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Top 10: carros conversíveis fabricados no Brasil

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Seja talvez pela insegurança de se andar com o rosto dos ocupantes e o interior do carro totalmente à mostra ou pelo calor escaldante que avassala boa parte do território nacional em diversas épocas do ano, os conversíveis nunca conseguiram se posicionar como modelos de sucesso no País – os preços mais altos também contribuíram para vendas mais baixas. Apesar disso, algumas fabricantes apostaram fortemente neste segmento.



Sobretudo nas décadas anteriores, os brasileiros puderam adquirir carros conversíveis produzidos no Brasil. A lista incluía modelos clássicos e até mesmo esportivo. Acredite se quiser: conseguimos reunir 10 carros esportivos fabricado localmente. Você sabe quais são eles? Confira:

Adamo GTM C2

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Você provavelmente não deve saber da existência do Adamo GT. Este modelo foi desenvolvido por uma fabricante local, com sede na zona sul da cidade de São Paulo, tendo como objetivo diversificar a produção de carros esportivos – na época, o Puma reinava no mercado e sem grandes concorrentes. Ele foi lançado na década de 1970, sendo que o conversível Adamo GTM C2 chegou às concessionárias em 1981.

O modelo era construído a partir da mesma plataforma da VW Brasilia, fazendo dele um carro acessível. Ele contava com uma capota com acionamento manual e motor 1.8 a álcool refrigerado a água, sendo que alguns exemplares saíram de fábrica com um 2.0 litros na configuração AC 2000 – ambos os propulsores também são de origem Volkswagen.

Chevrolet Kadett GSi Conversível

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Não bastasse o Kadett GSi convencional, que chamava a atenção na época pelo conjunto motriz com injeção eletrônica, a Chevrolet ofereceu a versão conversível do carro. Ele chegou às concessionárias no fim de 1991 e era produzido localmente, mas com chapas do conversível instaladas no estúdio Bertone na Itália. Após isso, a carroceria retornava ao Brasil, onde a marca colocava toda a mecânica e fazia os procedimentos de pintura, acabamento e instalação da capota.

Outro atrativo do carro era o motor 2.0 litros de 121 cavalos, que fazia o modelo atingir velocidade máxima superior a 170 km/h. Havia ainda trio elétrico, suspensão traseira regulável, volante escamoteável, painel digital, bancos Recaro e freio a disco nas quatro rodas.

Fera XK

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Embora não tenha sido um carro totalmente original, o Fera XK também ocupa um espaço neste ranking. O automóvel foi lançado no fim de 1981 e nada mais era que uma réplica do Jaguar XK 120.  Na primeira leva foram produzidas somente 12 unidades do veículo.

O Fera XK era construído a partir de uma adaptação de uma carroceria de fibra sobre as longarinas recortadas de um Chevrolet Opala. Na motorização, ele contava com um seis cilindros também de origem General Motors. Ele chamava atenção pelos detalhes impecáveis, como o visual com diversos cromados, acabamento interno com revestimentos em tecido e couro, madeira no volante, itens em aço inoxidável, entre outros.

Ford Escort XR3 Conversível

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Dá para considerar o Ford Escort XR3 Conversível um dos “sem teto” mais populares no mercado brasileiro. O modelo foi introduzido em nosso País no ano de 1985 como o segundo conversível produzido localmente – o primeiro foi o carro que se posiciona logo abaixo neste ranking. O Escort XR3 Conversível se diferenciava, obviamente, pela capota removível, que podia ser retirada soltando duas travas sobre as janelas do motorista, criando um teto quase que totalmente livre – a não ser pelo arco central.

Em comparação com a versão hatch, o XR3 Conversível tinha cerca de 350 peças diferentes e 70 kg extras. O modelo era equipado com um motor 1.6 CHT de até 82 cavalos de potência. Ele recebeu capota com acionamento eletro-hidráulico em 1989.

Entretanto, a segunda geração surgiu em 1992, com direito a um motor 2.0 litros (com injeção eletrônica) de 122 cavalos. Esta configuração foi produzida até 1995.

Karmann-Ghia Conversível

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O Karmann-Ghia é, sem dúvidas, um dos conversíveis mais raros já produzidos no território nacional. A versão “sem teto” do modelo foi lançada por aqui em 1968 e somou apenas 177 unidades fabricadas pela Volkswagen, que atualmente são consideradas a “galinha dos ovos de ouro” dos proprietários, vulgo colecionadores. Caso você queira um exemplar deste conversível, certamente terá que desembolsar mais de R$ 100 mil para estaciona-lo em sua garagem.

Este modelo é equipado com um motor traseiro boxer de 1.500 cm³, capaz de desenvolver 44 cavalos de potência. Em 1970, ele passou a usar um propulsor de 1.600 cm³, mais potente, com 50 cv. Entretanto, apesar de toda a exclusividade, o modelo sofre com sua capota de lona que não consegue manter o interior livre de água em casos de chuva mais pesada – embora seja bem provável que boa parte dos proprietários mantenham o Karmann-Ghia conversível em suas garagens.

