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TOP 10: Os populares mais potentes do Brasil

TOP 10: Os populares mais potentes do Brasil

Quais são os carros populares mais potentes do Brasil? Neste novo TOP 10, vamos relacionar os 10 populares mais potentes do Brasil. Como sempre, vamos aos pormenores de nossa classificação.


Para criar nossa lista TOP 10 com os mais potentes entre os populares, tomamos por base apenas os modelos com motor 1.0, pois acima disso já entram modelos com motor maior, deixando assim de serem tão populares.

O termo popular se referiu inicialmente aos modelos com motor 1.0 e preço barato, mas hoje essa realidade é bem diferente, já que as vendas da categoria estão em queda em relação às versões com motor acima de 1.3 litros.

TOP 10: Os populares mais potentes do Brasil


Além disso, fizemos duas relações. Uma com potência em etanol e outra com gasolina, ambos 100% abastecidos e de acordo com o informado pela montadora.

Na lista, classificamos os modelos de acordo com sua plataforma e preço. Não representando necessariamente o mais potente dentro da linha de produtos. Assim, os mais baratos serão os primeiros quando houver empate. Segue então a lista com dos 10 populares mais potentes do Brasil:

Os carros populares mais potentes do Brasil com álcool/etanol

Ford Ka e Ka+ Sedan – 85 cavalos e 10,7 kgfm de torque

A dupla de compactos da Ford tem o motor 1.0 mais potente, tanto com gasolina quanto com etanol. O propulsor 3C Ti-VCT da Ford é um motor de três cilindros com bloco de ferro fundido e cabeçote em alumínio. O motor tem duplo comando de válvulas variável e apresenta sistema de injeção indireta com tecnologia flex por pré-aquecimento do combustível. Trata-se de um motor muito forte em baixa para seu porte, movendo com agilidade a dupla de entrada da Ford.

Derivado do EcoBoost, mas sem turbo ou injeção direta de combustível, esse propulsor é muito importante para a Ford, pois representa a maior parte das vendas da marca americana no país. Por ora, a empresa não deve introduzir uma versão turbinada, já que um novo três cilindros – que pode ser 1.2 ou 1.5 – substituirá o Sigma 1.5 de quatro cilindros. Assim, a Ford evita um gasto maior para gerar um EcoBoost de 100 cv por aqui.

Renault Sandero e Logan – 82 cavalos e 10,5 kgfm de torque

O motor 1.0 SCe é um dos mais fortes entre os populares brasileiros. O motor de três cilindros é um desenvolvimento nacional e recebe duplo comando de válvulas no cabeçote com variação de fase de abertura e fechamento. É um motor moderno, que até possui um sistema de desliga um cilindro para reduzir o consumo. Bom torque em baixa e potência acima da média o destaque no segmento de 1.0 litro.

No momento, a Renault mantém uma boa dupla de motores SCe – 1.0 e 1.6 litro – no mercado brasileiro, mas com o Rota 2030, que deve obrigar uma redução de 12% no consumo médio nos próximos cinco anos, obrigará que essa dupla adote outras tecnologias para baixar o consumo e a emissão. Então, pode ser que um 1.0 TCe venha a ser desenvolvido para substituir o 1.6 SCe ou complementa-lo. Isso significará turbo, injeção direta e até Start&Stop.

Volkswagen up, Gol e Polo – 82 cavalos e 10,4 kgfm de torque

A Volkswagen tem um motor 1.0 MPI muito bom, o EA211. Assim como os demais, tem três cilindros e é feito totalmente em alumínio, oferecendo também coletor de admissão integrado ao cabeçote, bem como duplo circuito de refrigeração. Com torque máximo em 3.000 rpm, é o propulsor mais elástico do segmento, superando nesse quesito muitos motores grandes, devido a sua curva de torque bem plana. Na Europa, por exemplo, existe versão de 60 cv, mas também há um TSI com a mesma potência do MPI com etanol.

O motor EA211 já dispõe de uma versão mais potente no mercado alemão, mas hoje sob a Audi. Provavelmente ele será o futuro do MPI, pois atualmente a opção de acesso é adequada para atender as exigências de consumo, mas no futuro não muito distante, quando os populares começarem a ser questionados, um 1.0 TSI de 82 cv poderia cumprir novas e rigorosas metas de emissão.

Chevrolet Onix e Prisma – 80 cavalos e 9,8 kgfm de torque

Com mais de 35 anos de projeto, o motor SPE/4 já recebeu diversos nomes, mas hoje é o motor mais vendido do mercado nacional a bordo dos líderes Onix e Prisma. Ainda com quatro cilindros, tem duas válvulas sobre cada pistão e comando simples. Graças às modificações feitas recentemente, conseguiu atender as exigências do Inovar-Auto, mas chegou ao seu limite técnico. A GM já fez de tudo, trocou pistão, biela, casquilho, juntas, coletores, óleo lubrificante, etc.

Não há futuro para o SPE/4, tanto que a GM já anunciou um investimento bilionário em Joinville-SC para produção de uma nova família de motores, que inclui um 1.0 Turbo de três cilindros e 1.3 Turbo com quatro cilindros, ambos com potências entre 120 cv e 160 cv. Obviamente uma versão aspirada do 1.0 deve surgir para substituir o atual 1.0 da GMB, conferindo mais economia e menor emissão.

