História Motos Suzuki

Suzuki Yes: história, versões, modelos, consumo, motor (em detalhes)

Suzuki Yes: história, versões, modelos, consumo, motor (em detalhes)
Suzuki Yes

A Suzuki Yes é uma motocicleta da categoria street que estreou para bater modelos como Honda CG 150 Titan e Yamaha YBR 125, lançada em 2004.

Até meados do início dos anos 2000, a Suzuki Motos era conhecida no mercado brasileiro por seus modelos de média e alta cilindrada.


Porém, na tentativa de atingir um público que buscava por motocicletas menores e mais adequadas para o dia a dia. Uma delas foi a Suzuki Yes 125.

A Yes 125 começou a ser vendida no Brasil no fim do ano de 2004.

Para seduzir os consumidores até então acostumados com as motocicletas das também japonesas Honda e Yamaha, a Suzuki trouxe um modelo com boas características.


Entre elas, um visual interessante para a época e recursos como rodas de liga-leve, freio a disco dianteiro, partida elétrica e painel de instrumentos com marcador de combustível.

Já vamos adiantar que a Suzuki Yes com motor de 125 cc durou cerca de sete anos no mercado brasileiro. Durante todo esse tempo, foi comercializada sem grandes mudanças.

Acabou sendo substituída no fim de 2011 pela Suzuki GSR 150i, um modelo que nada mais era que a antiga Yes, mas com chassi renovado, motor maior e injeção eletrônica de combustível.

Atualmente o catálogo da Suzuki é composto somente por motocicletas de média e alta cilindrada.

A moto mais barata da marca japonesa à venda no Brasil é a naked Suzuki SV 650A, que tem preço de R$ 29 mil. Já a topo de linha é a carenada Suzuki GSX-R 1000 ABS, disponível por R$ 74,3 mil.

Lançamento da Suzuki Yes 125 em 2004

Como citamos acima, a Suzuki Yes 125 foi um dos primeiros modelos de baixa cilindrada que integrou parte da linha da Suzuki Motos no mercado brasileiro.

Porém, antes dela, a marca ofereceu a famosa Suzuki Intruder 125, uma motocicleta que era um misto de street e custom e tinha como objetivo atrair aqueles apaixonados pelas estradeiras, mas sem tanto cacife para tal, ou para quem buscava por uma motinha diferenciada para o dia a dia.

Naquela época, o mercado de motocicletas de 125 cc e 150 cc representava mais de 80% da produção e vendas do setor de motocicletas.

Ou seja, para não ficar de fora desse bolo, a Suzuki trouxe a Yes 125.

Ao contrário da Intruder 125, que tinha um visual careta demais, o então novo modelo da marca japonesa apelava para um estilo mais tradicional.

Suzuki Yes: história, versões, modelos, consumo, motor (em detalhes)

Na realidade, o pessoal da Suzuki também resolveu ousar um pouco com a Yes 125. Ela buscou inspiração nas motocicletas tipo naked de alta cilindrada da gama, com formas mais esportivas para agradar especialmente os mais jovens.

Tanto é que a Yes chegou equipada de fábrica com rodas de liga-leve, vários grafismos, opções de cores chamativas, entre outros.

A primeira Yes 125 foi lançada no mercado com preço de R$ 5.494, nas cores azul, vermelha e preta.

Para efeito de comparação, a Yamaha YBR 125 ED (com partida elétrica) custava R$ 5.875, enquanto a Honda CG 150 ESD podia ser encontrada por R$ 6.232.

Começando pela parte estética, a Suzuki Yes 125 conta com um farol principal em formato arredondado, ladeado pelos piscas de cor alaranjada.

Logo acima, o painel de instrumentos em uma peça separada. A bengala tem um formato tradicional, com o direito a uma peça central com o nome “Suzuki” logo abaixo do farol.

Há também um para-lama proeminente e roda de liga-leve de cinco raios duplos lembrando uma estrela.

Visto de lateral, nada muito surpreendente. Porém, ainda assim a Yes 125 parecia estar um passo a frente de suas rivais da mesma época.

O tanque tem formato tradicional, sem aletas laterais envolvendo as bengalas ou nada do tipo, mas com direito a um recorte especial para encaixar os joelhos do piloto. O destaque ficava pelo grafismo exclusivo logo abaixo do nome da marca.

Interligado a ele está a carenagem lateral que esconde a bateria, o filtro de ar e outros componentes.

