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TOP 10: Os carros com motor 1.0 mais fraco no Brasil

TOP 10: Os carros com motor 1.0 mais fraco no Brasil

Nesta nova lista TOP 10 vamos falar dos carros com motor 1.0 mais fracos do Brasil. Vamos relacionar a potência e o torque dos modelos oferecidos. Para esta matéria, relacionamos apenas os valores relativos aos motores movidos com gasolina, que geralmente são mais fracos nesse combustível.


Mais de um modelo com mesma potência e torque, independente da marca, serão relacionados juntos. Também levamos em consideração apenas os automóveis de passeio, excluindo assim os comerciais leves de origem chinesa com motor 1.0. A diferença de torque é levada em consideração em termos de empate ou diferença de 1 cv para mais ou para menos.

A melhora de potência dos motores 1.0 no Brasil

Desde 1990, quando o governo resolveu cobrar um imposto menor dos motores até 1.0, a potência destes propulsores melhorou muito por aqui. Naquela época o primeiro modelo a ter motor 1.0 foi o Uno Mille, que tinha apenas 48 cavalos de potência.


Hoje, mesmo dentre os motores sem turbo, temos potências que chegam a 82 cavalos no motor 1.0 de três cilindros da Volkswagen e 85 cavalos no motor 1.0 de três cilindros da Ford.

Veja um texto bem detalhado sobre essa evolução dos motores 1.0.

Hoje, apesar de termos motores bem mais potentes, algumas marcas ainda não evoluíram muito seus propulsores, causando que tenhamos uma certa disparidade entre vários modelos 1.0.

Temos também casos onde dentro de uma mesma marca, dois motores quase iguais tem potências diferentes, como é o caso da Renault, onde o Sandero e o Logan tem um motor 1.0 de três cilindros com até 82 cavalos de potência, ao passo que o Renault Kwid tem o mesmo motor com apenas 66/70 cavalos.

A diferença é que o Kwid não recebeu o comando de válvulas variável. A marca francesa diz que é por causa do peso menor do Kwid, que então ele não precisa de tanta potência, mas sabemos que o caso é mesmo redução de custos no carrinho mais barato e também uma tentativa de evitar que o Kwid roube tantos clientes dos seus irmãos maiores e mais caros.

Veja os carros com motor 1.0 mais fracos do Brasil

(potência com gasolina)

1) Renault Kwid – 66 cavalos e 9,4 kgfm de torque

O Renault Kwid é atualmente o carro mais fraco do Brasil e também o 1.0 de menor potência, embora esteja no limiar do torque. O motor é o mesmo 1.0 SCe dos Logan e Sandero, mas a diferença nesse caso foi que a marca francesa reduziu as tecnologias a bordo do pequeno três cilindros, que perdeu comandos de válvulas variáveis e coletor de admissão integrado ao cabeçote, entre outros. Com um ajuste inferior, o propulsor passou a entregar menos potência, mas para não perder o embalo durante a condução e ver o consumo ficar alto demais, a montadora manteve o torque na média dos demais concorrentes.

2) Fiat Mobi Drive, Uno e Argo – 72 cavalos e 10,4 kgfm de torque

O motor GSE Firefly 1.0 tem três cilindros e apenas 6 válvulas, mas apesar de sua potência ser a segunda menor do mercado, ele tem um dos maiores torques da categoria. A Fiat priorizou o torque nesta nova família de motores, tanto que sequer introduziu quatro válvulas por cilindro, mantendo a velha receita de ter mais força em baixa e perder em alta rotação, onde pouca gente vai manter o carro no dia a dia. Assim, ele consegue ser esperto mesmo com baixa potência.

3) Fiat Grand Siena e Fiat Mobi – 73 cavalos e 9,5 kgfm de torque

Dentro da gama Fiat ainda há o velho quatro cilindros 1.0 Fire Evo, que atualmente é encontrado em versões do Mobi e do Grand Siena. Já em fim de carreira, o confiável propulsor de oito válvulas por cilindro tem pouca potência e um torque mediano, ambos obtidos em rotações mais altas e com performance inferior ao mais moderno Firefly. É um motor bem antigo, que tem cabeçote e bloco em alumínio, mas que ficou para trás com a evolução tecnológica.

4) Chery QQ – 74 cavalos e 9,5 kgfm de torque

O SQR371 é uma segunda geração de motor da Chery e é feito totalmente em alumínio, empregando duplo comando de válvulas no cabeçote e 12 válvulas. Este propulsor tem três cilindros e um sistema de reduzido de vibração e ruído com balanceador. Ele substituiu o 1.0 anterior, que era mais fraco e tinha menos torque. Além disso, ele era também de quatro cilindros e não tinha tanta força em baixa como o atual. Agora com tecnologia flex, ele passou a render mais com gasolina que a versão internacional.

5) Hyundai HB20 e HB20S – 75 cavalos e 9,4 kgfm de torque

O motor Kappa é um propulsor bem moderno e que possui diversas variantes pelo mundo, inclusive uma legítima brasileira, que é a turbinada. Também com três cilindros e sistema de balanceamento do bloco para redução de ruído e vibração, o motor rende razoavelmente bem na gasolina, tendo potência e torque na média da categoria. Tem duplo comando de válvulas variável no cabeçote e sistema de injeção com tecnologia flex.

