando estes retrovisores, gostei do Leone.

    • 4lex5andro

      e sao retrovisores ate comuns em carros japoneses , pelo menos ate antes de 2000..

  • Bruce Wayne

    Então o Quattro só foi o primeiro nas pistas ou nem isso. A Subaru ja tinha começado em 72 com carros de passeio.

  • BorisAWD

    Lindo D+ esse turbo!

  • Jackson

    Em 1992 quando morei em Israel o Leone era como o Gol no Brasil, se via um em cada esquina. Carro muito popular por lá, sendo o da terceira geração o mais visto. Interessante era que o estepe ia junto ao motor e as portas não tinham moldura, como nos antigos Opala duas portas. O modelo por lá mais comum era o quatro portas e a perua (muito bonita e espaçosa). Maioria deles era automático, ar condicionado e motor 1.3. Andei muito de carona nesses modelos e eram muito confortáveis. Branco, prata e bege eram as cores mais comuns. Também se via muitos modelos da segunda geração da picape mas eram modelos fechados como o nosso Fiorino.

  • Fontrolha

    Curti a picape e o teto solar dela!



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