
A Xiaomi decidiu ampliar sua aposta em segurança de baterias ao apresentar uma nova tecnologia acompanhada por uma garantia vitalícia para determinadas situações envolvendo seus SUVs.
Batizada de Dragonscale, ou Longjia, a bateria foi desenvolvida em parceria com CALB e Sunwoda e estreia na nova família Skynomad da fabricante chinesa.
A cobertura anunciada inclui casos de combustão espontânea causada por defeitos de qualidade e problemas térmicos posteriores a colisões ou danos na parte inferior do veículo.
Li Xiaoshuang, vice-CEO da divisão automotiva da Xiaomi, afirma que a bateria supera amplamente os padrões nacionais chineses de durabilidade ao longo dos ciclos.
Segundo o executivo, esse resultado envolve seleção rigorosa das matérias-primas, além de melhorias aplicadas aos processos de fabricação e ao próprio projeto do conjunto.

Caso um defeito de qualidade provoque combustão espontânea, a Xiaomi promete entregar gratuitamente outro veículo com a mesma configuração e o mesmo nível de acabamento.
A fabricante também prevê cobertura para eventos térmicos provocados por colisões ou danos inferiores, complementando a diferença entre a indenização do seguro e o valor anterior do automóvel.
As condições, porém, limitam a garantia aos primeiros proprietários de veículos destinados ao uso particular, excluindo carros de locação, transporte por aplicativo e unidades usadas.
O proprietário também precisa manter assinatura ativa dos serviços conectados da Xiaomi e realizar a manutenção do automóvel exclusivamente nos centros oficiais da marca.
Além da durabilidade, a fabricante afirma que a Dragonscale supera os padrões nacionais em outros pontos relacionados ao funcionamento e à proteção do sistema elétrico.

Os conjuntos utilizam isoladores de alta tensão capazes de atuar em milissegundos, além de materiais de isolamento redundantes para aumentar a proteção em diferentes condições.
Outro recurso é o Cloud BMS, sistema de gerenciamento de bateria desenvolvido pela Xiaomi e apoiado por monitoramento contínuo das células utilizando inteligência artificial na nuvem.
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Segundo a empresa, o sistema coleta informações das células dez vezes mais frequentemente que o padrão nacional e trabalha com volume de dados três vezes maior.
Essa arquitetura permitiria à bateria reagir em milissegundos diante de determinados problemas ou falhas identificados pelo gerenciamento eletrônico durante o funcionamento do veículo.
Em testes realizados a 55 °C e com estado de carga completo, a Xiaomi afirma que um problema térmico em uma célula não se espalha pelo conjunto.

A estreia comercial está marcada para 7 de setembro, juntamente com a nova linha de SUVs Skynomad equipada com sistema de autonomia estendida.
A expectativa é que os modelos N90 e N70 recebam a Dragonscale desde o lançamento, tornando-se os primeiros veículos da Xiaomi com a nova bateria.
Ainda não há confirmação sobre a chegada da tecnologia ao sedã SU7 ou ao SUV YU7, atualmente equipados com baterias fornecidas por CATL e FinDreams.
A Xiaomi entregou 31.267 automóveis na China em julho, volume significativamente inferior às 50.212 unidades registradas pela empresa em dezembro de 2025.
Durante o primeiro trimestre, a companhia perdeu mais de US$ 5.600 (R$ 30.400) por veículo comercializado, segundo informações divulgadas anteriormente sobre sua operação automotiva.
A nova família Skynomad surge justamente como uma possível fonte de maior escala e rentabilidade, agora acompanhada por uma bateria que recebe atenção especial em segurança.
Ao atrelar a Dragonscale a uma cobertura vitalícia sob condições específicas, a Xiaomi tenta transformar engenharia, monitoramento eletrônico e responsabilidade financeira em argumentos concretos para seus futuros clientes.










