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Tata Altroz mostra que indiana segue firme em estilo inovador

Tata Altroz mostra que indiana segue firme em estilo inovador

A Tata Motors usou o Salão de Genebra para mostrar algumas propostas futuras para sua gama de produtos, que vem evoluindo rapidamente nos últimos anos. Apostando no segmento de hatches compactos, a indiana revela o chamado Altroz, nome alusivo ao pássaro albatroz, segundo a marca.


O novo modelo, apresentado na forma de protótipo, deverá chegar ao mercado indiano nos próximos meses, sendo feito sobre a plataforma Alpha, uma estrutura atualizada para os próximos carros da marca. O Tata Altroz, no entanto, chama atenção por seu estilo inovador, que aposta em vincos bem acentuados na frente e traseira, dando a impressão de um carro maior.

Tata Altroz mostra que indiana segue firme em estilo inovador

Entretanto, o Tata Altroz tem porte de Fiat Argo. Medindo 3,988 m de comprimento, 1,754 m de largura, 1,505 m de altura e 2,501 m de entre eixos, ele entra na faixa de tamanho que possui importantes incentivos fiscais na Índia. O hatch aposta em vincos bem acentuados nas laterais, que descem em direção às portas dianteiras, parecem ampliar a área envidraçada.


No entanto, essa impressão é falsa, visto que se trata apenas de um acabamento extra sobre as portas. Na verdade, a linha de cintura é mais elevada. As maçanetas das portas traseiras são embutidas nas colunas C. Com colunas A sobre o eixo dianteiro, o capô ficou menor com o avanço do para-brisa.

O Tata Altroz vem com faróis duplos com projetor no facho baixo e pisca comum integrado. O conjunto ótico incorpora uma interessante grade estilizada. Abaixo, o para-choque incorpora faróis de neblina com luzes diurnas em LED. O protetor tem grande entrada de ar central e pequenas aberturas nas laterais.

Tata Altroz mostra que indiana segue firme em estilo inovador

Na traseira, o Tata Altroz chama atenção pelo corte abrupto no desenho da tampa do porta-malas e lanternas, que lembra vagamente alguns projetos de carros dos anos 80. O conjunto ótico com lentes escurecidas e a parte superior da tampa formam um conjunto de cor preta, enquanto a pare inferior segue a cor da carroceria junto com o para-choque.

Se por fora o Tata Altroz chama atenção pelo estilo, por dentro ele é bem simples, sendo muito parecido com os compactos recentes da marca, tendo painel com difusores de ar dourados, cluster análogo-digital, volante multifuncional, tela de multimídia destacada e comandos de som e climatização simples.

Tata Altroz mostra que indiana segue firme em estilo inovador

Na mecânica, o Tata Altroz iniciará a carreira com o propulsor Revotron 1.2 Turbo de 102 cavalos e 14,3 kgfm entre 1.750 e 4.000 rpm. O câmbio é manual de seis marchas. Já a versão elétrica tem autonomia de até 300 km, sendo 80% de carga rápida em uma hora. O interior do Altroz EV é mais futurista, por ser um conceito, tendo display para ar condicionado e acabamento melhorado.

Tata Altroz – Galeria de fotos

Tata Altroz mostra que indiana segue firme em estilo inovador
Nota média 5 de 5 votos

  • Tosca16

    Bonito, o que me faz pensar seriamente se somente aqui, no Lisarb, não conseguiríamos ter uma fabricante 100% nacional e com projetos interessantes.

    • Fernando Bento Chaves Santana

      Aqui só investe em Boi, Soja e Títulos de dívida do governo.

      No final das contas o professor do Gurgel é que estava certo: “Gurgel, carro é algo que não se fabrica, carro se compra”

      • zekinha71

        Mas aqui é só pensar em abrir uma empresa que os sócios ocultos (governos e sindicatos) já vão pra cima querendo a parte deles.
        Tem várias empresas estrangeiras indo embora, pois além dos “sócios” tudo tem que pagar propina, licenças inimagináveis, parece que depois da Lava Jato a coisa piorou.

        • Fernando Bento Chaves Santana

          Desde o sec. XIX só o Estado tem condição de promover desenvolvimento industrial, com investimento em pesquisa e financiamento a longo prazo e estratégias para tornar os produtos competitivos no mercado internacional, foi assim com os EUA, com a Alemanha, Japáo, Coreia e China. Aqui o Governo está comprometido em financiar os bancos locai com rolagens de dívidas.

        • Edinaldo_Tapica

          Pois é, nesta seara Carlos CAOA tem expertise, cadê a marca dele?

    • zekinha71

      Mas quando aparece um, quer logo fazer esportivo, com preço de Veyron, ou querem fazer carro compacto de fibra de vidro com preço de carro médio ou grande.
      É só ver os preços de Buggy e similares.

