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Tanques de origem soviética podem ser comprados a partir de US$ 50 mil

tanque-t72 Tanques de origem soviética podem ser comprados a partir de US$ 50 mil

Tanques de guerra de origem soviética geralmente são vistos pela TV ou em filmes e documentários. No entanto, para quem tem algum dinheiro, um blindado movido por lagartas e com uma torre giratória – dotada de um poderoso canhão de alma raiada – pode ser possível na garagem.

Desde o fim da URSS, o comércio de blindados e outros equipamentos militares do país e das ex-repúblicas do Pacto de Varsóvia é algo bastante comum na Europa do Leste e Rússia. Neste último, uma pessoa comum pode adquirir um tanque ex-soviético em vários estados de conservação e por preços igualmente distintos. Um T-72 (foto acima), tanque considerado pesado, custa em torno de US$ 400 mil.

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Mas por valores muito menores, pode-se levar os mais antigos T-34 por US$ 230 mil ou T-62 (acima) por US$ 100 mil. Ainda existem tanques mais baratos, dependendo naturalmente do estado e modelo. No país, pode-se também adquirir helicópteros MIL e caças de combate MIG-21 ou 23, entre outros.

No entanto, se os preços russos parecem assustar mais que a mira dos tanques ofertados, fora do país as coisas são bem mais fáceis e baratas. A República Tcheca é considerada o melhor local para aquisição de equipamento militar ex-soviético. Lá, o mesmo T-72 sai por “apenas” US$ 50 mil. E mais, o comprador recebe em qualquer lugar da Europa. Se morar nos EUA, por exemplo, o frete chega a US$ 30 mil. Blindados menores, veículos militares comuns e outros equipamentos, saem muito mais em conta.

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Regras

Mesmo com dinheiro na mão, as compras de veículos bélicos como o T-72 (em alguns casos podem ser feitos até pela internet), o comprador precisa de uma série de documentos e licenças, que variam de país para país. Na Rússia, um interessante certificado é necessário para declarar que o bem adquirido não possui valor cultural. Sem isso, nada de compra. Nos EUA, formulários específicos são igualmente obrigatórios para a entrada de material bélico estrangeiro.

As restrições também são enormes, começando pela desmilitarização do veículo, retirada de equipamento eletrônico de uso exclusivo das forças armadas, retirada de munição, autorização para transporte de um local para outro, proibição de circulação em vias públicas, entre outros. A manutenção também tem custo elevado, assim como a restauração, já que muitos compram para recuperar, especialmente veículos mais raros.

No Brasil, o Exército sempre promove leilões de veículos militares, em especial viaturas de patrulha e transporte. Em 2007, por exemplo, um caso diferente ocorreu. O antigo fabricante de blindados, a Bernardini, faliu em 1995 e seus ativos foram vendidos em leilão. Um tanque Tamoio III, por exemplo, foi à leilão e chegou a ter lance de R$ 125 mil, mas o proprietário decidiu pela doação ao EB, que suspendeu a venda.

[Fonte: G1]

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