6) Volkswagen up, Gol, Voyage e Polo – 75 cavalos e 9,7 kgfm de torque

Após finalmente abandonar o EA111 1.0 8V, a Volkswagen tem no EA211 1.0 12V seu motor de acesso. Trata-se de um propulsor muito bom e que tem como característica um torque em rotação bem baixa, que no caso é 3.000 rpm. Isso dá ao equipamento uma força extra para conduzir os modelos citados acima. Dotado de duplo comando variável de válvulas, o três cilindros também vem com coletor de escape integrado ao cabeçote e sistema de refrigeração dupla, com circuitos independentes em bloco e cabeçote. Há também injeção eletrônica com tecnologia flex por pré-aquecimento do combustível.

7) Nissan March e Versa – 77 cavalos e 10 kgfm de torque

Assim como em marcas de luxo ou alguns motores de alta performance dotados de tecnologia flex, o pequeno motor 1.0 de três cilindros da Nissan entrega a mesma potência e torque tanto com gasolina quanto com etanol. Compacto e com um bom sistema antivibração, o propulsor também apresenta torque bom em rotação baixa, além de oferecer números na média da categoria. Poderia ter sido utilizado pela Renault em seus carros, mas as duas engenharias da aliança franco-nipônica são independentes até aqui no Brasil, infelizmente.

8) Chevrolet Onix e Prisma – 78 cavalos e 9,5 kgfm de torque

O motor Econo.Flex é muito antigo. Com idade de projeto de 1982, o quatro cilindros da General Motors é o Família I e pode ser considerado o vovô da categoria. Ele tem cabeçote em alumínio, mas o bloco é em ferro fundido com cilindros feitos em aço. Com injeção eletrônica multiponto e sistema de tanquinho para injeção de gasolina na partida a frio (Flex), é um conjunto já bem desatualizado, que recentemente recebeu novos anéis, pistões, bielas, bronzinas, lubrificante menos viscoso e reprogramação da ECU. Tudo para cumprir as metas de consumo e assim seguir até sua substituição, que deve ocorrer por volta de 2020, quando terá quase 40 anos.

9) Renault Sandero e Logan – 79 cavalos e 10,5 kgfm de torque

O motor 1.0 SCe é um desenvolvimento local da Renault com base no moderno 0.9 TCe usado na Europa. O motor de três cilindros é o mesmo do Kwid, mas ao contrário deste, possui comando de válvulas variável, bem como coletor de admissão variável, coletor de escape integrado ao cabeçote e sistema de lubrificação com óleo de baixa viscosidade. Devido ao ajuste feito pela montadora, o motor é um dos mais fortes do segmento, tanto com gasolina quanto com etanol.

10) Ford Ka e Ka+ Sedan – 80 cavalos e 10,2 kgfm de torque

O 1.0 3C Ti-VCT da Ford é um derivado nacional e aspirado do 1.0 EcoBoost. Sem turbocompressor ou injeção direta de combustível, o motorzinho de três cilindros com bloco de ferro fundido e cabeçote em alumínio com duplo comando de válvulas variável entrega a maior potência da categoria, seja com gasolina ou etanol. Ele também possui torque em baixa e é bem eficiente no dia a dia, respondendo muito bem ao acelerador e reduzindo a necessidade de trocas de marchas.

Note que os últimos modelos da lista são os mais potentes, Sandero/Logan e Ka/Ka+ Sedan sendo os modelos com as melhores potências. No caso do torque, que acaba sendo mais importante do que a potência, em uso urbano, os melhores são Mobi Drive/Uno/Argo, Sandero/Logan e Ka/Ka+ Sedan.

Fora desse grupo, o motor 1.0 ainda é destaque no mercado brasileiro, mas não como aspirados. Nesse caso, apenas três marcas decidiram apostar no downsizing, que é a tendência de redução dos motores, mas elevação da eficiência em performance e economia. A mais proeminente de todas é a Volkswagen com o EA211 em duas versões. A primeira é a do up! TSI, que tem 101 cavalos de potência e bons 16,8 kgfm de torque. A outra versão é a que equipa os modelos Golf, Polo e Virtus, todos com 116 cavalos e 20,4 kgfm de torque na gasolina. Todos possuem turbocompressor, intercooler e injeção direta de combustível com tecnologia Flex.

A Ford trouxe da Europa o EcoBoost 1.0, que também possui três cilindros com turbo, intercooler e injeção direta, assim como também duplo comando de válvulas com variação eletrônica, mas sem tecnologia Flex. Ele entrega a maior potência com gasolina em um motor 1.0 no Brasil: 125 cavalos com um torque de 17,3 kgfm. Ou seja, ele privilegiou a potência em detrimento de um torque maior. O motor é premiado em vários países, em especial na Europa, onde foi o Motor do Ano por várias vezes. Por ora, só está disponível no New Fiesta Sport.

Por fim, a Hyundai resolveu desenvolver localmente uma versão turbinada de seu motor Kappa 1.0, que atualmente está sendo usado nos modelos HB20 e HB20S. Porém, a solução “caseira” não foi a ideal para a dupla feita em Piracicaba-SP, visto que a marca se preocupou com o turbo e esqueceu a injeção direta de combustível, que faz parte da versão 1.0 T-GDi no exterior. O resultado é um motor com 98 cavalos de potência e 13,8 kgfm de torque, ambos com gasolina. O consumo fica na média de motores aspirados, assim como o desempenho. Atualmente, ele é o único motor desse tipo a ser feito no Brasil, visto que o propulsor 1.4 T-Jet deixou de ser feito há bastante tempo.

Qual é a diferença entre potência e torque?

Qual é a diferença entre potência e torque? Falando de maneira bem simples, potência é o que faz um carro atingir altas velocidades, e torque é a força do motor. Sendo assim, na cidade o mais importante é torque, e na estrada, a potência é que conta mais. Por conta disso, os propulsores 1.0 acabam gerando mais força para atuar no meio urbano, onde são mais utilizados.

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