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Tesla Model 3 ganha extensor de alcance para autonomia de 1.000 km

Tesla Model 3 ganha extensor de alcance para autonomia de 1.000 km

O Tesla Model 3 foi projetado para ser sempre 100% elétrico, algo que a marca de Elon Musk não abre mão, inclusive com suas estações de alta potência Supercharger, que possuem também células solares da Solar City, que faz parte do grupo.


No entanto, nem todo mundo pensa assim e alguns consumidores desejam uma autonomia muito maior que a oferecida atualmente pelo sedã elétrico, mas sem abrir mão do produto americano. Contudo, isso tem um preço e não é em euros…

A empresa de engenharia austríaca Obrist Powertrain, desenvolveu um extensor de alcance para o Tesla Model 3, algo que parecia impossível até agora, mas foi feito.

Convertendo o elétrico americano quase em um híbrido plug-in, o Tesla Model 3 utilizado no projeto é o da versão Standard Range Plus, que tem autonomia de 400 km no ciclo WLTP, porém, seu pacote de baterias foi reduzido.

A Obrist Powertrain retirou o pacote de baterias de 50 kWh da Tesla e adicionou um conjunto com apenas 17,3 kWh. A austríaca defende que o corte se deve ao peso da bateria, que ficou reduzido em 98 kg, quatro vezes menos que a original.

Tesla Model 3 ganha extensor de alcance para autonomia de 1.000 km

Então, a Obrist adicionou um propulsor a gasolina de dois cilindros com 54 cavalos, montado no pacote bem compacto e que permite recarregar rapidamente a bateria menor. Isso se dá sempre que o Model 3 ultrapassa 65 km/h e com autonomia limitada a 96 km por carga.

No entanto, a Obrist Powertrain indica que o consumo médio do Tesla Model 3 “híbrido” é de 50 km/l e que, com um tanque de 20 litros, garante autonomia de cerca de 1.000 km. De acordo com a empresa europeia, o custo de conversão é de € 3.200. No final, o preço a pagar não é o kit, mas o do retorno à velha bomba de gasolina…

A produção do kit de conversão só deve ocorrer entre 2022 e 2023, mas ainda não se sabe exatamente a expectativa em vendas para o pacote, que tira exatamente o principal destaque do sedã elétrico da Tesla. No entanto, o desenvolvimento pode servir para carros a combustão ou híbridos comuns.

[Fonte: Foro Coches Eléctricos]

 

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Mr Tony

    Seria interessante para transformar um carro convencional num híbrido. Só juntar com o motor elétrico.

  • zeh

    Motor a combustão… derrocada…

  • Maycon Farias

    Que obra divina. 50 por 1… Como eu amaria ter um.

  • Ducar Carros

    A conversão do Tesla num híbrido vai propiciar que muitos tenham o carro onde não há estrutura de carregamento, creio que pode vir a ser bem sucedida. E, quem sabe, ser feita algum dia pela própria empresa.

    O artigo não informa se há perda de potência ou disponibilidade de torque por deixar de ser elétrico.

    • th!nk.t4nk

      Ao invés de converter e perder a garantia, é mais fácil comprar um híbrido de fábrica. Há dezenas de excelentes híbridos no mercado, inclusive muitos bem rápidos e de custo abaixo do Model 3.

      • Ducar Carros

        Concordo, mas tem gente que quer ter um Tesla, tanto por ser um “carro da moda” quanto por causa da direção autônoma. Essa conversão pode ser a solução.

        • th!nk.t4nk

          Verdade, mas lembrando que condução autônoma todo mundo tem hoje em dia. Meu carro tem o mesmíssimo nível de direção autônoma que um Tesla (só não tem o parking summon, mas ele faz retorno de vaga em até 50 metros sozinho) e custa até menos. A vantagem dos Tesla hoje é a autonomia (ainda são o benchmark nisso), mas de resto já tem muitas opçoes excelentes no mercado, tanto de elétricos quanto em híbridos.

          • Victor Porto

            qual o seu carro?

  • FrankTesl

    e pensar que a NIssan já tem uma solução parecida e pronta: e-POWER, para equipar inicialmente a kicks, mas que poderia ser facilmente estendida para toda a linha (Versa, Sentra, quem sabe até Altima), usando motores flex que gastariam mais do que 30 km/l. que já vem de fábrica, mas nada de lançar por aqui.Se tivermos sorte, em 2022.
    Acorde Nissan

    • Guilherme Lima

      reza a lenda que o Kicks E-power pode ser lançado esse ano, no salão do automóvel, tomara que sim e poderia juntar o atual 1.6 como sistema que ia ficar muito bacana, e seria o primeiro SUV compacto hibrido vendido no brasil, e ia dar um empurrãozinho nas vendas do carro, que é muito bom.

  • Bandit

    Pode até ser economico, mas e a potencia, continua a mesma ?

    • FrankTesl

      Sim, o motor tracionário continua sendo elétrico principal. O motor à combustão é apenas um gerador para repor a carga da bateria “on demand”.

      • Bandit

        Sim disso eu sei, mas em carros eletricos a potencia tem mais ha ver com a capacidade de bateria do que o motor de fato, e eles reduziram drasticamente a bateria para ter essa autonomia toda.

  • Eduardo Campos

    Dos mesmos criadores da água em pó, que basta adicionar água…

  • Alvarenga

    Isso prova que os puramente eletricos ainda não estão prontos para as massas……

  • Rafael Rodrigo

    Interessante para quem comprou um Model 3 e daqui a alguns anos quando a autonomia já estiver comprometida, ao invés de trocar a bateria, instalar o kit de conversão. Acredito que uma bateria completa nova deve ficar muito mais do que os € 3.200 da instalação.

  • Adriano Cardoso

    Esse para-choques deixou o carro muito mais bonito.

  • FocusMan

    Quando vejo esse tipo de coisa fico até feliz. Sei que não a única voz dentro da indústria automotiva falando sobre a inviabilidade dos elétricos com bateria e tomada para carga como eletroméstico.

    O automóvel ainda está longe de ser apenas um mero meio de transporte. E basta ver alguns eventos sociais recentes para perceber que ainda estamos longe.

    Posso citar como exemplo algo simples como a última greve dos caminhoneiros no Brasil.

    Pessoas que não usavam o carro passaram horas e horas na fila para abastecer o carro e voltar para a garagem, mesmo sem precisar usar o carro. Eu que sou louco por carros deixei o meu parado na garagem da empresa durante 6 dias. Mas vi uma histeria coletiva em torno da possibilidade de ficar sem combustível.

    Considerando que estamos ainda muito longe de termos baterias com tecnologia para serem carregadas rapidamente sem um grande impacto em sua vida útil e sem equipamentos ultra caros, esses carros tem uso muito limitados.

    Para mim, o carro elético que conhecemos hoje será como o Blu-Ray. Ele vai existir, muitos vão comprar, muitos vão defende-los com unhas e dentes, mas a Internet chegou e no momento que aprenderam a cobrar pelo uso dela da maneira correta, o Blu-Ray morreu e ninguém se lembra dele hoje em dia.

    Acredito que o baratemento da energia elétrica, o mais lógico será o uso do hidrogênio como combustível. É mais fácil adaptar a rede de combustíveis atuais, você enche o tanque do carro em 2 minutos e segue sua viagem.

    Assistam o vídeo que o James May fez semana passada comparando os dois carros dele, um Tesla Model S e um Toyota Mirai. O Tesla parece bem legal, é um ótimo Gadget, mas colocando na mesa as vantagens e desvantagens a tecnologia da Toyota parece ser mais promissora.

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