      • Fernando Bento Chaves Santana

        Mas é mais fácil fazer produto de nicho, sem concorrência, com preços altos e volumes baixos. Fabricar carro em escala industrial não é coisa para amadores. Penso que o erro mais grave da Gurgel por exemplo, foi abrir mão dos jipes para apostar tudo em um projeto de carro popular que não tinha menor condição de ser competitivo com o mercado daquela época. Tivesse a Gurgel mobilizado seu know-how para evoluir o X-12 com motor VW e pequeno jipe poderia ter chegado até os anos 2000.

    • Fabian Almeida

      Conseguir criar uma fabricante consegue. O problema é que as grandes fabricantes vão eliminar a concorrência com ajuda do próprio governo, como sempre fez.

    • Fabian Almeida

      Conseguir criar uma fabricante, o país consegue. O problema é que as grandes fabricantes vão eliminar a concorrência, como sempre fizeram. Penso que se a estratégia chinesa fosse usada aqui, de uma empresa estrangeira ser obrigada a se associar com uma local, a história seria outra.

    • Louis

      CAOA está tentando, quem sabe ele não comece a fazer projetos próprios. Mas, sinceramente, acho que mesmo se criassem uma empresa nacional, não faria muita diferença no mercado.

      • Fernando Bento Chaves Santana

        Eu também estou animado com a iniciativa da CAOA, mas devemos ser realistas. O grande ativo da CAOA é sua competente e abrangente rede de distribuição no mercado brasileiro. Os fracassos da operação solitária da Chery e a estagnação e inanição da PSA em 20 anos de atuação local mostraram que não é possível desbravar o mercado brasileiro com sucesso sem estruturar uma boa rede de distribuição ou sem fazer sociedade com quem possa fazê-lo.

        A CAOA não tem condições de financiar o desenvolvimento de projetos e tecnologia próprios – e sem tecnologia e projetos próprios não há industria independente. E ainda que o fizesse o mercado interno brasileiro não teria volume suficiente para escala industrial atualmente exigida pela industria automotiva. A CAOA precisaria exportar e para tanto teria que ter capital para desenvolver uma rede de distribuição em outros mercados. E isto é investimento para titãs.Assim o máximo que a CAOA poderá fazer é, tal como a Vemag fez nos anos 60, licenciar patentes estrangeiras para explorá-las por aqui.

        Assim o futuro da CAOA é ser parceiro ou sócio de empresas estrangeiras para atuar no mercado interno brasileiro. E o futuro da CAOA-Chery, mantida a atual conjuntura, é ser absorvida pela Chery Internacional ou pela empresa que um dia venha comprar a Chery. Pois é importante lembrar que a Chery é uma empresa reativamente pequena no universo chinês.

        • Jr

          A Chery é a sétima montadora chinesa, números de 2018 e maior exportadora de carros chineses por vários anos consecutivos, vale lembrar que ela é estatal como a maioria das montadoras chinesas, não creio que o governo permita a venda dela para uma empresa estrangeira, a tendência é que com o tempo o mercado chinês não cresça a dois dígitos como vem crescendo, e isso é obvio que vai acontecer um dia, o que o governo chinês vai fazer é começar a fundir essas empresas estatais para diminuir o numero de montadoras, creio que no futuro não muito distante teremos entre 7 e 10 montadoras chinesas, quanto a CAOA eles já disseram que não tem interesse em fazer um carro totalmente nacional, ele não tem dinheiro para isso, mas que o objetivo deles é se envolver mais com os projetos da chery desde o começo e não só tropicalizar os carros da mesma, e isso foi um pedido dos próprios chineses, ou seja, a tendência é que a chery passe a fazer carros mais ao gosto dos brasileiros, só topicalizar os mesmo resolvem muitos problemas do original feito para o mercado chinês e para o gosto do consumidor chines, mas não todos.

        • Tosca16

          Chery é a maior exportadora da China por uns 15 anos seguidos, porque sendo estatal teve muita ajuda com alguns mercados no passado, tipo oriente médio, e agora com estas joint-ventures está crescendo em demais mercados, fora que já tem participação considerável em países como Rússia e Chile.

          • Jr

            Considerável se formos olhar o resultado das outras chinesas, mas creio que ela não esteja nem entre o top 10 em vendas nesses países a que chega mais perto dela é a JAC. Um chinesa que gostaria de ver no Brasil e acho que com um parceiro certo faria muito sucesso seria a HAVAL, os SUV dela são lindos. Sorte dos andinos que podem contar com ela em seus mercados

            • Tosca16

              Não está no top 10, fato, mas vende relativamente bem, sendo em alguns mercados até mais pulverizados que o nosso a marca de origem chinesa de maior venda. No Chile por exemplo, se não estiver enganado é a marca de origem chinesa mais vendida, na Argentina proporcionalmente vendia mais que a Chery aqui antes da Caoa, e outros mercados o Tiggo3 (nosso antigo TiggoFL no atual facelift) vende bem, junto do Tiggo5 que não tivemos em nosso mercado, e um ou outro modelo mais antigo, tal como E3 (Arrizo3 no mercado Chileno).

