Top 10: Carros mais caros do Brasil sem controle de estabilidade

Top 10: Carros mais caros do Brasil sem controle de estabilidade

Se você se preocupa com o nível de segurança do seu carro, certamente vai procurar um modelo que tenha o controle de estabilidade, considerado a maior inovação no assunto depois do cinto de segurança.


O programa/controle eletrônico de estabilidade é um sistema eletrônico que atua diretamente nos freios, e também é conhecido como ESC (Electronic Stability Control) ou ESP (Electronic Stability Program).

Quando o carro tem esse equipamento, o sistema evita que o motorista perca o controle em curvas ou desvios de trajetória, mesmo em movimentos bruscos e repentinos. Isso acontece porque ele analisa a rotação de cada roda em relação à velocidade do veículo, identificando se alguma está perdendo a aderência.

Se esse for o caso, o controle de estabilidade pode acionar o freio daquela unidade, corrigindo a trajetória do carro e evitando um acidente.

Modelos mais caros oferecem diversos níveis de atuação do ESP, que também é chamado comercialmente de VSC, AFU, VSA, entre outros. Ele também costuma vir acompanhado do controle de tração e, em alguns casos, do assistente de partida em rampas.

O controle de estabilidade só se tornou obrigatório nos carros novos no Brasil em 1º de janeiro de 2020. Para todos os modelos da frota nacional, o prazo para as montadoras era janeiro de 2022, mas isso foi alterado.

Conforme a Resolução nº 799 do Contran, de 22 de outubro de 2020, todos os modelos vendidos por aqui só deverão ter o ESP em 1º de janeiro de 2024. O motivo, segundo o governo, foi uma solicitação dos fabricantes devido à pandemia do coronavírus.

Além disso, outros itens de segurança também tiveram seus prazos adiados para 2024, como luzes de rodagem diurna, luzes repetidoras laterais, regulagem de altura dos faróis, alerta de não afivelamento de cintos de segurança e luzes de frenagem de emergência.

Enquanto essa data não chega, ainda temos diversos modelos que não oferecem esse sistema de segurança. Você saberia dizer quais são os mais caros nessa condição?

A lista abaixo mostra os 10 carros mais caros do Brasil sem controle de estabilidade (ESP). Vale destacar que elencamos as versões mais caras de cada modelo, sem qualquer opcional. Confira!

Veja também: Top 10: carros mais baratos com ESP (controle de estabilidade)

1) Suzuki Jimny Forest 1.3 – R$ 128.990

Top 10: Carros mais caros do Brasil sem controle de estabilidade

O modelo mais caro em nosso mercado sem o controle de estabilidade é o Suzuki Jimny, que em sua versão topo de linha Forest custa R$ 128.990.

Voltado para o uso off-road, o Jimny fica devendo em outros aspectos, pois também não oferece controle de tração e assistente de partida em rampas, como seu irmão Jimny Sierra. Além disso, vem apenas com dois airbags e freios ABS, itens obrigatórios por aqui.

Esse mesmo cenário tem sido visto em toda a sua linha, que tem ainda as versões 4Work (R$ 109.990), 4All (R$ 113.990) e 4Sport (R$ 121.990). Todas são equipadas com motor 1.3 de 85 cv e 11,2 kgfm, ligado ao câmbio manual de 5 marchas e com tração 4×4.

A versão topo de linha Forest, por outro lado, oferece um visual exclusivo na cor Verde Floresta. Ela ainda vem com proteção para a caixa de transferência, suspensão modificada, altura do solo elevada para 268 mm, bagageiro do tipo cesta e multimídia de 7 polegadas.

2) Fiat Doblò Essence 1.8 – R$ 115.990

Top 10: Carros mais caros do Brasil sem controle de estabilidade

Quando falamos sobre a falta de certos itens, como o ESP, normalmente vemos esse cenário em modelos com projeto mais antigo. E é difícil encontrar um carro mais defasado no Brasil do que o Doblò.

O modelo da Fiat ainda tem uma certa procura por oferecer espaço para sete ocupantes, mas ele peca em quase todos os outros aspectos. Na segurança, tem apenas airbag duplo e freios ABS, o que exclui controle de tração, assistente de partida em rampas e qualquer outro dispositivo mais moderno.

