História Motos Suzuki

Suzuki Intruder: versões, anos, motores, consumo (e detalhes)

Suzuki Intruder: versões, anos, motores, consumo (e detalhes)
Suzuki Intruder 125

Se você acessar o site da Suzuki Motos no Brasil, vai se deparar com dezenas de opções de motos, dentre elas a Suzuki Intruder. Todas as motocicletas são naked, esportivas carenadas, big trails ou uma scooter de grande porte.

Porém, até pouco tempo atrás da marca comercializava também os modelos da linha Suzuki Intruder do segmento custom, que atendiam quem buscava por uma motocicleta mais confortável para longas viagens e de visual clássico.


A trajetória das motocicletas Intruder da Suzuki tiveram início no mercado brasileiro em meados da década de 1990.

Entretanto, no Japão, os modelos custom começaram a ser produzidos e comercializados no ano de 1985, sendo descontinuados em 2005 para dar lugar à linha Suzuki Boulevard.

Num intervalo de pouco mais de duas décadas, a Suzuki ofereceu modelos da linha Intruder que vão desde motos menores para competir com a aclamada Honda CG 125 até motocicletas de alta cilindrada com dois cilindros em “V”.


Além do visual clássico, as motocicletas Suzuki Intruder chamavam e ainda chamam a atenção pela mecânica robusta e o conforto durante a pilotagem.

Além disso, em especial os modelos Intruder 125 e Intruder 250, há uma certa versatilidade para customização – muitos proprietários transformaram as motos em verdadeiras café racer.

Veja abaixo a trajetória e os detalhes das motos Intruder no Brasil:

Suzuki Intruder VS 1400

Suzuki Intruder: versões, anos, motores, consumo (e detalhes)
Suzuki Intruder VS 1400

A Suzuki Intruder VS 1400 pode ser considerada uma das custom mais clássicas da marca japonesa já oferecida no Brasil. Ela chegou por aqui em meados de 1993 e se sobressaía pelo estilo “chopper”, sendo mais alta e com guidão mais elevado que uma custom convencional.

Naquela época, a motocicleta chamava a atenção também pelo visual bem resolvido, com detalhes interessantes, e também o nível de acabamento que até hoje é apreciado por entusiastas desse tipo de moto.

O modelo conta com um motor de dois cilindros em “V”, com ângulo de inclinação de 45º, refrigeração a ar, de 1.360 cc, capaz de desenvolver cerca de 67 cavalos de potência e 10,5 kgfm de torque.

Por conta desse torque, a Intruder VS 1400 oferece um bom desempenho em arrancadas e retomadas – tal atributo é um dos principais destaques do modelo.

Tal motor é dotado de um par de carburadores Keihins de 36 milímetros, sendo um instalado no interior do “V” dos cilindros e outro atrás do cilindro traseiro.

Por isso, o conjunto dispensa tampas falsas ou filtros de ar grandes demais para dar certo ar avantajado ao estilo da motocicleta.

O aparato inclui também câmbio manual de cinco marchas e transmissão final por eixo cardã. A Suzuki Intruder com motor 1.400 oferece ainda tanque de combustível com capacidade para 13 litros (incluindo reserva), freio a disco nas duas rodas, entre outros.

De acordo com dados da Suzuki, este modelo pode atingir velocidade máxima de cerca de 175 km/h.

A Intruder VS 1400 conta com 2,33 metros de comprimento, 0,77 m de largura e 1,22 m de altura. Ela tem peso de 242 kg a seco.

Suzuki Intruder VL 1500

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Suzuki Intruder VL 1500

Outro modelo da família Suzuki Intruder que chegou ao mercado brasileiro foi a VL 1500, anunciada em dezembro de 1998.

A motocicleta estreou como a quarta opção da linha Intruder e o modelo de maior cilindrada entre os 21 exemplares que a marca japonesa comercializava naquela época em nosso País. Ela é uma custom mais avantajada, bastante longa e baixa, ideal para viagens mais longas.

O modelo conta com um motor quatro tempos, de quatro cilindros em “V”, com refrigeração a ar e 1.462 cc, atrelado a um câmbio de cinco marchas e transmissão final por eixo-cardã.

Tal propulsor é dotado de três válvulas por cilindro, alimentados por dois carburadores de 36 mm a vácuo.

Entre os destaques, a Suzuki Intruder VL 1500 conta com um visual bastante clássico, com para-lama dianteiro proeminente e detalhes cromados por todos os lados, como as bengalas, conjunto óptico frontal, dupla saída de escape, peças externas do motor, entre outros.

A lista inclui ainda bancos bastante largos, apoios de pé amplos e manoplas mais avantajadas no guidão.