A rabeta tem formato tradicional, mas o bagageiro com as alças para o garupa destoa um pouco o conjunto, fazendo com que a Suzuki perca um pouco a sua ideia de transmitir maior esportividade.

Há também um assento em dois níveis que acompanha a linha do tanque.

O painel de instrumentos da Suzuki Yes 125 é outro item que fazia da street uma motocicleta um pouco a frente de suas rivais.

Ele tem acabamento imitando aço escovado e instrumentos analógicos em formato circular, incluindo o velocímetro, conta-giros e marcador do nível de combustível.

Outro recurso que faz parte do conjunto é o indicador de marcha, algo indisponível até hoje em muitas motos do segmento.

Além disso, a Suzuki chamava a atenção por outros recursos interessantes, como o sistema que impedia o motor de ligar com a primeira marcha engatada e o cavalete lateral acionado.

Isso ajuda os mais desavisados que sempre saem com o “pezinho” baixado.

A motocicleta tem uma posição de pilotagem confortável.

Porém, os mais acostumados com alguma YBR ou CG podem sentir certa estranheza devido ao guidão mais plano e estreito, fazendo com que o motociclista tenha que inclinar o corpo ligeiramente para a frente.

Ou seja, outro ponto em que a Suzuki Yes se inspirou nas motos esportivas.

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Na motorização, um monocilíndrico, OHC, quatro tempos, refrigerado a ar, de 125 cm³.

Ele é alimentado por um carburador Mikuni VM22 mecânico e consegue desenvolver 13 cavalos de potência, a 8.500 rpm, e 1,15 kgfm de torque, a 7.000 giros.

O propulsor está associado a um câmbio de cinco marchas e transmissão final por corrente.

Ela conta com suspensão dianteira com garfo telescópico amortecido a óleo e suspensão traseira com balança amortecida a óleo com cinco regulagens, freio dianteiro a disco de acionamento hidráulico por pistão duplo e freio traseiro a tambor e rodas de 18 polegadas.

Nas dimensões, são 1.945 mm de comprimento, 735 mm de largura e 1.070 mm de altura, com entre-eixos de 1.265 mm, distância do solo de 160 mm e altura do assento do 735 mm.

Ela pesa 112 quilos e o tanque de combustível tem capacidade para 14 litros.

Mudanças nas linhas da Suzuki Yes 125

Desde que foi lançada no mercado nacional, a Yes 125 recebeu poucas mudanças.

Entre elas, a Yes 125 2007, que chegou em março de 2006, recebeu novos piscas com lâmpadas mais leves e de melhor contato elétrico, com sistema antivibração do filamento, refletor metalizado, vedação aprimorada e uma lente mais resistente e redesenhada.

Além disso, a Suzuki EN125 Yes 2007 ganhou uma nova cor prata, que se juntou ao catálogo composto pelos tons azul, vermelho e preto.

Os grafismos também foram redesenhados. Na época, a Suzuki anunciou a novidade com preço sugerido de R$ 5.758.

No ano seguinte, a Suzuki EN125 Yes ED 2008, que estreou em agosto, passou a contar com punhos iguais aos das motocicletas maiores da Suzuki, com botão de seta com o sistema push-off e afogador posicionado no punho, além de manoplas mais confortáveis.

No visual, os grafismos mudaram e foram inspirados nos da Suzuki GS500E. Ela menteve o seu preço de R$ 5.758.

Naquela época, o modelo surpreendeu a Suzuki devido a boa aceitação por parte do público. A street fechou o ano com uma média de cerca de 3,7 mil unidades vendidas por mês.

Um número bastante expressivo num segmento tão acirrado. Ela conseguiu se posicionar como a sétima moto mais vendida do Brasil.

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Já em 2009, para atender a medida provisória nº 460 de 1 de abril de 2009, que determinava a suspensão da cobrança de Cofins com taxa de 3% para motos, a Suzuki reduziu os preços de suas motocicletas.

No caso da Yes 125, ela passou a ser vendida com preço de R$ 5.034 a vista ou zero de entrada e 48 parcelas de R$ 199.

Em 2010, a Suzuki lançou a Yes 125 2011 com pequenas novidades. A maior alteração foi a adoção do carburador Mikuni à vácuo modelo BS25, substituindo o VM22, para reduzir as emissões de poluentes.

Porém, a moto ficou mais “fraca”, com 12 cv a 9.000 rpm e 1,14 kgfm a 6.000 rpm (contra os 13 cv e 1,15 kgfm da anterior).

