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Tata Motors nega intenção de vender Jaguar Land Rover

Tata Motors nega intenção de vender Jaguar Land Rover

Os modelos Land Rover Discovery SVX e Range Rover SV Coupé foram cancelados. Pelo menos o último teria 999 exemplares numa produção curta, mas com um alto preço. No entanto, o fim dos dois modelos da marca inglesa não estariam ligados diretamente ao Brexit ou mudanças de mercado europeu, mas à situação financeira da JLR.


No último trimestre, a Jaguar Land Rover acumulou prejuízo de £ 3,4 bilhões ou cerca de R$ 16,4 bilhões, expondo a fragilidade das finanças das duas marcas britânicas. A queda de 35% nas vendas dentro do mercado chinês, devido também à localização de suas lojas no país, onde apenas 18% ficam em regiões onde há demanda por luxo, a JLR entrou numa situação difícil no final do ano.

Se essa condição já é, por si só, muito ruim, pior é com um relatório divulgado pela Bloomberg. Por conta dos custos, a Tata Motors, montadora indiana que controla a Jaguar Land Rover, estaria disposta a optar por uma de três alternativas para resolver a questão: vender totalmente os ativos para outro fabricante, ceder uma parte das ações minoritárias ou mesmo buscar um parceiro para reduzir as despesas.

Tata Motors nega intenção de vender Jaguar Land Rover


Rapidamente a Tata se manifestou, dizendo: “Não há verdade nos rumores de que a Tata Motors está tentando se desfazer de sua participação na JLR”. A informação de que conversas em estágio inicial estariam sendo feitas nesse sentido teriam partido de fontes internas.

No mercado, existe a crença de que a Tata Motors quer resolver a situação com as opções acima, mas que estaria relutante em relação a tomar uma decisão. As duas marcas britânicas foram adquiridas da Ford há alguns anos e evoluíram sob o controle da indiana, embora com alto nível de independência, assim como a Volvo em relação à Geely, sendo outra ex-Ford.

Com 4.500 funcionários e fábricas no Reino Unido, onde o Brexit está gerando enorme prejuízo para a montadora, a JLR teve que buscar na Eslováquia um porto mais seguro, tendo ainda a parceira de sempre com a Magna, na Áustria. No Brasil, a operação própria é pequena e provavelmente deficitária, enquanto na Índia e China, possui parcerias com a própria Tata e a Chery, tendo colaborado com ambas em projetos locais.

[Fonte: Bloomberg]

Tata Motors nega intenção de vender Jaguar Land Rover
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  • Alvarenga

    Engraçado como essas marcas são queridinhas da midia e de uma parcela dos consumidores mas nunca dão certo e nenhuma grande quer. Foram pro buraco quando eram proprias, a Ford comprou e ogo se livrou, e agora nem o Indiano milionario as quer mais !
    Talvez seja o preço e o historico de status ou glamour, porque nunca tiveram nada de especial em termos de qualidade.

    • th!nk.t4nk

      A JLR é pequena e dificilmente sobreviverá se continuar assim. O ideal seria que fosse vendida a outra premium, ou fizesse uma joint-venture bem abrangente com alguma delas. O certo é que precisarão fazer algo rápido pra resolver o abacaxi das fábricas ociosas. Também imagino que algum grupo chinês possa aparecer nessa história, se os indianos não derem conta.

      • Cosi fan Tutti

        o Grupo GWM, que tem na marca Haval a liderança de venda em Suvs na China, fez oferta pela Jeep, do grupo FCA. Mas queriam apenas a Jeep, pq eles tem intenção de serem lideres mundiais em Suvs. Ta ae uma opção pra eles levarem a JLR. A SAIC também quando comprou a MG Rover não pode usar à época a marca Rover por ser da Ford, e criaram a tal de Roewe. Quem sabe essa não é a oportunidade pra eles terem a marca Rover em mãos. E também tem a Geely que já tem a Lotus e a empresa de taxis londrinos. Comprador não falta.

        • A SAIC não sabe administrar. Faliu a SsangYong, que hoje, nas mãos da Mahindra, é lucrativa.

          • Cosi fan Tutti

            Como ela administra então 4 joint-ventures, duas marcas com a GM (Wulling e Baojun), aliás que aparecem no top 50 mundial mais vendidos, e mais as marcas inglesas grupo MG Roewe?

            • Ela não administra sozinha (tem a GM junto, na parte boa). E a MG até hoje não mostrou a que veio, sendo quase um fracasso no Reino Unido, seu país de origem. Agora que finalmente parece que estão acertando em mecânica e design.

