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Tesla Semi custará de US$ 150 mil a US$ 180 mil – Especialista em transporte critica proposta

Tesla-Semi-1 Tesla Semi custará de US$ 150 mil a US$ 180 mil - Especialista em transporte critica proposta

Com problemas de produção do Model 3 e atrasos na entrega do produto, indispensável para o futuro financeiro da Tesla, Elon Musk apareceu com seu caminhão elétrico em grande pompa. O Tesla Semi se apresentou como um veículo de alta performance, capaz de fazer de 0 a 100 km/h em 5 segundos – mais rápido do que a maioria dos carros esportivos – mas também com custos extremamente competitivos, segundo o chefe da marca californiana.



Em meio aos gritos e assobios dos fãs da Tesla – e de Elon Musk – havia na plateia os realmente interessados na novidade, os transportadores de carga. Carismático, o bilionário sul-africano conseguiu conquistar a confiança de vários dos empresários do setor e fez até a rede de hipermercados Wallmart encomendar 15 Tesla Semi. Ainda assim, ninguém sabia os preços do caminhão elétrico. Agora, Musk revelou os valores pelo Twitter.

Como se sabe, o Tesla Semi será vendido em duas versões de alcance, uma com 483 km de autonomia e outra com 800 km. Cada uma tem um preço diferente, sendo que o primeiro custará US$ 150 mil. Já o segundo, que tem quase o dobro do alcance, terá preço de US$ 180 mil. Mas, para um seleto grupo haverá uma série especial Founders por US$ 200 mil. Para segurar o caminhão, as reservas por unidade custam US$ 5.000.

Ou seja, em reais, custará entre R$ 484,8 mil e R$ 581,7 mil. Um Iveco Stralis Hi-Way 800 6×4 custa em média R$ 392 mil, por exemplo. Já um Scania R620 Highline 6×4 sai por R$ 535 mil. Ou seja, está na média dos caminhões mais potentes aqui. Nos EUA, um caminhão Classe 8 custa em média US$ 120 mil. Musk ainda promete garantia de pouco mais de 2,5 milhões de km, o que daria um ciclo de mil recargas com a média de mais de 643 mil km anuais, percorridos em média pela Classe 8 no país.

Tesla-Semi-8 Tesla Semi custará de US$ 150 mil a US$ 180 mil - Especialista em transporte critica proposta

Com entregas apenas a partir de 2019, o Tesla Semi promete 0 a 100 km/h em pouco mais de 20 segundos, carregado com 36 toneladas de carga e com custo operacional muito baixo. Musk promete retorno do investimento em dois anos. Mas, ainda que os números pareçam bons, nem todo mundo no setor de transporte achou a proposta interessante.

Alguns transportadores americanos, presentes no evento, já demonstravam desconfiança no negócio e alguns disseram que vão esperar pelos resultados de vai irá operar o Tesla Semi inicialmente. A cautela é mais do que justificável, afinal, nunca houve um caminhão Classe 8 elétrico nos EUA. No Reino Unido, porém, a proposta de Musk não parece boa. A Road Haulage Association, uma das maiores associações de transportadores do país, diz que o caminhão elétrico não atende ao setor.

Segundo Rod Mckenzie, presidente da associação, o Tesla Semi pode ir de 0 a 100 em 5 segundos, mas não é performance que o setor busca, visto que os caminhões tem velocidade limitada. Além disso, o britânico também afirmou que baterias e autonomia ainda são fatores que limitam a atuação do modelo e estima que a massificação dos caminhões elétricos só ocorrerá daqui a 20 anos.

O presidente da entidade inglesa diz que custo operacional, autonomia e capacidade de carga são os principais atributos para um caminhão. E estes pontos não seriam atendidos pelo elétrico americano. Ele também compara preços, estimando o Tesla Semi em 200 mil euros antes 90 mil euros do preço médio dos caminhões na Europa. Com margem de 2% a 3%, nenhum operador conseguiria cobrir esse custo adicional.

[Fonte: Electrek/Razão Automóvel]

 

 

  • Marcio Souza

    A turma do mimimi com contra argumentos fraquíssimos. Qual seria o interesse dessa turma em criticar esses caminhões? Alguma vantagem indevida da Volvo, Freightliner, International? Que os elétricos dominem o mundo!