Há também um painel de instrumentos com uma tela de cristal líquido que exibe hodômetro total, hodômetro parcial e medidor de combustível.

A suspensão da motocicleta conta com um sistema traseiro monoamortecido com amortecedor com carga a gás e sistema progressivo tipo “Link” com ajuste.

Já a dianteira tem suspensão telescópica amortecida a óleo. Ela tem ainda sistema de ignição digital de alta precisão com descompressão automática, que deixa o acionamento do motor mais eficiente e ágil.

Na época, a Suzuki Intruder VL 1500 foi oferecida com preço na casa dos US$ 25 mil (aproximadamente R$ 30 mil considerando a cotação do dólar em dezembro de 1998), nas cores preto e prata, preto e verde, amarelo ou vermelho.

Este modelo fez parte da linha da marca japonesa no Brasil até meados de 2005.

Suzuki Intruder VS 800

Suzuki Intruder: versões, anos, motores, consumo (e detalhes)

Anunciada lá fora no ano de 1992 e lançada por aqui no ano seguinte, a Suzuki Intruder VS 800 também é um dos modelos mais antigos da linha de custom da fabricante asiática.

Como dá para reparar logo de cara, ela tem um motor menor que o das outras duas. Seu visual é mais parecido com o da Intruder VS 1400 do que com a Intruder VL 1500.

O motor usado neste modelo é um quatro tempos, de dois cilindros em “V” com inclinação de 45º e quatro válvulas por cilindro, com 805 cc. Ele tem alimentação por dois carburadores Mikuni.

São 55 cavalos de potência e 6,5 kgfm de torque, com câmbio de cinco velocidades e transmissão final por eixo cardã.

Embora tenha números de potência e torque inferiores aos das irmãs maiores, a Intruder VS 800 também se destacava pelo bom desempenho, ainda mais em situações que exigem mais torque (como em arrancadas). Afinal, ela pesa 201 kg, ou 41 kg a menos que a Intruder VS 1400. A velocidade máxima do modelo é de cerca de 165 km/h.

No visual, a Suzuki Intruder VS 800 apresenta formas mais clássicas e minimalistas. Na dianteira, há uma enorme roda raiada de 19 polegadas, calçada com pneu 80/90 R19, e protegida por um para-lama mais curto.

O tanque de combustível com capacidade para 12 litros também é compacto e anguloso. Os bancos são individuais para piloto e passageiro, em dois níveis, sendo o último com apoio lombar traseiro.

De resto, ela segue o mesmo estilo das demais custom/chopper à venda no mercado, com o motor bastante aparente e com acabamento cromado, dotado de um sistema de escape também bastante pronunciado.

Os cromados também estão presentes em diversos outros pontos, como no farol, painel de instrumentos, amortecedores traseiros e rabeta.

A Suzuki Intruder VS 800 pode ser encontrada na gama de motocicletas 0 km da marca japonesa no Brasil até meados de 2003.

Suzuki Intruder 250

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Suzuki Intruder 250

Além dos modelos maiores e de maior cilindrada, a Suzuki comercializou na década de 1990 uma Intruder menor e com motor mais adequado para quem buscava por uma motocicleta para o dia a dia.

A Suzuki Intruder 250 foi oferecida no Brasil pelo grupo J. Toledo (representante da marca japonesa por aqui) entre os anos de 1997 e 2001. Lá fora, ela foi vendida de 1982 a 1996.

A motocicleta menor chegou por aqui também apostando no segmento custom. Porém, neste caso, para se tornar um modelo mais versátil, a Intruder 250 apostava também em formas mais voltadas para o mundo “street”. Ou seja, posição de pilotagem mais alta, com maior distância do banco em relação ao solo, guidão elevado e pernas menos flexionadas.

O visual da Intruder 250 como um todo tinha inspiração nas motocicletas dos anos 80. Somente o tanque de combustível e a carenagem lateral tinham pintura (preta ou vermelha como opções de cores de lançamento).

O restante era predominantemente cromado, incluindo para-lama, farol, painel de instrumentos, rabeta, alça do garupa, motor e ponteira de escape.

Entretanto, o design era justamente o principal calcanhar de Aquiles da Suzuki. A motocicleta sofria por ter formas bastante antiquadas para a época, mesmo tendo a proposta de ser uma custom apelando para o lado mais clássico da coisa.

Para piorar, as linhas não conversam entre sim, com a dianteira mais bem resolvida e a traseira que parecia ter sido retirada de outra moto e adaptada na Intruder 250.

