Mercado SUVs

SUV compacto é a nova moda no mercado automotivo

Bem antes de virar o sucesso atual, o SUV compacto já existia, mas sem grandes pretensões globais. O segmento se popularizou no Brasil com o surgimento do Ford EcoSport. Derivado do compacto Fiesta, ele criou uma proposta de utilitário esportivo pequeno e de baixo custo.

Consumidores em busca de um veículo que apresentasse robustez, segurança, conforto e até um certo status, procuraram preencher seus desejos com versões menores dos grandes SUVs. Na Ásia, por exemplo, o Daihatsu Terios fez fama nos anos 90 e evoluiu em uma segunda geração, mas nunca com grandes pretensões em nível mundial.


Depois da crise de 2008, os consumidores ficaram sem muitas perspectivas futuras de melhorar a renda, então partiram para veículos mais baratos. O SUV compacto acabou se tornando uma opção para quem quer ir além dos hatch e sedãs de entrada. Com ou sem características off-road, os modelos começaram a surgir rapidamente nos últimos anos.

O EcoSport passou a ser um produto global e com ele, vários rivais assumiram a mesma tarefa, representar suas marcas nos quatro cantos do mundo. A romena Dacia criou o Duster a partir do Logan e agora vê o modelo vender bem na Europa, que em parte ainda está em crise. Barato, ele custa menos de € 10.000 e já serviu de base para o Novo Nissan Terrano.

Os franceses – que precisam reagir ante a invasão sul-coreana em seu país, apostaram nos Renault Captur e Peugeot 2008. A Citroën criou um meio-termo com o C4 Cactus, que apesar do nome, não é um médio. A empresa também vai lançar em breve o C-XR, um SUV compacto mais “tradicional”. Mas esse segmento não para por aí.


A GM sacou imediatamente os Chevrolet Trax/Tracker, Opel Mokka e Buick Encore, todos baseados no Sonic. A Fiat aposta agora no 500X e de quebra arrasta a Jeep para o segmento com o Renegade. A BMW ampliou a MINI e esta emplaca seu Countryman no segmento premium. Aliás, por enquanto ela é a única com representatividade na estrada do SUV compacto.

Se o Brasil exigiu da Nissan o conceito Xtrem e agora um Centro de Estilo para desenvolver o modelo, a China parece ter deixado os sedãs um pouco de lado para dar ênfase nos utilitários de pequeno porte. Existem vários modelos e marcas atuantes no segmento. Ela também fez com que a PSA elevasse a DS à categoria de marca e o DS 4CS será o primo rico dos 2008/C-XR.

O Nissan Juke se tornou uma referência em estilo e proposta que deu muito certo. Os outros japoneses não ficaram de fora totalmente e a Honda lançou mão do belo Vezel. Ele será global e também brasileiro. A Suzuki joga as fichas no iV-4, que terá na Europa e na Índia seus principais mercados inicialmente. Brasil e China também? Provavelmente. Já a sul-coreana Hyundai terá no ix25 seu principal produto nesse segmento.

É interessante e todo o mundo quer. O SUV compacto ainda é promessa de outros fabricantes. A Volkswagen quer algo semelhante ao conceito T-Roc, enquanto a Mazda terá um “CX-3” inspirado no Novo Mazda2. A Mitsubishi não deu sinal de vida a respeito, nem mesmo a Toyota. Também não há nada de novo na Daihatsu ou Subaru. Marcas de grupos do setor automotivo também esperam sua vez, assim como a Audi quer tanto um Q1 quanto um Q2.

A proposta de um SUV compacto ainda menor e com duas portas parece ser outra tendência desse segmento. Quem deu o alerta foi a Volkswagen com o conceito Taigun. Na Índia, carros com menos de 4 metros ganham bons incentivos. A Peugeot já fala em um 2008 RX (2 portas) e a Renault pensa no Twid, este com foco maior nos indianos. Vem mais por aí? Sim.

Várias marcas de renome ainda não possuem produtos nesse segmento e alguns deles devem apostar em veículos de baixo custo para ampliar participação e lucros nos países do BRICS. Com a mudança de perfil de muitos compradores, o segmento de SUV compacto promete até conquistar o segmento premium, que cada vez mais está se tornando acessível aos consumidores de fabricantes tradicionais.