Em termos de conforto, o italiano tem um pacote bem enxuto, com ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricos, volante com regulagem de altura e computador de bordo. Itens como rádio, retrovisores elétricos ou sensor de estacionamento só aparecem como opcionais, num pacote que custa R$ 4.550.

Além disso, seu visual é cansado e o motor continua sendo o 1.8 E.torQ de 130/132 cv e 18,4/18,9 kgfm, com câmbio manual de 5 marchas.

3) Peugeot 2008 Allure Pack 1.6 AT – R$ 107.490

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A versão de entrada do Peugeot 2008 completa nosso pódio dos modelos mais caros sem ESP. Ela custa quase R$ 107,5 mil e também não oferece controle de tração, mas vem com quatro airbags.

Além disso, o francês tem o Peugeot i-Cockpit, volante em couro com regulagem de altura e profundidade, ar-condicionado, piloto automático, central multimídia de 7 polegadas, câmera de ré, rodas de 16 polegadas, entre outros.

Se você quiser uma versão do Peugeot 2008 com mais itens de segurança, terá que optar pela configuração intermediária Griffe, que vem com seis airbags, Grip Control (controle de tração e estabilidade) e ainda carrega o motor 1.6 turbo de 173 cv.

Já no caso da versão Allure Pack, o motor é o 1.6 aspirado de 118 cv e 16,1 kgfm, com câmbio automático de 6 marchas.

4) Honda City EXL 1.5 CVT – R$ 102.200

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Na quarta posição dos carros mais caros sem o controle de estabilidade (todos acima de R$ 100 mil), temos um caso curioso: o City.

Mesmo com a oferta desse item no Fit e no WR-V, com quem divide a plataforma, o sedã segue como o único da linha da Honda por aqui sem ESP (e sem controle de tração também). Ainda bem que isso vai mudar com a nova geração, que deve chegar em 2022.

Por enquanto, todas as versões do City ficam sem o controle de estabilidade, desde a opção DX (R$ 75.300) até a topo de linha EXL (R$ 102.200). Diferente dos modelos citados acima, porém, o sedã vem bem equipado em outros quesitos.

Na versão mais cara, ele oferece seis airbags, faróis full LED, lanternas em LED, bancos em couro, ar-condicionado digital, multimídia de 7 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay, câmera de ré, piloto automático e rodas de liga leve de 16 polegadas.

O motor é 1.5 e entrega 116 cv e 15,3 kgfm de torque, com câmbio CVT.

5) Fiat Fiorino Endurance 1.4 – R$ 93.990

Top 10: Carros mais caros do Brasil sem controle de estabilidade

Outro modelo da Fiat que pede uma renovação por aqui é o Fiorino, que ainda se mantém como uma opção bastante procurada para quem busca um modelo de trabalho.

Todas as suas versões, incluindo a opção Endurance, tem apenas o básico em termos de segurança e conforto. Ou seja, esqueça itens como controle de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas ou qualquer outro similar.

Mesmo custando quase R$ 94 mil, o Fiorino Endurance vem apenas com ar-condicionado, direção hidráulica, computador de bordo, faróis de neblina, travas e vidros elétricos, volante com regulagem de altura e rodas de aço aro 14.

O motor é o conhecido Fire 1.4, que entrega 85/88 cv e 12,4/12,5 kgfm de torque, com câmbio manual de cinco marchas.

6) Chery Tiggo 2 Look 1.5 AT – R$ 86.790

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A Chery vem fazendo um bom trabalho de renovação de sua linha no Brasil. Uma prova disso é que apenas o Tiggo 2, um de seus projetos antigos, é oferecido sem controle de estabilidade em algumas versões.

A mais cara sem esse item de segurança é a Look AT, que vem com lanternas em LED, indicador de pressão dos pneus, ar-condicionado eletrônico, volante com regulagem de altura, diferentes modos de condução, sensor de estacionamento, câmera de ré, rádio com Bluetooth e USB e rodas de 16 polegadas.

Se quiser levar o Tiggo 2 com os controles de estabilidade e tração, a única opção é a versão ACT, que custa R$ 92.190. Todas são equipadas com o motor 1.5 de 110/115 cv e 13,8/14,9 kgfm de torque, nesse caso com câmbio automático de 4 marchas.