Miura Kabrio e Miura Spider

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O mais raro dos Miura também aparece por aqui. O Miura Kabrio foi lançado no ano de 1984 como uma espécie de versão mais popular do Miura Spider, com formas mais compactas e motorização a ar. Entretanto, ele teve somente 14 unidades produzidas, todas com o motor 1.600 cc da Volkswagen Brasilia, que rendia 65 cv e 12 kgfm de torque.

O Miura Spider, por sua vez, era nada mais que o modelo “sem teto” do Targa, com direito a uma capota de lona operada manualmente. Esta configuração era mais refinada e oferecia um motor 1.6 AP de 98 cv e 14,2 kgfm, com câmbio manual de cinco marchas e tração dianteira. O Spider foi oferecido entre 1983 e 1986.

MP Lafer

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[Imagem: Mplafer.net]

Idealizado por um proprietário de uma fábrica de móveis, o MP Lafer chegou ao mercado em 1974 como uma espécie de réplica bastante fiel do inglês MG TD. Este modelo foi comercializado por 16 anos, sendo que neste intervalo 4,3 mil exemplares foram às ruas. Um dos destaques do carro era o visual bastante atrativo. Entretanto, pecava pela motorização fraca demais.

O MP Lafer foi equipado com um motor 1.6 litro boxer traseiro de quatro cilindros, herdado do VW Fusca – os primeiros exemplares foram equipados com o propulsor VW 1.500 cc. Esta unidade conseguia desenvolver até 60 cavalos de 12 kgfm e estava combinada a um câmbio de quatro marchas. Tal aparato era capaz de leva-o aos 100 km/h em quase 22 segundos!

Puma Spyder e Puma GTS

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[Imagem: Registros Automotivos do Cotidiano]

Ao longo de sua “vida”, o Puma teve duas versões “sem teto”. O primeiro modelo da linha foi o Puma Spyder, que foi comercializado entre os anos de 1971 e 1972, com direito a uma capota removível de lona ou de fibra de vidro. Já a segunda variante foi a GTS, que substituiu a anterior e teve uma vida mais longa, entre 1973 e 1980, com 7 mil unidades produzidas.

O Puma GTS era nada mais que uma reestilização do anterior e contava com um motor 1.6 litro boxer traseiro de quatro cilindros, que rendia 70 cavalos de potência e 12,3 kgfm de torque máximos.

Suzuki Jimny Canvas

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Por incrível que pareça, há um conversível brasileiro recente nesta lista. O Suzuki Jimny Canvas foi anunciado por aqui no início de 2017 e, pelo visto, teve uma vida curta, já que não consta mais no site da empresa. Ele chegou por quase R$ 81 mil e trazia como diferencial a cobertura removível de lona na parte traseira, que dava a sensação de ar livre aos ocupantes do banco de trás, além dos reforços estruturais de aço tubular estofado.

O jipinho conversível oferece um motor 1.3 16V a gasolina com até 83 cavalos de potência e 11,2 kgfm de torque, atrelado a um câmbio manual de cinco marchas e tração 4×4 com reduzida.

Willys-Interlagos Conversível

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Versão brasileira do Renault Alpine, o Willys-Interlagos foi comercializado por aqui em três configurações diferentes: conversível, berlineta e cupê. A primeira variante era uma exclusividade do nosso mercado e chegou às lojas em 1961, se posicionando como o primeiro conversível produzido por aqui – ele foi ainda o primeiro carro nacional com carroceria confeccionada em plástico reforçado com fibra de vidro.

Tanto o cupê como o conversível foram comercializados com um motor traseiro de quatro cilindros em linha de 845 ou 904 cc, com potência de 40 e 56 cavalos, respectivamente, sempre com 7,6 kgfm de torque.

4.0

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  • A.T.

    Faltaram todos os Chamonix (550, super90 e speedster).

  • T1000

    Faltou o gurgel x2.
    O Br800 muita gente adaptava para conversível, mas nao sei se realmente foi comercializado.

  • Alvaro

    Ah faltou também o Lobini H1

  • Racer

    Karmann-Ghia…amor antigo…Depois o MP Lafer.

  • afonso200

    esses dias tava afim de comprar um 307 CC AT,,,estava intero, mas dai fiz as contas, vale mais a pena gastar em 3 vigens aos EUA e locar carros legais la

  • Ricardo

    Não curto conversíveis!

  • Jorge Osório Cortese Magalhães

    Faltou o elegante Santa Matilde!

  • Maycon Farias

    Se eu tivesse o modelo da primeira foto eu faria uma garagem de vidro dentro da sala.

    • NaoFaloComBandeirantes

      hahahahah! Com toda certeza!