    • GuiWX88

      Bem isso. Se não atende, não compre. Deixe os americanos comprarem, e aí daqui um tempo o que era visionário e impossível se tornou real, apesar do mimimi. A história do homem é repetitiva…

    • Ducar Carros

      Caminhão elétrico de longa distância é loucura. Para rodar na cidade ainda vá lá, pois volta sempre para o mesmo lugar, onde pode ter uma tomada exclusiva. Na longa distância, ficar testando os limites da autonomia projetada e dependendo de ponto de recarga alheio (e estrutura de abastecimento que ainda não existe) é muito complicado.

      • Marcio Souza

        Temos que começar de algum lugar, senão ficaremos reféns dessa indústria do petróleo. O começo é difícil, mas tenho certeza que com o passar do tempo as dificuldades serão vencidas.

        • Esquilo Tranquilo

          E até hoje só a tesla conseguiu fazer os elétricos vingarem com um visual mais civil, mantendo elegancia no design…

        • Luis Burro

          Mas ficaremos reféns dela msmo sem os veículos, não tem aumento significativo de outras fontes de produção de eletricidade pra substituir as termelétricas.

        • Ducar Carros

          A questão é qual caminhoneiro ou frotista vai trocar a confiabilidade de um caminhão tradicional por um elétrico duvidoso, sem ter histórico, ainda mais em longa distância (que, se der problema, vai paralisar a logística sabe-se lá por quantos dias), e, ainda por cima, com custo de aquisição maior (esse custo operacional menor é um chute, só vai ocorrer se tudo der certo).

          Por isso americanos e ingleses se perguntam: quem será a cobaia? A Tesla vai ter de praticamente dar os primeiros caminhões para alguém aceitar esse papel (deve ter sido o caso do Walmart).

          • Luis_Zo

            Sempre tem pessoas dispostas a trocar o tradicional pelo “duvidoso”:

            Aqueles que trocaram a confiabilidade da carroça pelo automovel
            Aqueles que trocaram a confiabilidade do barco a velo pelo barco a vapor
            Aqueles que trocaram a confiabilidade do armazenamento em HD pelo armazenamento em nuvem
            Aqueles que estão trocando a confiabilidade do sistema monetário estatal pelas crypto-moedas.

            e a lista segue…

            • Ducar Carros

              Comparação despropositada: não é automóvel contra carroça, é automóvel x automóvel, só mudando o combustível.

              Para caminhoneiro de longa distância, um problema num caminhão a 500 km de distância da sede ou no interior do País trará um prejuízo gigantesco. E empresário costuma ser muito mais racional que pessoa física, por isso, perfeitamente compreensível a reação dos presentes no evento.

              Os caminhões têm de começar na cidade, só depois de adotados aí, sem problemas, é que poderá se pensar em longas distâncias. E os primeiros têm de ser premiados para aceitarem serem cobaias.

              • Luis_Zo

                Não tem nada de despropositada, meu proposito foi bem claro e efetivo: com tua resposta e ele mostrou o quanto teu discurso se encaixa na categoria “tradicional”, aqueles que têm medo de tudo que é novo. Nada de errado nisso Ducar, a maioria da população é cheia de medos do novo, tem a ver com a falsa ideia que consegue “controlar” tudo.

                Na Inglaterra, na década de 60 (do seculo 19), havia uma lei que o motorista dos carros precisava transitar sozinho e COM UMA BANDEIRA VERMELHA em sinal de aviso. Os tradicionais ingleses tinham MEDO do carro. Quem andava a cavalo (ou de carroça) não precisa da bandeira. Resultado: outros países da Europa saíram na frente no comercio de veículos…

                • Ducar Carros

                  Medo do novo? Em nenhum momento mencionei isso. Só que há etapas para se chegar lá. A Tesla lançou antes dos outros sua condução autônoma e uma pessoa morreu (e isso porque vendeu poucos veículos). Se você gosta de ser beta user, é uma opção sua. E empresário é outro caso: não entregar o produto contratado porque o caminhão elétrico pifou pode quebrar a empresa.

                  Caso não saiba, no século XIX já se falava em carro elétrico, não vingou porque o combustível fóssil se mostrou muito mais prático e com muitas vantagens. Não será sempre assim, mas é assim hoje.