7) Renault Stepway Zen 1.6 – R$ 85.590

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A versão aventureira do Sandero é vendida como um modelo separado por aqui, chamado Stepway, e sua versão de entrada Zen não oferece o controle de estabilidade.

Além das mudanças estéticas, o Stepway vem com central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay, sensor de estacionamento, direção elétrica, quatro airbags, computador de bordo, luzes diurnas e lanternas em LED, rodas de 16 polegadas, entre outros.

O motor aqui é o 1.6 16V de 115/118 cv e 16 kgfm de torque, com câmbio manual de 5 marchas. Com esse mesmo conjunto, a versão topo de linha Iconic oferece câmbio CVT e controle de estabilidade com auxílio de partida em rampa.

8) Volkswagen Voyage 1.6 AT – R$ 85.250

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Não é apenas a Fiat que tem alguns modelos com projeto antigo por aqui, pois a Volkswagen faz o mesmo com a dupla Gol e Voyage. O sedã passa dos R$ 85 mil em sua versão mais cara, o que garantiu um lugar nessa lista.

Diferente dos modelos italianos, porém, o Voyage pode ficar bem mais equipado com seus opcionais. Completo, ele vem com chave canivete, espelhos elétricos, faróis de neblina, sensor de estacionamento, sistema de som, volante multifuncional e rodas de 15 polegadas.

Mesmo assim, nenhum pacote oferece controle de tração e estabilidade, assistente de partida em rampas ou outros itens de segurança adicionais. O motor do sedã é o 1.6 de 120 cv com câmbio automático de 6 velocidades.

9) Nissan V-Drive 1.6 Premium CVT – R$ 82.790

Top 10: Carros mais caros do Brasil sem controle de estabilidade

Ainda na casa dos R$ 80 mil, o V-Drive é outro modelo que dispensa o controle de estabilidade em todas as suas versões. Isso inclui até mesmo a opção mais cara Premium CVT, que beira os R$ 83 mil.

A versão antiga do Versa é oferecida em cinco versões por aqui, sendo que a citada nessa posição é bem mais equipada. Vem com ar-condicionado automático digital, multimídia de 7 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay, câmera de ré, direção elétrica, rodas de 16 polegadas, entre outros.

O motor é o 1.6 de 111 cv e 15,1 kgfm de torque, com câmbio CVT.

10) Renault Logan Zen 1.6  – R$ 81.990

Top 10: Carros mais caros do Brasil sem controle de estabilidade

Fechando nossa lista, o Logan Zen é outro representante do segmento de sedãs que não oferece o ESP. Assim como o rival da Nissan, ele também tem essa falha em todas as versões.

Com isso, a opção mais cara (que custa quase R$ 82 mil) tem um nível de segurança mais baixo. Por outro lado, vem com quatro airbags, ar-condicionado, direção elétrica, sensor de estacionamento, central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay, start/stop, luzes diurnas de LED e rodas de 16 polegadas.

Debaixo do capô, o francês tem o conhecido motor 1.6 de 115/118 cv e 16 kgfm de torque, com câmbio manual de 5 marchas.

Carros mais caros do Brasil sem controle de estabilidade (ESP)

  1. Suzuki Jimny Forest 1.3 – R$ 128.990
  2. Fiat Doblò Essence 1.8 – R$ 115.990
  3. Peugeot 2008 Allure Pack 1.6 AT – R$ 107.490
  4. Honda City EXL 1.5 CVT – R$ 102.200
  5. Fiat Fiorino Endurance 1.4 – R$ 93.990
  6. Chery Tiggo 2 Look 1.5 AT – R$ 86.790
  7. Renault Stepway Zen 1.6 – R$ 85.590
  8. Volkswagen Voyage 1.6 AT – R$ 85.250
  9. Nissan V-Drive 1.6 Premium CVT – R$ 82.790
  10. Renault Logan Zen 1.6 – R$ 81.990

Viny Furlani

Formado em Gestão de Negócios, trabalha no segmento automotivo há mais de 17 anos. Em 2009, passou a escrever avaliações e notícias sobre carros, totalizando mais de 2.000 artigos, em vários sites. Além das matérias escritas para o NA, também cuida das mídias sociais do site.