
Uma solução criada para manter testes automotivos em andamento transformou uma tarefa simples de secagem em um projeto próprio dentro da engenharia da Toyota.
O problema aparecia na reta número três do Centro Técnico Higashi-Fuji, utilizada por três equipes responsáveis pelo desenvolvimento de sistemas automáticos de frenagem.
Entre os trabalhos realizados no local estão avaliações do sistema pré-colisão, que dependem de uma superfície completamente seca para produzir resultados consistentes.
A chuva alterava o planejamento e obrigava os engenheiros a esperar durante horas até que o pavimento voltasse às condições necessárias para cada etapa.
Para aproveitar períodos de tempo firme, parte dos funcionários precisava comparecer aos fins de semana, reorganizando a rotina conforme as mudanças meteorológicas.

Durante 2023, esses profissionais trabalharam em dias de folga mais de três vezes acima da frequência registrada entre funcionários de outros departamentos.
Últimas notícias
A repetição desse cenário levou alguns integrantes da equipe a desenvolver um equipamento capaz de retirar rapidamente a água acumulada sobre a pista.
A proposta escolhida lembra um enorme rolo de esponja rebocado por um automóvel, combinando construção simples, operação direta e custo relativamente controlado.
O rolo mede quase 2 m de largura e fica instalado sobre um pequeno carrinho com rodas preparado para acompanhar o veículo.
Durante o deslocamento, a esponja absorve a água espalhada pelo pavimento e reduz o tempo necessário antes da retomada das avaliações técnicas.

Uma barra de aço posicionada na parte superior comprime o material, retirando o líquido coletado sem exigir que o equipamento interrompa seu movimento.
Depois dessa compressão, a água segue até um reservatório traseiro semelhante às caixas metálicas instaladas nas caçambas de algumas picapes.
Enquete
O rolo com esponja e tanque de 320 litros da Toyota para secar a pista vale o custo-benefício no teste?
Vote e veja o resultado em tempo real.
5 votos
O tanque comporta aproximadamente 320 litros e pode ser esvaziado rapidamente assim que atinge sua capacidade durante o trabalho na pista.
Apesar da aparência elementar, o projeto definitivo surgiu somente depois que a equipe estudou diferentes métodos para acelerar a secagem do trecho.
As alternativas incluíram aquecedores, sistemas de sucção, sopradores e mecanismos semelhantes a limpadores, cada um com vantagens e limitações próprias.

A sucção apresentou o melhor desempenho entre os primeiros protótipos, mas o modelo testado era pequeno demais para atender toda a largura necessária.
Ampliar esse conceito exigiria um investimento considerado excessivo, o que levou os engenheiros a buscar uma opção mais fácil de produzir e manter.
A escolha pela esponja não encerrou o desenvolvimento imediatamente, pois o equipamento passou por sete versões antes de alcançar sua configuração atual.
Cada etapa ajudou a melhorar o contato com o pavimento, a coleta de água e a praticidade durante o uso pelas equipes de testes.
A Toyota começou a empregar o dispositivo em março de 2024, após concluir que a solução atendia às necessidades do centro técnico.

Desde então, o rolo entra em atividade uma ou duas vezes por mês, frequência que varia conforme o volume de chuva registrado na região.
O ganho principal aparece na disponibilidade da pista, já que os testes podem recomeçar mais cedo sem depender exclusivamente da secagem natural.
A solução também reduz a necessidade de convocar funcionários nos fins de semana, permitindo organizar avaliações com maior regularidade dentro dos dias úteis.
Sem recorrer a sistemas caros ou estruturas complexas, a equipe resolveu uma dificuldade operacional recorrente com materiais simples e sucessivos ajustes práticos.
O projeto mostra como pequenas melhorias de rotina podem ter impacto relevante no desenvolvimento automotivo, especialmente quando vários departamentos dependem da mesma área.