                  • Luis_Zo

                    Olha como tudo é fluido: O mercado automotivo começou no carvão/vapor, tentou elétrico, consolidou fossil, esta virando elétrico de novo.

                    Mas na hora que tu escreve: “empresario é outro caso” tu ta sendo bem redutível. Como se empresario não pudesse (pelo menos em algum nível) ser “beta empresario”. Como sempre foi assim “nao beta” e sempre será.

                    Nada contra, tu pode ser um fast follower, esperar alguém testar o caminhão primeiro e depois sair correndo atras do prejuízo. Ou ser só um tradicional. É uma opção sua, como mesmo falou.

                    E sério, 1 pessoa morreu????? pra um “beta empresario” igual o Musk ta um numero excelente. Compara com o caso dos “empresario outro caso” , os tradicionais da Ford, com o modelo que explodia numa batida traseira, ou quando eles se juntaram aos colegas tradicionais da Firestone e deixaram a galera aleijada com os capotamentos da Explorer…

                    • Ducar Carros

                      Pergunta para os compradores dos primeiros powershifts se ficaram satisfeitos: essa é uma boa comparação, substituiu o câmbio AT tradicional por outro, mais moderno, rápido e sem trancos. Só que…

                      Quem for o primeiro nos caminhões elétricos (compradores, e não a fabricante) não terão vantagens, os outros, assim que verem que a tecnologia funciona, podem comprá-lo, sem precisar arriscar sua reputação de empresa confiável (fundamental no setor de logística). Por isso, tenho quase certeza que a Tesla praticamente doou os caminhões para o Walmart aceitar ser o beta user (o que é correto, faz parte do processo da inovação).

                      O Eike Batista também era um beta empresário, turbinado a powerpoints e subsídios públicos.

      • joao vicente da costa

        Tem-se que lembrar que “longa distância” no Brasil é ir do RS ao PA. No Reino Unido (e mesmo na Europa continental), por sua vez, longa distância é algo ridicularmente menor…

        • Fernando Bento Chaves Santana

          Bem lembrado. Trajeto de carro 100 km são corriqueiras no Brasil e para muitos é tem o trajeto do trabalho. Ja para um europeu esta distancia é muito longa.

    • Debraido

      Exatamente. O mais engraçado que uma associação inglesa criticou o caminhão, sendo que na versão mais cara da para atravessar o Reino Unido de ponta a ponta a um custo ridículo, sem recarregar.

    • Mario

      Uma informação importante que faltou, foi o tempo de recarga, pois caminhão parado significa prejuízo. Acho que esse papo que faz de 0 – 100km/h em x segundos, não se presta para caminhões. Qual seria o tempo de recarga do caminhão com autonomia de 800km??? Concordo com a associação britânica. Começo a desconfiar da viabilidade da Tesla. Quando ele vai lançar um avião elétrico?

      • Miguel

        Uma reportagem anterior do NA falava em recarga de mais da metade da bateria em 30 minutos, ou seja, tempo de um lanche.

    • Marcus Mendes

      manutenção do monopólio das empresas petroliferas.

  • Daniel Augusto

    No meu ponto de vista os caminhoneiros merecem coisa melhor, já ouvir dizer que o acabamento dos carros da Tesla são bem vagabundo pelo o que custam, e agora a Tesla chegar querendo dominar um setor a onde grandes marca como volvo, scania, Mercedes Benz é entre outras marcas, buscaram trazer ao longo do tempo melhorias não só para o empresário, mais sim para o mais importante da questão o motorista, que vive a maior parte de sua vida atrás do volante desses caminhões.A Tesla na verdade está pensando mesmo e em economia para os empresários, é em nenhum momento da reportagem eu vir ela falando da vida à bordo do motorista nesse seu novo caminhão.

    • Mauricio Antonello

      coisa melhor? melhor pagar $$ pelo petróleo.

    • th!nk.t4nk

      O acabamento da Tesla é ruim, mas eles podem melhorar. O problema é conseguir fabricar. Infelizmente tá com cara de mais um fiasco, embora eu torça pra que eles consigam mexer com esse mercado. Só que primeiro precisam descascar o abacaxi do Model 3. Se esse virar mico, esquece o caminhão.

