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Toro Freedom: estilo, equipamentos, motores e desempenho

Toro Freedom: estilo, equipamentos, motores e desempenho

Esta é a Toro Freedom, que nasceu como opção de acesso da picape cabine dupla da Fiat no começo de 2016, mas depois virou intermediária, mantendo ainda as opções flex e diesel.


Uma das versões da Fiat Toro desde o lançamento, a Freedom sempre teve um pacote mais simples em relação à Volcano, mas com um custo-benefício aceitável para sua proposta, que era inédita em 2016 e que até hoje não tem rivais.

Inicialmente, a Toro Freedom tinha quatro opções de mecânica, mas chamava atenção por não dispor da mais óbvia. O motivo era a presença da Fiat Strada Cabine Dupla, que seria impactada diretamente.

Hoje, a Toro Freedom se resume às versões Flex e Diesel, ambas automáticas, tendo a Endurance ocupado seu lugar original na gama de versões, enquanto a Volcano viu aparecer Ranch e Ultra.

Toro Freedom

Toro Freedom: estilo, equipamentos, motores e desempenho

A Toro Freedom é uma versão intermediária que possui um aspecto geral mais próximo da versão Endurance, que é a de entrada atualmente. Ela tem diversos opcionais, que alteram bastante seu estilo, deixando-a mais requintada.

Com tudo que tem direito, a Freedom fica quase R$ 10 mil mais cara, sendo que a maior parte desse custo é em acessórios para realçar seu visual e não em equipamentos de segurança e conforto.

Isso é porque a Toro Freedom já vem com vários equipamentos para atender esses dois casos, melhorando assim seu custo-benefício com os dois motores disponíveis.

Desde o lançamento, a picape foi sendo alterada em seus pacotes e versões, buscando sempre atender as mudanças no perfil dos clientes. Na Toro Freedom, da mesma forma, a personalização se tornou o argumento de vendas atualmente.

Toro Freedom – Estilo

Toro Freedom: estilo, equipamentos, motores e desempenho

Antes com o mesmo visual, agora a Toro Freedom tem aparências diferentes com motores Flex e Diesel. Na primeira, chama atenção os faróis duplos com máscara negra, assim como a grade preta.

Os repetidores de direção e luzes diurnas em LED também compartilham desse acabamento. O para-choque tem molduras pretas com acabamento cromados no entorno dos faróis de neblina.

Além disso, o protetor conta com overbumper imitando a clássica barra de impulsão que existia até pouco tempo no mercado, sendo proibida atualmente no país.

As rodas de liga leve aro 16 polegadas são escurecidas e lembram calotas, tendo pneus 215/65 R16. Tendo barras longitudinais no teto, a Toro Freedom vem ainda com maçanetas na cor do carro, assim como os retrovisores.

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Atrás, a caçamba já vem com capota marítima, o que é muito bom. Traz ainda lanternas em LED e a tampa bipartida de abertura lateral. Com toda a base em acabamento preto, a Toro Freedom ainda dispõe de degrau cromado na traseira.

Na Diesel, existem algumas diferenças. Uma delas é o para-choque dianteiro, que tem a parte interna do overbumper em cor cinza. Contudo, o principal diferencial é mesmo o conjunto de rodas aro 17 escurecidas com pneus 225/65 R17.

Por dentro, a Toro Freedom vem com um ambiente com mescla de tonalidades e materiais, que remete mais a um produto Jeep do que Fiat realmente.

O interior tem painel com mostradores analógicos de boa visualização e display central de 3,5 polegadas com display colorido na versão 2020. Já o volante multifuncional tem comandos para computador de bordo, mídia e telefonia.

Toro Freedom: estilo, equipamentos, motores e desempenho

Ele ainda traz piloto automático com limitador, paddle shifts e acabamento em couro, além de ajustes em altura e profundidade. A Toro Freedom traz também ar condicionado automático dual zone e multimídia com tela de 7 polegadas.

Esta vem com os sistemas Google Android Auto e Apple Car Play, que permite o acesso aos apps Google Maps, Waze, Spotify, Play Música, Siri, entre outros. O display vem também com câmera de ré, Bluetooth, USB e navegador GPS.

A partir é por chave canivete, mas na versão 1.8 Flex, existe o botão Sport para melhor desempenho. Com interior em preto e cinza, a picape cabine dupla da Fiat vem ainda com seletor de marchas com mudanças manuais.

Na versão Diesel, o seletor bem acompanhado de outro, que nesse caso acessa os modos de tração, sendo eles para 4×2, 4×4 e 4×4 com reduzida, tendo ainda controle de descida e bloqueio do diferencial.

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Já os bancos são revestidos em tecido com dupla padronagem, sendo que o do motorista tem ajuste de altura, enquanto o do passageiro possui um compartimento sob o assento, que é dobrável.

Entre os bancos, existe um apoio de braço com porta-objetos. A picape tem ainda porta-copos na frente e atrás (apoio de braço central) e entradas USB para quem vai no banco traseiro.

