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Toyota Bandeirante: tudo sobre o 4×4 (vendido de 1962 a 2001)

Assim como muitos fabricantes importantes instalados no Brasil, a Toyota construiu parte da história do automóvel nacional na década de 50, quando trouxe um improvável utilitário 4×4 que se tornaria um dos pilares resistentes que sustentaram a grande estrutura que se tornou posteriormente a indústria automobilística do país. Este modelo era o Toyota Bandeirante.

Toyota Bandeirante: tudo sobre o 4x4 (vendido de 1962 a 2001)


Mas, como o valente Toyota Bandeirante veio parar no Brasil, obrigando a Toyota a erguer sua primeira fábrica fora do Japão?

Como sua linha evoluiu lá fora, enquanto ele permaneceu 43 anos congelado no tempo, mas ainda com suas capacidade no fora de estrada impressionantes, que ajudaram a desbravar um país a muito atrasado em seu desenvolvimento por décadas.

Neste artigo, conheceremos a história do nosso primeiro japonês, o Toyota Bandeirante, que se tornou um nissei ainda nos primeiros anos e depois converteu-se em um dos ícones motorização nacional, ganhando plenamente a cidadania brasileira.


Toyota Bandeirante: tudo sobre o 4x4 (vendido de 1962 a 2001)

De coração alemão, o Toyota Bandeirante ia aonde ninguém mais podia e fez com que muitos negócios se formassem ou fossem salvos das dificuldades do imenso território nacional. Mas, como todo bom produto, é preciso conhecer primeiro sua origem para entender porque ele existiu.

Assim como a Volkswagen Kombi, que lá fora tem herdeiros de sexta geração, o nosso Toyota Bandeirante 4×4 também viu nascer filhos duradouros no Japão e quem ainda hoje são uma parte importante do segmento de utilitários esportivos da Toyota, sendo que um deles conviveu com seu ancestral ainda em terras brasileiras, embora importado.

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A origem do Toyota Bandeirante

A história do Toyota Bandeirante tem sua origem ainda na Segunda Guerra Mundial.

Em 1941, as Filipinas foram invadidas pelas tropas do Exército Imperial do Japão. O país havia sido apoiado e defendido pelos Estados Unidos, mas quando os japoneses chegaram lá, encontraram veículos militares americanos de diversos modelos e um deles chamou a atenção, um Bantam Mark II.

Este veículo é o avô militar do lendário Jeep Willys, outro grande utilitário que ajudou a formar nossa indústria automotiva e a cortar os caminhos desse imenso Brasil. Imediatamente, os oficiais enviaram o modelo ao Japão para que pudesse ser feito algo parecido. Lá, as indústrias locais criaram o chamado Model AK.

Assim, este protótipo foi entregue para a Toyota, a fim de que se replicasse em milhares de unidades para o Exército Imperial e então surgiu o AK10, que era bem rústico, tendo uma grande caixa para o motor e para-lamas que se elevavam muito na frente, tendo um ou dois faróis.

Levava um motor 2.3 do sedã Model AE da marca nipônica e tinha três marchas.

Toyota Bandeirante: tudo sobre o 4x4 (vendido de 1962 a 2001)

Ao invés de muitos, poucos foram feitos e raras fotos sobreviveram para contar essa história.

Mas a engenharia reversa do Bantam Mark II lançou as bases para um futuro modelo. A guerra acabou, o Japão perdeu e com a derrota, o AK10 entrou num limbo de cinco anos. Em 1950, estourou a Guerra da Coreia e os EUA, vitoriosos no conflito mundial anterior, precisa de apoio local.

Assim, o governo americano determinou que houvesse uma produção de veículos leves no Japão, vizinho ao conflito.

A Toyota foi escolhida para produzir 100 unidades de projeto da Willys. Logo surgiu o projeto BJ “Jeep” que rapidamente evoluiu em volume e características, sendo um veículo maior que o modelo americano e mais capaz.

