Tesla inicia serviço de robotáxi com 45 Cybercabs em Austin, e NHTSA abre investigação por modelo sem volante nem pedais

Tesla Cybercab Frente
Tesla Cybercab Frente

A Tesla fez um evento em Austin, Texas, para apresentar oficialmente não o Cybercab, mas seu serviço de robotáxi na capital do estado da Estrela Solitária, onde fica também a sede da marca.

No entanto, como já era de se esperar, o serviço do Cybercab gerou uma nova polêmica nos EUA, já que o veículo não tem pedais nem volante, deixando os ocupantes literalmente como passageiros.

Iniciado em Austin com 45 veículos, o serviço da Tesla contou com a presença não só de curiosos, como também das autoridades, com a NHTSA abrindo uma investigação no mesmo dia, como conta o site Carscoops.

Interior de carro com bancos claros, tela central voltada aos passageiros traseiros e dois porta-copos no console.
A cabine traseira mostra bancos claros, apoio de braço central, dois porta-copos e uma tela voltada aos ocupantes.

A marca de Elon Musk alega que o Cybercab atende às Normas Federais de Segurança de Veículos Motorizados (FMVSS, na sigla em inglês); porém, a NHTSA quer saber como ele faz isso.

A agência federal alega que o Cybercab não tem os controles físicos necessários para controle do veículo, como pedais de acelerador e freio, volante ou retrovisores, por exemplo.

Surge então um imbróglio jurídico, já que se entende pelo lado da Tesla que, sendo o Cybercab um carro 100% autônomo, tais itens não se aplicariam, considerando o FMVSS.

tesla cybercab (15)
tesla cybercab (15)

Para a NHTSA, o Cybercab é um carro aparente, mas agora é preciso ver se a agência federal interpretará o mesmo que a Tesla após a conclusão da investigação.

Musk promete ampliar mais o serviço em Austin e quer nada menos que 1.000 unidades do Cybercab circulando pelos EUA para atuar como um concorrente de Uber e Lyft.

Como se vê, a falta de uma legislação federal nos EUA que considere como “carro autônomo” um veículo que tecnicamente não necessita de tais equipamentos mostra que a condução autônoma ainda está longe da realidade legal.

Interior traseiro de um carro com bancos claros, tela central, console entre os assentos e teto panorâmico.
Interior traseiro de um veículo exibe bancos claros, tela central montada ao fundo e teto panorâmico.

Trata-se de uma zona cinzenta com a qual poucos querem lidar; afinal, no caso de uma colisão, de quem seria a culpa? No caso do Cybercab, isso fica evidente, assim como em outras montadoras que o fazem.

Não há como alegar que os passageiros foram os culpados; então, a Tesla assume a responsabilidade por qualquer coisa ruim que aconteça.

tesla cybercab (10)
tesla cybercab (10)

Nos EUA, as marcas de carros podem atestar que seus veículos cumprem as exigências quanto ao FMVSS sem precisar de uma aprovação regulatória prévia, segundo a Reuters.

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Mesmo assim, antes de algo dar errado, é preciso evitar, e é aí que a NHTSA entra na história. Como tudo ainda é um admirável novo mundo da robótica automotiva, o negócio é esperar para ver.

[Fonte: Carscoops]

 

 

 

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Escrito por

Ricardo de Oliveira

Com experiência de 29 anos na área automotiva, há 18 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz testes e avaliações. Suas redes sociais: Instagram, Facebook

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