Top 10: Carros que saíram de linha em 2019

Golf Variant 2019

Queda de vendas, popularidade ou simplesmente por espaço para fabricação de outros automóveis, são diversos os motivos para uma montadora deixar de produzir um modelo.

Muitos deles deixaram de ser fabricados nos últimos anos, na lista: Chevrolet Classic, Renault Clio, Nissan Altima, BMW Z4, Fiat Siena EL, Fiat Punto T-Jet, Volkswagen Gol (que teve produção reduzida) e o Nissan Altima que não fez tanto sucesso por aqui.


Vale a pena comprar um carro que já saiu de linha?

Um automóvel que não é mais fabricado possui uma grande desvalorização, entretanto pode ser uma alternativa positiva quando falamos em economia. Você pode encontrar um carro mais barato e completo do que outros que ainda são produzidos. É claro que é necessário levar em conta também que depois ele vai desvalorizar mais como usado.

Com a crise, que estava mais forte até 2017, muita mudança ocorreu no setor automotivo. Foram reestruturações e modelos que saíram de linha. A Fiat foi radical em tirar de circulação diversos carros e começou a apresentar um novo portfólio ao mercado brasileiro.

A montadora italiana deixou de produzir seis modelos: Bravo, Punto, Idea, Linea, Freemont e o Palio Fire. A Ford tirou todas as versões do Fiesta e do Focus, e a Volkswagen enxugou sua linha ao aposentar Golf, Spacefox e Fusca.

Dez modelos que saíram de linha em 2019 no Brasil

1 – Ford Fiesta

Logo no começo de 2019, a Ford anunciou o fim da produção do Fiesta, em suas versões hatch e sedã. O modelo era feito na planta de São Bernardo do Campo (SP), onde a linha de produção do Fiesta resistiu até junho. Nessa época as últimas unidades foram enviadas às concessionárias, mas logo o modelo saiu oficialmente de linha.

Junto com o Fiesta, toda a fábrica do ABC foi fechada, o que também encerrou a produção de vários caminhões, como as linhas Cargo, F-4000 e F-350.

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2 – Peugeot 308 e 408

A dupla da Peugeot já vinha anunciando sua despedida, especialmente pelas baixas vendas no Brasil. O anúncio oficial também ocorreu em fevereiro, e a marca francesa não anunciou nenhum substituto para o mercado brasileiro. Em 2018, último ano completo da dupla por aqui, as vendas haviam sido baixíssimas: o hatch havia emplacado 434 unidades (o líder de seu segmento foi o Cruze, com 5.535 unidades) e o sedã vendeu 739 carros (contra 59.062 do líder Corolla).

3 – Volkswagen Golf (TSI, GTI e Variant)

Uma das despedidas mais sentidas no mercado brasileiro em 2019 foi o Golf, que deixou de ser vendido em suas versões hatch e perua. Primeiro, a Volkswagen tirou de linha as variantes 1.0 TSI e 1.4 TSI, para depois encerrar a produção do esportivo GTI. Antes disso, no início do ano, o Golf Variant também havia dado adeus. O motivo para todas essas decisões é o desinteresse do público brasileiro pelo segmento de hatches e, principalmente, peruas.

O alento foi o anúncio da chegada do esportivo Golf GTE, que tem motor 1.4 TSI de 150 cv associado a um propulsor elétrico, que juntos produzem 201 cv. Para os fãs da perua, porém, não existe nenhum indício de que a VW (ou qualquer outra marca, exceto as premium) vai dar atenção a esse segmento.

4 – Ford Focus

Pelo mesmo motivo do Golf, o Ford Focus hatch não tinha muito futuro por aqui. Em 2018, ele emplacou quase 3 mil unidades, mas no primeiro semestre de 2019 suas vendas caíram muito, com apenas 459 modelos emplacados. Ou seja, não havia motivos para a Ford manter o modelo em linha por aqui.

O mesmo aconteceu com o Focus Fastback, que não deixou de ser vendido apenas no Brasil, mas também nos Estados Unidos, um mercado conhecido por apreciar sedãs.

5 – Volkswagen Spacefox

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Assim como o Golf Variant, a perua Spacefox deixou de ser vendida pela Volkswagen em 2019. Após o fim dos estoques, o que ocorreu na metade do ano, a perua deixou oficialmente de estar presente nas concessionárias da marca alemã. Tudo isso abre espaço para a chega de (adivinhem) mais um SUV, o Nivus.

6 – Hyundai Tucson

O veterano Tucson foi um dos modelos que mais resistiram no mercado brasileiro. Talvez você pense que a foto acima seja de um carro mais antigo, mas esse exato modelo era vendido como zero quilômetro nas lojas da Hyundai até 2019. Vendido por 15 anos no Brasil, o Tucson foi um dos responsáveis por popularizar o segmento de SUVs por aqui. Ele teve versões com motor V6 e flex enquanto foi vendido.

7 – Chery QQ

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Conhecido por ser o carro mais barato do Brasil, o Chery QQ saiu de linha em agosto de 2019 para dar espaço na fábrica da marca para a produção de mais SUVs e também do sedã Arrizo 5. Enquanto era vendido, o QQ custava menos de R$ 29 mil, sendo consideravelmente mais barato que os atuais modelos de entrada atualmente, a dupla Kwid e Mobi.

8 – Citroën C4 Picasso e Grand C4 Picasso

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Quem tem, elogia muito, mas as minivans francesas não fizeram tanto sucesso por aqui como a Citroën imaginava. E o motivo disso não está nos produtos em si, mas sim na preferência nacional pelos utilitários esportivos. Os dois modelos eram muito bem equipados e modernos, e ainda contavam com o ótimo motor 1.6 THP de 165 cv.

9 – Kia Picanto

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O Kia Picanto foi relativamente bem aceito quando chegou por aqui, pois tinha um nível de equipamentos interessante e um tamanho apropriado para as grandes cidades. O problema sempre foi seu preço, especialmente pelo fato de ser importado. Seu último suspiro no Brasil ocorreu quando a marca trouxe 100 unidades importadas da Coreia do Sul em 2018, mas o pequeno custava R$ 60 mil e tinha apenas a opção do motor 1.0 de 80 cv.

10 – Volkswagen Fusca

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Outro Volkswagen que deixou o Brasil foi o ícone Fusca, também conhecido por muitos como New Beetle (seu antigo nome em outras gerações). Essa última foi lançada no país em 2012, importado de Puebla, no México. O fim das vendas também se deu por motivos estratégicos da montadora alemã para o mercado brasileiro.

De série, o Fusca oferecia: bancos revestidos em couro, faróis bixenônio (emoldurado por 15 LEDs), teto solar, ar-condicionado digital de duas zonas, sistema de som Fender com 10 canais, sistema multimídia com navegador GPS, entre outros.

Vendido em única versão, oferecia motor 2.0 desenvolvendo 211 cv de potência e 28,5 kgfm de torque. Acelerava de 0 a 100 km/h em 6,9 segundos.

Darlan Helder

Natural de São Paulo, é jornalista e fotógrafo. Escreve na internet sobre o universo automotivo desde 2011