Terreno à beira do rio custou US$ 50 milhões e abre espaço para torre da Bugatti com valor médio estimado em US$ 3,6 milhões por unidade

Detalhe de uma torre moderna com fachadas envidraçadas, faixas brancas curvas e vista urbana ao entardecer.
Renderização do Bugatti Residences Miami, projeto residencial planejado para Brickell, às margens do Miami River.

O nome Bugatti está prestes a sair das estradas para ocupar o horizonte de Miami, em um projeto residencial de 60 andares planejado para Brickell.

Batizado de Bugatti Residences Miami, o empreendimento será o primeiro projeto residencial da fabricante nos Estados Unidos e terá 183 unidades, incluindo quatro coberturas especiais.

A torre será construída no endereço 75 SW Miami Avenue Road, às margens do Miami River, com lançamento comercial previsto para acontecer em 2027.

O desenvolvimento ficará sob responsabilidade da Prosper Group e da belga Versluys Group, que escolheram um dos últimos terrenos disponíveis junto à água naquela região.

O lote possui pouco mais de 91 metros de frente para o Miami River e oferece ligação visual direta com a Biscayne Bay.

Torre alta de fachada escura e linhas brancas em meio a edifícios de uma cidade, sob céu azul e nublado.
Vista externa prevista para o Bugatti Residences Miami, torre de 60 andares e 183 unidades planejada para Miami.

Segundo o The Real Deal, as empresas desembolsaram aproximadamente US$ 50 milhões apenas pelo terreno de um acre, antes mesmo dos custos de construção.

A estimativa para o valor completo do empreendimento chega a aproximadamente US$ 650 milhões, considerando toda a torre de 60 pavimentos.

Dividindo esse montante simplesmente pelo número de residências, a média seria de aproximadamente US$ 3,6 milhões por unidade, embora os preços oficiais ainda não tenham sido divulgados.

A arquitetura externa foi entregue ao escritório Brandon Haw Architecture, enquanto a Yabu Pushelberg ficou responsável pelo projeto dos ambientes internos.

Visualmente, a torre será dividida em quatro grandes blocos, separados entre si por espaços de altura dupla que ajudam a definir sua aparência.

Detalhe de fachada com grandes janelas, varandas envidraçadas, faixas brancas curvas e iluminação quente ao entardecer.
Detalhe arquitetônico do Bugatti Residences Miami, cuja fachada será dividida em quatro grandes blocos.

A Bugatti pretende transportar para o edifício o conceito chamado Art, Forme, Technique, expressão também utilizada para explicar o desenvolvimento de modelos como Chiron e W16 Mistral.

Nesse caso, porém, a filosofia deixa de moldar carrocerias e passa a orientar corredores, áreas comuns, interiores e diferentes elementos do empreendimento residencial.

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A operação cotidiana ficará sob responsabilidade da Rhodium, escolhida para administrar os serviços destinados aos futuros moradores da torre.

Entre as comodidades prometidas estão atendimento de mordomo, piscina voltada para o rio, spa, espaços de bem-estar e instalações dedicadas a exercícios físicos.

O empreendimento também oferecerá experiências gastronômicas privadas, incluindo refeições preparadas por chefs dentro de uma estrutura de serviços semelhante à de hotelaria de alto padrão.

Ainda faltam informações importantes, pois metragem definitiva das unidades, valores individuais e cronograma detalhado da construção não foram revelados pelas empresas.

A Bugatti também não estará sozinha nesse movimento, já que Brickell se tornou um endereço frequente para marcas automobilísticas interessadas no mercado imobiliário de luxo.

Pagani e Aston Martin já possuem empreendimentos residenciais na mesma região de Miami, criando uma concentração incomum de nomes ligados aos automóveis mais exclusivos.

A entrada da Bugatti amplia uma tendência na qual marcas conhecidas por desempenho e exclusividade tentam transferir seu prestígio para produtos completamente diferentes dos automóveis.

Essa mudança representa uma expansão considerável para uma empresa historicamente associada a veículos extremamente caros e de produção limitada, como o Bolide.

A grande questão será descobrir quanto os compradores estarão dispostos a pagar pelo vínculo com a marca, especialmente nas unidades mais exclusivas da torre.

Também será importante acompanhar se o padrão de serviço oferecido pela Rhodium conseguirá sustentar, ao longo dos anos, a percepção de exclusividade associada ao nome Bugatti.

As respostas começarão a aparecer em 2027, quando as vendas forem oficialmente abertas e o projeto disputar compradores dentro do já concorrido mercado imobiliário de luxo de Miami.

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Escrito por

Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio. Sua rede social: Facebook

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