  • Gustavo Gomes

    Onde está a SM – Santa Matilde?! Será falta de conhecimento da história por parte dos redatores?! O principal carro da década de 80,o mais belo, desejado e exclusivo! Que falha…

  • Russel Riehle

    Realmente incompreensível a falta do Santa Matilde!

  • Geraldo Xavier

    O xr3 era quem encantava minha infância. Toda vez que saia nas ruas eu ficava contando Escort com meu pai e o xr3 valia 3 pontos

    • REDDINGTON

      Aquele último XR 3 vermelho permeava meus sonhos…

      • Geraldo Xavier

        O amarelo também era demais

        • Celso

          Bem q a Ford poderia lançar um Fiesta XR3 com motor 1.0 EcoBoost e câmbio manual. Ela faria isso fácil, fácil.

          • Geraldo Xavier

            Conversível

      • Mr. Pennybags

        tinha um azul metalico mto doido tb

  • joao vicente da costa

    Vi há alguns meses o Jimny Canvas numa concessionária Suzuki… se não fosse tão caro eu até pensaria em levar um!

  • Ma-Mutt : O Cãozinho Eterno

    Kadett GSi e Escort XR3 : podem não ser os melhores esportivos do mundo mas quem não queria um desses

    • Robinho

      exatamente, era ou é o sonho de muita gente…

  • Hoffmann

    Na verdade o Jimmy Canvas nunca sequer constou no site da Suzuki. Ainda tem unidades zero km 17/17 nas concessionárias e alguns proprietários nos fóruns reclamam que a capota de lona é bem frágil, tem um problema clássico de rasgar na área dos botões.

    Ter um conversível novo com capota de lona/tecido no Brasil hoje é pedir para ter problemas, se for um cuja capota pode ser retirada sem dificuldade por quem está do lado de fora é implorar por prejuízo.

  • Samluzbh

    Cade o 500 Cabrio, na pressa de postar matérias deixam muito incompletas.

    • zekinha71

      Por acaso o 500 já foi produzido aqui?
      Essa matéria é só sobre produção nacional.

  • zekinha71

    Como disseram em baixo, faltaram alguns modelos, e tirando o XR3 , o MP Lafer e em menor escala o Kadett, pra ver na rua o resto é igual ganhar na mega da virada, quase que impossível.

  • Cristiano

    No trecho sobre o Xr3 está escrito que ele foi “o modelo foi introduzido em nosso País no ano de 1985 como o segundo
    conversível produzido localmente – o primeiro foi o carro que se
    posiciona logo abaixo neste ranking. (Karmann Ghia)”. Deduzindo que estão falando dos produzidos em série, foi o quarto, terceiro KG, segundo Interlagos e primeiro o Jeep, já que se o Jimny entrou…

  • Paulo Roberto Steindoff

    Apenas como dado histórico, pois não foi comercializado, o primeiro automóvel, quatro rodas, fabricado no Brasil foi um conversível.
    Foi um fusca que o presidente Juscelino utilizou na inauguração da fábrica da vw

  • Baetatrip

    Que belo Jimny Canvas….. Mas não acho correto de cobrar tanto!

    • Edson Fernandes

      Só assim para caber 4 pessoas nele…rs

  • Marcos Aurelio Lorenz

    Que falta de memória. O Santa Matilde fez história, cadê ele?

  • Edson Fernandes

    O Kadett GSI conversivel, tinha instalaçao de bancos, pintura e chapas na Italia. Tanto que o preço a epoca, era quase o DOBRO do preço do Kadett GSI. Um dos carros mais caros do Brasil na epoca ainda de mercado fechado ja que acima dele apenas Omega (que começaria logo depois) e os importados com preços em dolares.

  • Luconces

    Senti falta de:

    Chamonix;
    Gurgel;
    Santa Maltide;
    Troller T4;
    Bianco Tarpan (clássico!)

  • Fabão Rocky

    Infelizmente Brasil um país de tolos. A mentira mais cabeluda q já vi é dizer que brasileiro é apaixonado por carro. Apaixonado por carro? Cada dia q se passa, as opções em termos de categoria está ficando pior. Td bem que no passado sempre foi raro de se ver um conversível pelas ruas mas pelo menos tínhamos alguns enquanto que hoje não temos mais nenhum. Nenhum conversível, nenhum cupê, nenhum esportivo. Cada dia q e passa o mercado está se restringindo à modinha dos altinhos e isso aqui tá virando uma caminholândia. Depois falam mal dos americanos e dizem q os EUA é caminholândia. Pelo menos lá tem caminhões q se prezam como Ford F150 Raptor, Dodge RAM, GMC Sierra, Chevrolet Silverado, a clássica El Camino; tudo isso fora os outros carros legais que não temos por aqui como os pony cars e uma enxurrada de outros modelos de carro.

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