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Tata Motors, uma indiana que apostou na inovação

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Tata Sierra

Em 1868, Jamsetji Tata fundou uma empresa, que se tornaria um grande conglomerado de empresas, com atuações em diversas áreas na Índia e fora dela. Em 1945, a companhia decidiu fabricar locomotivas e surgiu então uma divisão de veículos ferroviários, que em 1954 passou a fazer caminhões e utilitários.

A partir de uma joint-venture com a Daimler-Benz, surge a Tata Motors. A parceria duraria até 1969, mantendo a Tata na fabricação de veículos comerciais com tecnologia de origem alemã. A linha comercial ia de leve até extrapesados, quando surgiu a intenção de entrar no mercado de automóveis.

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Tata Estate

Tata Motors

Assim como os veículos comerciais, os automóveis da Tata inicialmente foram baseados em tecnologia Mercedes-Benz. O primeiro foi o Sierra em 1991, um utilitário de duas portas e estilo inspirado na marca germânica. Logo depois apareceu a perua Tata Estate.

Em 1994, a marca lança o primeiro utilitário de quatro portas, que veio a ser um sucesso, pois antes o mercado indiano estava estagnado. O Sumo é atualmente o modelo mais velho no lineup da Tata Motors, aparecendo pouco antes da Safari, que em 1998 foi o primeiro SUV propriamente dito da empresa. Nesse mesmo ano, a marca passa a emplacar um novo tipo de produto.

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Tata Indica

Indica

Encomendado ao estúdio I.DE.A Design, de Turim, o Tata Indica V2 surgiu em 1998 como o primeiro automóvel de passeio da marca indiana. O modelo tinha um estilo muito semelhante ao Fiat Palio de pouco antes, que também fora desenhado pelo famoso estúdio italiano. O hatch foi o primeiro carro de sucesso internacional da Tata Motors.

Quatro anos depois, a Tata lança a versão sedã, cujo estilo era mais individual. Foi adotado o nome Indigo. A perua apareceria um pouco depois. Em 2004, a Tata Motors adquire a divisão de comerciais leves da Daewoo. No ano seguinte, a empresa adquire a fabricante de carrocerias de ônibus Hispano. Em 2006, surge a picape média Xenon. Também é firmado um acordo com a brasileira Marcopolo para produção de ônibus.

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Tata Nano

Jaguar Land Rover e Nano

Aparentemente de pouca importância no cenário mundial, a Tata Motors dá um passo ousado, quando Ratan Tata, o então presidente da empresa, decide pela aquisição das marcas inglesas Jaguar e Land Rover, até então sob controle da Ford. As marcas foram fundidas e sua independência da Tata mantida.

Nesse mesmo ano, a Tata Motors surpreende o mundo. O pequeno Nano é apresentado como o carro mais barato do mundo e tenta criar um segmento, o dos carros ultra baratos. Custando US$ 2,5 mil, o veículo era bastante simples e funcional, tendo gerado grande polêmica por conta do custo extremamente baixo, mesmo para a Índia.

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Tata Xenon

A Tata Motors já era especializada na produção de pequenos comerciais, especialmente do Ace, que surgira em 2005. Mas, apesar de todo o conhecimento do mercado, a marca não apresenta um modelo novo até a chegada do Sumo Grande em 2008. No ano seguinte, é lançado o sedã compacto Manza, sucessor do Indigo. O Indica Vista aparece com mesmo estilo pouco depois.

Em 2013, a Tata Motors surpreende mais uma vez. Agora, era a vez da Compressed Air Technology ou CAT. Trata-se de uma tecnologia que permite ao veículo rodar apenas com ar comprimido. Infelizmente, até o momento, a empresa não investiu nesse sistema de propulsão. Nesse mesmo período, a joint-venture Fiat-Tata (que comercializa carros da italiana na rede da indiana) encerrou-se.

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Tata Zica

Bolt e Zica

Com Indica Vista e Manza já claramente desatualizados diante da concorrência na Europa e especialmente na Índia, a Tata Motors decidiu mudar novamente sua filosofia de produto e aposta em carros mais bem cuidados, surgindo assim a dupla Bolt e Zest. Os hatch e sedã compactos apresentam níveis de conforto e segurança bem superiores, assim como a qualidade percebida.

Depois dessa dupla, a Tata focou em um carro menor, cujo nome tinha conotação pejorativa em português brasileiro. Para complicar, surge um vírus no mesmo país e com o mesmo nome, que acabou se espalhando e obrigando a marca indiana a mudar, chamado o pequeno hatch de Tiago, também relacionado com a linha portuguesa, que ainda é falada em parte da Índia. Um SUV e um sedã, ambos compactos, são esperados para os próximos meses.

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Tata Safari

Brasil

A Tata Motors nunca operou oficialmente no Brasil. Nos anos 2000, a empresa se aproximou do país com ajuda da Fiat, mas apenas carros de testes foram vistos. O Nano chegou a ser cogitado, assim como o SUV Safari.

Uma produção no México era possibilidade, o que ajudaria a colocar os carros da Tata no mercado nacional, mas de concreto mesmo só a joint-venture Tata Marcopolo, que produz ônibus na Índia, mas sem nenhuma presença conjunta no Brasil.





  • Felipe

    Interessante o breve resumo sobre a Tata Motors.
    Curioso mesmo é o Sumo, que parece ter um acabamento simples, porém bem feito, visto pelas fotos que se encontra dele web afora…

    • Pedro Cunha

      O site da marca ainda está no ar, mas que eu saiba a marca só comercializa tratores agora. Os utilitários são realmente muito bons, pena o pós-venda… Quem comprou, caiu na orfandade.

  • V12 for life

    A Tata está fazendo um bom trabalho tanto com a marca própria quanto com a JLR, e seria uma boa opção em nosso mercado pois parece ter o mesmo nível de qualidade, mas devido aos problemas que vivemos não é o momento.

  • Mumm Rá

    Eu acho esse grupo Tata/Jaguar/Land Rover muito interessante

    Tata : carros ” normais ” & Jaguar : carros de luxo & Land Rover : SUVs, jipes etc…

    Esse motor Compressed Air Technology em produção seria incrível e alguém sabe o motivo dele não ser produzido em massa mesmo que para auxilio aos motores á combustão ?

  • Bruno Silva

    Faltou falar um pouco do SUV que está para ser lançado ou foi.

  • Gian

    primeiro garoto propaganda da Tata

  • Tosoobservando

    PElas historias destar marcas nao da pra entender porque uma empresa como Marcopolo, Agrale ou outras brazucas nao investiram ate hoje em carros comerciais, mesmo que joint-ventures.

  • Ainnem Agon

    Mas o Zica não virou Tiago?



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