  • A título de curiosidade, em um caminhão desse porte não temos o problema de espaço para colocar as baterias, e a questão do peso das baterias também é irrelevante visto o peso que o caminhão transporta. Por que simplesmente não se coloca uma bateria do dobro do tamanho, ou duas, três baterias, para dessa forma dobrar a autonomia? Visto que essa é uma das queixas.

    • Lucas maoam

      Suponho que o problema seja o preço. Para esse caminhão, uma bateria que aumenta a autonomia em mais 320km custa 30 mil dólares a mais. Ainda assim, 800 km de autonomia para um caminhão é pouco. Comparando essa situação a um caminhão diesel, basta colocar um tanque adicional por um valor módico.

      • Roberto

        O grande ganho dos elétricos está no custo do KM rodado com manutenção e combustível.

      • Marcelo Nascimento

        Não consegui achar, um caminhão a diesel com 36 toneladas e com os tanques originais, qual a autonomia?

        • Lucas maoam

          Pelo que encontrei no site da Mercedes, a capacidade dos tanques chega a 300 litros, a um consumo médio de 5,5km/L a autonomia passa de 1500km. Mas o problema maior da autonomia dos elétricos é a falta de pontos de recarga se comparado com o número de postos de combustível.

          • joao vicente da costa

            Fora o fato de ter que ficar parando toda hora (na hipótese de haver muitos pontos de recarga). Caminhão parado é faturamento perdido.

          • Fernando Bento Chaves Santana

            Ao menos nos EUA, foco da vendas do caminhão, a Tesla vem aumentando a quantidade de postos de recargas. E importante lembrar que este não é um produtos para os países do terceiro mundo.

          • Marcelo Nascimento

            Valeu. Então não vejo muito problema. Nenhum motorista vai fazer mais de 800km sem parar para descansar (não vale pro Brasil rs), então, tendo tomadas, é perfeitamente viável.
            Não acho que haver poucos postos de recarga seja empecilho, todo novo combustível sofre no início com isso, mas se ninguém adotar a ideia, ninguém instala tomadas.

          • Zetros1833

            Os caminhões estradeiros tem tanques bem maiores. No caso do modelo brasileiro Actros 2651 6X4 da Mercedes, os tanques são 650 litros e opcionalmente vem com mais um de 240 litros para entre-eixos de 3,30m ou 780 litros e opcionalmente vem com mais um de 300 litros para entre-eixos de 3,60m.

    • Fernando Bento Chaves Santana

      Há muitas possibilidades para um caminhão elétrico:
      -O reboque pode contar com baterias extras para viagens muito logas
      -O reboque pode até mesmo ser tracionado
      -O reboque pode contar com um gerador
      -A ampla superfície do conjunto cavalo-reboque pode ser aproveitada para a instalação de painéis foto-voltaicos
      -A maior massa dos caminhões favorece o uso daqueles amortecedores que aproveitam o movimento da suspensões como fonte de energia elétrica

      • Ubiratã Muniz Silva

        provavelmente a turma da Tesla deve ter pensado nisso.

  • Munn Rá : O de Vida Eterna

    Muito bonito

  • Alvarenga

    Esse Elon Musk deve se achar o carinha la do filme , o homem de ferro, so que na vida real a coisa é bem diferente. Acho que ele ainda vai quebrar a cara ( e a empresa ) com as idéias mirabolantes dele. Não torço contra, sou apenas realista.

    • Willian Gabriel

      Quebrar a cara kkkkkkkkkk, o Elon Musk com a SpaceX (empresa de transporte espacial dele) fez coisas que a NASA tentava a décadas, o caminhão elétrico já é uma realidade e ele vai dominar esse setor do mesmo jeito que domina os carros, todas empresas dele revolucionaram o segmento onde atuam, o cara é muito visionário pode ser que metade dos projetos dele não vinguem como colonizar marte, mas com todos que dão certo não tem como ele não dominar o mercado.

      • tiago

        O caminhão elétrico não é uma realidade é um projeto.
        O MUSK precisa entregar os Model 3 que vendeu e lucrar com eles, provando que o modelo de negócio é viável.