A picape vem ainda com alças para acesso e bom espaço entre os bancos. No teto, luzes de leitura, espelhos iluminados nos para-sóis e cintos completos para todos, assim como apoios de cabeça e Isofix.

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No pacote de fábrica, faróis de neblina com função curva e lanternas de neblina estão presentes, assim sensor de estacionamento traseiro, Start&Stop (1.8 Flex), airbag duplo, freios ABS com EDB, alarme e tilt down no retrovisor.

Vem ainda com vidros elétricos nas quatro portas com função one touch, travamento central na chave, acionamento automático de portas e vidros pela chave, retrovisores com ajustes elétricos e porta-luvas iluminado.

Sistema de áudio com seis alto-falantes, direção elétrica, controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, iluminação da caçamba de carga, travamento elétrico da tampa de carga e protetor do vidro traseiro.

Toro Freedom: estilo, equipamentos, motores e desempenho

Além dos itens de fábrica, a Toro Freedom vem ainda com os opcionais, distribuídos em pacotes. Eles são:

Pacote Style: Bancos em couro e apoio de braço traseiro com porta-copos.

Pack S-Design: Bancos em tecido e couro, portas revestidas em couro com costuras pretas, logotipos S-Design, logotipo da Fiat escurecido, volante e chave personalizados, faixas decorativas no capô e tampa traseira e apoio de braço traseiro.

Grade, retrovisores, barras no teto e maçanetas em grafite, bem como estribos pretos, interior em cinza escuro e preto, santântonio personalizado, entre outros.

Kit Protection Mopar Custom Shop: Frisos nas portas com nome Toro, badge Custom Shop, para-barros nas rodas e para-fuso antifurto.

Kit Chrome Mopar Custom Shop: Soleiras e maçanetas cromadas, além de badge Custom Shop.

Kit Landscape Black Mopar Custom Shop: Grade protetora do vidro traseiro, engate para reboque, santântonio e estribos pretos, além de badge Custom Shop.

Kit Landscape Black Mopar Custom Shop: Grade protetora do vidro traseiro, engate para reboque cromado, santântonio e estribos cromados, além de badge Custom Shop.

Toro Freedom – Motores

Toro Freedom: estilo, equipamentos, motores e desempenho

A Toro Freedom vem com duas opções de motores no mercado nacional, sendo um flex e outro diesel. No primeiro caso, a picape cabine dupla traz o propulsor E.torQ Evo 1.8 Flex, fabricado em Campo Largo-PR.

Esse motor era o antigo Tritec 1.6 de origem BMW-Chrysler, tendo sido desenvolvido para atender os modelos da MINI e o PT Cruiser americano. Ele chegou a ser empregado por algumas marcas chinesas, entre elas a Chery.

Com quatro cilindros em linha e cabeçote de comando único, o 1.8 tem 16 válvulas e injeção eletrônica multiponto com tecnologia flex de pré-aquecimento do combustível, eliminando assim o tanquinho de partida a frio.

Tendo comando acionado por corrente, esse propulsor foi desenvolvido pela Fiat Powertrain Technologies em cima do projeto da Tritec, após a compra da empresa em 2008.

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O 1.6 original foi modificado e virou o já fora de mercado E.torQ 1.6 16V, que entregava até 117 cavalos. O 1.8 veio como evolução deste, a fim da Fiat acabar com o antigo 1.9 argentino.

Inicialmente tinha 130 cavalos na gasolina e 132 cavalos no etanol, mas com a versão Evo, passou a dispor de 135 e 139 cavalos, respectivamente, estreando já atualizado a bordo da Toro Freedom.

O torque é de 18,8 kgfm na gasolina e 19,3 kgfm no etanol. Já a transmissão é automática de seis marchas. Ela vai de 0 a 100 km/h em 12,2 segundos com máxima de 175 km/h.

No consumo, a Toro Freedom 1.8 Flex faz 6,5 km/l na cidade e 7,8 km/l na estrada, enquanto na gasolina, entrega 9,6 km/l e 11,2 km/l, respectivamente. Ela tem apenas tração dianteira, mas suspensão traseira multilink.

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Com diesel, a Fiat deu à picape o mesmo motor empregado nos Jeep Compass e Renegade, sendo um membro da família Multijet (JTD) de uso em automóveis e comerciais leves da marca na Europa.

Tendo quatro cilindros com bloco em ferro fundido e cabeçote de 16V com duplo comando de válvulas, o 2.0 Multijet II tem variação na admissão e vem com tecnologia Common-Rail na injeção direta.

Vem ainda com turbocompressor de geometria variável para reduzir o turbo lag e intercooler, bem como um gerenciamento eletrônico de alto nível.

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Com esse motor, a Toro Freedom 2.0 Diesel entrega 170 cavalos e 35,5 kgfm, obtidos a 3.750 rpm e 1.750 rpm, respectivamente. A transmissão é unicamente automática ZF 9HP que, diferente da Aisin do 1.8 Flex, tem nove marchas.

Assim, ela vai de 0 a 100 km/h em 10,0 segundos e tem máxima de 188 km/h. O consumo é de 10,5 km/l na cidade e 12,2 km/l na estrada.

