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Tipos de gasolina: conheça todos

Tipos de gasolina: conheça todos

Ao chegar no posto são oferecidos três tipos de gasolina: comum, aditivada e premium. Além do preço que varia, você conhece as diferenças entre elas? É extremamente importante conhecer para saber qual é a ideal para o seu carro.


No manual do proprietário é possível encontrar o tipo de gasolina recomendada para o veículo. Ainda no manual é possível verificar o valor da octanagem, que é definida como a capacidade que o combustível possui de resistir à altas pressões e temperaturas sem detonar.

Este processo de detonação é causado por uma série de explosões na câmara de combustão do veículo gerando um ruído característico semelhante ao de batidas metálicas, por isso ouvimos falar de “batida de pino”. Por outro lado, essas explosões podem causar quebras de válvulas, pistões e, consequentemente, a perda do motor.

Então, quanto maior a octanagem, maior será a resistência à detonação do combustível. Dessa forma, podemos ter motores com taxas de compressão mais elevadas e ponto de ignição avançado, o que leva a maior potência, melhor desempenho e menor consumo de combustível.


Tipos de gasolina: conheça todos
Nos veículos importados, o valor de octanagem também é informado e deve ser abastecido com o tipo de gasolina cujo número é estabelecido pelo fabricante. Vale lembrar que, independente do produtor, a qualidade e desempenho dos combustíveis devem seguir as especificações da Agência Nacional do Petróleo, a ANP.

E qual a diferença da gasolina para avião? Posso utilizar no carro? Para aviação, existem dois tipos de combustível: querosene de aviação (JET A-1) e a gasolina de aviação (AVGAS). Uma para motores a jato e outra para motores à pistão. O uso de uma ou outra se dá pelo motor, no final desta matéria explicamos com mais detalhes sobre essa gasolina e se pode ou não usar em um veículo comum.

Uma pesquisa realizada pela Air-Inc, mostrou que a gasolina que é vendida no Brasil é a segunda mais cara do mundo, só fica atrás da Noruega. Somos um dos 15º maiores produtores de petróleo do mundo e o que faz o Brasil ter um dos combustíveis mais caro? A resposta é simples, a carga tributária é um dos principais motivos e também o monopólio da Petrobras.

Tipos de gasolina: conheça todos

Em uma outra matéria publicada aqui no Notícias Automotivas, explicamos as diferenças entre a gasolina comum e aditivada. Agora, com informações obtidas pela assessoria da Petrobras, ANP e a Lei de Acesso à Informação, iremos apresentar as características de outras gasolinas como: a Premium, Formulada e a de aviação.

Tipos de gasolina: conheça todos

Gasolina Comum

A gasolina comum é a mais “simples” e mais vendida no mercado. Ela possui uma octanagem IAD (Índice Antidetonante) mínima de 87. Diferente da aditivada, a comum não recebe nenhum tipo de aditivos de limpeza, apenas adição de etanol anidro, conforme exigido pela legislação vigente que atualmente é de 27%.

A gasolina comum acaba acumulando resíduos de combustão que são depositados sobre as válvulas de admissão do motor, isso significa que ao longo do tempo esse resíduo irá comprometer as misturas de ar e combustível, gerando danos ao veículo como o aumento de consumo, por exemplo.

Gasolina Aditivada

A gasolina aditivada possui a mesma octanagem da gasolina comum: índice antidetonante mínimo de 87. A principal diferença da aditivada para a comum está no seu trabalho no motor. Como o próprio nome indica, essa gasolina recebe um pacote de aditivos detergentes/dispersantes que mantêm limpo o sistema de alimentação de combustível do veículo como: velas, bicos injetores, válvulas de admissão e até a câmara de combustão. Os dispersantes remove as sujeiras, na prática, ela ajuda a desprender todo o resíduo acumulado.

Além do aditivo modificador de fricção (também conhecido como redutor de atrito) que cria uma camada nas paredes dos cilindros e nos anéis de segmento, reduzindo o atrito entre essas superfícies, auxiliando na redução de consumo de combustível e na melhoria do desempenho do motor.

Para diferenciar da comum, praticamente todas as gasolinas aditivadas do mercado recebem um corante que a deixa com a cor esverdeada. Ela pode abastecer qualquer veículo movido a gasolina, especialmente os equipados com injeção eletrônica.

Tipos de gasolina: conheça todos

Perguntas frequentes sobre a gasolina aditivada:

Um carro acostumado com gasolina comum pode experimentar a aditivada?
Sim, poderá abastecer sem problemas e será até benéfico pois com o uso de gasolina aditivada o combustível passa a limpar o motor.

Posso misturar gasolina comum a aditivada?
Também não há problemas, entretanto os benefícios obtidos com os aditivos não poderão ser observados na íntegra.

Gasolina Premium

Uma das principais diferenças da gasolina premium, está no valor da octanagem, que é superior à das gasolinas comum e aditivada: min. de 91 índice antidetonante, ou seja, é muito mais alto em relação às outras.