SUV compacto é a nova moda no mercado automotivo
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82 Comentários

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  • Bom para o consumidor que se sente num carro de luxo e ótimo para as montadoras que lucram num carro de segmento de entrada com preço de carro top.

    • Pensando no lado do consumidor, eu só consigo achar bom pelo fato de ser bem melhor pegar uma estrada de terra leve, mesmo sem ter pretensões off-road, como alguns jipes 4×4 e reduzida fazem com mestria. Digo isso porque odeio ir em sítio ou passar por lama com meu 308: quando tem trechos com mato no meio da pista, sempre raspa embaixo… Fora a pancada seca ao passar por terra com pedregulhos, colocadas para não atolar os carros.

      Agora quanto a se sentir em carro de luxo, eu discordo. Ecosport, Duster e Tracker (por exemplo) apresentam acabamento e qualidade interna abaixo de veículos médios na mesma faixa de preço, como Focus (a versão S é horrível), Fluence e Cruze. Do mesmo modo, ix35, Sportage, Rav4, CR-V, ASX, etc, apresentam acabamento e qualidade interna abaixo de um Fusion ou Golf, por exemplo.

      Conclusão : eu evito terra, mas não deixo de levar um médio “baixinho”…

      • Em relação ao acabamento e qualidade inferiores em relação aos médios, isso acaba se tornando meio óbvio, pois estes suvs são baseados nos compactos, ainda que fosse possível melhorá-los, até pelo valor cobrado, mas me parece que isso não é um problema para os consumidores deste tipo de carro. Pessoalmente não veria problema algum, se custassem menos. Pagar o mesmo em um compacto o que se paga num médio, só por ser altinho ou ter um visual aventureiro, não me agrada. Fico com um sedan médio.

    • Falou tudo. As empresas estão aí pra ganhar dinheiro, satisfazendo as vontades dos consumidores. Sedan dá mais status, parece mais carro de rico do que um hatch? Então cobramos mais caro nele (apesar do custo de produção ser similar). Agora o pessoal considera carro alto (ou que pareça alto) como carro de patrão? Pronto, fazemos um sem problemas. Preço do hatch + 50% pra vocês.
      Nos últimos anos, a moda é encher o carro de sopas de letrinhas eletrônicas porque o consumidor acha que sem isso vai morrer ao entrar no carro. Pronto, controle de tração em carro 1.4, pois é muita potência pra controlar. E por aí vai…
      Nada errado, as empresas estão aí pra isso.

    • Acho que ele diz isso pois o primeiro Eco foi lançado em 2003, tem 11 anos apenas. É agora que estamos vendo praticamente todas as montadoras apresentarem veículos de tal segmento, ok vc vai dizer, mas antes tinha o Gurgel Tal, e outros exemplos, mas nunca emplacou tanto como agora, vide Porsche que acabou de fazer um, e está sendo um grande sucesso de vendas.

  • Eu não gosto, principalmente porque esse segmento ajudou a causar a morte do meu segmento favorito, das peruas… acho feio, e é só meter na lama mesmo que encalha como qualquer outro carro

    • Também prefiro peruas (Vejo muito mais sentido nelas que nos sedãs), mas não acredito que os crossovers (E não SUV, como está na matéria) foram responsáveis por sua “extinção”. Os dois eram vendidos paralelamente. Se o consumidor tivesse preferido as peruas, elas ainda seriam vendidas.

      • Exatamente o que eu penso… quem acabou com as peruas foram as Minivans… Scénic, Picasso, Idea, Meriva, Spin, Zafira, Livina, Doblò, etc… as SUV compactas foi só um novo segmento criado com base num tamanho menor de um SUV de verdade… é como se comparasse um Up! e um Golf em tamanho… é assim com um ASX e uma Pajero…

      • Mas como o consumidor iria preferir as peruas, se a oferta delas diminuiu?
        Por exemplo, a Toyota eliminou a Fielder, justificando-se de que era necessário aumentar a produção do Corolla.
        Não acredito minimamente nessas pesquisas encomendadas pelas montadoras, de que o consumidor “prefere SUVs”, ou “cores preto e prata”. O real motivo é CUSTO: é mais barato para a ford fabricar o ecosport do que um belíssimo Focus SW. O mesmo vale para a Renault, com seu Duster perante a Mégane Grand Tour.