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Em 1951, o Toyota BJ “Jeep” logrou subir o Monte Fuji indo aonde nenhum carro esteve antes, o que chamou a atenção do governo japonês, que decidiu encomendar quase 300 unidades para a força nacional de polícia.

Começava a nascer ali, um veículo que ajudaria a desbravar bem mais lugares que o famoso vulcão, símbolo da terra do sol nascente.

Dois anos depois, o Toyota BJ já era um veículo pronto para produção e tinha motor de seis cilindros em linha 3.4 com 86 cavalos, sendo forte e resistente para ajudar na reconstrução do país e de muitos lugares devastados pela guerra ou em países sem nenhum desenvolvimento.

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Land Cruiser, o Bandeirante

Mas, em 1954, a Toyota já começava a incomodar a indústria automotiva americana e uma demanda da Willys fez com que a japonesa fosse proibida de vender seu modelo BJ como um “Jeep”, agora marca que estava sob a companhia dos EUA. Assim, ela simplesmente mudou o nome do produto para Land Cruiser.

O nome foi uma decisão da Toyota para não desmerecer seu produto diante do Land Rover britânico e como a Studebaker havia encerrado naquele ano seu modelo Land Cruiser, a japonesa não perdeu tempo. No mesmo ano, surgiu um motor maior, de 3.9 litros com 126 cavalos. As famosas séries do BJ começaram, porém, em 1955.

Esse ano foi emblemático para a Toyota, pois marcou a chegada da marca aos EUA, onde a marca trilharia uma trajetória realmente vencedora. Surgiram então o modelo BJ20 com quatro variantes, sendo duas com chassi e cabine, uma compacta – versão jipe – e uma van. Em 1957, a Austrália foi o primeiro país a receber o veículo. Mas no ano seguinte, a empresa faria algo realmente inédito.

Toyota Bandeirante: tudo sobre o 4x4 (vendido de 1962 a 2001)

Mas deixemos essa parte para depois. Ele seguiu seu curso “invadindo” territórios cada vez mais distantes com os modelos J20 e J30, mas foi em 1960, que nasceu um clássico, o BJ40. Esse modelo se tornou a cara da Toyota em diversos lugares, inclusive aqui.

Bem diferente do quase militar BJ20, o J40 agora tinha identidade própria, marcada por faróis circulares numa moldura branca com abertura central. Capô com vão na parte dianteira e travas em “T” nas laterais, enquanto os piscas ficavam sobre os para-lamas abertos na frente, tendo ainda um para-choque de aço bem resistente e proeminente.

A cabine parecia estanque com portas envolventes e batentes aparentes. O teto era reto e a área envidraçada era boa, não perdendo nem o ângulo das colunas C ou D, dependendo da carroceria. Em 1965, foi o Toyota mais vendido nos EUA e alcançou a marca de 50 mil vendidos em sua curta carreira. Três anos depois, dobrou essa marca.

A fama de resistente e valente fez com que o Toyota Land Cruiser – na altura já chamado de Bandeirante no Brasil – viu os números cresceram rapidamente, alcançando 200.000 em 1972 e 300.000 ano seguinte.

Toyota Bandeirante: tudo sobre o 4x4 (vendido de 1962 a 2001)

O motor era sempre de seis cilindros em linha 3.9 ou 4.2, mas um diesel foi acrescentado em 1974 com quatro cilindros, mas não era algo inédito, já que seis anos antes nosso valente era abastecido com o óleo combustível.

A partir daí, o Cruiser ganhou mais visibilidade em mercados aonde o diesel era importante, chegando mesmo a ter um seis em linha 4.0, lançado no ano de 1980.

Em 1983, as últimas unidades do BJ40 chegaram aos EUA e hoje são disputadas aos milhares de dólares, pois são raríssimas. No ano seguinte, a Toyota deixava de fazer seu modelo clássico, que viveu 24 anos.