Um dos motivos da Suzuki ter tirado a Intruder 250 foi justamente o fato de ela contar com um design não tão agradável assim. Suas concorrentes eram muito mais bem resolvidas nesse quesito.

Na motorização, a Intruder 250 ostenta um propulsor monocilíndrico, de quatro tempos, refrigerado a ar, que desenvolve 22 cavalos de potência, a 8.000 rpm, e 1,9 kgfm de torque, a 5.500 rpm, atrelado a um câmbio de cinco velocidades e transmissão final por corrente.

Este conjunto também proporciona um bom desempenho à motocicleta da Suzuki, com respostas rápidas aos comandos e sem muitos problemas ao ser explorado até o limite.

A Suzuki Intruder 250 também é bastante confortável. O conforto é garantido pelas suspensões de curso longo e o banco relativamente longo e largo tanto para o condutor como para o garupa.

Quando foi lançada, a Intruder 250 tinha preço de US$ 4.588, o equivalente a aproximadamente R$ 4,9 mil considerando a cotação do dólar naquela época. A Suzuki vendia o modelo com garantia de somente um ano ou 12 mil quilômetros rodados.

Tempos depois, em 2001, quando estava prestes a ser descontinuada no Brasil, a custom de entrada da Suzuki podia ser encontrada na rede de concessionárias por R$ 6.290.

A Intruder 250 competia diretamente com a Yamaha Virago 250. Este modelo contava com um visual bem mais interessante que o modelo da Suzuki, com um equilíbrio entre peças cromadas e pintadas em tonalidades diferentes, além de uma posição de pilotagem mais próxima a de uma custom maior.

Fora isso, a Virago 250 tem um motor de dois cilindros em “V”, refrigerado a ar e com 21 cavalos de potência. O ronco que sai dos dois escapamentos é grave e impõe respeito.

Com isso, acabou chamando a atenção e conquistando o coração daqueles que buscavam por uma moto que parecia ser maior e mais potente do que realmente era.

Por outro lado, a Yamaha Virago 250 era bem mais cara que o modelo Suzuki Intruder 250: ela era vendida por quase R$ 9 mil.

Suzuki Intruder 125

Suzuki Intruder: versões, anos, motores, consumo (e detalhes)
Suzuki GN 125

Pode ser que, até se deparar com esta matéria, você não tinha conhecimento da existência dos modelos Intruder VS 1400, Intruder VL 1500, Intruder VS 800 e até mesmo a Intruder 250.

Entretanto, você certamente já se deparou com a Suzuki Intruder 125 pelas ruas brasileiras. Com proposta diferenciada e preço mais baixo, o modelo foi um fenômeno de vendas da marca japonesa no Brasil.

A Intruder 125, além de ter sido o menor e mais barato modelo da linha Intruder da Suzuki no País, também foi o último a chegar por aqui.

Para acompanhar o sucesso da irmã maior Intruder 250, o modelo 125 chegou por aqui em junho de 2002. A motocicleta chamava a atenção por não apostar no estilo street, assim como suas rivais Honda CG 125 e Yamaha YBR 125.

Na realidade, a Intruder 125 já era oferecida há tempos no Japão. Foi lançada por lá em 1982 como “Suzuki GN 125”. O nome “Intruder 125” foi usado somente no mercado brasileiro, justamente para atrelar a imagem do modelo às motocicletas custom maiores da linha da Suzuki por aqui.

Pode parecer um exagero tratar a Suzuki Intruder 125 como uma custom. A motocicleta está longe de ser uma estradeira como suas antigas irmãs. Porém, vai na contramão das concorrentes citadas acima por usar formas mais clássicas.

A motocicleta se diferenciava logo de início pela suspensão dianteira de curso longo, para-lama dianteiro, retrovisores, rabeta e ponteira de escape cromados e banco mais largo, amplo e confortável. Na traseira, um bagageiro também cromado oferecia ao usuário da motocicleta a possibilidade de transportar pequenos objetos.

Na ocasião, a Suzuki dizia que a Intruder 125 combinava a agilidade de uma motocicleta street, o conforto de um modelo custom e a economia de uma moto 125.

Ela tem um motor de quatro tempos, monocilíndrico, refrigerado a ar, OHC, de 124 cc, capaz de desenvolver 0,8 kgfm de torque, a 8.500 rpm.

O conjunto inclui ainda sistema de lubrificação com cárter úmido, sistema de ignição eletrônica CDI, sistema de partida elétrica e transmissão de cinco marchas com embreagem multidisco banhada a óleo.

O tanque de combustível possui capacidade para 10,3 litros. O motor tem reservatório de óleo com capacidade para 0,85 litro.