        • JPaulo, concordo contigo quanto às pesquisas de fábrica, mas quanto as peruas, tenho a seguinte observação: No seu próprio exemplo, você verá que a Fielder não teve um sucessor dentro da própria Toyota. Nem a Parati na VW. A Ford já não tinha uma perua há anos. Se esse caso aconteceu, foi especificamente com a Renault, onde o Duster “concorreu” com uma já debilitada Mégane. Não imagino o pessoal saindo para comprar uma Fielder e parando no meio do caminho para levar o Ford. Como o Alvin disse, a questão é que o público exigia carros mais altos. Foram lançadas algumas minivans (Scénic, Picasso, Meriva, Zafira, Idea, Livina..). A Ford pensou o Ecosport. Do ponto comercial, brilhante. A Fiat foi na esteira, com uma Palio Weekend alta.

          • De certa forma, acredito. A Grand Tour, embora vendesse bem quando mudou de preço, saiu de linha para dar lugar ao Duster. Foi uma decisão da Renault optar pelo Dacia.

            Mas eu também concordo com o Alvin sobre as minivans. Me recordo da novidade que foi por aqui, nos anos 80, o aparecimento das vans Toyota Previa, Chevrolet Lumina, Mazda MPV e Mitsubishi …, por causa da praticidade bem maior que as peruas.

            Adiciono: nenhuma perua aqui carrega mais do que 5 pessoas.

      • Já eu discordo, foram responsaveis por matar as peruas sim. As peruas eram derivadas dos sedãs médios, muito mais caras de produzir e vendidas na mesma faixa de preço destes crossovers. Mataram as peruas para lucrar mais com carros derivados de compactos de baixo custo e que vendem a preço de médio.
        Veja que se vendia muito bem a Megane GT antes de matarem ela e tinha preço de venda igual do Duster (ambos no motor 1.6) mas logicamente a GT tinha preço de produção mt maior, junto com acabamento anos luz de qualquer suvizinho destes. Veja que nem a Tracker que custa ridiculos 80mil tem acabamento melhor que a finada Megane Gt e Fielder.

        • Na verdade, o Eco foi lançado por cerca de 40 mil reais, pelo que lembro. A Fielder custava 50 e poucos. Eles não eram exatamente concorrentes. E como um carro da Ford pode matar a produção de um Toyota de outro segmento?

    • eu gosto das SW mas vejo que daria para ambos continuar no mercado, sobre a lama depende muito; no dia-dia urbano se saem acima da média, até uma trilha de leve se for um 4×4 dá (trilha é exagero de minha parte, digamos ir para o sítio ou chácara nos fim de semana) . Mas são estritamente urbanos isso eu concordo com vc.

      • Eu ia para chácara de Classe A e de Escapade. Havia uma diferença sim entre os dois irem para lá (A Mercedes tinha controle de tração, mas tinha que pedir para os passageiros descerem no barro porque o carro era baixo).

    • *-* Peruas!
      Eu não gosto desse segmento também. Não é off-road, pois atola em qualquer lama ou areia e não é para cidade/estrada pela altura também, sendo muito mais seguro um carro mais baixo de outro segmento e preços semelhantes. Já dirigi um desses altinhos na rodovia em um dia de muito vento e chuva forte. O carro (devido a altura) era “arremessado” pro lado toda vez que batia um vento lateral, diferente de um médio, que se mantém mais “no chão”.

  • Eu só gosto do espaço interno e da altura em relação ao solo, melhor que um Gol Rallye é um Duster da vida ou Tiggo, a depender da versão é o mesmo preço ou pouco à mais … Para a buraqueira do dia-dia e pequenos alagamentos uma mão na roda, agora nada de off-road menos , bem menos !

  • Uma salva de palmas para Ford, por inventar esse segmento inútil para o consumidor (é um hatch compacto travestido de SUV e vendido muito mais caro) que está acabando com as peruas.

    • Pra quem mora nas cidades e usa o carro todo dia para se locomover nas ruas lunares que nós temos, com garagens cada vez mais curtas principalmente nos apartamentos novos (daqui a pouco só vai caber Carriola (carrinho de mão) e estreita), esse segmento é perfeito. Minha garagem tem 4,50m de comprimento, não dá pra ter carro com mais que 4,43/4,45 m, fora que como é alta, raspa no meio da calçada ou na valeta quando se põe de ré… ou seja, um Golf ou qualquer outro médio seria perfeito pra mim, mas por causa da altura dele e das ruas que eu trafego para ir pra empresa e para igreja etc, ele raspa em valetas e lombadas desalinhando o para-choque, arranhando, ou seja, é inviável. Sou obrigado a ter um Pseudo-SUV para não ter muito prejuízo.