Entretanto, isso era apenas no Japão e também no Quênia e na Venezuela, onde foi produzido. Por aqui, o Bandeirante ainda reinava.

Toyota Bandeirante: tudo sobre o 4x4 (vendido de 1962 a 2001)

Outros Land Cruisers

Parece estranho o BJ40 evoluir direto para um BJ70, mas a linha desde os anos 60 tinha um lado B, digamos assim. Focados no conforto dos passageiros e para um uso mais urbano, a Toyota criou o FJ55 em 1967, que surgiu como geração J50 e durou até 1980. Era parecido com o Land Rover, mas com linhas mais modernas.

O J60 durou toda a década de 80 com um design suavizado ao extremo, lembrando muito os utilitários americanos da época, como o Jeep Cherokee. Esse modelo evoluiu para o J80, que ficou em linha durante 18 anos, inclusive sendo feito na Venezuela, como o anterior. Mas, paralelamente surgiu um SUV maior, chamado J100 em 1998 e depois o J200 em 2008, que unificou as duas linhas.

Não se deve confundir esses modelos citados com o L.C. Prado, que se originou de uma derivação mais leve do BJ40 em 1970 e evoluiu paralelamente aos outros três ramos dessa intrigante família, que ainda teve o FJ Cruiser… Assim como o Pajero da Mitsubishi empresta o nome para muitos modelos, a Toyota faz o mesmo nesse caso.

Toyota Bandeirante: tudo sobre o 4x4 (vendido de 1962 a 2001)

BJ70, o Land Cruiser “raiz”

A linhagem direta do BJ40 seguiu com o BJ70 em 1984 e essa geração continua sendo feito em Aichi, na fábrica de Yoshiwara. As linhas desse modelo ainda hoje remetem ao clássico, tendo para-lamas abertos, grade com moldura envolvendo os faróis em um aspecto bem rústico. Trata-se de um produto bem típico do Japão, por manter muitas características originais do projeto.

Esse modelo tem cabine curta com duas portas com ou sem teto, além de versão perua com quatro portas e uma van. A gama de motores do J70 (o Prado também teve um J70, mas agora está no J150) foi do 2.4 a gasolina até o V8 4.0 diesel. Mas, a Toyota sentiu saudades de seu amado BJ40 e criou algo modelo nostálgico, o FJ Cruiser.

Feito mais para agradar os americanos, o FJ Cruiser teve duas variantes e um único motor, um V6 4.0 a gasolina, tendo durado até 2017. O modelo trazia a famosa moldura branca com faróis circulares e grade retangular, enquanto os para-lamas dianteiros tentavam imitar os antigos. O modelo tinha até colunas C envidraçadas e tinham portas traseiras de abertura invertida. E então, chegamos ao Toyota Bandeirante.

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Nacionalização e a transformação em Toyota Bandeirante

A gloriosa década de 50 viu nascer no Brasil a GEIA (Grupo Executivo da Indústria Automobilística) e com ela a chegada das “primeiras fábricas”, literalmente em referência aos fabricantes Scania, Volkswagen, Karmann-Ghia, DKW (através da Vemag), Isetta (através da Romi), entre outras ligadas ao setor, que inauguravam suas plantas fora de seu país de origem.

A Toyota, da mesma forma, foi uma delas e isso aconteceu muitos anos antes de qualquer outra planta da japonesa fosse erguida fora do Japão. E essa história começou em 23 de janeiro de 1958, ainda no bairro paulistano do Ipiranga, onde começou a ser montado em CKD o Land Cruiser FJ-25, uma variante do J20.

O modelo era um jipe com capota de lona e motor de seis cilindros 2F 3.9, tendo carroceria com 3,83 m de comprimento e 2,28 m de entre-eixos.

Quase que imediatamente, o então Land Cruiser – o nome do Toyota Bandeirante ainda era o original – ganhou atualizações pontuais que mudaram sua designação para FJ-251 e depois FJ-251L.