Hyundai HB20 e HB20S – 80 cavalos e 10,2 kgfm de torque

O motor Kappa 1.0 12V é um três cilindros de alumínio bem moderno, que possui tecnologia flex até no importado Kia Picanto GT. Com potência e torque adequados para a proposta, o propulsor é bem elástico e dá à dupla da Hyundai, uma performance boa. Esse motor ainda tem uma versão turbinada, que não acrescenta injeção direta e ainda possui calibração bem suave, convertendo-o mais um 1.6 fraco do que num 2.0.

A Hyundai precisa modernizar seu lineup se não quiser ver o Ka ou o Polo passarem. Por isso, a primeira coisa a fazer é trocar o Kappa 1.0 Turbo pelo T-GDi, que trará mais economia e melhor performance. A marca é uma das mais conservadoras do mercado mundial e tais mudanças devem demorar demais.

Fiat Mobi Drive, Uno e Argo – 77 cavalos e 10,9 kgfm de torque

O motor Firefly 1.0 tem três cilindros e é feito em alumínio. Mas, diferente dos demais, apresenta cabeçote com seis válvulas e comando único. O motor pertence à família GSE, que ainda tem o Firefly 1.3 de quatro cilindros. Esse motor é forte em baixa e permite boa performance para o trio de acesso da Fiat, tendo ainda um bom consumo. No Mobi GSR, por exemplo, o modo Sport altera não só as trocas de marcha, mas também a resposta do motor durante as acelerações, sendo um raro caso desse tipo no segmento.

Já se fala em uma versão turbinada do Firefly 1.0. Este terá três novidades, sendo uma delas o cabeçote com quatro válvulas por cilindro e comandos variáveis, além de turbocompressor com intercooler e injeção direta de combustível. Não se sabe ainda quanto ele irá entregar, mas o alvo é substituir parte da gama hoje atendida pelo Firefly 1.3 ou até mesmo se estabelecer acima disso.

Nissan March e Versa – 77 cavalos e 10 kgfm de torque

O motor de três cilindros da Nissan é mais moderno que o equivalente da Renault em arquitetura, embora não tenha as mesmas técnicas para redução de consumo como no equivalente da marca-irmã. De qualquer forma, responde bem em baixa e garante um desempenho satisfatório para os dois modelos, mesmo no caso do sedã Versa com seus quase 4,5 m e 2,6 m de entre-eixos. O propulsor tem duplo comando de válvulas com quatro por cilindro. Diferentemente dos demais, ele apresenta potência e torque máximos tanto com gasolina quanto com etanol.

Lá fora, a Nissan dispõe de motores compactos DIG-T e esse 1.0 poderia se beneficiar dessa tecnologia, embora a marca japonesa pareça mais propensa a incorporar a tecnologia e-Power nos carros nacionais, ter um motor 1.0 de acesso é vital para fazer volume.

Chery QQ – 75 cavalos e 10,1 kgfm de torque

A Chery já teve uma geração de motor pequeno, a SQR-372 com o pequeno três cilindros 0.8. Agora, o SQR-371, com 1.0 litro, dispõe de bloco de três cilindros e cabeçote com 12V. Esse propulsor tem uma boa potência e torque na categoria, sendo inclusive equipado com tecnologia flex. O anterior era um 1.0 de quatro cilindros, mas de baixo rendimento. Com essa motorização, o New QQ se mantém como um dos carros mais econômicos e baratos do Brasil.

Com a chegada da CAOA, o futuro desse motor e do New QQ estão ameaçados, visto que a empresa brasileira está focando em utilitários esportivos de porte compacto e médio, com até sete lugares, além de motores turbo com injeção direta. Diante disso, no máximo o 1.5 Flex deve ser mantido no Tiggo 2, mas a marca chinesa dispõe de motor 1.0 turbo injetado na China.

Renault Kwid – 70 cavalos e 9,8 kgfm de torque

Embora Sandero e Logan estejam com um bom e moderno motor de três cilindros 1.0 SCe, o Kwid adota uma versão simplificada do mesmo. Sem coletor de admissão variável, sem coletor de escape integrado, sem duplo comando de válvulas variáveis, enfim, sem muitos itens em relação ao 1.0 SCe da dupla mais velha, o pequeno três cilindros ainda é econômico, mas se tornou o propulsor mais fraco do mercado. Por ora, o Kwid deve manter esse motor 1.0 simplificado por causa dos custos e até que surja um rival, o que parece ser bem difícil no momento.

Os carros populares mais potentes do Brasil com gasolina

Ford Ka e Ka+ Sedan – 80 cavalos e 10,2 kgfm de torque
Renault Sandero e Logan – 79 cavalos e 10,5 kgfm de torque
Chevrolet Onix e Prisma – 78 cavalos e 9,5 kgfm de torque
Volkswagen up, Gol e Polo – 75 cavalos e 9,7 kgfm de torque
Hyundai HB20 e HB20S – 75 cavalos e 9,4 kgfm de torque
Nissan March e Versa – 74 cavalos e 10 kgfm de torque
Chery QQ – 74 cavalos e 9,5 kgfm de torque
Fiat Mobi Drive, Uno e Argo – 72 cavalos e 10,4 kgfm de torque
Renault Kwid – 66 cavalos e 9,4 kgfm de torque

Outras informações interessantes sobre potência

Fotos dos carros populares mais potentes do Brasil

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