    • Para Ford ou para o consumidor que o consolidou no mercado? Se o pessoal não tava comprando perua, por que fabricar? Afinal a empresa vive de vendas,lucros.

  • Matéria estranhamente escrita. “Consumidores em busca de um veículo que apresentasse robustez, segurança, conforto e até um certo status”….. não esperava ler isto no NA. Robustez ??? Eleve um desses CROSSOVERS para ver a fragilidade das suspensões, na maioria esmagadora das vezes semelhantes aos carros de origem, apenas elevados. Segurança ? — caraca, qualquer dos citados SEM ESP são um perigo. Vejam teste do alce com os modelos. Conforto ? com a inclinação lateral viagens longas cansam bem mais que um sedãpor exemplo. Status – até concordo, passam a impressão de carro grande. Não vi citar pontos realmente positivos tais como visibilidade, suspensao elevada que faz o carro não raspar em lombadas, etc e tal.

    • Alem do que o Garçom disse aqui, tem estrutura exemplar – 5 estrelas. É facil sair da rota do asfalto, podendo pegar uma laminha na versão 4×4, mas nada de trilhas de jipeiro. Enfim, é muito mais robusto que o chassi de origem, o fiesta. O mesmo vale para outros SUVs compacto vindo de outros hatch compacto conhecido.

      • Olha, vc leva em consideração as 5 estrelas latinas. Tudo bem que é melhor este teste do que nada mas….. …. …(e caberiam mais algumas reticências). A própria fabricante diz em letras garafais: “VEÍCULO COM ALTO RISCO DE CAPOTAGEM”. Dizer que é muito mais robusto ? Uma espiada no Reclame Aqui vai ver gente que teve seu eco com motor que se desprendeu e quase caiu, barras torcidas, desalinhamentos após trilhas e por aí vai. Tudo bem gostar do carro, mas falar inverdades também não. O Duster já foi fotografado rebocando Porsche. Daí concluir que o Duster é melhor que o Porsche vai um longo caminho. Cuidado com a propaganda.

        • Essa do motor do Eco é famosa, e foram 4 casos se não me engano, sendo que o primeiro ficou famoso porque apareceu na 4 Rodas. Foi da primeira geração, e o projeto mudou a partir daí, com 6 coxins em vez de 4. Concordo que temos que ter cuidado com a propaganda. Mas também temos que ter com a generalização, não?

          • É, mas não seja por isso, vários carros nacionais já tiveram lá seus desprendimentos de motores. O caso do Eco foi mais a exposição à mídia mesmo, mas erro semelhante de projeto já teve em sedã, hatchs, etc.

        • ainda sim é mais robusto que o carro de origem, ja enfrenta buracos com menos prejuizo… tenho relatos solidos de amigo próximo com uma ecoesport primeira geração, o cara é Biker, anda muitos KM no pedal, usava a Eco para ir nos lugares distantes pedalar, gostou e comprou uma nova, desta ultima geração. Tenho certeza que tem uns que foram sorteados com problemas, típico, uns 20% podem se dar mal – coloquei valor alto, provável que seja menos. Para capotar tem q ser muito imprudente, nunca vi uma Eco ou Suvinho capotado na minha vida de estrada, se fosse tão evidente, seria comum, não? Ja viu reportagem sobre onde coube uma revolta contra um SUV? A não ser o pneu da 1ª geração da Explorer falhar e faze-la capotar, lembra disso? Voltando ao meu amigo com sua Eco 1ª geração, os pneus duravam o correto, bandejas e buchas nunca deram problemas, não quebrou nada do básico. O que ocorre é que os barulhos aumentam e, o carro não é tão economico para um 1.6, mas é aceitável. Enfim, dependendo da proposta, é um bom carro, não há duvidas.