      • D136O

        Sim ele é muito visionário e ganhou muito dinheiro com isso, alias ele ganhou dinheiro no mercado financeiro com suas empresas e não propriamente com produto. Porem acho que carros o buraco é mais embaixo é um volume grande de produção. Ele não domina os carros longe disso, ele tem sim uma posição de vanguarda, mas inúmeras empresas estão respondendo a altura.

  • Fernando Bento Chaves Santana

    Acho que o tal especialista britânico foi precipitado em sua análise pois o Semi não é destinado ao mercado britânico ou europeu. Seria como querer vender um daqueles gigantescos Freightlimer nestes mercados. Basta ver que as dimensões do caminhão não tem nada a ver com qualquer caminhão vendido no velho mundo. Após a introdução do modelo nos EUA talvez a Tesla desenvolva uma variante com dimensões adequadas ao mercado europeu e britânico.

    • Ander33x

      E tbm não esquecer de por o volante e pedais do “lado errado”…kkkkkkkk

      • joao vicente da costa

        No Tesla Semi não há esse problema: o motorista fica no meio da cabine…

  • Maycon Farias

    Esse cara recebeu quanto para fazer essa critica?, talvez de alguma petrolífera. Dentro da média de preços dos outros ele está extremamente atrativo, ainda mais pelo fato de ser elétrico. 20 anos? haha, daqui a 20 anos é arriscado ter carros voando.

  • Alessandro Rodrigues

    Não entendi como um caminhão de longa viagem americano não consegue atender a autonomia do Reino Unido muito menos sobre o custo de rodagem que a empresa apresentou ser menor nos EUA. E lembrando que é inicialmente lá que ele será vendido. A estrutura que a Tesla está montando (o que inclui pontos de recarga), se devidamente executados, atenderá aos caminhões perfeitamente.
    Enfim, essa declaração pareceu mais uma desculpinha de associação com o rabo preso.

  • Luis Burro

    Nossa,mas o humano gosta de complicar!Pq não fazem centros de distribuição em maior quantidade e deixam as grandes distâncias para trem.

    • Louis

      Uma coisa não exclui a outra. Caminhões sempre serão necessários.

      • Luis Burro

        No caso de longas distâncias o trem é muito mais eficiente, indiretamente contribui com a segurança viária tirando várias carretas(q no Brasil costumam ter certa idade e manutenção duvidosa) das estradas.

  • Bruno Silva

    Tesla me parece uma empresa muito visionária, até certo ponto é bom, mas já está fantasioso. Melhor entregar logo os carros que prometeu, antes de pensar em expandir para outros segmentos.

  • Natán Barreto

    Comentário típico de representante de classe afetada pelo futuro.
    Obviamente ele vai criticar um produto inovador que pode trazer perdas ao setor de caminhões tradicionais.

    Quem não conhece esse ciclo repetitivo da história? Sempre assim. Quando o cara inventou a luz elétrica o pessoal que vendia vela e lampião não gostou muito, inclusive tentou impedir a propagação da invenção. Ou até mesmo a briga Uber X Taxi

  • Ubiratã Muniz Silva

    qual o interesse em criticar a aceleração de 0-100 do caminhão? É só uma demonstração do quanto que o motor elétrico disponibiliza torque abundante, que é o que mais importa no transporte de cargas.

    O complicado é que um sistema de baterias para autonomia de 800km em um caminhão vai levar quanto tempo pra carregar?

    de qualquer forma, no começo vai ser de nicho sim, acho improvável que uma empresa de logística troque toda a frota, e sim substitua apenas uma parte dela, primeiro pra “pagar de ecologicamente correto” e segundo para usar de cobaia em situações (leia-se rotas de trabalho) mais controladas.

    O resto, é dar tempo ao tempo. O maior entrave para a tecnologia de elétricos ainda está na tecnologia das baterias, seu custo de reposição e a disponibilidade de pontos de recarga.

    aliás, voltando ao Brasil, não duvido nada que queiram criar um “padrão brasileiro de tomadas de recarga de carros elétricos” obrigando todos os fabricantes a fazerem mudanças nos projetos pra vender seus elétricos aqui. Burocrata brasileiro adora criar coisa “na canetada” em vez de aproveitar o que já funciona.

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