
Uma placa de identificação atribuída ao Aito M6 colocou a marca ligada à Huawei no centro de uma discussão sobre supostos veículos produzidos com datas futuras.
Imagens compartilhadas em plataformas chinesas mostravam um M6 com fabricação marcada para outubro, alimentando comentários sobre carros supostamente montados antes da data indicada oficialmente.
A Aito rejeitou essa versão e afirmou em sua conta oficial de verificação no WeChat que o material divulgado não possui base factual.
Segundo a fabricante, a placa original pertence a um Aito M6 produzido em julho, enquanto a data posterior teria sido alterada digitalmente.
A empresa atribui a modificação ao uso de Photoshop ou ferramentas de inteligência artificial e publicou uma imagem que apresenta como sendo o registro original.

As duas placas exibem os mesmos códigos de modelo, número de chassi, identificação do motor e especificações, diferenciando-se principalmente pela data de fabricação apresentada.
Também existem pequenas diferenças de iluminação e ângulo entre as imagens, aspectos destacados pela própria Aito ao contestar a versão compartilhada nas redes sociais.
A fabricante afirma ter reunido evidências, registrado formalmente o caso junto às autoridades e reservado o direito de adotar outras medidas legais contra responsáveis pela divulgação.
A discussão envolve justamente o M6, SUV médio de luxo que ocupa atualmente a posição de entrada na gama da Aito dentro do mercado chinês.
A marca integra a Harmony Intelligent Mobility Alliance, HIMA, ecossistema automotivo coordenado pela Huawei e voltado ao desenvolvimento de veículos de nova energia.
Nas versões EV, o M6 oferece autonomia declarada de até 760 km pelo ciclo CLTC, equivalente a aproximadamente 616 km segundo referência WLTP.

Configurações EREV, com extensor de autonomia, conseguem percorrer até 355 km apenas com eletricidade pelo CLTC, ou aproximadamente 288 km na referência WLTP.
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O modelo utiliza o sistema de cabine inteligente Harmony OS da Huawei e também recebe o conjunto de assistência à condução Qiankun com sensor LiDAR.
Na China, os preços variam entre 229.800 yuans (R$ 175.800) e 299.800 yuans (R$ 229.400), dependendo da configuração escolhida.
A estrutura emprega suspensão dianteira de braços triangulares duplos e traseira multilink de cinco braços, além de suspensão a ar de câmara única com amortecimento ajustável.
O SUV mede 4,96 m de comprimento, 1,99 m de largura e 1,74 m de altura, enquanto a distância entre-eixos chega a 2,95 m.
A repercussão dessas imagens aparece justamente durante uma forte desaceleração comercial do M6, que teve 5.428 unidades entregues na China durante julho.
Esse volume representa menos de um terço das 18.148 unidades registradas em maio, período que marcou o melhor resultado recente do modelo.
A expressão utilizada nas publicações também aproveita uma discussão popular na China sobre refeições industriais preparadas antecipadamente e congeladas antes de chegar aos consumidores.
Usuários passaram a chamar o M6 de “yu zhi che”, ou “carro pré-preparado”, adaptando a expressão chinesa “yu zhi cai”, usada para alimentos desse tipo.
A Aito tenta agora encerrar essa associação sustentando que o registro verdadeiro aponta fabricação em julho e que a versão com outubro foi artificialmente modificada.
O episódio combina queda recente de vendas, grande exposição nas redes sociais e uma tentativa da fabricante de proteger a credibilidade documental de um de seus principais SUVs.