Toyota Bandeirante: tudo sobre o 4x4 (vendido de 1962 a 2001)

A nacionalização já alcançava 60% em 1959 e o processo produtivo ainda era o mesmo, mas também devido à carroceria ser feito pela Brasinca, em São Caetano do Sul.

Mas, logo ficou evidente para a Toyota que o processo de nacionalização deveria aumentar rápido e o uso de motor a gasolina importado e de porte grande não seria a melhor escolha para o Brasil.

Assim, firmou-se um acordo com a Mercedes-Benz para uso do motor OM-324 3.4 de 78 cavalos, apelidado de “britadeira”. Seria assim, com coração alemão que o Toyota Bandeirante seguiria por quase toda a sua vida no Brasil, retornando às origens no fim de carreira.

Toyota Bandeirante: tudo sobre o 4x4 (vendido de 1962 a 2001)

Toyota Bandeirante

Em maio de 1962, no bairro Planalto, em São Bernardo do Campo, surgia uma nova fábrica para o modelo, agora já com o nome nacionalizado, uma referência aos portugueses de saíam da Capitânia de São Vicente para desbravar o inóspito Brasil a partir do século XVII.

Foi nesse mesmo ano que chegou o Toyota Bandeirante com capota de aço, sendo oferecido junto com o “conversível”. Também chegou uma versão perua com chassi alongado do mesmo modelo fechado e a picape com caçamba de aço.

Designados como TB25/41/51, a gama da marca japonesa nos anos 60 ainda veria a versão picape cabine dupla com rodado traseiro duplo do Toyota Bandeirante, raro hoje em dia. Também apareceu uma picape com caçamba curta.

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Porém, o Toyota Bandeirante ainda era originalmente um BJ20.

Assim, em 1968, a empresa finalmente trazia aquele que seria o modelo mais conhecido por aqui e que de fato é o “Fusca” da gigante japonesa, o J40. Com as mesmas linhas vistas no exterior, onde chamava Land Cruiser, o Toyota Bandeirante chega em quatro configurações básicas, que naturalmente evoluíram para outras aplicações.

Esse modelo – chamado de OJ40 – passou a ter carroceria feita na própria fábrica, onde era também pintada, um processo que ajudaria outra marca emblemática dois anos depois. Em 1970, a icônica planta da Volkswagen na Anchieta pegou fogo. Para finalizar a pintura do Fusca, a empresa fez um acordo com a Toyota e dois se encontraram na mesma instalação.

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OM-314 e sua longa vida

Em 1973, o OJ40 virou OJ50 com a introdução do mais moderno motor diesel Mercedes-Benz OM-314 3.8 com 85 cavalos. A partir daí, o Toyota Bandeirante seguiria por muitos anos sem grandes alterações no visual, sempre nas configurações jipe com capota de aço ou lona, picape com chassi curto ou longo, picape cabine dupla ou simples e de caçamba curta ou longa. Isso sem contar a perua Toyota Bandeirante, um jipe alongado.

O Toyota Bandeirante ganhou câmbio de quatro marchas fixas no começo dos anos 80, tendo ainda caixa de transferência dupla logo depois, ampliando sua capacidade no fora de estrada.

Trocaram muitos itens, ganhando assim homocinéticas, maçanetas embutidas, cardã articulado, entre outras atualizações mecânicas. As vendas foram boas na década de 80.

Toyota Bandeirante: tudo sobre o 4x4 (vendido de 1962 a 2001)

Ainda por essa época, o Toyota Bandeirante ganhou atualização de painel, que ficou mais moderno e o jipe com capota de lona teve até santântonio para focar mais em seu lado aventureiro. Nem é preciso lembrar que acessórios nesse caso existiam vários, tudo para que os aventureiros pudessem realmente uso-lo em nível extremo.