            • Tosca16

              Em números no mercado chinês a marca ainda patina, mas vi matéria que é o 18° mês seguido de aumento nas vendas, e modelos como Arrizo5 e Tiggo7 são responsáveis por isso. Agora quanto a prestígio no mercado, estão longe de marcas como Geely, dona da Volvo. E quanto a JAC, em números me recordo da JAC ser forte em caminhões leves e médios, em automóveis não sei, mas fora China a JAC é menor que a irmã Chery.

            • Fernando Bento Chaves Santana

              Bem que a Souza Ramos poderia trazer a HAVAL

    • Edinaldo_Tapica

      O que me intriga é a Tata não ter um programa expansionista. De mercado emergente tem expertise. Não bastasse já ter uma rede e fabrica no Brasil (LR, Jaguar), tem um lineup que se encaixa no mercado brasileiro.

      • Tosca16

        Acho que nem os indianos entendem ou querem se dá ao luxo de entender a joça que é nosso mercado, mas de jabiracas e carros igualmente baratos quanto aos nossos poderia vender de mala e cuia aqui. Mas seria muito mais fácil algo alá Renault e Dacia, vendendo com a marca mais famosa ou menos de baixo custo os projetos da marca de baixo custo do grupo, mas nisso a Tata não tem como desovar aqui sem ser com sua marca própria. Mas eu pensaria seriamente, JLR na China tem parceria com a Chery, numa destas nacionaliza alguns Tata com marca de Caoa Chery, empurra aqui e vende do mesmo jeito. Porque não um novo QQ ser de origem Tata? Não seria nenhum absurdo.

        • Edinaldo_Tapica

          Mas pelo que eu entendo, a Chery tem mais engenharia e inclusive vende powertrain pra outras marcas (Acteco) que a Tata. Sei não tosca, acho que o lineup é bem coerente. Aparentemente este carro da postagem se alinha com Onix nas versões mais baratas e com o Polo nas mais caras. O mercado brasileiro deve sofrer muito lobby mesmo, porque tudo de novo vem através da CAOA (Renault nos anos 90, Hyundai, e agora a Chery). O Rota 2020 poderá ajudar numa eventual vinda da Tata?

          • Tosca16

            Talvez sim, mas não vejo movimentações da marca.

      • Fernando Bento Chaves Santana

        A Tata está preocupada em se consolidar no seu mercado doméstico. Há algum tempo dei uma fuçada no forum indiano team-bhp e no indianautosblog e segundo algumas reportagens o opiniões de frequentadores destes espaços a imagem da Tata ainda não é bem vista na India, pois:
        -A rede de distribuição ainda não é tão ampla quanto a de concorrentes como a Mahindra e e Maruti-Suzuki
        -A Tata ainda tem uma imagem ruim em boa parte graças aos problemas dos primeiros Indica e Indigo, mas a qualidade melhorou pois a empresa vende relativamente bem para frotistas.
        -O estigma de “carro de pobre” do Tata Nano foi mais prejudicial a imagem da Tata do que os defeitos mecânicos apresentados pelo carrinho. Assim ter um Mahindra ou um Suzuki-Maruti da mais “status”.
        -A estética minimalista dos Tata, pensada pelo antigo estúdio I.de.A, parceiro da Tata de longa data não agradou aos indianos (design minimalista não da certo em país periférico)

        A empresa aposta principalmente no SUV Harrier para melhorar sua imagem no mercado doméstico. E as primeiras impressões da mídia local são boas.

  • vi.22

    um belo exemplo de carro onde o design foi feito com bastante atencao em todos detalhes…

  • CanalhaRS

    Muito bonito. Ousadinho…
    A Tata quer sair do lugar comum…que bom.

    • 4lex5andro

      Desde quando comprou a Jaguar, a fabricante asiática já demonstrou que pode ir além e se consolidar no mercado europeu.

      Com o know-how britânico, a tendência é apresentar modelos cada vez melhores.

  • zekinha71

    Gostei do verde, taí um carro com um desenho bonito, original que não lembra nenhum outro.

    • Sedici

      Que o desenho é bonito eu concordo, tambem curti. Mas lembra outros carros sim, a frente remete ao C4 Lounge “remenstilizado” e a lateral nao tem como nao lembrar do Fit / WR-V

    • 4lex5andro

      Um pouco, esse Tata Altroz lembra vagamente o Chery Cielo hatch, mas nada acintoso, ficou um estilo bem resolvido e com personalidade.