Já o chassi da Intruder 125 é do tipo “Diamond”, com suspensão dianteira com garfo telescópico e suspensão traseira com balança articulada. O freio dianteiro é a disco, enquanto o traseiro é a tambor.

Nas medidas, o primeiro modelo da Intruder 125 conta com 1,94 metros de comprimento, 0,8 m de largura e 1,1 m de altura, com entre-eixos de 1,28 m.

O peso da motocicleta de entrada da Suzuki é de 107 kg a seco.

A primeira leva da Suzuki Intruder 125 chegou por aqui custando cerca de R$ 4,3 mil, disponível nas cores azul, preto e vermelho.

Suzuki Intruder: versões, anos, motores, consumo (e detalhes)
Suzuki GN 125

Mesmo com boas qualidades, a Suzuki Intruder 125 demorou para conquistar os olhares dos consumidores brasileiros. Ela causou certa estranheza justamente por ser diferente das demais.

Muitos enxergavam a motocicleta como um modelo de visual antigo, mas não “clássico”.

O grande boom aconteceu em meados de 2007, quando o mercado brasileiro de motocicletas também sofreu um grande crescimento.

As primeiras grandes mudanças da Intruder 125 surgiram na linha 2007, anunciada em maio de 2006.

Única representante “custom” na categoria de motos 125 cc, o modelo japonês recebeu pequenos aprimoramentos no conjunto mecânico para deixa-lo mais potente e eficiente. Além disso, a motocicleta recebeu novas opções de cores.

Entre as novidades, o propulsor 125 cc adotou novas borboletas e calibragem do carburador, que renderam um aumento de 1 cavalo na potência final. Houve ainda a introdução do sistema de redução na emissão de poluentes, batizado de “PAIR”.

Com isso, o modelo passou de 11,5 cv, a 9.500 rpm, para 12,5 cv numa rotação mais baixa, a 8.500 rpm. O torque também ficou ligeiramente menor, indo de 0,82 kgfm para 1,19 kgfm, a 8.000 rpm (ou 500 rpm mais cedo).

Tais mudanças foram essenciais para resolver parte de um dos principais problemas da motocicleta da Suzuki: a dificuldade na retomada de velocidade.

O motor passou a responder numa rotação menor, deixando a motocicleta mais esperta e também mais econômica.

No dia a dia, essas alterações representam melhorias na condução, deixando a moto mais gostosa de pilotar, com melhores retomadas de velocidade e menor consumo de combustível. Durante testes, a Intruder 125 chegou a registrar médias de consumo de 33 km/l.

Por R$ 5.375, a Intruder 125 2007 podia ser adquirida nas novas cores azul escuro, verde e vermelho, além do preto que já era oferecido anteriormente.

Na linha 2012, a motocicleta recebeu novos aprimoramentos mecânicos para atender às exigências do Promot 3.

Ganhou um novo carburador Mikuni BS25 com TPS (sensor de posição da borboleta do acelerador) e sistema de escape com catalisador, que reduziu os números de potência e torque. Passou de 12,5 cv, a 8.500 rpm, para 11 cv, a 9.000 rpm, e de 1,19 kgfm, a 8.000 rpm, para 0,98 kgfm, a 7.000 rpm.

Desde então, contudo, a Suzuki Intruder 125 seguiu sem grandes mudanças. Ela foi descontinuada em maio de 2007 para abrir espaço para a Haojue Chopper Road 150, também importada pela J Toledo, que tem proposta parecida com a da Intruder 125 e hoje custa R$ 7.587.

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Leonardo Andrade

Leonardo Andrade

Leonardo atua no segmento automotivo há quase nove anos. Tem experiência/formação em administração de empresas, marketing digital e inbound marketing. Já foi colaborador em mais de sete portais do Brasil. Fissurado por carros, em especial pelo mercado e por essa transformação que o mundo automotivo está vivendo.

  • Renato Alves

    O que essas motos (linhas 125 e 150) tem de feia tem de boa.

    • Piston head

      Ainda sim mais agradáveis que uma CG. É um estilo vintage meio barateiro mas não é ruim.

      • klaus

        uma moto muito interessante

      • Geruzzus Filho

        Resistentes elas são, é muito! Mas… essas 125 e 250, dizer que são feias é ser generoso.
        Prefiro a CG sem pestanejar.

    • Silvio

      Por aqui tem centenas sendo utilizadas pelo Correio.

    • Fabio Hist

      Feio é tu.

  • vi.22

    As motos Suzuki são mto boas e bem acabadas, além de resistentes, dificilmente vc vê uma Suzuki fumando ou batendo, o problema é o Pos-venda , a JToledo e n administrou a marca como deveria…

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