          • Incrivelmente o Eco não dá sensação de instabilidade na estrada não. Tem rodar semelhante a qualquer carro, apenas a posição ao volante é mais elevada. O risco de capotamento sempre será maior em veículos com centro de massa elevado e sem ESP, isso nunca foi segredo e acho curioso quando alguém se espanta com o fato. A meu ver o que precisa é tornar obrigatório o ESP neste tipo de veículo (e idealmente em todos os carros).

    • Concordo. Ao invés de “apresentasse”, deviam usar o termo “aparentasse”. Pois a imagem que é vendida é essa mesma, que esses crossovers são resistentes, confortáveis e seguros.
      Aí, meu pai teve um ecosport por 3 anos, que ao pular um quebra-molas deixou de presente o protetor de cárter (resistência), tinha um belo acabamento de carro popular e aqueles bancos que não seguram ninguém nas curvas (conforto), e com um aviso no para-sol “veículo com alto risco de capotagem” (seguro). HÁ! PEGADINHA DO MALANDRO!

        • Depende. Acredito que ele seja tão “Estável” quanto outros altos, como Tr4 por exemplo (Pelo amor de Deus, não estou comparando os carros). Mas muita gente falava que o Mitsubishi era mais estável porque não veio com o anúncio (Inclusive, foi o argumento de venda utilizado por um atendente quando fui comprar um usado, dizendo que seria melhor a Tr4 por ser mais estável). Só acho que o fato do carro ter um aviso desses não o tornou menos ou mais estável. E de qualquer forma, para alguém capotar o carro em uma condição normal, vai ter um probleminha de braço aí, não de projeto de carro.

          • Gosto dos seus comentários, mas este está simplista demais. Comprou uma Eco ?? Pneus. Rigidez. Controles eletrônicos. Entre eixos. Peso da carroceria e chassi ou sub-chassi entre outros, além do fator CG (centros de gravidade), são muito diferentes entre os altos. Motorizações BOXER por exemplo, modificam absurdamente isto. Sugiro andar em um Subaru “alto” e depois pegar a dupla de sucesso ECO/DUSTER. Não “pince” um carro para corroborar sua opinião, que neste caso, está notoriamente errada. Abraços.

            • Não comprei. Na verdade, meu interesse na ocasião era em um Corsa Sedã 0km. Mas gostei da Tr4. E aí ouvi o argumento de que a Eco era mais instável POR CAUSA do adesivo.
              Hoje em dia, não existe carro instável. Existe motoristas ruins, que querem que um determinado carro compense a falta de habilidade dos mesmos, e que não conhecem o limite do carro que dirigem. Não, o Eco não tem a estabilidade de um Fiesta. Mas o 208 também não tem, e são carros concorrentes, da mesma categoria (Sem entrar no mérito de qual dos dois é mais estável, apenas para ilustrar que existe diferenças de estabilidade até entre carros da mesma categoria). No modo de condução normal, o Eco não apresenta risco nenhum por problema de estabilidade. E também não gosto da redução que alguns “entendidos” fazem da Eco e Duster como “Sanderão” e “Fiestão”. Um carro é mais que uma plataforma (Como podemos notar em Ágile e Celta, Golf e TT, Corsa e Tigra). Existe uma diferença entre fazer um carro alto, e levantar um carro (Uma das coisas que proporciona um maior equílibrio de um carro são os braços que prendem a roda. É só um reparar como são esses braços no Eco e Duster, e como são em carros levantados, como Stepway e Weekend, por exemplo. Aí você joga todo trabalho de engenharia de projetar um carro novo baseado em outro, com uma arrumação que qualquer mecânico faz em casa. Outra redução muito comum de ler aqui é que Eco e Duster não são SUV´s de verdade, que esses são ix35, Kuga, Edge… Pois os dois menores baseiam-se em carros de passeio normal. Bem, nenhum desses é realmente SUV. Todos são crossovers, incluindo os maiores, que também são baseados em carros de passeio, como Elantra, Focus, Fusion.

              E dos itens que você citou, rigidez, peso dos elementos, pneus, dependem mais da categoria e solução de engenharia do carro que da altura do mesmo, não?

    • Camões deve estar se revirando no tumulo!! Qual significado da palavra “aparentasse”? Deriva de aparentar, que, por sua vez, significa ter aparência. Em momento algum foi afirmado que os veículos são seguros, robustos ou confortáveis.