A Yes 125 ED 2011 nas cores azul, prata, preto e vermelho podia ser encontrada por R$ 6.250.

Chegada da Suzuki GSR 150i em 2011

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A Suzuki não assumiu logo de cara, mas o lançamento da GSR 150i veio para “matar” a Yes 125 no mercado brasileiro.

O modelo era praticamente idêntico à street com motor menor, mas com direito a um motor mais potente e com injeção eletrônica, câmbio de seis marchas, painel de instrumentos digital e um preço ligeiramente mais alto, de R$ 6.829 (contra os R$ 6.500 cobrados pela Yes 125 na época).

Anunciada em agosto de 2011, a nova Suzuki GSR 150i conta com um chassi totalmente novo e um motor de 150 cm³.

Este propulsor é um monocilíndrico de 149,5 cm³, OHC, com duas válvulas e arrefecimento a ar, que desenvolve os mesmos 12 cv, mas a 8.000 rpm, e 1,08 kgfm de torque, a 6.000 rpm. Junto a ele está um câmbio de seis marchas.

Outro diferencial do modelo era a suspensão traseira com ajuste manual da pré-carga da mola, que permite deixar a suspensão mais leve ou mais rígida na hora de transportar um garupa ou carga.

No visual, a GSR 150i é muito parecida com a Yes 125, mas com direito a um acabamento mais esmerado, com uma nova tampa de combustível tipo aviação, pedaleiras do piloto articuladas, bagageiro em alumínio, retrovisores cromados e tampa do cabeçote do motor cromada.

O painel de instrumentos oferece um display em LCD com o hodômetro total e parcial, além do indicador de marcha.

Por se tratar de uma moto injetada, passou a contar também com uma luz indicadora de falha no sistema de injeção.

Ela estreou nas cores preto, prata, amarelo e vermelho.

A Suzuki GSR 150 foi comercializada no mercado brasileiro até o segundo semestre de 2018.

Hoje a marca chinesa disponibiliza somente motocicletas de alta cilindrada, sendo que os modelos de baixa cilindrada agora são ofertados pela Haojue.

Suzuki lança nova GSR 125 em 2012

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Foi em 2012 que a Suzuki realmente decretou o fim da Yes 125. No lugar, passou a oferecer a nova linha GSR 125, disponível em duas versões.

O modelo mais acessível tinha farol circular e preço sugerido de R$ 5.990. Já a GSR 125 S, com carenagem frontal, podia ser encontrada por R$ 6.490.

Na realidade, a Yes 125 abandonou a linha de produção em 2017, juntamente com diversas outras motocicletas da linha da marca.

Porém, por ser um modelo mais moderno e com preço equivalente, a GSR 125 acabou ocupando o lugar de sua antecessora desde o início.

Esta nova Suzuki GSR 125 também era baseada na Yes 125, tendo o banco, tanque de combustível, piscas, para-lamas dianteiro e traseiro e tampas laterais idênticos aos de sua antecessora.

Contava com um motor de 125 cc com injeção eletrônica de 10,87 cv – mais fraco que o da antiga Yes para se adequar às novas leis de emissão.

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Nos demais destaques, a nova GSR 125 oferecia suspensão traseira com amortecedores a gás com duas regulagens, painel de instrumentos herdado da GSR 150i ou painel exclusivo com velocímetro digital na GSR 125 S, entre outros.

No caso da GSR 125 S, havia ainda moldura no farol, carenagem na parte inferior do motor, além do já citado painel de instrumentos com conta-giros analógico e velocímetro digital.

Para frotistas, a Suzuki chegou a oferecer a nova GSR 125 em uma versão para o transporte de carga capaz de transportar até 20 quilos de bagagens na parte traseira.

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Leonardo Andrade

Leonardo Andrade

Leonardo atua no segmento automotivo há quase nove anos. Tem experiência/formação em administração de empresas, marketing digital e inbound marketing. Já foi colaborador em mais de sete portais do Brasil. Fissurado por carros, em especial pelo mercado e por essa transformação que o mundo automotivo está vivendo.

  • Yuri Lima

    Sempre quis saber qual a finalidade e como funciona esse “copinhho” junto do amortecedor traseiro da Suzuki.
    Como é?

    • Marcelo Tavares

      Gas

  • Eloy Vanzella

    tive uma 2005 q comprei 0km. 3 anos depois com pouco mais de 50 mil km, dei a moto p um amigo…

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