  • Fernando Bento Chaves Santana

    A Tata evolui a olhos vistos. Em poucos anos terão condições de ir para outros mercados de maneira estruturada e com foco em volume. Hoje sua presença em alguns mercados europeus é bem pontal e até mesmo experimental.

  • Domenico Monteleone

    Olhando esse carro penso: se você não tiver bom gosto para ser inovador, é melhor ser conservador.

    • Vinícius Sza

      O que achou dele ?

  • Foonoslew

    Já Podem colocar a logo da Hyundai e chamar de New HB… Seria outro grande sucesso da marca, certeza!

  • Vinícius Sza

    Mesmo sendo um carro simples é muito bem caprichado. Isso mostra que muitas montadoras “grandes” só são desleixadas porquê querem.

  • Natán Barreto

    O carro em si é bonito, mas algumas soluções são bem cafonas. Poderia muito bem vender no Brasil a um preço decente

  • Rashel Angela

    veja “Green Book” com boa qualidade neste site !! tudo o que existe! clique no blog aqui: QUICKSERIES000.BLOGSPOT.COM

  • Gabriel

    Realmente, parece bem maior do que é, principalmente a vista lateral.
    Não gostei da traseira, de resto ta ok.

    • Jr

      Essa traseira já é uma marca dos TATA, se tirasse ela, o indiano consumidor da marca não iria reconhecer o carro como um tata, é aquela coisa, gosto é gosto, o indiano tem um gosto, o brasileiro outro, mas como a marca é indiana e o carro é para ser vendido para os indianos, a traseira tem que ser essa ai mesmo

  • Peter Bishop

    Bonito. Se viesse a 33k a Tata ia ganhar mercado aqui violento.

  • Mayck Colares

    A traseira me lembrou vagamente aqueles dízimo swift que tínhamos nos anos 90 pelo caimento do teto e pelas lanternas com impressão de interligadas. Mesmo assim é um desenho bem diferenciado.

  • Franco da Silva

    Mas é um Fit isso!

  • Mauricio Ferrari

    Lindo por fora, gostei da traseira, da frente e da lateral. Já por dentro… Ela resolveu não arriscar, e fez um interior totalmente genêrico, sem criatividade e ousadia. Eu possivelmente deixaria de comprar o carro por esse motivo. Por fora promete tanta ousadia, aí você entra e parece que está dentro de um popularzinho como outro qualquer. O interior precisa acompanhar o estilo de fora. O novo 208 conseguiu isso. E olha que eu até achei esse Tata mais ousado que o novo 208 (por fora)

    • Fabão Rocky

      Tbm achei o mesmo. Resumindo: Moderno por fora, simplório por dentro.

  • 4lex5andro

    Salve redação do NA, seguinte falha no texto…

    Se por fora o Tata Altroz chama atenção pelo estilo, (…) tendo painel com difusores de ar dourados, cluster análogo-digital, volante multifuncional, (…) e climatização simples.

    Nesse parágrafo, a expressão em negrito está errada, o certo é cluster analógico e digital, na verdade.

  • Samluzbh

    Cruz credo Ave Maria!

  • V12 for life

    A Tata ta melhorando o design, mas ainda não chegou lá.

  • Rodrigo

    A frente parece um Cruze com terçol

  • Angelo_RSF

    Eu particularmente não vejo a menor vantagem prática em ter um “Fabricante 100%” ….Eu acho puro ufanismo.
    Vários países desenvolvidos ( Canadá, Suíça, Bélgica…) não tem um “Fabricante 100%” . Aqui excluo os fabricantes artesanais que fabricam veículo especiais sobre encomenda…falo de fabricantes grandes.

    O Governo deve incentivar a área industrial mas não perseguir a criação de empresas a titulo de um ufanismo nacionalista. Os Governos PTistas tinham este desejo de criar “Gigantes Nacionais” bancando “Eikes Batistas” da vida e deu no que deu.

    A CAOA , como acionista majoritária da CAOA-Chery e como fabricante licenciada de alguns Hyundais, vejo como já sendo uma Fabricante nacional …o único detalhe é que fabrica produtos projetados por terceiros

  • Dreidecker

    Rapaz, ao menos em design a Tata está investindo bem, com belos resultados como este Altroz, o Pixel e o Tamo Racemo.

  • Marco

    Fico admirado com a evolução da TATA. O design deste carrinho é muito bonito. Penso que se fosse vendido em nosso mercado, tinha tudo para ser sucesso, principalmente se tivesse preço convidativo. Parabéns à TATA.

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