Em 1989, a Toyota substituiu o motor diesel Mercedes OM-314 de 1973 pelo OM-364 4.0 de 90 cavalos e 27 kgfm, mas este durou até 1994. Mesmo com os anos 90 indicando o futuro, com as importações liberadas, o Toyota Bandeirante continuava sua evolução.

O modelo passou a adotar um câmbio de cinco marchas, amortecedor de direção reposição, barras estabilizadoras na suspensão (sempre de eixo rígido com feixes de molas) e direção hidráulica de série, entre outros melhoramentos.

Até o tanque foi aumentado de 52 para 63 litros.

Toyota Bandeirante: tudo sobre o 4x4 (vendido de 1962 a 2001)

14B, a volta do coração japonês no Toyota Bandeirante

Porém, a maior mudança no Toyota Bandeirante foi a introdução do motor 14B da Toyota em 1995.

Esse propulsor diesel 3.7 entregava 96 cavalos, mas com 24,4 kgfm, menos que o antigo OM-364, que tinha a fama de ter longa vida com manutenção mínima. Nessa época, já com grade nova na moldura que já vinha há alguns anos com faróis quadrados.

Freios a disco dianteiros finalmente chegaram no fim da década de 90 e a versão picape cabina dupla do Toyota Bandeirante, com quatro portas, chegou para rivalizar com o Land Rover Defender 130, que era feito pela Karmann-Ghia e numa época onde o Agrade Marruá não existia. Mas, a vida do Toyota Bandeirante a partir daí foi curta.

Por conta das emissões, o 14B 3.7 aspirado não poderia mais ser vendido e para a Toyota se tornou inviável introduzir um motor turbo diesel. Assim, pouco tempo depois de completar 100.000 unidades produzidas, a fábrica de São Bernardo do Campo encerrava a longa história de mais de quatro décadas do Toyota Bandeirante, um valente que não passou, ficou.

Toyota Bandeirante: tudo sobre o 4x4 (vendido de 1962 a 2001)

Valente, o Toyota Bandeirante era considerado indestrutível por muitos clientes, valendo-se do uso de tração 4×4 ou mesmo com tração 4×2.

Nos anos 70 e 80, por exemplo, concessionárias de tratores usavam o Toyota Bandeirante para alcançar os locais onde os veículos estavam quebrados ou precisavam de manutenção no meio rural.

O IBGE usou muito o Toyota Bandeirante em seus inúmeros censos nacionais.

E quem não se lembra dos vistosos jipes da Viação Cometa, sempre apoiados por picape de caçamba de madeira, tudo exclusivamente Toyota.

O Toyota Bandeirante também se alistou nas Forças Armadas e fez a alegria de muitos aventureiros se embrenhando nas milhares de trilhas espalhadas pelo Brasil.

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Deadlock

    Meu tio tinha um jipe Bandeirante, o mais robusto que já fabricaram por aqui. No nordeste ainda existem muitas pick-ups para atender turistas em estradas de terra. As outras marcas não aguentam o tranco. Não é à toa que a Toyota é uma das maiores fabricantes do mundo.

    • leandro

      Com certeza teria mercado, olhe o preço de um usado… Alguns chegam a custar 90 mil reais!
      Eu particularmente não gosto, acho duro, lento, inseguro e desconfortável.

  • Mauro Schramm

    Bacana o tema. Mas fica a sugestão para que o texto tenha um pouco mais de capricho. Muitas informações imprecisas e referências a códigos de produtos que um leitor comum não faz ideia do que sejam. Legendas identificando os exemplares nas fotos também ajudariam.

  • Ricardo Blume

    Ainda vou ter um. Não sei para que, mas vou ter um…

  • Racer

    Está aí um carro que admiro. E vez ou outra dou uma olhada nos anúncios da LC Prado….gosto muito também.

  • Cebobina

    Esses Bandeirantes são extremamente valorizados no mercado de usados. Façam uma pesquisa e se assustem!