  • O que eu concordo apenas é na necessidade de altura, pelas crateras lunares que são as ruas no Brasil. Gosto de praias mais afastadas e de ir para Monte Verde. Experimentem ir para esses lugares com um sedan com pneu de altura 55. Só que infelizmente as montadoras estão deitando e rolando com os preços e o brasileiro (afinal, somos todos “macacos”) aceita pagar.

    • É. Esses veículos não são para trilhas, são para as ridículas ruas e estradas brasileiras. Não gosto da “posição elevada” de dirigir, muito menos do quanto balança a carroceria em curvas, mas serei obrigado a partir para um carro desses em breve se tudo continuar assim. Especialmente no RS onde o governo estadual retomou estradas privatizadas e agora elas estão cheias de buracos, mas a cobrança do pedágio continua – agora indo para o bolso dos fd…!

      • Isso é ridículo, espero que os tão “politizados” gaúchos deem um pé na bunda do atual governador. Hoje pagamos pedágio, mas as estradas estão um lixo e não temos mais socorro. Pagamos pedágio, por um serviço porco e mal-feito.

      • Comprei um Siena com rodas aro 17 e pneu de altura 55. Com 500kms rodados peguei um buraco na Av. 9 de Julho e quase o pneu foi pro saco…Tive que fazer um “enxerto” que não me lembro o nome agora. Nem vi esse detalhe na hora que peguei o carro…

    • Antonio, tô contigo. O lance é que cada dia que passa, tão botando pneus mais baixos nos suv (pois a moda é ter rodão), de modo que a teórica vantagem de não danificar rodas em buracos tá se perdendo.

  • Já que não podemos ou temos condições de comprar as SUVs “de verdade”, temos que apelar para as “compactas” mesmo. Acho interessante o segmento, este tipo de carro é o mais apropriado para encarar o trânsito urbano brasileiro, com seus alagamentos, lombadas gigantescas e crateras, além de claro, trazer algum estilo consigo.

      • Eu na verdade entendi a matéria. A Eco dista sim de uma década atrás, só que a onda tupiniquim começou a se alastrar agora. A GM respondeu somente ano passado, com a Tracker. Peugeot esse ano, com o 2008. Hyundai também esse ano, e VW responderá ano que vém. Renault/Nissan foi há dois anos. Logo, a “onda” é mais recente sim.

  • Bom, pelo menos nos países que passei na Europa mês passado, o que menos se vê são SUVs e Crossovers e a maioria das pessoas (principalmente taxistas) odeiam este tipo de pseudo-carro…
    O que vi por lá de verdade, como há tempos não via, foram as SWs… Esta sim sendo útil para famílias…
    Essa “moda” de SUV (no caso destas mencionadas, são CROSSOVERS) é coisa de país emergente, que agora que estão crescendo um pouco, sentem a necessidade de mostrar isso pra todo mundo… E assim, as montadoras riem de nossas caras e nosso mercado fica inflacionado, só porque a madame quer ver o trânsito “de cima”.
    Eu sou e sempre serei um ferrenho crítico de crossovers (pois esta de SUV compacto não existe, SUV é SUV, Crossover é Crossover), pois além de não agregarem nada às nossas ruas, canibalizaram veículos realmente úteis do mercado e ainda inflacionaram todo este mercado.

  • Esse golpe das montadoras é velho na praça. Não tem nada de novo. ( Não seria golpe se coexistissem peruas com pseudos SUVs, podendo assim o consumidor escolher e não engolir um carro.)

  • Ótimo texto! Pretendo adquirir um mini-SUV no próximo ano, mas quero que tenha tração 4×4, câmbio automático e estepe dentro do carro. Acho que até lá virão outras opções interessantes (meu foco seria o Vezel, mas acho que não terá versão 4×4).
    Só acho que esqueceram de comentar sobre o Suzuki SX-4 que é oferecido no Brasil. Apesar de não ser um SUV na essência (pois é um hatch), oferece apelo offroad maior e mais apropriado que muitos mini-SUVs que rodam por aí, com preço semelhante (ou menor).
    A tração 4×4 (na verdade um all-wheel-drive) ajuda bastante em trechos enlamaçados.