De um modo geral, ela tem coloração levemente amarelada e pode ser usada em qualquer veículo movido a gasolina. Praticamente todas as gasolinas Premium do mercado são aditivadas.

A Petrobras ainda trabalha com a Podium. A frente de produtos americanos e europeus, sua octanagem é a maior do mercado para uma gasolina comercial (IAD 97 típica/ 95 mín.). Esse tipo de combustível é recomendado para veículos de alta performance, equipados com sistemas de gerenciamento eletrônico e de injeção mais avançados ou com altas taxas de compressão de modo que se possa obter o máximo de rendimento desse combustível.

Gasolina Formulada

Ela surgiu em meados de 2011 – 2012, segundo a ANP, toda a gasolina produzida aqui no Brasil é formulada, inclusive em outros países. Geralmente, mais barata e é preparada com uma mistura de correntes de hidrocarbonetos. A gasolina formulada pode ser produzida por agentes econômicos (formuladores e centrais petroquímicas) que devem ser autorizados pela ANP ou refinarias.

Visualmente ainda não é possível saber se a gasolina é formulada ou não, no entanto, fique esperto, porque os postos são obrigados a informar na bomba para o consumidor. Segundo a ANP, desde que a gasolina atenda às especificações exigidas, a formulada não causará danos ao veículo. Mas é importante ficar de olho, ela pode causar problemas quando mal produzida pelos formuladores.

Gasolina de aviação

Tipos de gasolina: conheça todos

Na América Latina, o Brasil é o maior consumidor de combustíveis de aviação. Como explicamos no início desta matéria, a aviação utiliza dois tipos de combustíveis: querosene e gasolina.

A Jet-A1 ou QAV (querosene), é feita por processo de refino derivado de petróleo. Nela, contém cadeias de 11 a 12 carbonos, sendo utilizada principalmente em aviões com motores movidos a turbina. Há diversos tipos de querosene para avião, eles mudam de acordo com a região, ponto de congelamento e fulgor. Ela também pode mudar de acordo com questões de segurança e necessidades caracterizantes.

Já a o AVGAS (gasolina) também é derivado, obviamente, do petróleo e conta com uma cadeia de 5 a 8 carbonos. Esse tipo de combustível geralmente é utilizado para aviões de pequeno porte, que têm motores com ignição por centelha.

Ela é clara e totalmente isenta de água, mas, atenção: por conter chumbo tetraetila na sua composição, em hipótese alguma você poderá utilizar o combustível de aviação em um veículo automotivo.

Tipos de gasolina: conheça todos
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47 Comentários

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    • Enquanto o BR não melhorar sua infraestrutura (investimento maciço em geração, especialmente térmica -plaquinhas solares não produzem energia a noite, quando a maior parte dos carros estará carregando e cata ventos só produzem bem, quando ha ventos), contente-se apenas com carrinhos de controle remoto.

  • Não concordo com o parágrafo: “Ela é clara e totalmente isenta de água, mas, atenção: por conter chumbo tetraetila na sua composição, em hipótese alguma você poderá utilizar o combustível de aviação em um veículo automotivo.”. O principal problema está se o seu veículo catalisador. Há muita gente que usa AVGAS em carros antigos (pois mesmo as Premium – que “envelhecem” menos, possuem algum álcool na composição). Sem contar que aeronaves,motocicletas e embarcações também são exemplos de automotivos…..

    • o catalizador não protege da emissão de chumbo(inclusive ele é danificado pelo chumbo) na atmosfera, por isso utilizamos etanol na gasolina pois ele faz o efeito do chumbo, sendo um antidetonante, é uma lastima que ainda usem chumbo na gasolina de aviação…
      nem é preciso falar que é extremamente cancerígeno e danoso a saúde humana sem contar que é ilegal seu uso e comercialização para automóveis.
      quem é colecionador, tem carro antigo e precisa de um combustível sem tanto etanol, compra a premium e retira o etanol em galões em casa, já que esses dois componentes não se misturam bem é só decantar com um pouco de água

      • “O principal problema está se o seu veículo possui catalisador” – é justamente igual ao que você escreve. O problema é o encontro chumbo tetraetila + catalisador. Por isso carros muito antigos “podem” usar. Por isso alguns pilotos de jet-ski usam… e por aí vai…por que estes veículos não possuem a peça. Não tem nada a ver com lástima o seu uso. Simplesmente há problemas com sua substituição. A alta hidrofilia do metanol, por exemplo, não faz possível usá-lo como antidetonante na aviação. Usar metanol ou outro ? Se você conhecer a chave deste problema ficará rico. A aviação é outra das minhas paixões, e hoje usamos nas aeronaves de motor a pistão o AvGas 100LL (100 “low lead”), por conter um baixo teor de chumbo. Por ser um componente caro, o chumbo tetraetila é usado em baixa porcentagem cerca de 0.56%. O pessoal só naõ usa mais pelo preço, quase R$ 8,00 o litro na capital onde moro. Outro ponto que você acerta é que o antidetonante é realmente cancerígeno e extremamente tóxico.