Outras opções mecânicas

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Quando a Toro Freedom foi lançada em 2016, ela veio com quatro opções mecânicas. Duas delas continuam em uso e são as opções citadas acima. Porém, teve mais duas versões relacionadas com o motor 2.0 diesel.

Antes, contudo, é importante frisar a estratégia de marketing da Fiat com a Toro em seu lançamento. Ao chegar no mercado, ela partia de R$ 76.500 e já trazia o motor 1.8 Flex com câmbio automático de seis marchas.

Sem opção manual em motor flex, a Toro Freedom era uma estranha num mercado que ainda valorizada a caixa manual em picapes. No entanto, caso tirasse os R$ 5.000 de média de preço de um automático no mercado, cairia para R$ 71.500.

Isso era bem dentro da faixa de atuação da Fiat Strada Adventure, que tem cabine dupla, mesmo motor 1.8 (só que mais fraco) e câmbio manual. Se a Toro Freedom tivesse essa opção manual, mataria a irmã menor.

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Ainda assim, sabendo que existem clientes para a caixa de mudanças manual, a Fiat decidiu ampliar a gama diesel. Dessa forma, a picape recebeu uma transmissão de seis velocidades acoplada ao motor 2.0 Multijet II.

Com engates mais duros que no 1.8, a Toro Freedom 2.0 diesel manual tinha ainda duas opções adicionais. Uma era dispor dessa configuração apenas com tração dianteira e outra com o desejado 4×4.

Nesta última, havia ainda o seletor de tração com acionamento elétrico, tendo opções para 4×2, 4×4 e 4×4 com reduzida, além de controle de descida. Em todas as versões diesel, a capacidade de carga é de uma tonelada, exigida por lei.

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Na versão 1.8 Flex, a capacidade de carga é limitada a 650 kg. Mesmo com motor e câmbio em transversal, assim como tração dianteira, a Toro Freedom se enquadrava dentro das regras para veículos diesel.

Hoje, no mercado, essas versões diesel manuais 4×2 e 4×4 são raras, uma vez que a Fiat eliminou essas opções algum tempo depois. Mas, essa ainda não foi a última alteração mecânica na Freedom.

Tigershark

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Em 2017, a Fiat ainda sofria com o E.torQ 1.8 de até 132 cavalos na Toro Freedom e decidiu ir para o “8 ou 80” com um terceiro motor, o mexicano Tigershark. Este motor tem origem na parceria entre Chrysler, Hyundai e Mitsubishi.

Dessa parceria (Global Engine Alliance), ele evoluiu para a World Gasoline Engine da Chrysler, que chegou a ter opção 1.8, além do 2.0 e do 2.4 litros. Estes dois últimos avançaram para a família Tigershark.

No Brasil, os dois estão presentes, sendo o 2.0 a bordo do Jeep Compass Flex e o segundo na Toro, atualmente na versão Volcano apenas. Contudo, há três anos, ele estreou na Toro Freedom.

Com quatro cilindros e duplo comando de válvulas variável no cabeçote, o Tigershark é um motor moderno, sendo que no 2.4 somente, possui a tecnologia MultiAir de eletroválvulas, que tornam o motor mais eficiente.

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Assim, com injeção eletrônica indireta, o enorme 2.4 litros entrega 174 cavalos e 23,5 kgfm na gasolina, enquanto o etanol faz 186 cavalos e 24,9 kgfm. Com 16V, o Tigershark só é oferecido com câmbio automático de nove marchas.

Além disso, a Toro Freedom 2.4 Flex tinha somente tração dianteira, o que deixava a picape mais leve que uma opção 4×4. Com nove velocidades, mais modo Sport e Start&Stop, deveria ter um consumo mais eficiente. Um engano completo!

No etanol, ela bebia demais, fazendo 5,9 km/l na cidade e apenas 7,4 km/l na estrada. Já com gasolina, até que não era tão ruim, fazendo 8,6 km/l no ciclo urbano e 10,8 km/l no rodoviário. Atingia 200 km/h e ia até 100 km/h em 9,9 segundos.

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Baetatrip

    Na versão Diesel, o seletor bem acompanhado de outro, que nesse caso acessa os modos de tração, sendo eles para 4×2, 4×4 e 4×4 com reduzida, tendo ainda controle de descida e bloqueio do diferencial.

    Na vesão diesel manual,
    O 4×4 “reduzida” e somente a 1 marcha (Como no AT) ou todas mas marchas são reduzidas?
    Tenho essa duvida…!

    • Gabriel Camilo

      Nunca andei numa dessas manual, mas observando o seletor da imagem acima percebe-se que há o 4WD LOW, então eu acredito que seja uma caixa reduzida mesmo para todas as marchas, assim como nas outras picapes. Posso estar errado também né.

      • Baetatrip

        Na versão AT9 e somente a 1 marcha que é “reduzida” e resto e caixa alta!
        Só falta saber a versão MT6 que a reduzida e todas as marchas
        No caso Amarok MT6 tem reduzida em todas as marchas e AT8 é somente a 1 marcha……..

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