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Suzuki Jimny perde espaço na Europa por conta da legislação ambiental

Suzuki Jimny perde espaço na Europa por conta da legislação ambiental

As novas regras de emissão de CO2 na Europa estão colocando alguns produtos fora do catálogo e o Suzuki Jimny é um deles. Com média de 95 g/km, as marcas deverão ficar neste limite se não quiserem pagar multas milionárias.


No caso da Suzuki, isso significará mais carros de passeio e utilitários esportivos hibridizados para ficar dentro do limite. A marca japonesa até lançou mão do Toyota RAV4 como Suzuki Across para cumprir essa meta.

Contudo, mesmo assim, alguns produtos não se encaixam nos limites, como o Suzuki Jimny, que ficará de fora de alguns mercados do continente por não atender os requisitos europeus.

Suzuki Jimny perde espaço na Europa por conta da legislação ambiental

O problema do pequenino jipe japonês é que seu conjunto mecânico tem emissão de CO2 muito acima da média. Usando o motor K15B, que é o mesmo 1.5 usado no Jimny Sierra brasileiro, ele envia à atmosfera 154 g/km com câmbio manual. Se for automático, isso vai para 170 g/km.

Mesmo com iniciativas como híbrido leve para modelos como Ignis e Swift, a Suzuki não tem como fechar a conta para encaixar o Jimny no grupo.

Suzuki Jimny perde espaço na Europa por conta da legislação ambiental

Os utilitários esportivos Vitara e S-Cross, assim como o Swift Sport, tiveram que adotar o sistema de 48 volts para um MHEV mais sofisticado, a fim de baixarem as médias.

A Suzuki diz que a economia de combustível chega a 15% e a redução na emissão alcança 25%, sendo satisfatória nesse caso. O Across utiliza a versão plug-in hybrid do RAV4 para reduzir enormemente a emissão e ajudar o portfólio da marca.

Suzuki Jimny perde espaço na Europa por conta da legislação ambiental

Já o Suzuki Jimny, infelizmente, não possui qualquer versão eletrificada, nem mesmo no Japão, onde no máximo usa um motor de três cilindros 0.66 com turbocompressor em sua versão kei car.

A única saída técnica para o Jimny seria o uso de um sistema micro híbrido de 12V ou 48V. Como isso não parece estar nos planos da Suzuki (deveria…), a saída será enquadrá-lo como um comercial leve categoria N1 na Europa, ficando assim livre do limite.

[Fonte: Autocar Índia]

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • 4lex5andro

    Jimny novo?
    Pode mandar pra o Brasil, Suzuki.

    • BlueGopher

      Já mandou.
      É só ir em uma concessionária e comprar

    • zekinha71

      Já mandou e está vendendo bem, quase a metade do antigo e olha que a diferença de preço é significativa.

  • cobaiao

    Moscou ein Suzuki, já não bastava os resultados mediano no Euro NCAP, mais essa. Querendo ou não, atualmente o jipinho é um forte carro de imagem para a marca.

  • JFX

    Só jogar um motor 1.0 turbo no lugar desse 1.5 que o problema está resolvido.

    • Cromo

      Acho q ajuda mas não resolve.

      • Victor Freire

        até há em alguns países. suécia e reino unido tem oferta de e85, não sei se outros.

    • Pedro Santos

      Pois é, um projeto recente desses já deveria ter vindo com um turbinho!
      E não vamos esquecer do câmbio simplório de 4 marchas (q não ajuda na economia)

      • konnyaro

        Segundo a própria Suzuki, foi escolhido o motor 1.5 porque é robusto e pensado para aqueles mercados onde a manutenção não é lá essas coisas, tipo confins da América do sul ou africa, onde combustível e lubrificantes de qualidade, assim como peças de reposição de qualidade são difíceis de conseguir.
        Para o nicho onde o jipinho se enquadra, em termos de prioridade, confiabilidade e robustez vem antes do consumo de combustível

        • cerberos

          cagada mostruosa da suzuki, gastou os tubos em desenvolvimento e homologação para lançar um carro novo que um ano depois não pode vender pois o motor está defasado pela legislação e olha que gastou criando um motor novo. tivesse criado um 1.0 turbo com hibridação leve.

  • Cromo

    É impossível q um carro off-road seja tão eficiente qto um on-road, mas os critérios são os mesmos.

    • konnyaro

      Só em aerodinâmica e perdas na transmissão o Jimny perde muito comparado com um caro de passeio. Para aquele que roda apenas em estradas boas não se justifica ter um jipinho raiz, a não ser que queira apenas ser poser e não liga para os gastos a mais que teria que arcar.
      O negócio dele é estrada ruim de verdade, onde com pneus de trilha e uma preparação adequada poderia passar em lugares onde o wrangler ou o novo bronco ficariam atolados devido ao alto peso, ou impossibilitados de passar devido a largura.

  • Cromo

    Eu penso q a melhor solução para um carro como o Jimny seria um sistema e-Power, como nos Nissan. Com um conjunto motor-gerador e 4 motores elétricos, um por roda, o carro seria muito econômico e a capacidade off-road seria até melhor. Motores elétricos são muito superiores aos a combustão para fazer as rodas girarem, e isso se torna mais evidente no off-road.

    • Zé Mundico

      Tá, mas quem vai pagar o custo dessa parafernália toda?
      Compensaria para o freguês bancar tudo isso só para brincar na lama nos fins de semana? Eu acho que não, e a Suzuki também sabe disso….rsrsrsrs

      • Cromo

        Com esses critérios de poluição, não haverá muitas escolhas.

  • Vinícius

    O Wrangler tem versões PHEV e MHEV, só faltou a Suzuki adequar ele a cada mercado

  • Baetatrip

    ….Chegou essa notícia…… Desde fim do ano passado eu sabia que ia “sair de linha” na Europa….
    Por causa de “taxa” de emissão…..
    Como vende aqui no BR… Temos 27% de alcool na gasolina que polui menos que o resto do mundo!
    Alcool tem grande octanagem…!

  • Edinaldo_Tapica

    Pensar que em 2002 meu antigo Fiesta Amazon já tinha essa taxa de emissão no Zetec Rocam (95g/km), segundo folhetos técnicos da época. Ou seja, pelo menos entre os carros não-híbridos em quase 20 anos não houve praticamente nenhuma evolução em emissões…

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