    • konnyaro

      Aliás como todo Toyota, é muito valorizado no mercado de usados. A causa principal disso é que os concorrentes são projetados para durarem bem menos e forçar o cara a ter que trocar por um mais novo.

  • Baetatrip

    Band era boa de viagens…!
    Mas na trilha nao e muito bom, pois e pesada e motor fraco, reduzida salva… Mas nao tudo!
    Ja andei de Band, nenhum conforto que oferece, somente robustez
    Amigo meu tem 2 Band, 1 delas ele viaja para america do sul, tenho vontade de ir conhecer, mas acompanhar Band….. Nesse ponto que nao dá para render a viagem, Pois ela viaja de 60 a 80 (Vai a 100, mas força muito )
    Outro amigo tem LC 2002 6cc 4.2 a diesel.. Coisa linda, com conforto extremo ao rodar!
    Lá em Equador ainda vende o LC 200 0km Usa V8 a gasolina… só nao perguntei o preço, hehe!

    • konnyaro

      Realmente é muito pesada, principalmente com motor Mercedes, tanto é que em algumas trilhas bravas o jimny e samurai preparados de acordo passam de boa enquanto Troller e Bandeirantes ficam atolados.

      • Baetatrip

        Concordo!
        Tenho Samurai de trilha….. Ele brinca nas trilhas e as Band sofre!

  • Zé Mundico

    Realmente ainda são muito usados no interior do país no transporte de cargas e passageiros. Quem tiver a alegria de visitar Jericoacoara, lá no Ceará, facilmente andará de Bandeirantes nas dunas e nas praias. Ao lado da Chevrolet D-20, são a maioria por lá.
    E foi lá mesmo há uns 4 anos que presenciei a quebra do pivô da barra dianteira da roda ao cair numa vala. Descemos, empurramos, conseguimos uma corda e simplesmente amarramos a barra na sapata. Voltamos devagar pela areia da praia e chegamos tranquilos numa boa.

  • konnyaro

    Era resistente porque é um projeto da época em que os fabricantes ainda não se preocupavam com a obsolescência programada.
    Hoje tudo é projetado para durar no máximo 10 anos.

  • Tony

    Peguei um cabine curta ,0 km,igual ao da primeira foto,motor Toyota mas montagem MWM,de alta rotação,na última leva vendida pela Toyota em 2001.Com ele eu e esposa viajamos do RS,SC,Paraná,SP,MS,MT,MG,Goiás,RJ,ÉS,Bahia etc.,Os bancos foram trocados por mais confortáveis,ar condicionado da Denso,adaptado com frigobar.

    • Tony

      O Land Rover tb era muito bom mas de manutenção mais cara e poucos mecânicos especializados,ao contrário da Toyota que tinha fábrica no Brasil.

    • konnyaro

      Acho que você confundiu os motores pois a última leva foi com motor toyota 14B. A toyota bandeirantes nunca saiu com motor mwm.

      • Tony

        Sim,era o 14B da Toyota,mas sobre a tampa do motor tinha uma plaquinha azul inscrita mwm do Brasil .Talvez houvesse alguma parceria entre as duas empresas ,não sei ao certo,faz já 10 anos que eu vendi o jeep.Nunca me incomodei em saber pois o motor nunca me deu algum problema eheh…

  • Victor Freire

    o pessoal fala das picapes toyotas nas praias do nordeste, mas no interior, especialmente ali no agreste pernambucano, ainda se utilizam muitas toyotas com capota de lona para transporte de passageiros. todas elas com entre-eixos e carrocerias alongadas em oficinas da cidade de brejo da madre de deus.

  • zekinha71

    Se estivesse em produção hj, ia aparecer na listas dos mais vendidos, ainda tem muito lugar de difícil acesso que precisa desses “tratores”.

  • kleber peters

    SUV raiz, não estes nutellinha pablo vittar de hoje.

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