              • Cosi fan Tutti

                Como se a GM fosse atualmente simbolo de boa administração kkk so mesmo na China está dando lucro, prejuízo mundial e fechando fabricas nos EUA, saindo de vários mercados. Daqui a pouco quem vai ser comprada pela SAIC vai ser ela.

                • A SAIC realmente está bem longe de ser um bom exemplo de administração. É uma estatal chinesa que teve que sofrer forte intervenção entre 2010 e 2013, devido ao seu alto custo operacional, ineficiência e prejuízos nas operações próprias (apenas as operações conjugadas apresentavam lucro). Em 2004 adquiriu a SsangYong, e quase a faliu em 2010, perdendo-a para o Governo Coreano, que a revendeu para a Mahindra (e hoje tem lucro). Havia adquirido a Saab, a faliu também, revendeu o que sobrou para a Nevs. Adquiriu a MG Rover, perdeu a marca Rover, criou a Roewe, sem grande sucesso. Após intervenção governamental, se reestruturou e hoje opera a MG sem prejuízos (mas sem lucro significativo), a Roewe sem destaque (inclusive está fora da Europa), e de forma otimista a Baojun (conjuntamente com a GM) e a Maxus. Ainda sim, a parte mais lucrativa do grupo SAIC são as operações com joint-ventures de marcas estrangeiras.

                  A SAIC aprendeu, todavia, só é grande graças a mão forte estatal (que financiou tudo), e não é nenhum grande exemplo de boa administração.

    • Ina Marlina

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    • MonHoe

      Acho que desconhece Rolls Royce, Bentley e Aston Martin que apesar de ter vendido ativos pra Mercedes Benz não é controlada por ninguém e tem produtos de altíssima qualidade

      • Cosi fan Tutti

        a RR é da BMW, a Bentley é da VW, e a Aston era da Ford até pouco tempo.

        • MonHoe

          A Rolls Royce sempre foi sinônimo de qualidade a mesma coisa a Bentley, apesar de serem de um grupo as duas tem liberdade de fazer seus projetos a parte, a Aston Martin é hoje uma das poucas que pode dizer que não é subsidiária de nenhum grupo, então você tá bem equivocado em dizer que todos os carros ingleses tem qualidade ruim

          • th!nk.t4nk

            Os ingleses sabem fazer ótimos carros. É só a JLR que infelizmente tem má fama mesmo, mas eles deram uma melhorada nos últimos anos. Só que mesmo assim continuam liderando o ranking de reclamaçoes entre as premium. Leva muito tempo pra corrigir esse tipo de coisa.

            • Alvarenga

              Concordo que sabem, mas curiosamente não fazem….

    • Rbs

      Nessas horas os chinas sempre aparecem como salvação rsrsrs

  • Não duvido que tenha dado prejuízo.
    Mas 16bi em 3 meses e monstruosamente absurdo. Acho que sequer seja o faturamento anual da empresa.

    • Deve ter sido feito uma baixa contábil extraordinária.

    • L. Mangini

      Concorde.Esse número não parece estar correto.

    • L. Mangini

      Metade do encargo não monetário de £ 3,1 bilhões foi assumido depois que a JLR aceitou que os investimentos anteriores em propriedades e maquinaria valiam muito menos do que se pensava anteriormente. A outra metade foi atribuída a imparidades de goodwill, uma correcção contabilística que reconhece que é provável que o potencial de ganhos futuros seja diminuído.

    • L. Mangini

      Uma boa jogada para não pagar impostos sobre o lucro.

  • Onde a fumaça…

    Aqui no Brasil o carro não é feito pra essas bandas…ai amortecedor,suspensão, bandeja o que for que quebre, é uma dor de cabeça constante no bolso.

  • Lucio Adriano Mendonça

    Talvez se não tivessem atrasado tanto o Defender a situação seria melhor. Querer participar só do topo da pirâmide da nisso.

    • MonHoe

      A marca vende por estar no topo da pirâmide onde o lucro é maior, ou vc acha que a Chanel ficou famosa pq vende bolsa de 100 reais? Eles são símbolo de status e de “quem venceu na vida”, mercado de luxo é bem mais lucrativo, pois fora os materiais empregados que devem ser de primeira a precificação é mais subjetiva, é como o cliente enxerga a marca, ou vc acha que uma camiseta da Gucci que so tem escrito o nome da marca realmente vale os 2800 que cobram aqui?

