Crossovers Elétricos EUA Tesla

Tesla Model Y: perto de chegar às revendas, crossover alcança 713 km

Tesla Model Y: perto de chegar às revendas, crossover alcança 713 km

O Tesla Model Y está bem perto de chegar e a expectativa é que o crossover menor da marca americana chegará ao mercado americano em fevereiro. Um dos motivos é que a CARB – agência ambiental californiana – divulgou os números de consumo e autonomia do utilitário esportivo elétrico.


O indicativo de proximidade das primeiras entregas do Model Y se deve ao fato de que após 25 dias do comunicado da CARB, a Tesla iniciou as vendas do Model 3. Então, se o processo se repetir, o crossover começa a chegar aos clientes no próximo mês.

No caso do Tesla Model Y Dual Motor, a autonomia divulgada pela CARB, que segue protocolo similar ao da EPA e do processo WLTP, é de nada menos que 713 km. Trata-se de um alcance realmente muito bom para um carro elétrico. O número é também maior que o do Model 3 Dual Motor Long Range, que chega até 695 km.

Tesla Model Y: perto de chegar às revendas, crossover alcança 713 km


Os dados da CARB não servem para um dado real de consumo, uma vez que a agência utiliza procedimentos de medição que não deverão ser seguidos pela maioria dos motoristas, mais ou menos como os resultados do Inmetro por aqui.

Serve mesmo é para certificação do produto, que assim passa a estar liberado para a venda, diferentemente da EPA, que é apenas referencial em nível federal e que não necessariamente impede a venda do produto. Obviamente, nenhuma marca ousa indicar dados de consumo antes da agência ambiental americana, que serve de parâmetro oficial para os clientes.

No caso do Tesla Model Y, o avanço na autonomia não se deve à aerodinâmica, pior que no Model 3, mas ao progresso na eficiência energética das baterias de lítio. O próprio processo de produção do SUV, considerado revolucionário, pode ter cortado bastante peso do produto. O crossover tem preços a partir de US$ 43.700 com incentivo federal.

 

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Vinicius Paes

    Anunciam essa autonomia, quando chega na realidade da uma pisadinha já perde 25 a 30% da autonomia anunciada.

    • Ricardo Silva

      Mas mesmo se perder isso de autonomia, ainda fica na média ou até maior que muitos carros movidos a gasolina …

      • th!nk.t4nk

        Verdade. O duro é peitar os diesel. Meu carro por exemplo tem autonomia de 1200 km, então fica difícil largar o osso. Mas também creio que em mais um par de anos começaremos a ver elétricos com autonomia de 1000 km ou mais, aí é caixão pro motor a combustão (exceto pelo preço, obviamente, mas eles também devem baixar aos poucos).

        • FocusMan

          O problema dos elétrico não é nem a autonomia, mas a recarga. Você pode ter um carro com autonomia de 400 km, mas pode reabastecer em 5 minutos e seguir viagem. Num elétrico hoje isso está ainda longe de acontecer. Por mais que existam promessas, nada apresentado ainda é econômicamente viável.

          Uma questão que venho debatendo sempre é a psicológica.

          O mundo mudou muito desde que o carro a combustão foi criado. Foi a primeira vez desde que apredemos a montar em animais que a nossa mobilidade realmente ganhou um grande improvement de maneira pessoal. As pessoas poderam realmente sentir a liberdade de ir onde elas bem quiserem.

          Essa sensação é dada pelo fato do combustível que move os carros ser universal e presente em todo o lugar do mundo e de ser fácil reabastecer e seguir viagem. Em caso de parada na rua, é fácil pegar uma garrafa com gasolina e fazer o carro andar de novo mais alguns KM.

          Basta a gente pensar um pouco no que aconteceu no BR durante a greve dos caminhoneiros. Pessoas que nem usam os carros, dormindo em filas esperando para encher o tanque do carro que nem usavam…

          Imaginem um mundo onde recarregar o carro vai depender de uma tomada? Acho pouco crível que isso ganhe força global e agumas indústrias como a BMW já tiraram o pé do acelerador quanto a esse tipo de tecnologia. Hyundai, Honda e Toyota também estão investindo menos e começando a pensar mais em Fuel Cell.

          Com o barateamento da geração de energia elétrica, vai ficar mais barato produzir o hidrogênio e com isso essa tecnologia vai despontar ao meu ver.

          • Julio Alvarez

            Nos mercados que já tem uma parcela representativa de carros elétricos, 90% é carregado em casa a noite. Pluga o conector, no dia seguinte bateria cheia. Carregadores rápidos só pra quem viaja longa distâncias, o que percentualmente é baixo. O problema do hidrogênio é a física. No processo todo, desde a separação, armazenamento e consumo, perde-se de 40 a 50% da energia. Nos elétricos a bateria perde-se de 5 a 10%. As montadoras estão gradativamente abandonando os projetos de carros a hidrogênio. Montadoras que são mais reticentes com os elétricos estão apostando nos híbridos.

          • zekinha71

            Quando surgiu o motor a combustão não tinha uma bomba de combustível em cada esquina, demorou década pra isso acontecer, e até hj dependendo do buraco que se vai no Brasil, se não levar tanque extra, se prepare pra andar muito a pé até achar um líquido não identificável que chamam de combustível.

          • th!nk.t4nk

            FocusMan, aqui na Europa recarrega-se em qualquer lugar na rua. Tem totem por toda parte. Se o carro tiver autonomia de 400 km, pra imensa maioria das pessoas basta recarregar 1 vez por semana (vai no shopping ou em qualquer estacionamento com carregadores e deixa lá enquanto resolve suas coisas). Isso partindo do pressuposto que o cidadão more num apartamento, porque pra quem mora em casa é mais fácil ainda. Já em viagens tem carregadores rápidos nos postos em todas as rodovias importantes, e o próprio infotainment do veículo informa a proximidade da estaçao, de quantos kW é, etc. Numa paradinha de 20 minutos dá pra recarregar uns 80% da bateria dos novos modelos. E cá entre nós, quem raios viaja mais de 400 km sem fazer nenhuma parada? Já fiz isso, mas é loucura. Enfim, a barreira no caso é mais psicológica a meu ver.

  • Beto

    Vai vender muito na Ásia e Europa, América do Norte provavelmente

  • Fellipe Z

    Deve beirar os 550km na vida real
    excelente

  • Pedro

    Como nos celulares, as baterias e os sistemas evoluem e a autonomia aumenta.

  • Luconces

    Daqui a pouco os haters comentam que tudo isso de autonomia não tem necessidade… Sempre achando um empecilho.

  • Pra mim, mais importante que a autonomia, é o tempo de recarga. Eu prefiro um carro que tenha uma autonomia de 300km e que se recarregue em 5 minutos que um carro que tem autonomia de 700km mas que leva 5 horas para completar uma carga.

    • Beto

      Supercharge V2 cerca de 1 hora
      Supercharge V3 cerca de 40/30 minutos, dependendo da % que começou o recarregamento.
      Carregador de parede entre 4/5 e 7 horas, dependendo da voltagem e amperagem e % da bateria

      • Sim, mas esse tempo de carga é para baterias de quantos Kwh? Se for 30 minutos para uma bateria com essa autonomia entre 600 e 700 km, eu acho aceitável. Mas ainda longe do ideal… Torço muito pelos elétricos e espero que isso seja resolvido em pouco tempo.

        • Beto

          Model 3 com bateria de 75Kwh e autonomia de até 500km, mas, tem o Modelo 3 com bateria de 50Kwh e que recarrega mais rápido

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