  • foi a forma que as montadoras conseguiram justificar o ganho abusivo o valor dos carros, esse findi fui na ford para trocar minha eco 2009 em uma zero, tirando o fato de o motor 1.6 ainda ser o de 115cv a mulher teve a coragem de me oferecer uma freestyle(plus) por 69.900. %#$%#$#@# fala sério veio o fiesta já tem o motor 1.6 mais moderno que o da eco, que ainda é mais pesada e a diferença de preço é gritante de um para o outro… melhor continuar comprando usado mesmo!!! heheheheh

  • Vale lembrar que o Ecosport foi invenção de Antônio Maciel Neto, que quando foi Presidente da Ford Brasil, convenceu a matriz a não fazer o monovolume Fusion do Fiesta, como na Europa, mas sim um SUV.

  • Faz 2 meses que fui com a minha esposa trocar o nosso “Trágile”. De início, queríamos um SUV compacto (Duster / Ecosport / Tracker). Fomos ver os “candidatos” e de cara descartamos a Tracker (pelo preço elevado). Fizemos test-drive nos outros dois e não gostamos da Eco que, embora oferecesse mais tecnologia do que a Duster, tinha um espaço interno quase similar ao Agile. Dirigimos o Duster e o achei muito simples (embora a minha esposa tenha “amado” o carro). Quando soube do preço da versão 4×2 AT (R$ 72 mil), acabei desistindo. Estava mais caro do que a Tucson! Por fim o vendedor me mostrou o Fluence, que estava em “promoção”. Acabei economizando quase R$ 10mil em relação ao Duster e levei um carro com 6AB + CVT + Bancos de Couro. Até o momento, só alegria!

  • Gosto muito desse segmento, dos Suvs e crossovers, mas o que nao dá para aceitar, sao os preços bem mais altos que seus pares que derivam, pois nao tem nenhuma explicação para tamanha diferença de preços entre eles, por exemplo o CRV que deriva do Civic. Um CRV de entrada que vem do México, portanto nao paga imposto de importação, custa 25 mil reais a mais que o Civic LXR automático.Acho que as montadoras estão aproveitando que esse segmento está cada vez mais em evidencia, e por isso elas estão cobrando tudo o que podem a mais.

  • Eu recentemente pesquisei este segmento para trocar o carro da minha esposa. Já cansada do seu hatch compacto C3. Depois de olhar de perto Duster, Tracker e Ecosport comprei pra ela uma Captiva. Na boa, esses carros não valem o quanto custam. Carros de plástico duro com tambor por mais de R$80mil (Tracker)… Por mais que a Captiva esteja um pouco “datada”, é difícil encontrar outro SUV na casa de R$100mil tão completo quanto ela.

  • DE FATO O MERCADO CADA VEZ MAS SE ALIMENTA DO DESEJO DESCONTROLADO DOS BRASILEIROS EM TER UM CARRO!! DE ALGO E CERTO: OS QUE PAGAM POR UM DUSTER POR EXEMPLO, QUE TEM PESSIMO ACABAMENTO, REVISOES CARAS, CONCERSSIONARIAS CUJO ATENDIMENTO E DUVIDOSO….. CASO O COMPRADOR ESTIVESSE NA VIZINHA CHILE, ESTARIA COM CERTEZA LEVANDO PELO MESMO VALOR UM TIGUAN( POR EXEMPLO)…………CARROS CONTINUAM CAROS E PQ SERA? RESPOSTA… A CULPA E NOSSA….POIS ENCHEMOS OS BOLSOS DAS MONTADORAS CUJOS CARROS CHEGAM AQUI A PREÇOS EXTRATOSFERICOS… O GOVERNO TEM CULPA? DIGAMOS QUE SIM,,POIS COBRA CARO EM IMPOSTOS,,, IGUAL SE TIVESSEMOS CONSCIENCIA DO DINHEIRO GASTO EM UM CARRO,PENSSARIAMOS VARIAS VEZES ANTES DE COMPRAR!! SO SEI DE ALGO, NO PAIS DA COPA TUDO SE PODE E NADA SE FAZ,,,E PARA FINALIZAR , PENSO EU QUE O PROBLEMA ESTA NOS BRASILEIROS QUE NOS ACHAMOS INTELIGENTES MAIS NA REALIDADE SOMOS NA GRANDE MAIORIA BURROS FANTASIADOS DE MANGALARGA.

  • Seria ótimo se vocês, mídia especializada, parassem de chamar isso de SUV. Já colaborariam para melhorar a cultura automotiva de quem acompanha ao invés de propagar desinformação.

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