      • Edinaldo_Tapica

        A Gucci vale 22 bilhões de dólares (dados de 2018). A Zara vale 26 bilhões. A Toyota vale 29 bilhões. Essa sua conta de padaria não faz sentido algum. Ramificação de portfólio para atingir certos públicos, pode ser extremamente lucrativo, vide o que a Jeep fez com o Renegade, um sucesso absoluto em vendas e que possivelmente foi o motivo da FCA não ter quebrado de vez. Em tempo, uma submarca ou modelos neste target do Renegade feitos pela LR venderiam MUITO. O próprio Defender era algo ‘pagável’.

        • MonHoe

          A Toyota é uma empresa que tem produtos de luxo que ultrapassam os 100 mil dólares, a Zara uma empresa que é acusada de usar trabalho escravo, lógico que têm margens de lucro maior que muitas outras empresas, um produto premium só é premium por não ser acessível, achar que segmentar pode melhorar a vida deles na verdade pode ter efeito contrário

  • Nicolas

    E quantos muitos acham que montadoras lucram alto, a realidade mostra que é bem diferente.

  • El Gato!

    Mudando um pouco de assunto… ontem eu estava trocando de canal e passei pelo Discovery Turbo. Estava passando um documentário sobre a fábrica da Land Rover que faz o SVO Autobiography. Meu amigo… a vontade que dá é comprar um e nunca mais ter outro carro na vida… que coisa fantástica!

    • Edinaldo_Tapica

      Eu tou com essa vontade com meu Palio… Sinceramente, depois que você entende um pouco sobre mecânica vê que as evoluções se baseiam basicamente em perfumismos… Acho que só troco por carro elétrico/autônomo quando este se tornar viável

      • th!nk.t4nk

        Depende muito do seu uso. Pra rodar na cidade um Palio ou Onix estão de bom tamanho. Já pra quem pega muita estrada, a coisa começa a mudar rápido de figura. O ruído interno em alta velocidade desses populares é terrível. Os bancos, após algumas horas, deixam teu corpo moído. A falta de tecnologia, como sensores de proximidade e ACC, te expoem ao risco de colisoes. A estrutura fraca também te protege bem menos em caso de acidente. E por aí vai. Concordo que um Land Rover top de linha vai muito mais pro luxo e status do que pela utilidade em si, mas entre um veículo popular e outro de super luxo tem muuuito chão, muitas evoluçoes importantes. Mas enfim, depende do uso que você faz do veículo.

        • Edinaldo_Tapica

          Concordo em partes, pra esse uso mais rodoviário, mantenho um Sentra 2007 2.0 (que por sinal até hoje no Brasil é vendido com o mesmo M4R introduzido no mercado em 2006) desde zero, manutenção mínima, conforto, top pick safety nos Estados Unidos. Por sinal o Palio é 2012, e mesmo 1.0 consome 3x mais na cidade (acredito que porque é flex, o Sentra é mono, taxa de compressão de carro flex é uma piada). Pra você ver que pelo menos no Brasil, a evolução automobilística anda a passos MUITO lentos. Sei que você mora na Europa, aí é outra realidade. Aluguei um Panda 4×4 a diesel dois anos atrás numa locadora em Madri, consumo excelente. Isso sem contar os elétricos. Como meu foco é consumo (e acredito que deveria ser fator preponderante no lançamento de novos carros), eu particularmente não vejo mais sentido trocar de carro.

          • th!nk.t4nk

            Aí assino embaixo. Pra cidade realmente é desperdício um carrão, principalmente pra quem passa pouco tempo no trânsito. Vira algo só pra desfilar, sub-utilizado.

  • Marcus Fumagalli

    Marca sem credibilidade nenhuma entre as premium… Só quem gosta é a rainha Elizabeth e o Jeremy Clarkson kkkkk

    • Edinaldo_Tapica

      Vejo muitos amigos sofrendo com Land Rover mesmo. Muito problema elétrico impressionante. E o valor dos componentes é um absurdo até pro valor do carro.

  • Fernando Bento Chaves Santana

    A JLR precisa fazer como a MB como os Classe A, B e CLA e criar linhas de produtos que tenham imagem sofisticadas, mas que tragam soluções tecnicas apenas prosaicas e mais baratas de fabricas. Outros exemplos de produtos tecnicamente simples mas com imagens sofisticadas e margens mais altas são os DS, os Fiat 500 e os MINI.

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