    • Com certeza. Embora cada um possa fazer testes para determinar (com precisão comprometida), qual o combustível é mais vantajoso do ponto de vista econômico. Os benefício a muito longo prazo é que se dispersam, tendo em vista que os carros, estão cada vez com seu ciclo de vida útil mais diminuído.

      • Creio que esse ciclo não tem sido muito diferente de alguns anos atrás. Uma questão é que muitos modelos são reformulados fazendo com que a manutenção não seja a mesma. E a troca dos carros se torne mais natural, não apenas pelo ciclo de vida, mas por modelos mais atualizados, com novos recursos e outros itens.

    • Seria interessante os carros terem um sensor de qualidade do combustível e quantidade, pois quando um posto não coloca gasolina adulterada coloca menos combustível….ai ficamos a mercê.

  • Excelente matéria, NA referência para muitos auto entusiastas.Agora uma dúvida, eu vi uma reportagem uma vez em que a ANP declarava não fiscalizar quais “aditivos” eram colocados, que aquilo era uma oferta que o posto podia dar conforme julgasse melhor e mais rentável, dito isto tem que ter cuidado com algumas aditivadas, priorizando as conhecidas, até porque é muito comum ver preço igual na aditivada e na comum, o que já dá pra desconfiar de que este aditivo nem sempre é tão benéfico…

  • Por via das famosas dúvidas, nunca me arrisquei com gasolina aditivada em todos os carros monocombustíveis a gasolina que tive e tenho. Vou de comum mesmo.

  • Gostaria de tira uma dúvida aqui com vocês. Ouço muuuuita gente na internet reclamando da tal gasolina formulada. Dizendo que o rendimento não é o mesmo. Falam que a rede Ipiranga tá trabalhando só com ela.

    Agora recentemente, por coincidência, uma amiga precisou pega a estrada e abasteceu em um posto Ipiranga. Ela disse que o carro, um HB20, que normalmente faz +/- 10 km/L, fez por volta de 8 km/L. Até perguntei se o carro estava falhando de alguma maneira. Mas ela disse que não, que só consumiu muito.
    Por via das dúvidas acho que vou pula fora dela.

    • É uma droga.
      Com gasolina boa meu carro faz 15km/l, quando pega formulada o desempenho é pior, o consumo cai para 13 ou 12 km/l.
      Fora que tive sérios problemas de depósitos no comando de válvulas de um dos meus carros por que eu abastecia sempre em um posto com a formulada.

  • Prefiro abastecer com etanol. É um combustível ambientalmente mais interessante, preserva o motor, mais vantajoso economicamente e, caso seja adulterado vai conter mais água, o que faz com que o carro consuma mais, mas sem causar danos ao motor… só uso gasolina (comum) na minha Vespa… o carro vai sempre com etanol…

    • Para o motor em si o etanol tem suas vantagens: maior octanagem, melhor detonação, mantém uma limpeza maior; mas no geral o etanol agride mais bomba de combustível, dutos por onde passa, borrachas; e ao contrário a água com certeza afeta o motor e possivelmente causará danos.

      • Com a temperatura da câmara de combustão a água vaporiza… sem danos ao motor. A agressão do etanol só acontecia nos primeiros veículos… hoje todo motor é tratado para não sofrer a corrosão!!!

      • Aqui no sul de MG está praticamente o mesmo valor por km rodado… tanto no etanol como na gasolina. Pelo mesmo preço, ou com uma desvantagem pequena, fico com o combustível vegetal… o ambiente e o motor do meu carro agradecem!!!

    • Só uso etanol também. Para quem mora em SP não há sentido usar gasolina em flex, ainda mais com as batidas de pinos que normalmente dá usando o derivado de petróleo.

  • Eita industriazinha suja essa do petróleo… kkkk “Uma pesquisa realizada pela Air-Inc, mostrou que a gasolina que é
    vendida no Brasil é a segunda mais cara do mundo, só fica atrás da
    Noruega. Somos um dos 15º maiores produtores de petróleo do mundo e o
    que faz o Brasil ter um dos combustíveis mais caro? A resposta é
    simples, a carga tributária é um dos principais motivos e também o
    monopólio da Petrobras.”
    Qual lugar no ranking de produtores a Noruega ocupa para a ter a gasolina mais cara? Quais seus principais produtores e distribuidores? Qual nível de controle estatal? Os lucros/royalties são revertidos? Qual a multa se o gás for lançado na atmosfera? http://www.congreso.es/docu/docum/ddocum/dosieres/sleg/legislatura_10/spl_76/pdfs/19.pdf

  • Só a carga tributária e o monopólio da Petrobras não explicam os alto preços dos combustíveis no Brasil. A cartelização e o lucro Brasil são fatores importantes.

  • Não entendo o motivo de se falar tanto nessa gasolina formulada nos últimos tempos (vários site e programas de TV abordaram o assunto). Primeiro pq existe desde 2012 e segundo, pq de acordo com a ANP, toda gasolina vendida no Brasil é formulada.

    Se não é novidade (existe há seis anos) e não temos escolha (toda gasolina é formulada) pq dessa onda de notícias sobre o assunto? Alguém sabe me explicar?

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